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Brasil adere a projeto internacional de compartilhamento de redes ópticas

São Paulo, 19 de maio de 2008 – O Brasil assinou acordo para aderir ao projeto internacional de compartilhamento de redes ópticas. Por meio da parceria com a Glif (Global Lambda Integrated Facility) o País formaliza a adoção dos circuitos virtuais em redes de pesquisa.

Segundo a RNP/MCT (Rede Nacional de Ensino e Pesquisa), o interesse da parceria com a Glif é no estudo dos circuitos virtuais fim a fim, usados, em geral, para aplicações que necessitam de grande capacidade de transporte. Como, por exemplo, as de vídeo de alta definição ou processamento distribuído de alta capacidade.

Um dos pré-requisitos é que as redes p...

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São Paulo, 19 de maio de 2008 – O Brasil assinou acordo para aderir ao projeto internacional de compartilhamento de redes ópticas. Por meio da parceria com a Glif (Global Lambda Integrated Facility) o País formaliza a adoção dos circuitos virtuais em redes de pesquisa.

Segundo a RNP/MCT (Rede Nacional de Ensino e Pesquisa), o interesse da parceria com a Glif é no estudo dos circuitos virtuais fim a fim, usados, em geral, para aplicações que necessitam de grande capacidade de transporte. Como, por exemplo, as de vídeo de alta definição ou processamento distribuído de alta capacidade.

Um dos pré-requisitos é que as redes participantes tenham, pelo menos, um gigabit por segundo de capacidade de banda disponível para os circuitos virtuais. A iniciativa é uma parceria entre RNP/MCT, o CPqD (Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações), a Ansp (Rede Acadêmica de São Paulo) e o projeto KyaTera. Estas são as primeiras instituições da América Latina a se integrar à colaboração internacional, que reúne gestores de pesquisa para o compartilhamento de suas redes ópticas.

Os circuitos virtuais começaram a ser utilizados para aplicações na área de física, realizadas, colaborativamente, entre pesquisadores da Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), instituição participante da RNP, e do Cern (Centro Europeu de Pesquisas Nucleares), na Suíça. Outro potencial usuário do recurso é o Roen (Rádio Observatório Espacial do Nordeste), do Inpe/MCT (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), localizado no Ceará, e que conta com a parceria do MIT (Massachusetts Institute of Technology).

O envolvimento das redes brasileiras torna a iniciativa acessível a instituições localizadas em 23 cidades do Distrito Federal e dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Ceará, Bahia e Pernambuco, servidas pelo núcleo multigigabit da rede Ipê, pela rede experimental do projeto Giga, coordenado pela RNP, CPqD e pela rede KyaTera.

Só o projeto KyaTera mobiliza 400 pesquisadores em 11 cidades de São Paulo. A RNP participa duplamente da Glif: através da infra-estrutura nacional da rede acadêmica, a Ipê, e da rede óptica experimental Giga.

Para o diretor de Inovação da RNP, Michael Stanton, a tecnologia de rede usada na iniciativa Glif só tem a somar na renovação das redes acadêmicas. "Esses circuitos virtuais fim a fim garantem a usuários de maior demanda uma banda exclusiva, com um serviço de mais qualidade", afirma.

Fonte: Wnews

Data: 19/05/08



Keywords relacionadas a esta publicação: Ansp, KyaTera, MCT, projeto Giga, redes ópticas, RNP,

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