
Instituto Atlântico reforça estrutura
A expectativa é acertar acordos de R$ 4 milhões, com o desenvolvimento de novos projetos. O Instituto Atlântico de Fortaleza, voltado à pesquisa e desenvolvimento em tecnologia da informação e telecomunicação, inicia 2006 sob novo comando. O gerente de Serviços e Aplicações Multimídia do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD) , José Eduardo Martins, assume o cargo de superintendente em 1º de janeiro próximo. As mudanças previstas contemplam também um nome par...
Instituto Atlântico reforça estrutura
A expectativa é acertar acordos de R$ 4 milhões, com o desenvolvimento de novos projetos. O Instituto Atlântico de Fortaleza, voltado à pesquisa e desenvolvimento em tecnologia da informação e telecomunicação, inicia 2006 sob novo comando. O gerente de Serviços e Aplicações Multimídia do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD) , José Eduardo Martins, assume o cargo de superintendente em 1º de janeiro próximo. As mudanças previstas contemplam também um nome para a área comercial, antes conduzida pelo CPqD.
"A gerência vai atuar no mercado corporativo e na área financeira, buscando projetos em parceria com empresas cearenses de software e hardware", diz o futuro superintendente, com planos de implementar novos negócios. Durante o ano, a expectativa é acertar acordos da ordem de R$ 4 milhões, volume de capital previsto com o desenvolvimento de novos projetos.
O presidente do Atlântico e vice-presidente de Tecnologia do CPqD, Cláudio Violato, diz que o setor comercial terá força própria em Fortaleza, mas a gestão será compartilhada com o centro em Campinas. "Esta função vai exigir habilidade, pois são muitos os desafios", afirma, ao considerar que o instituto tem uma equipe qualificada e em condições de tocar a nova proposta. O Atlântico, sociedade civil sem fins lucrativos, já colocou o Ceará no mapa do País, segundo Violato.
O novo superintendente assume a instituição com a tarefa de continuar o trabalho desenvolvido por Eduardo Bernal, que iniciou o Atlântico há quatro anos, e volta ao CPqD, onde era diretor de Inovação Tecnológica.
"Começamos o trabalho em 2001, com oito profissionais, vamos fechar o ano com 150 colaboradores e projeção de faturamento de R$ 14,5 milhões", anuncia Bernal. Para 2006, a estimativa é faturar R$ 17 milhões. "Se for mais, ótimo", acrescenta Martins, que participou do planejamento estratégico e conhece o trabalho desenvolvido.
O instituto trabalha basicamente com projetos dentro da Lei de Informática, que obriga as grandes empresas do Sudeste a investirem um percentual do lucro em pesquisa e desenvolvimento nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, para desconcentração tecnológica. Violato diz que o Atlântico consolidou um processo de produção tecnológica eficiente e chega a 2006 com bons resultados.
No período, instalou uma filial em Sobral, a 224 quilômetros de Fortaleza, projeto estimulado pelo secretário de Ciência e Tecnologia, Hélio Guedes de Campos Barros, com a idéia de descentralizar a geração de tecnologia, e agora define negócios com a Prefeitura local.
O Instituto patrocinou ainda, entre 2004 e 2005, a certificação de 26 profissionais em gestão do Project Management Professional (PMP), uma das mais valorizadas do mercado de tecnologia da informação. "Houve investimento também em capacitação em gestão de projetos, e não apenas no corpo técnico. Temos ainda uma estrutura financeira, altamente qualificada, que vai dar condições de atender melhor os clientes, com projetos e prazos bem definidos e viáveis", afirma Martins. O Atlântico reúne agora a maior concentração de PMP em empresa nordestina.
Fonte: Gazeta Mercantil/Gazeta do Brasil - Pág. 16 - Adriana Thomasi
15/12/2005