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Soluções para banda larga são o foco do CPqD na CeBIT 2012
Com o foco voltado, principalmente, para as soluções destinadas a atender às necessidades do Brasil em termos de disseminação da banda larga, o CPqD participará, pela primeira vez, da CeBIT 2012, que será realizada de 6 a 10 de março em Hanover, na Alemanha. Em seus dois estandes na feira, o CPqD apresentará produtos e sistemas avançados, no estado da arte da tecnologia, especialmente nas áreas de sistemas de comunicação óptica, de redes sem fio e soluções para gerência de redes FTTx.
Um dos destaques será o lançamento de um módulo para equipamentos de transmissão óptica a 100 gigabits por segundo (Gbps) baseados em tecnologia DWDM (Dense Wavelength Division Multiplexing) - e também nas especificações internacionais de interoperabilidade definidas pelo Optical Internetworking Forum (OIF). A combinação dessa taxa de transmissão (100 Gbps) com o uso de 96 canais no núcleo da rede (backbone) permitirá atingir a velocidade de até 9,6 terabits por segundo (Tbps) por fibra óptica.
Fruto de parceria firmada com a Padtec, maior fabricante de sistemas de transmissão óptica da América Latina, e a israelense Civcom (que produz módulos optoeletrônicos), o novo produto tem a função de realizar o processamento digital altamente sofisticado dos sinais (DSP) que chegam ao receptor óptico DWDM, depois de viajar centenas - ou até mesmo milhares - de quilômetros pela rede de fibra óptica.
A base dessa tecnologia são os resultados já obtidos com o Projeto 100 GETH (Gigabit Ethernet), que vem sendo conduzido desde 2010 pelo CPqD com recursos do Fundo Nacional para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações (FUNTTEL), do Ministério das Comunicações, e apoio da FINEP. A Padtec será a principal cliente dos novos módulos, que serão integrados a seus produtos. A Civcom (empresa adquirida pela Padtec em 2008) será a responsável pela produção e, além de fornecê-los para a Padtec, também poderá exportá-los para outros fabricantes de equipamentos no mercado global.
Na área de redes sem fio, o CPqD mostrará sua nova solução de quarta geração (4G) baseada em LTE (Long Term Evolution) na faixa de 450 MHz. Apresentada ao ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, no dia 24 de fevereiro -- em uma demonstração realizada nas instalações do CPqD, em Campinas (a primeira demonstração em campo dessa tecnologia de que se tem notícia no mundo) --, essa solução deverá estar disponível no mercado a partir do final de 2012.
O objetivo é oferecer uma alternativa de tecnologia moderna para levar a banda larga a áreas rurais e suburbanas. Projetada para atender aos desafios da oferta de serviços nessas áreas, a solução LTE 450 MHz do CPqD oferece uma série de vantagens em relação às atuais tecnologias de terceira geração (3G): maior cobertura, taxas de transmissão mais altas (até 25 Mbps no download e 12,5 Mbps no upload), menor latência, melhor performance, arquitetura totalmente IP, entre outras.
O CPqD trabalha no desenvolvimento de redes móveis 4G desde 2010, em um projeto apoiado pelo FUNTTEL do Ministério das Comunicações. A solução 4G / LTE na faixa de 450 MHz, que faz parte desse projeto, está sendo desenvolvida a partir da padronização do 3GPP (3rd Generation Partnership Project), adaptada a essa faixa de frequência. É composta de vários produtos: antenas, dispositivos de radiofrequência, split eNodeB e sistema de gerenciamento de rede. Todos estarão disponíveis a partir do final de 2012, por intermédio da WxBR, empresa brasileira para a qual o CPqD vai transferir as tecnologias de produto - e que terá a responsabilidade por sua industrialização e comercialização no mercado global.
Outro destaque do CPqD na CeBIT 2012 será a solução Gestão FTTx, que se destina a operadoras de telecomunicações e provedores de Internet que já implantaram - ou estão implantando - redes de acesso baseadas em fibra óptica. A principal vantagem dessa solução está na combinação de recursos e módulos que funcionam de forma totalmente integrada e permitem gerenciar as várias camadas da rede - dos seus elementos básicos até os sistemas de suporte à operação (Operations Support Systems, ou OSS) e ao negócio (Business Support Systems, ou BSS).
Trata-se de um produto de gestão altamente complexo, que reúne módulos de Cadastro da Planta das redes interna e externa, de Supervisão da Rede Óptica e de Gerência Integrada da rede, com análise de eventos e correlação de alarmes.
Componentes e subsistemas fotônicos
O CPqD também vai mostrar na CeBIT seu portfólio de componentes e subsistemas fotônicos, que está sendo ampliado para atender à demanda crescente do mercado global. Esse portfólio é formado por tecnologias-chave destinadas a atender às necessidades do setor de telecomunicações e, também, de outras indústrias.
O portfólio inicial de produtos fotônicos do CPqD inclui:
- Laser de bombeio, usado na fabricação de amplificadores ópticos em sistemas WDM (Wavelength Division Multiplexing) e também em laser a fibra.
- Laser a fibra, destinado a segmentos de mercado como processamento de materiais, médico e militar.
Além disso, está prevista a inclusão, numa segunda fase, de outros componentes e subsistemas fotônicos nessa oferta. É o caso dos Tunable Transmitters e Receivers Ópticos Submontados (TOSA/ROSA), destinados a aplicações de comunicação de dados em alta velocidade, e dos dispositivos ópticos passivos para sistemas WDM.
Em uma das palestras no congresso da CeBIT 2012, o CPqD vai apresentar sua visão sobre as tendências de evolução e convergência das futuras redes de Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs). O foco são as Redes Convergentes Definidas por Software (RcDS, ou, em inglês, Software-Defined Converged Networking - SDcN). Trata-se de uma visão que propõe uma estratégia de evolução e migração para as redes do futuro, de forma simples e suave, a partir das atuais TICs - especialmente as Redes Convergentes (Next-Generation Networks - NGN).
A nova arquitetura de Redes Convergentes Definidas por Software muda o foco da inovação e da percepção de valor dos recursos de rede, que passa do hardware para o software. Permite o uso das TICs em áreas estratégicas, para o controle e automação de infraestruturas de missão crítica - por exemplo, no setor elétrico (smart grids), telecomunicações e governo (cloud) e ainda em áreas de segurança nacional, como controle e comunicação de tráfego aéreo e segurança cibernética.
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