
CPqD vende telefones públicos às ilhas Samoa
CPqD vende telefones públicos às ilhas Samoa
O CPqD forneceu o primeiro sistema de telefonia pública do arquipélago de Samoa, localizado no Oceano Pacífico, na Oceania.
Composto por nove ilhas e com uma população de 180 mil habitantes, o arquipélago vai inaugurar, antes do Natal, uma planta de telefones públicos composta por 100 terminais e um sistema de supervisão desenvolvidos no Brasil, pelo CPqD. Os samoanos vão usar cartões indutivos para falar nos orelhões, cujas cabines são resistentes às condições de cidades litorâneas.
Não é um contrato grande, o assinado pelo CPqD com a SamoaTel, mas é considerado importante pelo CPqD porque foi a primeira venda da fundação para um país da Oceania.
O CPqD, ex-centro de desenvolvimento de tecnologia da Telebrás, tornou-se uma fundação privada depois da privatização das operadoras brasileiras. Presta serviços para as companhias e terá um faturamento de cerca de R$ 200 milhões este ano. Desse total, 10% vêm da exportação de produtos e serviços, diz Paulo Xavier Filho, diretor de mercado internacional.
O sistema samoano foi fornecido em conjunto com a Icatel (fabricante dos terminais), a ICE (que produz cartões indutivos) e a ITE, de Minas Gerais, que faz as cabines telefônicas. O software de supervisão foi desenvolvido pelo CPqD, assim como a tecnologia de cartões indutivos, que substituiu, no início dos anos 90, os terminais com fichas telefônicas, com vantagens de custo e segurança. "É uma solução robusta e simples. Implantamos o sistema da SamoaTel em duas semanas", diz Xavier.
Fonte: Valor Econômico - 19 de dezembro
19/12/2002