
As possibilidades da interatividade que será viabilizada na televisão, após o lançamento da TV Digital, são tantas que levaram o diretor de TV Digital do CPqD, Juliano de Castilho Dall’Antonia, a apostar que esta é a pr...
Diretor de TV Digital no CPqD lança a aposta e diz que, depois da
telefonia, da radiodifusão e da internet, interatividade será o que vai
mudar a rotina e os hábitos. As possibilidades da interatividade que será viabilizada na
televisão, após o lançamento da TV Digital, são tantas que levaram o
diretor de TV Digital do CPqD, Juliano de Castilho Dall’Antonia, a
apostar que esta é a próxima grande aplicação tecnológica. “Sim, é cedo
para afirmas, mas é em que eu aposto”, declara. No estande do centro na Futurecom 2007 há a demonstração de um
sistema de interatividade, que funciona por meio do controle remoto do
receptor (ou set up box) e que mostra como deverá acontecer as ações
interativas. “Com os todos os grandes bancos de varejo, por exemplo, já
conversamos para viabilizar os sistemas de pagamentos de contas pela
televisão”, explica Sidney Longo, também da diretoria de TV Digital. Entretanto, até que seja realmente difundido, deverá levar 10 anos,
conforme estima Dall’Antonia. “Parece bastante, mas é menos do que
levou a telefonia, que precisava da construção da rede e da internet,
que exigia que as pessoas tivessem computadore. Para a TV Digital,
qualquer opção de canal de retorno e os aparelhos de televisão estão
aí”, afirma. Entre as aplicações interativas que serão viáveis, inicialmente, há
pagamento de contas, aplicações de governo eletrônico – que envolve
declaração de isento do imposto de renda e outras questões associadas a
aposentadoria – e até de educação. “Já existem diversas aplicações
prontas no Ministério da Educação e isso também me faz acreditar que em
dois anos já ter muitas coisas de interatividade em funcionamento”,
estima Longo. Outro fator que faz o CPqD apostar na
interatividade são as limitações da internet, que hoje é
fundamentalmente baseada em texto. “Na televisão a navegação é mais
simples, pelo controle remoto apenas”, explica. Nas próximas semanas, o Ginga estará disponível para acesso e
pesquisa e assim poderá ser visto com detalhes as possibilidades de
interação. Entretanto, Longo explica que o middleware não é obrigatório
para que aconteça a interatividade. “Se o receptor vier sem o Ginga,
basta que haja uma aplicação diferenciada para o receptor de cada
fabricante, o que significa que de uma forma ou de outra será possível
haver interatividade”, revela.
Data: 03/09/07