
RIO - A Oi (ex-Telemar) anunciou hoje o início da troca de sua rede de sinalização de telefonia fixa, que passará a ser de tecnologia nacional, a um custo inicial de R$ 50 milhões. O investimento total para a troca completa da rede, que faz parte da comunicação entre os aparelhos de telefone e as centrais, é estimado em R$ 100 milhões.
A tecnologia utilizada será 7IP, que foi desenvolvida pelo Centro do Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD). O contrato foi assinado com as empresas brasileiras Trópico Sistemas de Telecomunicações e AsGa Sistemas, que possuem parceria com o CPqD.
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RIO - A Oi (ex-Telemar) anunciou hoje o início da troca de sua rede de sinalização de telefonia fixa, que passará a ser de tecnologia nacional, a um custo inicial de R$ 50 milhões. O investimento total para a troca completa da rede, que faz parte da comunicação entre os aparelhos de telefone e as centrais, é estimado em R$ 100 milhões.
A tecnologia utilizada será 7IP, que foi desenvolvida pelo Centro do Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD). O contrato foi assinado com as empresas brasileiras Trópico Sistemas de Telecomunicações e AsGa Sistemas, que possuem parceria com o CPqD.
De acordo com o presidente da Oi, Luiz Eduardo Falco, a iniciativa tem um caráter estratégico profundo. Para o executivo, a empresa precisa desenvolver soluções tecnológicas adequadas ao mercado brasileiro, já que concorrentes estrangeiras usam seus países originais para desenvolver soluções e ganhar mercado.
Na visão de Falco, a aplicação de inovações no mercado brasileiro geram escala suficiente para pagar os custos de desenvolvimento destas tecnologias nacionais.
A nova rede de sinalização permitirá inovações como a portabilidade numérica, que possibilitará ao usuário manter o número do telefone fixo no caso de troca de endereço ou de operadora.
A tecnologia da rede 7IP poderá inclusive ser exportada, como já ocorreu com a Colômbia, país em que 50% do tráfego de informações já é feito nesta plataforma brasileira.
Para Raul Antônio Del Fiol, presidente da Trópico, a inciativa também tem um caráter estratégico, ao abraçar o que ele chama de modelo vitorioso, que une um centro de pesquisa, uma indústria e uma operadora. Precisamos deixar de lado a visão de que o país só tem condições de produzir grãos, commodities. O Brasil tem capacidade de produzir tecnologia, disse Del Fiol.
Fonte: O Globo Online