
"Bilhetagem" cresce no rastro de operadoras
Utilizado para tarifar os serviços prestados por empresas de televisão a cabo, de Internet, de água e luz, e, principalmente, de telecomunicações, por exemplo, o serviço de billing (“bilhetagem”) vem crescendo n...
"Bilhetagem" cresce no rastro de operadoras
Utilizado para tarifar os serviços prestados por empresas de televisão a cabo, de Internet, de água e luz, e, principalmente, de telecomunicações, por exemplo, o serviço de billing (“bilhetagem”) vem crescendo no País. Provedores desse tipo de solução já estimam um incremento de até 100% na demanda para este ano.
A projeção otimista das empresas de “bilhetagem” acontece porque as corporações estão necessitando, cada vez mais, de soluções que possam medir e calcular o custo e o uso dos seus produtos. Além disso, novos serviços, tais como banda-larga, pay-per-view (pague-para-ver) e telefonia celular (que oferecem troca de mensagens, cartões pré-pagos, download de sons e imagens multimídia, além de planos promocionais com descontos), devem impulsionar ainda mais a procura por esse serviço.
A Cyclades , por exemplo, já registra um crescimento de 100% na contratação de sua solução de “bilhetagem” este ano. “Temos um serviço de billing corporativo que registra e fatura todo o custo de telefonia de uma empresa. Isso com todos os detalhes, como qual operadora foi utilizada para fazer um interurbano, quanto tempo durou a conversa, etc”, explica Paulo Marshall, diretor de vendas da empresa.
“Com ele, o empresário consegue verificar quanto gastou realmente e comparar a conta de telefone que chega pelos Correios ”, explica Marshall, que tem entre seus clientes a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) e os bancos HSBC e Unibanco.
Mesmo podendo ser usado por vários setores, é nas telecomunicações que o billing se destaca. Hoje, essa solução é considerada vital para o nicho de telefonia, pois só com ela é possível calcular os gastos dos clientes com os produtos diversificados das teles — que vão da Internet em banda larga ao envio de mensagens por telefone. “Ele é necessário estrategicamente porque permite às empresas ter mobilidade e uma gama ampla de serviços”, diz Eduardo Amaral, consultor sênior de vendas da CSG Systems.
Oferecendo esse serviço no País para grandes operadoras, tais como a Telesp Celular ( VIVO ), Intelig e Embratel , por exemplo, a CSG, segundo Amaral, faturou US$ 428 milhões (ou R$ 1,3 bilhão pela cotação do dõlar de ontem), em 2003. “Este ano, a demanda vai aumentar e pretendemos faturar cerca de US$ 530 milhões, conclui.
Atuando com soluções de “bilhetagem” para diversos segmentos, o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD) presta serviços de billing para mais de 15 corporações de grande porte do País, entre elas a Brasil Telecom , Telemar , Star One e a Companhia Energética de Goiás (Celg). “Nessas prestadoras de serviços, somos responsãveis pelo trabalho de mediação dos recursos utilizados pelos clientes delas, da tarifação, da cobrança, do faturamento e, em alguns casos, até do processamento da conta para ser impressa através da Internet”, explica Luiz Cobos, gerente de negõcios em billing da empresa.
A empresa, que faturou em 2003 cerca de R$ 204 milhões, espera acrescer sua base de clientes em 30% este ano. “Para isso, estamos lançando um serviço voltado para qualquer tipo de corporação”, explica Cobos.
“Esse produto será voltado para empresas com alto custo de telecomunicações que desejam reduzir o gasto com telefonia. Isso porque essa solução de ‘bilhetagem’ será inteligente, ou seja, vai sempre incorporar os detalhes das promoções que as operadoras estão fazendo”, revela Cobos, que presta este tipo de billing para o Banco do Brasil.
Fonte: Cyclades Brasil
24/08/2005