
CPqD desenvolve tecnologia WiMAX para ser transferida à indústria nacional Em 2008, CPqD apresenta os primeiros resultados de projeto para desenvolvimento de infra-estrutura WiMAX
Banda larga já não é mais exclusividade das redes fixas. O WiMAX, tecnologia sem fio de conectividade em banda larga, está se firmando no mundo todo como uma nova – e eficiente – opção de acesso à Internet. E tudo caminha para que ele seja uma arma poderosa para a universalização do serviço no Brasil, promovendo a inclusão digital de milhões de cidadãos, ainda distantes do chamado mundo da informação. No primeiro trimestre de 2008, deverão chegar à indústria nacional os primeiros resultados práticos de um projeto do CPqD, financiado com recursos do FUNTTEL do Ministério das Comunicações, que tem como objetivo desenvolver uma infra-estrutura WiMAX. Serão transferidas tecnologias de estações radiobase (ERBs), estações de assinantes e sistema de gerência de rede e serviço, compondo uma solução totalmente integrada. Até 2009, está previsto o desenvolvimento de várias versões da plataforma. Trata-se de um conjunto completo de produtos capazes de atender a diversidade de cenários de operação e demandas por serviços em banda larga no país. Flexível e de baixo custo, capaz de atender aos requisitos necessários para viabilizar sua implantação e operação no Brasil e em outros países emergentes, a tecnologia desenvolvida pelo CPqD é baseada na integração do WiMAX com as redes Ad Hoc e Wi-Fi mesh, que desde 2004 são pesquisadas pelo CPqD em projetos igualmente financiados pelo FUNTTEL. Todo o desenvolvimento da plataforma seguirá rigorosamente o padrão IEEE 802.16e (Orthogonal Frequency Division Multiple Access – OFDMA), e os produtos gerados serão submetidos ao processo de certificação do WiMAX Forum. Contudo, o escopo do projeto extrapola o atual estágio de especificação do WiMAX Forum, na medida em que funcionalidades específicas de interesse do mercado brasileiro deverão ser exploradas. De fato, a tecnologia contará com várias opções de faixas de freqüência que podem ser utilizadas em diversas modalidades de serviços, no intervalo de 200 MHz a 5,8 GHz, tanto para enlaces ponto-multiponto como para enlaces backhaul ponto-a-ponto. “Não se trata de reinventar a roda, mas de adequar a tecnologia às necessidades brasileiras, mantendo a aderência aos padrões internacionais. Mais uma vez, os resultados práticos do trabalho do CPqD serão revertidos em um produto adequado às peculiaridades da indústria brasileira. Trata-se de um projeto estratégico, com grande potencial para atender aos interesses nacionais de inclusão digital”, comenta Ralph Robert Heinrich, diretor de Redes de Telecomunicações do CPqD.
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