CPqD

Busca
Avançada
Transformando em realidade

Arquivos Relacionados


a- A+

Confiança no futuro

Entrevista concedida ao O POVO, sobre os projetos e ações do Instituto Atlântico em 2002 e possíveis realizações no próximo ano.

Investimentos de até R$ 9 milhões em pesquisa nas áreas de tecnologia da informação e telecomunicações para 2003.

Em um país onde a prioridade do futuro presidente ainda tem que ser o combate à fome que afeta boa parte da população, louve-se qualquer iniciativa de investir em um setor (também prioritário, hoje em dia) como o tecnológico. Inaugurado em novembro do ano passado, o Instituto Atlântico comemora o primeiro aniversário hoje, na sua sede, com a presença do Ministro das Com...

[mostrar tudo]

Entrevista concedida ao O POVO, sobre os projetos e ações do Instituto Atlântico em 2002 e possíveis realizações no próximo ano.

Investimentos de até R$ 9 milhões em pesquisa nas áreas de tecnologia da informação e telecomunicações para 2003.

Em um país onde a prioridade do futuro presidente ainda tem que ser o combate à fome que afeta boa parte da população, louve-se qualquer iniciativa de investir em um setor (também prioritário, hoje em dia) como o tecnológico. Inaugurado em novembro do ano passado, o Instituto Atlântico comemora o primeiro aniversário hoje, na sua sede, com a presença do Ministro das Comunicações Juarez Quadros, do Governador Beni Veras e representantes do setor acadêmico e empresarial.

Entidade sem fins lucrativos dedicada à pesquisa em telecomunicações e Tecnologia de Informação, o Instituto Atlântico tem projetos na área de plataformas de simulação de sistemas celulares, segurança de informações, interfaces entre sistemas entre XML, aplicativos para Intranet e Internet, soluções para automação comercial bancária e computação móvel, entre outras.

O clima de incertezas por que passa a economia do Brasil (e de resto o setor de tecnologia, ainda sentindo os efeitos da alta do dólar) não afeta o otimismo do superintendente do Instituto, Eduardo de Andrade Bernal. Ele afirma que, no primeiro ano de existência, a entidade apresentou um crescimento qualitativo e quantitativo que justifica boas perspectivas para 2003.
Segue a entrevista concedida ao O POVO, sobre os projetos e ações da entidade em 2002 e possíveis realizações no próximo ano.

O POVO - De onde surgiu o pensamento de criar o Instituto Atlântico, e por que em Fortaleza?
Eduardo Bernal - O CPqD, maior instituição de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações da América Latina, com grande histórico de contribuições para o desenvolvimento tecnológico do país, decidiu que deveria cooperar ainda mais para a capacitação deste segmento, fomentando o surgimento de instituição similar em outra região do País. Fortaleza despontou como uma escolha natural pela importância de suas universidades, potenciais parcerias e recursos humanos altamente qualificados para a natureza de atividades deste novo instituto. Paralelamente, o Governo do Estado do Ceará, em especial, a Secretaria de Ciência e Tecnologia, também julgou importante desenvolver ações para o estabelecimento de pólo tecnológico local, convidando em meados de 2001 o CPqD para juntos realizarem esforços que viabilizassem o estabelecimento de uma Instituição de Pesquisa e Desenvolvimento em Fortaleza.

OP -Existem planos de outras sedes no Nordeste?
EB - O Instituto Atlântico tem como visão atual estabelecer-se como uma referência nacional em Ciência e Tecnologia. Expansões do Instituto poderão ocorrer naturalmente, mas no momento entendemos que o nosso foco é o crescimento qualitativo e quantitativo da sede local, que vislumbramos como uma instituição já consolidada.

OP -Qual foi o orçamento desse ano? Quanto foi investido em pesquisa?
EB - Nesse ano, acredito que os investimentos em pesquisa somam um montante de aproximadamente sete milhões de reais.

Nossa equipe teve um grande crescimento quantitativo e qualitativo. Inauguramos o Instituto em novembro de 2001 com 8 profissionais. Temos atualmente um quadro de cerca de 60 profissionais, com graduados (especialmente em ciências da computação e engenharia de telecomunicações), mestrandos, mestres e um doutor. Fomos a primeira instituição de Pesquisa e desenvolvimento a ter o credenciamento definitivo pelo Comitê da Área de Tecnologia de Informação do Ministério de Ciência e Tecnologia, o que nos habilitou a receber investimentos em pesquisa e desenvolvimento em tecnologia da informação por empresas beneficiárias da Lei de Informática. Crescemos também em número e áreas de projetos, estabelecendo projetos em parceria com a UFC, a UECE, a UNIFOR e o Insoft. Além disso, desenvolvemos vários negócios com clientes de grande importância no cenário nacional, trabalhando para transformar estes relacionamentos em parcerias duradouras. A HP, um de nossos fortes parceiros, trouxe-nos uma série de projetos de grande importância tecnológica.
Estabelecemos também cooperação com a Hypercom, fabricante de soluções para automação comercial, e a Marconi, fabricante de equipamentos de telecomunicações. Brevemente estaremos consolidando também parceria de grande importância com a IBM e a Solectron.

OP -De que forma o Instituto se vale dos convênios e parcerias? É através de repasse de recursos ou cooperação técnica?
EB - Das duas formas. O Instituto Atlântico é uma instituição de Pesquisa e Desenvolvimento baseada no estabelecimento de parcerias. Aliamos nossa competência em gestão tecnológica, em processos de desenvolvimento, em modernas tecnologias com o grande conhecimento cientifico de nossos parceiros universitários e a visão de mercado e competência de empresas. De diferentes maneiras estabelecemos, então, parcerias em pesquisas que resultem em processos de inovação disseminados para a sociedade.

OP -Quais as metas para o próximo ano (linhas de pesquisa, área de abrangência, novas parcerias)?
EB - Investimento de aproximadamente nove milhões de reais, crescimento em frentes de atuação e em parcerias, tanto com universidades como com empresas. Estaremos trabalhando, entre outras coisas, no desenvolvimento de parcerias com empresas de pequeno e médio porte do segmento de tecnologia da informação da região e soluções em equipamentos para telecomunicações.

OP -Qual a estrutura atual do Instituto (técnicos, equipamentos, laboratórios)?
EB - O Instituto está instalado em uma área construída de cerca de 1.650 metros quadrados. Temos cerca de 60 profissionais, dos quais 55 na área técnica. Nesta equipe temos um doutor, mestres, mestrandos e especialistas, oriundos principalmente da Ciência da Computação e da Engenharia Elétrica. Temos processos e ambientes de desenvolvimento avançados de software, uma das principais áreas de atuação atual, e estamos caminhando para certificação de qualidade software CMM (Capability Maturity Model, uma espécie de certificado ISO do setor).

OP -Que relações o Instituto tem com o programa Ceará Digital?
EB - O Instituto ainda não tem convênios firmados, mas está estudando eventuais parcerias. Já foi solicitada a nossa inclusão no contexto do Ceará Digital, mais isso ainda está em estudo. Entendemos que nossas ações se complementam e se reforçam, permitindo ao Ceará destacar-se no cenário tecnológico brasileiro como uma de suas maiores forças produtivas.




Fonte: O Povo - Sílvio Mauro



5/12/2002



Keywords relacionadas a esta publicação: monitoramento,

[+ mais]