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CPqD e Cerebrus se aliam contra fraudadores

 

CPqD e Cerebrus se aliam contra fraudadores

Empresas desenvolvem soluções para proteger consumidores e dados de operadoras wireless da próxima geração

Uma aliança entre a Cerebrus Solutions Limited e o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD) promete dar fôlego aos estudos sobre soluçõ...

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CPqD e Cerebrus se aliam contra fraudadores

Empresas desenvolvem soluções para proteger consumidores e dados de operadoras wireless da próxima geração

Uma aliança entre a Cerebrus Solutions Limited e o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD) promete dar fôlego aos estudos sobre soluções avançadas de gerencia-mento de riscos e combate a fraudes contra empresas de telecomunicações, desenvolvidos pela instituição localizada em Campinas.

Os resultados devem beneficiar as operadoras wireless e wireline (tecnologias sem fio) da próxima geração. De acordo com o gerente de negócios da Diretoria de Soluções, António Palma, trabalhar em parceria com a Cerebrus vai permitir a oferta de serviços de segurança de rede a empresas como as de telefonia celular, fixa e etc. "Unimos a expertise da Cerebrus em gestão e uma bagagem de muitos anos de trabalho do CPqD. O resultado devem ser soluções em prevenção de fraudes com custos competitivos", afirma.

Mas o que isso significa para os cidadãos? Segundo o estatístico André Blazko, da Diretoria de Soluções para Inteligência de Negócios do CPqD, a intenção da parceria é garantir a segurança do consumidor. "Do lado da empresa, esse tipo de trabalho evita que ela tenha prejuízos. E favorece, sobretudo, a satisfação do consumidor, que corre menos riscos de ter um telefone celular clonado, por exemplo", afirma.

Espera-se que, com a aplicação desses métodos, softwares e técnicas, essas operações ilegais - e bastante desagradáveis - possam ser evitadas. "O mercado é muito dinâmico e isso torna difícil para as operadoras a proteção contra a fraude organizada e outras formas de perda de receitas"* afirma Chris Huff, vice-presidente de Vendas Mundiais e Marketing da Cerebrus. "O mercado brasileiro precisará de soluções ajustadas a ele", completa António Palma.

O sistema de gerenciamento de fraudes CerebrusRE encontra-se instalado em 22 empresas prestadoras de serviços em telecom em cinco continentes. Além disso, depois da fusão com a Neural Tecnologies, a empresa pretende atuar não somente na área de fraudes em telecomunicações mas também em segmentos que como os bancos, operadoras de crédito etc.


De olho

Apesar de existirem restrições da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) ao impedimento de um cidadão contratar os serviços de uma operadora do ramo, um dos focos mais importantes do estudo da Cerebrus e CPqD é desenvolver mecanismos de identificação de um fraudador em potencial, antes dele se tornar um cliente da empresa.

Segundo Blazko, existem modelos matemáticos que analisam informações de cadastro, constroem perfis e são capazes de identificar a propensão à fraude. "Com base em estudos de características de fraudes passadas, padrões de comportamento modela-se matematicamente um perfil. Aí, é possível ver de perto quem se aproxima mais dele."

Entre as fraudes mais comuns estão as de subscrição, nas quais o contratante usa documentação falsa ou roubada, além de dados de outras pessoas, para ter acesso aos serviços da operadora.

Outro tipo de fraude é a técnica, por meio da qual se clona um celular, cartão etc. e o fraudador passa a usar os serviços como um cliente idóneo. "Na telefonia celular pós-paga, por exemplo, eu consigo acompanhar um cliente e verse seu padrão de comportamento está mudando", afirma Blazko. '

Apoio

A tecnologia desenvolvida e estudada nos laboratórios campineiros servirá ainda para diminuir a quantidade de alarmes falsos, esperam os especialistas. "Se o sistema indica muitos falsos positivos (alertas falsos) sobre possíveis fraudes, a operadora precisará de um quadro de funcionários muito grande para analisar essas informações. A ideia é melhorar a qualidade dos algoritmos e garantir que o número de alarmes seja o menor possível, com a menor margem de erro", diz António Palma. "Essa será uma tecnologia de apoio muito importante."

E a lógica se aplica à situação contrária, explica ele. "O falso positivo é, por exemplo, o cliente que muda bruscamente de comportamento e aparece no sistema como possível fraudador. Mas existem os falsos negativos também. O modelo de segurança precisará ter sensibilidade suficiente para identificar essas diferenças."

E para conseguirem chegar a essa precisão, os técnicos percorrerão um longo caminho de análises e comparações. "É como ir ao médico. Primeiro, você vai num clínico geral, faz um exame mais simples. Se o médico percebe que o problema é mais específico, ele te encaminha para um especialista e te pede exames mais complexos", compara Palma. "Vamos fazer mais ou menos isto. Para garantir que essa sensibilidade seja garantida vamos usar vários modelos matemáticos, comparar os resultados, avaliar as possibilidades."

 

Fonte: Correio Popular - Caderno Cenário XXI

27/02/2005



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