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Conjunto de metodologias e testes garante desenvolvimento seguro para sistemas de software Quanto mais a tecnologia é disseminada em diversos setores da sociedade, tornando-se aspecto relevante para o conforto e o bem-estar de seus usuários, mais cresce sua vulnerabilidade, sob o ponto de vista da segurança das informações ali depositadas. Diante desse cenário, os especialistas estão cada vez mais convencidos de que a perfeita gestão da tecnologia da informação passa necessariamente pela concepção de que as áreas de engenharia de software e de segurança da informação devem caminhar juntas desde o início do desenvolvimento de um novo sistema de software. “É preciso atuar a partir de uma estratégia preventiva, sob a vantagem do conhecimento prévio do que pode estar vulnerável no sistema”, comenta Alexandre Melo Braga, da Gerência de Segurança da Informação do CPqD. E quando o assunto é segurança da informação, o CPqD sai na frente por contar com uma equipe interdisciplinar amplamente especializada no assunto. Em seu portfólio, constam empresas de diversas áreas da cadeia produtiva – finanças, telecom, serviços e indústria –, e a elas são oferecidos serviços de consultoria e implementação de metodologias e processos para que os profissionais sigam um ciclo de desenvolvimento seguro de sistemas de software. Além disso, o CPqD realiza testes de vulnerabilidade em sistemas, tendo em vista que a automação em si não garante resultados satisfatórios. “É preciso contar também com um bem treinado olhar humano para detectar os problemas de segurança”, comenta Nelson Uto, também da Gerência de Segurança da Informação do CPqD. Desenvolvendo um sistema seguro – Existem algumas frentes que devem ser atacadas no momento do desenvolvimento de um novo software, de forma a blindá-lo contra ataques indesejados. De acordo com Nelson Uto, é preciso atuar a partir da análise dos requisitos do cliente e do ambiente em que o sistema será implantado. “É necessário que se faça um diagnóstico para avaliar as vulnerabilidades presentes nesse ambiente, aplicando controles para mitigá-las”, comenta. Uto cita, ainda, o momento da implementação, no qual devem ser seguidas práticas de programação segura. Entre os problemas encontrados em sistemas inseguros, Uto destaca, propriamente, aspectos de configuração, implementação, operação e erros de projeto. “As universidades devem rever a carga disciplinar de seus cursos, de forma a contemplar mais fortemente a formação dos analistas, aspectos referentes à segurança da informação no momento do desenvolvimento de um sistema”. Alexandre Braga enumera os ganhos obtidos a partir da atuação de desenvolvimento de um software seguro. “Ao final das contas, a rápida identificação e o tratamento das ameaças, garantidos por um sistema concebido a partir de premissas de segurança, levam a ajustes que custam menos à empresa, por ocorrerem logo no início do processo. Vale a premissa: é mais barato prevenir do que consertar”, conclui Braga.
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