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    CPqD Highlights As TICs e a competitividade nas empresas

    :: As TICs e a competitividade nas empresas

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    Tecnologias da Informação e Comunicação, as chamadas TICs, são vistas pelos empresários como um fator preponderante para trazer competitividade às empresas. Buscando comprovar essa premissa, um estudo realizado pelo U.S. Bureau of Econnomic Analysis junto às empresas de capital aberto dos EUA, analisou como se deu a variação dos investimentos em Tecnologia da Informação nos últimos quarenta anos. O estudo identificou que nos dez anos entre 1995 e 2005, os investimentos em TI foram triplicados.

    O estudo procurou correlacionar o aumento dos investimentos em Tecnologia da Informação por essas empresas com o seu grau de competitividade neste período de dez anos. Foram levantados indicadores como concentração no setor, turbulências vividas com relação às posições galgadas ou perdidas no ranking e, finalmente, o espalhamento de desempenho, que é a diferença percentual na margem bruta no lucro.

    Os resultados desses indicadores apontaram para uma influência dos investimentos de TI no nível de competitividade das empresas. Os três indicadores analisados demonstraram que os altos investimentos em TI realizados por essas empresas, tiveram implicação em sua competitividade.

    O Relatório Foresight 2020 publicado pela revista americana The Economist, que entrevistou 1.650 executivos dos setores automotivo, varejo e bens de consumo, energia, finanças, saúde e farmacêutico, manufatura, público e de telecomunicações na Europa, América do Norte e Extremo Oriente identificou três grandes tendências para os 20 próximos anos, que têm estreita relação com as TICs: a atomização, a personalização e a gestão do conhecimento.

    A atomatização pode se entendida como a fragmentação de processos, empresas, clientes e cadeias de suprimento na medida que as empresas se expandiram globalmente, tendo o trabalho fluindo para onde ele seja melhor realizado e a informação se digitaliza. O resultado dessa fragmentação é a colaboração se tornar mais importante, as fronteiras entre diferentes funções e organizações se misturarem, e dados e tecnologias se padronizarem.

    Outra tendência é a personalização. Como sempre, preço e qualidade continuarão importantes, porém os clientes dos mercados desenvolvidos e em desenvolvimento colocarão mais ênfase na personalização. Clientes e fornecedores serão tratados de maneira diferentes, dependendo de suas preferências pessoais e de acordo com a sua importância para o negócio. Produtos e serviços serão adaptados levando as empresas a desenhar produtos de maneira modular e, no caso de manufaturas, montá-los em resposta a pedidos específicos.

    Uma terceira tendência foi identificada pelo Relatório Foresight 2020: a gestão do conhecimento. Administrar uma organização eficiente não é tarefa fácil mas é improvável, por si mesmo, que isto venha a produzir uma vantagem competitiva durável. O foco da atenção gerencial estará nas áreas do negócio, da inovação aos serviços para o cliente, onde a química pessoal ou a percepção criativa é mais importante que regras e processos. Melhorar a produtividade dos trabalhadores do conhecimento através de tecnologia e treinamento e mudanças organizacionais será o principal desafio para os próximos 15 anos.

    Na opinião dos executivos que foram ouvidos na pesquisa, nos próximos 15 anos será por meio da colaboração em equipe que se encontrará a solução dos problemas complexos na comunicação interna e na comunicação externa das empresas. Perto de 85% deles acreditam que são as TICs, as melhores ferramentas para melhorar o desempenho e as competências de comunicação e conhecimento. Para a maioria desses executivos, os papéis mais importantes como fator de vantagem competitiva nas empresas estão relacionados com a comunicação: papéis complexos baseados em conhecimentos direcionados para fora e que requerem competências desenvolvidas de comunicação e julgamento.

    A pesquisa apontou que os executivos consideram a gestão empresarial como a competência mais importante para o sucesso nos negócios. Competências em TI não são consideradas relevantes senão para suportar a empresa. Por não fazer parte do negócio, a competência em TI é buscada junto a terceiros, portanto fora da empresa.

    Para a maioria dos entrevistados, até 2020 a gestão do conhecimento será a área prioritária de investimentos em TIC. A prioridade atualmente é concentrada principalmente em infra-estrutura de TI e sistemas de suporte a gestão financeira.



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