
O potencial exportador das empresas de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) na região de Campinas foi detalhado em uma pesquisa que traça uma radiografia do setor elaborada pela consultoria Accenda a pedido da Câmara Americana de Comércio (Amcham-Campinas).
A fase final do estudo, que foi divulgado ontem, mostrou que 60% das empresas intermediárias, cujo foco do negócio é o desenvolvimento de tecnologia, informaram que os principais projetos elaborados por elas atendem às demandas globais. O dado esboça as oportunidades de negócios que o setor posui em mercados fora do Brasil.
O presidente da consultoria Gustavo Camargo, afirmou que há uma forte vocação da região de Campin...
O potencial exportador das empresas de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) na região de Campinas foi detalhado em uma pesquisa que traça uma radiografia do setor elaborada pela consultoria Accenda a pedido da Câmara Americana de Comércio (Amcham-Campinas).
A fase final do estudo, que foi divulgado ontem, mostrou que 60% das empresas intermediárias, cujo foco do negócio é o desenvolvimento de tecnologia, informaram que os principais projetos elaborados por elas atendem às demandas globais. O dado esboça as oportunidades de negócios que o setor posui em mercados fora do Brasil.
O presidente da consultoria Gustavo Camargo, afirmou que há uma forte vocação da região de Campinas em exportar tecnologia. "Esse tipo de indústria desenvolve produtos e serviços que estão no topo das exportações de mercadorias com valor agregado", destacou o executivo, lembrando que a venda desses itens para o mercado Exterior não gera apenas especialização ou troca de tecnologia, mas divisas e coloca o País entre os competidores desse setor no mundo.
Camargo afirmou que as empresas demandantes de tecnologia, que consomem os produtos e serviços das intermediárias, atuam de forma global. "Elas já trabalham com o que será realidade daqui a alguns anos. E muitas vezes cabe às intermediárias auxiliar no projeto dos produtos do futuro", comentou.
O executivo salientou que um levantamento realizado na Inglaterra apontou as 155 corporações que mais investiram em desenvolvimento de tecnologia no mundo. Segundo ele, desse total, 16 delas têm unidades na RMC e 13 investiram em P&D na fábrica local. "Essa é mais uma indicação da força dessa indústria na região", destacou.
O presidente da Accenda acentuou que outro dado que reforça esse cenário é o número de empregos gerados por essa indústria — intermediários — na região. De acordo com o estudo, 2.721 pessoas estão atuando nesse setor em Campinas e cidades próximas. "Conforme dados do Ministério do Trabalho, as empresas intermediárias respondem por 49,6% dos empregos nessa área no Estado de São Paulo e 7,1% quando a comparação é com o quadro nacional."
Cadeia
Camargo afirmou que a apresentação da parte final da pesquisa, cuja primeira etapa foi divulgada no último dia 29 de maio, serviu ainda para a discussão com a Força-Tarefa de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) em Tecnologia da Câmara Americana de Comércio (Amcham-Campinas) sobre a estruturação dessa cadeia na região.
Ele considera que é necessário trabalhar o conjunto das empresas para fortalecer as indústrias locais. "O primeiro passo para aumentar a cadeia e fortalecê-la é a capacitação da mão-de-obra. Na região, há uma formação freqüente desses profissionais, porém é necessário aumentar o número desses especialistas para atender a demanda do setor", comentou.
O presidente da Accenda destacou que é relevante que o setor produtivo estreite o relacionamento com os intermediários que fornecem tecnologia. Para ele, uma medida que deveria ser adotada pelos executivos da região é a criação de uma associação que atue com o crescimento do setor na região e o fortalecimento desse complexo. O executivo também ressaltou que outras áreas podem encontrar espaço para se desenvolverem com maior celeridade como a de serviços como foco nessa área.
Exemplos
Na região de Campinas, inúmeros exemplos esboçam o potencial exportador dos produtos da área de TIC (Tecnologia da Informação e de Comunicação). O Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD) se tornou uma referência de desenvolvimento de tecnologia em vários mercados. O centro começou um projeto de internacionalização há seis anos e colhe os frutos dessa empreitada.
"O primeiro escritório foi aberto nos Estados Unidos e hoje temos representantes e canais em diversos países da América Latina. Em Angola, nós atuamos com unidades próprias", afirmou o gerente de Mercado Internacional, Ronaldo Gonçalves.
Ele salientou que o centro comercializa produtos e serviços na área de tecnologia. O executivo frisou que o CPqD está alinhado com as políticas do governo federal em aumentar a pauta de exportações de produtos tecnológicos e com alta valor agregado.
CPFL Energia busca parceiros para atuar com pesquisa
A CPFL Energia amplia a rede de parceiros para projetos de Inovação Tecnológica (P&D&I). O objetivo é trabalhar em parceria com empresas e instituições de pesquisa de todo o País. A holding, que comanda empresas do setor elétrico, criou um a página na internet especifica para o cadastramento dos interessados em participar dos programas da companhia. A meta é investir R$ 30 milhões em cerca de 60 milhões de P&D&I ao ano. O cadastramento servirá para todas as distribuidoras do Grupo. O site para inscrição é: www.cpfl.com.br/parceiros_inovacao_tecnologica/Default.aspx ou na página da empresa : www.cpfl.com.br.
Fonte: Correio Popular
Data da publicação: 27/06/2008