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Exportação de software reunirá 70 empresas

 

Exportação de software reunirá 70 empresas

Sociedade Softex tem 40 adesões a programa com apoio do governo federal

A indústria brasileira de software, apontada como um dos setores prioritários da política industrial brasileira, estrutura-se para ampliar as exportações, que, apesar de ainda não existirem estimativas oficiais, ficaram entre US$ 200 milhões e US$ 400 milhões. A Sociedade para Promoção da Excelência do Software Brasileiro (Softex) busca reunir 70 empresas para um esforço conjunto, batizado Programa Setorial I...

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Exportação de software reunirá 70 empresas

Sociedade Softex tem 40 adesões a programa com apoio do governo federal

A indústria brasileira de software, apontada como um dos setores prioritários da política industrial brasileira, estrutura-se para ampliar as exportações, que, apesar de ainda não existirem estimativas oficiais, ficaram entre US$ 200 milhões e US$ 400 milhões. A Sociedade para Promoção da Excelência do Software Brasileiro (Softex) busca reunir 70 empresas para um esforço conjunto, batizado Programa Setorial Integrado para Exportação do Software e Serviços Correlatos (PSI-SW). A idéia é compartilhar custos de promoção, divulgação, treinamento e presença internacional. Quarenta companhias já aderiram. Entre elas, o CPqD, a Cimcorp, a Atech e a RM Sistemas. A iniciativa faz parte da política industrial do governo.

Ainda esta semana, o projeto deve ser apresentado à Agência de Promoção das Exportações (Apex) e deve receber R$ 8milhões do governo.A princípio, não é muito dinheiro, mas o montante deve-se somar a recursos das empresas e da própria Softex, uma sociedade sem fins lucrativos. O programa tem dois anos de duração, e deve gerar, no período, pelo menos R$ 60 milhões em vendas externas. "O software tem um ciclo de vendas longo", explicou o coordenador geral da Softex, Djalma Petit." Até o quarto ano, esperamos gerar R$ 300 milhões em exportações com o programa."

A Softex apresentou o programa em sete capitais do País. Os mercados prioritários são os Estados Unidos, Alemanha, Espanha, França, Japão e China. A iniciativa prevê, entre outras coisas, a criação de uma rede de representantes internacionais, para atender a todos as empresas participantes do programa.

Além dos pontos de presença internacionais, o programa também prevê a realizar estudos e pesquisas de mercado, a promoção comercial no exterior do País como produtor de software e de produtos e serviços das empresas participantes e a capacitação das companhias. O programa também espera incentivar o atendimento em conjunto de grandes contratos internacionais de software. "Estamos engajados na exportação", disse o diretor de Marketing da Atech, Zareh Balekjian. A empresa fez a integração do Sistema de Vigilância da Amazônia (Sivam) e fornece software de controle de vôo, entre outras soluções.No ano passado, a Atech faturou R$60 milhões, e prevê um crescimento de 20% para este ano. "As exportações ainda não são representativas, masjádamosos primeiros passos."

O CPqD, que pertencia ao Sistema Telebrás e fornece software e serviços para operadoras de telecomunicações, anunciou recentemente dois contratos internacionais: de consultoria técnica a angola MSTelcom e de expansão do sistema de telefonia pública na Ilha de Samoa, na Oceania.

O software, com serviços associados, já responde por 60% da receita da empresa, que atingiu R$ 204 milhões em 2003, sendo 6% resultantes de vendas externas. "Temos que apostar na exportação", afirmou o presidente do CPqD, Hélio Graciosa, que espera expandir para 8% a participação dos contratos internacionais no faturamento deste ano.

 

Fonte: O Estado de S.Paulo

30/07/2004



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