O CPqD fechou um contrato de cooperação tecnológica com a Logictel, empresa especializada na prestação de serviços de telecomunicações, e a Josaphat, desenvolvedora de sistemas e equipamentos de automação e telecomunicações.
Juntas, as empresas oferecerão ao mercado uma solução que permitirá a qualificação das redes de cabos metálicos, existentes em xDSL, que suportam os serviços de banda larga no Brasil. Com a solução, as empresas que oferecem serviços de banda larga poderão detectar, com precisão, a velocidade de transmissão de dados da conexão do usuário, identificando, por exemplo, se por determinado cabeamento é possível a transmissão de programação de TV pela Internet (IPTV).
A Josaphat foi a idealizadora da metodologia de qualificação de cabos metálicos, que já foi apresentada duas vezes à União Internacional de Telecomunicações (ITU-T), e agora foi licenciada para a Logictel. De acordo com Zander Baptista de Araújo, diretor da Josaphat, “o próximo passo é a recomendação para que essa metodologia se torne uma norma mundial para redes que suportarão serviços de banda larga”.
A nova solução será oferecida ao mercado pela Logictel, com a qualificação dos cabos em campo, e pelo CPqD, que, juntos, transformaram a metodologia Josaphat em um serviço. Para isso, foi desenvolvido um sistema de pós-processamento para a análise qualitativa e quantitativa dos dados, capaz de “traduzir” as informações coletadas em campo pela Logictel em informações operacionais para as concessionárias.
Para Hélcio Binelli, vice-presidente comercial da Logictel, o momento não poderia ser melhor para o lançamento da solução. “O mercado cresce em níveis expressivos e necessita desse tipo de serviço, já que, para as operadoras que vêm oferecendo serviços de banda larga em redes metálicas, conhecer com detalhes as taxas de transmissão no cabeamento disponível, com todas as interferências possíveis, significa um melhor atendimento às expectativas dos clientes e garantia das velocidades oferecidas”, comenta. “Com esta parceria, reunimos os pontos fortes de cada empresa para oferecer ao mercado uma solução de alto valor agregado”, acrescenta.
De acordo com Hélio Graciosa, presidente do CPqD, um dos valores da organização é justamente a parceria. “Num mercado global ela é necessária e muito produtiva. O CPqD prima pela aproximação de empresas de base tecnológica emergente, o que é uma grande oportunidade de gerar soluções mais amplas e completas”, conclui.