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FATOS 159
Telecentros são testados pelas populações de Bastos e Santo Antônio de Posse
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Telecentros são testados pelas populações de Bastos e Santo Antônio de Posse
Durante o mês de março foram realizadas ações para divulgar os serviços oferecidos pelo Projeto Soluções de Telecomunicações para Inclusão Digital (STID) e disponíveis nos telecentros das cidades de Bastos e Santo Antônio de Posse, no interior de São Paulo. Especialistas do CPqD vêm realizando testes de usabilidade em ambiente real de funcionamento contando com a colaboração de pessoas da comunidade que possuem o perfil adequado ao público-alvo definido para esse projeto. Uma divulgação intensiva dos serviços disponíveis, realizada nos postos de saúde e em grupos de palestras específicos, resultou no cadastramento de mais de 70 usuários, em sua maioria idosos, analfabetos plenos e funcionais, todos eles com pouca ou nenhuma experiência no uso de computadores. O Projeto STID – concebido e desenvolvido pelo CPqD com recursos do FUNTTEL do Ministério das Comunicações – vem atuando no desenvolvimento de alternativas para ações governamentais voltadas à inclusão digital de uma parcela da população que não tem acesso à tecnologia. Instalados em espaços públicos, os telecentros estão interligados aos postos de saúde, permitindo o agendamento de consultas de diversas especialidades médicas de uma forma rápida, fácil e confortável, evitando que os usuários enfrentem filas. Cada telecentro conta com oito máquinas equipadas com o CPqD Leitor de Telas, para deficientes visuais e analfabetos, e com síntese em Libras (Língua Brasileira de Sinais), para deficientes auditivos.
“Fácil e sem burocracia”. Essa foi a resposta de Waldomiro Olavo Pereira, 62 anos e com baixo letramento, ao ser questionado pela coordenação do projeto durante um agendamento de consulta no telecentro de Bastos. Embora seu filho tenha computador em casa, ele nunca teve coragem de utilizá-lo com medo de fazer algo errado. “Voltarei mais vezes para marcar consultas médicas ou buscar informações sobre minha aposentadoria”, comentou. Dona Teodora Santiago Silva Rito, também moradora de Bastos, tem 76 anos e pouca intimidade com as letras; entretanto, ficou orgulhosa por poder marcar sozinha uma consulta para si própria e outra para a filha. “Adorei tudo isso! Moro longe daqui, mas quero voltar novamente e utilizar outras vezes essa máquina”, afirmou dona Teodora, pedindo para ser fotografada com o comprovante da consulta marcada para poder exibir aos amigos o que conseguiu fazer sozinha.
Histórias como essas podem ser conferidas diariamente nos telecentros das duas cidades. “A proximidade dos monitores e da equipe do CPqD com o público-alvo do projeto tem sido um diferencial, principalmente no que diz respeito à forma como o usuário se sente e na vontade que ele demonstra de retornar ao local para utilizar outras funcionalidades do serviço”, comenta Cláudia de Andrade Tambascia, coordenadora do projeto pelo CPqD. A equipe espera, com isso, que novas pessoas busquem o telecentro para conhecer o que é oferecido e que a disseminação dos serviços aconteça de forma natural, passando a fazer parte da realidade dessas pessoas.
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