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FATOS 183
CPqD participa de iniciativa nacional com foco em smart grid
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| Mariângela Rino Pedrosa | |
O CPqD será o responsável por um dos blocos de pesquisa que orientará a definição de um plano nacional visando à migração gradativa do setor elétrico brasileiro para o conceito de rede inteligente (smart grid). A iniciativa é da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee) e da Associação de Empresas Proprietárias de Infraestrutura e de Sistemas Privados de Telecomunicações (APTEL), que definiram sete blocos de pesquisa para um projeto estratégico de pesquisa e desenvolvimento sobre redes elétricas inteligentes. O CPqD, por sua experiência no setor elétrico, em que atua há 12 anos, e atual participação nos dez maiores projetos de smart grid conduzidos por distribuidoras de energia no Brasil, foi escolhido para conduzir um desses blocos: Telecomunicações, TI e Interoperabilidade.
Previsto para durar seis meses, o trabalho do CPqD resultará na definição de diretrizes para subsidiar a implementação de recursos de telecom e TI para redes inteligentes, com garantia de interoperabilidade nas concessionárias de distribuição de energia elétrica associadas à Abradee. Atualmente, essa associação reúne 43 empresas estatais e privadas responsáveis pelo atendimento de 99% do mercado brasileiro de energia elétrica.
"Vamos estudar modelos, topologias e tecnologias de rede de telecomunicações e de computadores adequadas às demandas da rede inteligente, com o objetivo de atender às áreas de medição, automação, gerência de distribuição e armazenamento de energia", explica Mariângela Rino Pedrosa, Gerente de Mercado Setor Elétrico do CPqD. Segundo a gerente, essas diretrizes irão servir para que cada empresa distribuidora possa traçar seu próprio caminho na implantação da rede inteligente.
O trabalho inicia-se pelo levantamento do cenário atual das distribuidoras de energia, em termos de TI e telecom. Além disso, incluirá a concepção de modelos e arquiteturas de sistemas de telecom e TI, análise de plataformas de gerenciamento de redes e sistemas, análise de sistemas de bancos de dados e de requisitos para interoperabilidade, interconectividade e escalabilidade de sistemas, avaliação de requisitos de segurança, sistemas de gestão do conhecimento, análise de projeções de investimento, entre outras atividades fundamentais para suportar a transição para as redes inteligentes.
"A ideia é oferecer subsídios para a criação de uma infraestrutura de telecomunicações e TI que atenda a todas as múltiplas aplicações e, ao mesmo tempo, se mostre economicamente viável", resume Mariângela.
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