
FLORIANÓPOLIS - Em uma sala superlotada aconteceu na manhã de hoje o painel IPTV e TV Digital Interativa: Reação do Mercado e os Desafios da sua Implantação no Futurecom 2007, em Florianópolis. A exposição sobre os benefícios da IPTV e da TV Digital e a reação do mercado foi praticamente unânime. Todos concordam que há demanda no Brasil de convergência internet-vídeo e que as possibilidades de interatividade e portabilidade serão muito atraentes.
Os representantes das operadoras Oi e Telefónica deram um panorama da versatilidade da IPTV para o uso no televisor, no celu...
FLORIANÓPOLIS - Em uma sala superlotada aconteceu na manhã de hoje o painel IPTV e TV Digital Interativa: Reação do Mercado e os Desafios da sua Implantação no Futurecom 2007, em Florianópolis. A exposição sobre os benefícios da IPTV e da TV Digital e a reação do mercado foi praticamente unânime. Todos concordam que há demanda no Brasil de convergência internet-vídeo e que as possibilidades de interatividade e portabilidade serão muito atraentes. Os representantes das operadoras Oi e Telefónica deram um panorama da versatilidade da IPTV para o uso no televisor, no celular e no computador, feito sob medida para o consumidor moderno, que gosta de informação em pílulas. A exposição sobre os benefícios da IPTV e da TV Digital e a reação do mercado foi praticamente unânime: todos concordam que há demanda no Brasil de convergência internet-vídeo e que as possibilidades de interatividade e portabilidade serão muito atraentes. Juliano Castilho Dall'Antonia, diretor de TV Digital do CPqD chamou a atenção para outro aspecto da implantação da IPTV e TV digital interativa no Brasil: a inclusão digital. Em um aparelho com melhor usabilidade e maior penetração nos domicílios que um computador, os excluídos digitais poderão navegar com mais facilidade e intimidade com a interface. Dall'Antonia defende o uso do receptor de TV para mais serviços que apenas recepção de programas de TV, como por exemplo o t-learning (educação à distância por meio da TV digital) e o T-Gov (governo eletrônico por meio da TV digital). Mas se na teoria os benefícios são muitos, na prática os desafios para a implantação das novas tecnologias e serviços não ficam para trás. Um dos primeiros problemas levantados – e dos mais discutidos no Futurecom – foi a questão regulatória. Antônio Domingos Teixeira Bedran, membro do Conselho Diretor da Anatel, disse que a preocupação é que a concorrência entre as empresas seja justa, e não predatória. Outra questão foi a capacidade da banda dos usuários domésticos. Atualmente apenas cerca de 10% das residências possuem banda larga de 1mbps, insuficiente para a boa transmissão de IPTV. José Luis Volpini, diretor de novos negócios da Oi, rebateu dizendo que no Rio de Janeiro boa parte da zona sul e da Barra da Tijuca já possui cabeamento para banda larga de até 8 mbps. De acordo com Volpini, a demanda do consumidor fará com que haja oferta de maiores velocidades em todas as localidades. Pesados os benefícios e desafios, o que resta é aguardar a regulamentação do serviço de broadcast (IPTV como TV por assinatura, com grade de programação). A Brasil Telecom lançou no mês passado em Brasília seu serviço de IPTV Videon, que funciona como uma “locadora virtual”. Atualmente as empresas de telecomunicações não podem oferecer broadcast. Leia mais sobre IPTV - TV DIgital - Futurecom Fonte: Último Segundo
Data: 03/10/07