
FUNTTEL aprova segunda fase do projeto GIGA
Os excelentes resultados obtidos pelo Projeto GIGA evoluíram para uma segunda fase que acaba de ser aprovada pelo Conselho Gestor do FUNTTEL. Em andamento desde 2004, resultado de uma parceria entre o CPqD e a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), com envolvimento de diversos grupos universitários brasileiros, o GIGA é um projeto de convergência tecnológica que vem revitalizando a infra-estrutura óptica brasileira, financiado pelo FUNTTEL através da FINEP. A segunda fase do projeto deverá consumir, nos próximos três anos, cerca de R$ 25,5 milhões, priorizar o aprofundamento de projetos já iniciados na primeira fase e inaugurar novos trabalhos. “O projeto GIGA, desde o seu início, vem atuando na produção de tecnologias inovadoras que permitem tornar a indústria nacional mais competitiva”, comenta o professor Rege Scarabucci, coordenador do GIGA pelo CPqD. Na segunda fase, o GIGA estará dividido em duas áreas temáticas: redes ópticas e serviços experimentais. Dentro do tema redes ópticas, serão conduzidos subprojetos referentes a sistemas DWDM e CWDM para redes de acesso; amplificadores ópticos de baixo custo; redes configuráveis – utilizadas nas redes ópticas do futuro; acesso por fibras ópticas em redes interprediais – utilizadas nos chamados escritórios e casas inteligentes, com aplicações para as fibras ópticas plásticas. Ainda dentro desse tema, estão previstos investimentos no prosseguimento de projetos iniciados em 2005 que se dedicam às tecnologias de redes de pacotes ópticos a serem empregadas nas redes de grande velocidade. No que se refere ao tema de serviços experimentais, o CPqD prosseguirá com pesquisas no Projeto de Distribuição de Mídia Digital para aplicações em teleducação e telemedicina. Está previsto, em documento aprovado pelo FUNTTEL, o início do Projeto de TV Experimental, que inclui a pesquisa e o desenvolvimento de solução para distribuição, armazenamento e acesso a conteúdo multimídia interativo em formato televisivo sobre uma plataforma uniforme de acesso a serviços, considerando camada de transporte IP e radiodifusão. De acordo com o professor Rege Scarabucci, na segunda fase do projeto, a Rede Experimental GIGA deverá receber evoluções que permitirão maior velocidade também na periferia da rede. Na primeira fase do projeto, o núcleo da rede recebeu o aumento da velocidade de 1 para 10 Gbit/s. “Nesta segunda fase que se inicia, serão implantados pontos ao longo da rede com possibilidade de transmissão de até 10 Gbit/s”, comenta Rege. Os pontos serão instalados no Centro de Previsão de Tempo e Estudo Climáticos (CPTEC), em Cachoeira Paulista, na Universidade de São Paulo (USP), na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e no Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC), em Petrópolis. Outra novidade desta segunda fase da Rede GIGA diz respeito à possibilidade de conexão com as redes Ipê, da RNP, e com a KyaTera, da FAPESP. Essa conexão permitirá a interligação com outras instituições de ensino e pesquisa localizadas em diversas regiões do Brasil. “Essa evolução vai permitir o aumento da capilaridade da Rede GIGA, além de torná-la mais flexível”, informa Scarabucci.
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