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CPqD Highlights A revolução da comunicação móvel

:: A revolução da comunicação móvel

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Os dispositivos móveis mudaram a vida de pessoas e empresas, mas a crescente incorporação de novas tecnologias torna rapidamente produtos e equipamentos obsoletos, gerando a constante necessidade de adaptação por parte das operadoras de Telecomunicações.

A explosão de oferta de mobilidade está abrindo portas para uma nova era, a era do "all mobile", na qual o telefone móvel passa a ter um papel central na vida das pessoas e, principalmente, das corporações. Esse cenário é reforçado, como em um círculo virtuoso, pelo elevado número de serviços e aplicações multimídia que estão surgindo no mercado, unindo streaming de áudio e vídeo, acesso à Internet em banda larga, serviços de localização, jogos 3D multiusuários e mashups das mais diversas aplicações.

Os desafios das novas redes


A implantação das redes móveis e, de maneira especial, o lançamento das redes 3G produzirão um maior crescimento no mercado de Telecomunicações. Na disputa pelo cliente, as operadoras têm aumentado a oferta de serviços e aplicações. E o perfil de tráfego dessas redes se diferencia em muito do serviço de voz simples, consumindo mais banda para a descarga de arquivos de vídeo, por exemplo. Isso exigirá das operadoras uma maior capacidade volume de tráfego em suas redes, além da alteração do horário de pico.

Outra exigência é a implantação dos requisitos de segurança que devem ser equilibrados com os aspectos de qualidade do serviço. Quanto mais fortes são esses requisitos de segurança aplicados, maiores são as tarefas tratadas pela rede, o que pode comprometer as altas exigências de qualidade. Essas mudanças exigem alterações em processos e sistemas. Assim, um dos grandes desafios das operadoras é manter a qualidade dos seus serviços, garantindo a mobilidade, a conformidade nos processos e a segurança da informação nesse cenário de forte competitividade e de crescimento acelerado do tráfego.

Na medida em que aumentam a oferta de terminais e serviços como os de terceira geração, a competição de mercado com a introdução da portabilidade numérica e a adoção de celulares desbloqueados, um forte desafio é a interoperabilidade dos diversos tipos de aparelhos móveis que precisam funcionar nas redes de diferentes operadoras. Além disso, as novas aplicações oferecidas com a banda larga - por exemplo, a videochamada - precisam ser exaustivamente testadas na própria infra-estrutura da operadora, antes do lançamento do aparelho, para garantia do seu funcionamento adequado.

Uma equação complexa que exige multidisciplinaridade e amplo conhecimento dos negócios do setor e das tecnologias.

Fatores para mais qualidade


Ampliar a qualidade do serviço das infra-estruturas depende, basicamente, de alguns fatores: bom dimensionamento da rede, ações de otimização, configuração adequada para tratar os pacotes e requisitos de segurança corretos.

Uma rede bem dimensionada e estruturada é vital para suportar todo o tráfego de usuários e de controle. Além disso, ela deve atender a vários tipos de tráfego, inclusive quando houver um congestionamento. Nas redes convergentes de nova geração, diferentes tipos de tráfego (voz, vídeo e dados) são encaminhados através de uma mesma infra-estrutura. Sem mecanismos de qualidade dos serviços, o uso de aplicações de tempo real seria quase inviável. É preciso atender aos diferentes tipos de tráfego,
priorizando os mais importantes.

Com a rede 3G e a convergência das redes, o cenário ficará mais complexo. No acesso de comunicação móvel há maior perda de sinal e potência, mais atraso e maior ruído em comparação ao acesso de comunicação física (por fio). Além disso, há a percepção do cliente: ele espera do serviço de banda larga das redes sem fio as mesmas condições de uso das redes fixas. Assim, o grande problema do cenário 3G seria o dimensionamento de capacidade de rede, ou seja, a vazão do tráfego.

A segurança também está associada ao bom funcionamento da rede: uma falha pode comprometer ou até interromper o desempenho. Assim, a rede de acesso móvel 3G também deve atender aos requisitos de segurança, ser bem dimensionada e bem planejada, para atingir os níveis de qualidade de serviço fima-fim, isto é, tanto no acesso como no restante da rede.

Para um correto dimensionamento e planejamento da rede 3G, são necessários estudos para identificar os perfis e a localização dos usuários, as demandas e aplicações envolvidas. O estudo do comportamento de possíveis clientes e do mapeamento das aplicações e serviços, bem como a racionalização dos processos de operação permitem realizar um planejamento mais preciso da rede, de modo a oferecer serviços que gerem maior satisfação ao usuário e evitem problemas inesperados de desempenho.

O tráfego nas redes triplicou, mas a receita não acompanhou essa evolução. A saída das operadoras é otimizar o backhaul 3G, para diminuir a diferença entre tráfego e receita. Dessa forma, é possível otimizar o custo de transmissão do bit no backhaul adotando-se medidas como o seu dimensionamento adequado para suportar o tráfego, a avaliação econômica de diferentes cenários tecnológicos e a evolução da rede para uma infraestrutura convergente baseada em IP.

Apesar de existir um padrão de tecnologia, cada operadora tem implementações diferentes e peculiaridades em sua infraestrutura. Pequenas diferenças podem ter um impacto muito grande na comunicação entre o terminal móvel e a infra-estrutura da operadora. E isso pode afetar a qualidade do serviço e a imagem da operadora, que também depende do bom funcionamento do terminal em sua rede. Para evitar problemas como esse, o Laboratório de Interoperabilidade do CPqD realiza vários conjuntos
de testes, que cobrem um grande número de funcionalidades, tanto em termos de radiofreqüência (RF) como de aplicações.



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Keywords relacionadas a esta publicação:

3g, comunicação móvel, mobilidade, qualidade, segurança
 

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