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FATOS 173
Site tem cartilha destinada aos interessados em construir interfaces de governo eletrônico
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| Lara Piccolo | |
O CPqD disponibilizou para download a cartilha Modelo de interação inclusivo para interfaces de governo eletrônico. Essa cartilha foi elaborada a partir de pesquisas realizadas no contexto dos objetivos do projeto STID (Soluções de Telecomunicações para Inclusão Digital), que teve como principal resultado a criação de um modelo de interação a ser aplicado na construção de interfaces voltadas a analfabetos, idosos e pessoas com deficiência, visando à inclusão digital desses cidadãos.
A cartilha é destinada a provedores de conteúdo, profissionais, governos, instituições ou grupos interessados em desenvolver interfaces computacionais que atendam a esse público específico, com aplicação dos conceitos de usabilidade, acessibilidade e inteligibilidade para o acesso a serviços de governo eletrônico.
"A iniciativa do CPqD de dividir sua experiência vai ao encontro de uma de suas missões que é contribuir com a inclusão digital da sociedade brasileira", afirma Lara Piccolo, pesquisadora da Diretoria de Tecnologias de Serviços do CPqD e coordenadora do trabalho. Segundo ela, a inclusão de pessoas com baixo letramento é uma das principais inovações do modelo de interação desenvolvido. "Nesse sentido, o STID é um projeto pioneiro", diz Lara.
Outro diferencial importante do projeto é a grande quantidade de estudos realizados junto ao público-alvo. "Fizemos muitos testes com pessoas analfabetas e com deficiências, para detectar suas habilidades e necessidades e validar nossas soluções", conta a pesquisadora do CPqD. Esses testes foram realizados no laboratório de usabilidade do CPqD e nos telecentros dos municípios de Bastos e Santo Antônio de Posse, no interior de São Paulo, onde as novas interfaces já estão implantadas. Além disso, diversos estudos em campo também foram realizados pelos três grupos acadêmicos com os quais o projeto STID fez parceria: o Grupo de Estudo de Interação, do Laboratório de Tecnologia de Software da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP); o Núcleo de Informática Aplicada à Educação, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp); e pesquisadores e alunos do Instituto de Estudos da Linguagem, também da Unicamp.
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