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FATOS 185
Transmissão histórica a 100 Gbit/s coloca CPqD lado a lado com grandes centros de pesquisa mundiais
O primeiro teste de transmissão a 100 Gbit/s, realizado em um ambiente de rede em operação (que não fosse de laboratório) no Brasil, acaba de ser realizado pelo CPqD por meio da Rede GIGA. Para se ter uma noção da velocidade do experimento, pode-se dizer que um único canal transmitiu o conteúdo correspondente a 25 DVDs, em apenas um segundo. Trata-se de um marco para a tecnologia brasileira, visto que é a primeira vez que isso acontece no País, que passa a figurar no cenário mundial como um dos poucos países a possuir esse domínio.
O equipamento de transmissão óptica está sendo desenvolvido pela equipe do Projeto 100 GETH (Gigabit Ethernet) do CPqD, que tem apoio do FUNTTEL, do Ministério das Comunicações. O teste bem-sucedido foi realizado entre Campinas e São Paulo, com um canal de 112Gbit/s, na grade DWDM (50 GHz), compartilhando a fibra com outros 7 canais modulados a 10 Gbit/s, em um percurso de 330,8 km.
Atualmente, o mercado conta com equipamentos que suportam transmissões entre 10 e 40 Gbit/s. Segundo o Gerente de Sistemas Ópticos – Fotônica do CPqD, Júlio César Fernandes de Oliveira, que coordenou o experimento, a transmissão representou um passo significativo em direção à realidade da Internet do Futuro. “Até os eventos da Copa do Mundo, em 2014, teremos infraestrutura genuinamente nacional necessária para prover banda larga com novas aplicações e serviços”, afirma. “Para a indústria nacional, representa a possibilidade de acompanhar em igualdade de condições o que está acontecendo lá fora em termos de evolução tecnológica”, comenta o gerente.
Robustez e estabilidade de transmissão foram duas características importantes demonstradas pelo equipamento em desenvolvimento pelo CPqD durante os testes. “Através do processamento digital de sinais, realizado no estágio de recepção, foi possível demonstrar robustez em relação à dispersão dos modos de polarização (Polarization Mode Dispersion – PMD), via uma operação "error free", após o acúmulo de até 90 ps de atraso diferencial de grupo (Differential Group Delay – DGD). A estabilidade da transmissão foi comprovada através de medidas sucessivas realizadas ao longo de 24 horas”, comenta.
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