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FATOS 187
CPqD investe na evolução das tecnologias de acesso por fibra óptica
Oferecer acesso banda larga a velocidades cada vez mais altas para um número de usuários que não para de crescer tem sido um desafio para as operadoras e, principalmente, para as organizações que desenvolvem tecnologias na área de telecomunicações. Para enfrentar esse desafio, o CPqD vem investindo na evolução das redes ópticas de acesso a serviços e aplicações banda larga – conhecidas como FTTH (do inglês Fiber‑to‑the‑Home), que levam a fibra óptica até as dependências do usuário.
Atualmente, as redes baseadas na tecnologia Gigabit PON (Passive Optical Network ou rede óptica passiva) permitem oferecer velocidades individuais de acesso de 40 Mbit/s a até 64 usuários, simultaneamente. Com a nova geração de redes ópticas de acesso de arquitetura PON (Next Generation PON ou NG-PON), que está sendo desenvolvida no CPqD, já é possível oferecer conexões de 1,25 Gbit/s por usuário.
“Hoje, conseguimos atender até 40 usuários ao mesmo tempo com essa velocidade, mas o objetivo é ampliar esse número para 80 usuários simultâneos, proporcionando uma capacidade total de 100 Gbit/s numa única rede”, afirma Alberto Paradisi, Gerente de Sistemas Ópticos do CPqD. “Além disso, queremos aumentar a distância entre o usuário e a central da operadora, que hoje é de 20 km, para mais de 40 km”.
Esses resultados, obtidos nos laboratórios do CPqD, estão alinhados com o estado da arte no que diz respeito ao desenvolvimento tecnológico mundial nessa área. “Estamos trabalhando com a tecnologia WDM (Wavelength Division Multiplexing) em redes ópticas passivas, o que permite atender a um número maior de usuários com altas taxas de transmissão, da ordem de gigabit por segundo”, acrescenta Paradisi.
Segundo ele, um dos próximos passos será realizar experiências em campo envolvendo usuários, em parceria com as operadoras de telecomunicações. O desenvolvimento da nova geração de redes ópticas de acesso faz parte do Projeto 100 GETH (Gigabit Ethernet), que vem sendo conduzido desde o ano passado pelo CPqD, com recursos do FUNTTEL, do Ministério das Comunicações.
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