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O perigo pela internet, combatido em casa

 

O perigo pela internet, combatido em casa


Além de estudar formas de garantir segurança de sistemas de telecom, o CPqD desenvolve soluções para proteger redes de grandes empresas e bancos.

De acordo com o pesquisador Nelson Mincov, da Diretoria de Redes de Telecomunicações, a maior porta de entrada de vír...


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O perigo pela internet, combatido em casa


Além de estudar formas de garantir segurança de sistemas de telecom, o CPqD desenvolve soluções para proteger redes de grandes empresas e bancos.

De acordo com o pesquisador Nelson Mincov, da Diretoria de Redes de Telecomunicações, a maior porta de entrada de vírus e incidentes nas redes de tecnologia de informação ainda são os programas de uso pessoal como os de e-mails e de conversação online (Icq, Messenger e outros do género).

Segundo ele, o usuário é o maior responsável pela entrada de espiões virtuais e pelo escoamento de informações. Na maioria das vezes, por falta de conhecimento.

Mincov afirma que os hackers (nome dado aos fraudadores virtuais) ficam atentos e conhecem muito bem os diversos tipos de conexão: redes LAN (Local Área Network), WAN (Wide Área Network), webservice e o que mais estiver à disposição do usuário.

A primeira, como o próprio nome diz, é uma rede local. Ela faz a conexão, por exemplo, de computadores dentro de um mesmo prédio, de um campus universitário. A rede LAN geralmente tem cabeamento físico, para poder conectar um departamento da empresa ou universidade a outro.

Já a rede WAN faz a conexão a uma distância maior. Se sua fábrica fica em Campinas, mas tem uma filial na Bahia, é possível, pela rede WAN, conectar-se aos computadores de lá. Mais: pela rede WAN pode-se ainda estar ligado a fornecedores, parceiros, colaboradores.

Outro tipo de acesso é pelo webserver, um servidor de internet que faz a conexão de uma empresa ou de uma pessoa física com a internet. O advento, aliás, fez aumentar a vulnerabilidade dos sistemas e crescer o número de incidentes, como desvio de dinheiro, descoberta de informações confidenciais, redes mais lentas, distribuição de vírus.

Mincov diz que existem desde quadrilhas organizadas em fraudes bancárias até os piratas "pé-de-chinelo". Tem até hacker que entra nos computadores de uma empresa só para provar que ela não tem controle sobre suas informações.

Além de estarem sujeitas à invasão de vírus, as empresas também correm o risco de hospedar em suas máquinas os chamados programas espiões - invisíveis ao usuário, mas que permitem ao hacker enxergar as informações contidas nos computadores daquela rede.

Podem, sem saber, acolher em seu servidor softwares, músicas e filmes piratas. Ou, ainda, se tornar um ponto de multiplicação de spams (mensagens eletrônicas, geralmente de cunho publicitário, enviadas a uma grande quantidade de pessoas). Segundo pesquisas, cerca de 50% do tráfego da internet referem-se à circulação de spans.

Entrega em domicílio

Se um hacker é capaz de entrar no banco de dados de uma operadora de telefonia ou de um banco imagine o que ele pode fazer com os dados de seu computador pessoal. Uma das peripécias preferidas é a invasão de sites bancários com o objetivo de obter dados do usuário, senha etc.

Segundo Mincov, enquanto empresas precisam de uma consultoria especializada para determinar o melhor tipo de barreira contra incidented e fraudes, o usuário comum pode se valer de antivírus e da chamada fire-wall (uma barreira que impede a conexão de estranhos e a saída de conteúdo não-autorizado). *

Trata-se de um dispositivo semelhante àquele usado nas empresas, mas adequado ao usuário comumí Mincov informa que em sites de busca (Google, Yahoo etc.) é possível encontrar endereços como o www.super-downloads.ubbi.com.br ou www.bai-xaki.ig.com.br, por meio dos quais se encontram firewalls gratuitos ou pagos.

Outra dica do pesquisador do CPqD é o uso do anti-spyware, que impede a instalação dos softwares espiões.

Além de tudo isso, é preciso lembrar que estar conectado ao mundo impõe certos riscos. Portanto, é um erro acreditar em tudo o que se lê.

Não abrir mensagens que você não solicitou, por exemplo, é um passo bastante eficaz evitar a entrada de programas, vírus e outro tipo de incidentes. Ainda que o remetente seja conhecido, desconfie caso o assunto ou conteúdo aparente não lhe pareça familiar. Às vezes, a máquina do seu amigo pode estar contaminada, distribuindo e-mails para centenas de destinatários è seus contatos. "

Mais que isso, também ficam em xeque as promoções, solicitações de recadastramento e etc. E cuidado com o que diz em suas conversas virtuais. O destinatário das mensagens pode não ser realmente quem ele diz que é. (TF)

 

Fonte: Correio Popular - Caderno Cenário XXI

27/02/2005



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