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    :: Empresas renovam contrato de licenciamento de tecnologia de cartão indutivo

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    Segunda, 30 de Novembro de 2009 13:57







     

    Empresas renovam contrato de licenciamento de tecnologia de cartão indutivo  

    O CPqD está renovando por mais cinco anos seus contratos de licenciamento para fabricação e comercialização de cartões indutivos com as empresas Interprint, ICE Cartões e a Casa da Moeda do Brasil. Os primeiros contratos foram firmados com a Telebrás e, em 1999, após a privatização do Sistema, a ratificação pela renovação veio para o CPqD, que estendeu a licença por mais dez anos.

    Exemplo bem-sucedido de inovação aplicada ao mercado, a tecnologia indutiva criada pelo CPqD revolucionou a telefonia pública no Brasil e trouxe um novo conceito de telefone popular, que vem resistindo com bravura à disseminação das novas tecnologias surgidas nos últimos anos. Desenvolvido para atender à realidade brasileira, o sistema é formado pelo cartão indutivo – produzido em poliéster –, pelo terminal com leitora de cartão e por um software de supervisão remota, que fica instalado na operadora.

    Atualmente, as empresas emitem juntas, a cada ano, perto de 360 milhões de cartões, que são comercializados em todo o território nacional. Cerca de 1,1 milhão de telefones públicos encontram-se espalhados por todo o País e esse número deve aumentar em aproximadamente 9 mil unidades com o plano de expansão da telefonia pública, anunciado recentemente pela Anatel. O plano prevê que localizações com menos de 100 habitantes e sem nenhum meio de comunicação possuam pelo menos um equipamento.

    “Não há como negar o sucesso da tecnologia indutiva. A receita da telefonia pública, embora em decréscimo nos últimos anos, ainda é bastante significativa para as operadoras”, comenta Carla Guimarães. O uso dos terminais públicos, ou orelhões, diminuiu com a popularização da telefonia móvel e o aumento da fixa, mas suas tarifas permanecem muito atraentes para o usuário – R$0,06 por minuto da ligação para telefone fixo, portanto, bem menor que uma ligação de celular.

    Para Carla, apesar de concorrente, a telefonia celular pode ser vista como aliada dos orelhões. “As camadas mais pobres da população originam suas chamadas a partir de um orelhão para os celulares. Isso significa que a tecnologia tem vida longa e constitui um benefício para a sociedade”, conclui Carla.

    Tecnologia a toda prova – Lançado no Brasil durante a ECO-92, o cartão indutivo possui inúmeras vantagens frente às concorrentes, vantagens essas que são lembradas por Marcos Aurélio Pegoreti, Gerente de Telefonia Pública a Cartão. “Aspectos como imunidade contra as intempéries climáticas e a resistência a quebras são algumas das vantagens dos cartões. Ao contrário dos cartões magnéticos, que necessitam de acesso a uma central para liberação do uso, os cartões indutivos são validados off-line, o que garante a praticidade para o usuário”, conclui. Também diminuíram as visitas dos técnicos em campo para manutenção dos telefones. Com o sistema de supervisão, é possível resolver grande parte dos problemas técnicos de um terminal. “Um sistema de alarme avisa a operadora que há problemas no telefone”, comenta Pegoreti.

    Nos últimos anos, a tecnologia indutiva brasileira ultrapassou as fronteiras nacionais. Em 2002, chegou a Samoa, na Oceania, e, em 2006, a Angola. Diversos países da América Latina também demonstram interesse em aderir à tecnologia. “Seus benefícios podem ser sentidos em locais que tenham uma realidade semelhante à brasileira: uma população que não dispõe de recursos para usar largamente outras tecnologias”, conclui Pegoreti.

     




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