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Sistema do CPqD mede a radiação das antenas

 

O Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD) começa a testar, em Americana (SP), um sistema para monitorar em tempo real a radiação emitida pelas Estações Radiobase (ERB), as antenas instaladas pelas operadoras de telefonia celular. Ao final do teste, previsto para durar um ano, o CPqD quer oferecer uma solução capaz de avaliar com segurança os níveis de radiação emitidos pelas antenas. Hoje, os controles são feitos pelas empresas proprietárias das ERB e com freqüência irregular.

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O Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD) começa a testar, em Americana (SP), um sistema para monitorar em tempo real a radiação emitida pelas Estações Radiobase (ERB), as antenas instaladas pelas operadoras de telefonia celular. Ao final do teste, previsto para durar um ano, o CPqD quer oferecer uma solução capaz de avaliar com segurança os níveis de radiação emitidos pelas antenas. Hoje, os controles são feitos pelas empresas proprietárias das ERB e com freqüência irregular.

Sistema mede radiação das antenas

O Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD) começa a testar em Americana, interior de São Paulo, um sistema para monitoramento em tempo real da radiação emitida pelas Estações Radiobase (ERBs), as antenas instaladas pelas operadoras de telefonia celular. O sistema também poderá avaliar as irradiações de antenas de rádio e tevê. Ao final do teste piloto, previsto para durar um ano, o CPqD quer disponibilizar ao mercado uma solução capaz de avaliar com segurança os níveis de radiação emitidos por antenas de radiofreqüência.

Hoje, os controles são feitos pelas empresas proprietárias das ERBs e com freqüência irregular. O projeto terá duas fases. Na primeira, pesquisadores irão fazer a coleta de dados em campo. Na segunda, os dados sobre irradiação serão capturados por sensores colocados nos pontos de medição. Todas as informações serão levadas a num banco de dados central e analisadas por um software chamado CPqD RNI Monitor.

O sistema fará simulações teóricas de emissões eletromagnéticas das antenas e indicará no mapa digital da cidade os pontos onde os níveis do campo eletromagnético estão maiores. Estes locais terão monitoração contínua. Além do software, o Laboratório de Infra-Estrutura de Rede do centro de pesquisa coordena o desenvolvimento de outras partes do sistema.

Os sensores, responsáveis pela captura dos níveis de radiação e a interface encarregada de transferir os dados para a central, também farão parte do pacote de desenvolvimento. A transmissão dos dados para a central será feita em redes de telefonia celular. "O custo de importação de sensores para esta aplicação é alto. Por isso, o projeto contemplou o desenvolvimento dos sensores", diz Sebastião Sahão Júnior, diretor do Laboratório de Infra-Estrutura. O modelo de negócio que pode derivar desta pesquisa, custeada com recursos do Fundo de Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações (Funttel), ainda não foi definido.

A validação de todo o sistema poderá, afirma Sahão, gerar negócios tanto no mercado brasileiro como fora do País. O CPqD ainda tenta dimensionar o tamanho do mercado. "O sentimento que temos é que há demanda para este tipo de informação principalmente nos municípios", diz. Há ainda grande polêmica sobre os efeitos do campo eletromagnético nas pessoas. Nada indica que os níveis atuais sejam nocivos à saúde humana, assegura Sahão, mas se consideradas várias contribuições de radiações numa mesma região podem existir problemas. O Brasil adota os parâmetros de radiações definidos pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

 

Fonte: Gazeta Mercantil - (Caderno A14)(Agnaldo Brito)

19/5/2004



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