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FATOS 187
Aplicação de comércio interativo em TV digital vai tornar serviço mais acessível
Em breve, qualquer cidadão poderá utilizar o aparelho de televisão como plataforma de venda ou compra de produtos ou serviços. O desenvolvimento de uma aplicação para comércio virtual interativo, utilizando a televisão digital terrestre (t-commerce) acaba de ser concluído, e uma análise de viabilidade técnico-econômica está em andamento.
O serviço desenvolvido pelo CPqD é multiplataforma, ou seja, pode ser utilizado em TVs por satélite, a cabo, IPTV, entre outras. Nesta primeira versão, destinada à TV digital terrestre que utiliza o middleware Ginga, foram empregadas tecnologias de Web services. A aplicação dispõe de duas opções de teclados virtuais, permitindo ao usuário escolher a opção que mais bem atenda à sua necessidade, possibilitando, também, compras por catálogos com uso de textos, esquemas gráficos, fotos e imagens estáticas.
No entanto, o maior desafio da equipe – o trabalho faz parte do projeto Serviços Multiplataforma de TV Interativa, que tem apoio do FUNTTEL, do Ministério das Comunicações – foi o desenvolvimento de um serviço simples e de fácil compreensão, explorando a linguagem televisiva através da criação de interfaces simples e amigáveis.
“O nosso grande desafio se deu em termos de usabilidade. Conseguimos adaptar a plataforma para o ambiente de TV e extrair o que ele tem de melhor”, afirma o Coordenador do Projeto, José Orfeu Carvalho Antonini, da Diretoria de Tecnologias de Serviços. Segundo Orfeu, em comparação com um computador utilizado para o acesso à Internet, além das características inerentes de um ambiente de TV, são grandes as restrições de uma plataforma de televisão no que diz respeito a capacidade de memória, processamento do set-top box e funcionalidades do controle remoto, por exemplo. Por outro lado, os aparelhos de televisão estão presentes em praticamente todos os lares brasileiros e apresentam melhores possibilidades de disseminar o serviço a todas as camadas da população.
O projeto prevê, ainda, o desenvolvimento do serviço para as plataformas IP e IPTV até o final do ano, quando o projeto será encerrado.
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