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FATOS 193
Aplicação vai facilitar uso de dispositivos móveis por deficientes visuais
Em breve, as mais de 6,5 milhões de pessoas cegas ou com grande dificuldade permanente de enxergar existentes no Brasil (Censo 2010 do IBGE) terão mais facilidade no uso de dispositivos móveis. O CPqD está desenvolvendo, em parceria com o Centro de Prevenção à Cegueira de Americana, no Estado de São Paulo, uma aplicação batizada de VozMóvel, que utiliza a tecnologia de síntese de voz como base de um novo modelo de interação do usuário com o celular dotado de tela sensível ao toque (touchscreen).
Com o modelo desenvolvido pelo Centro, a tela do aparelho é dividida em seis quadrantes (áreas), correspondentes às principais funções do celular: realização de chamadas, histórico de ligações, contatos, mensagens de texto (SMS), nível de sinal e de bateria e data/hora. “A escolha dessas funções baseia-se em pesquisa realizada junto aos próprios deficientes visuais”, explica Claudinei Martins, da Diretoria de Tecnologia de Serviços do CPqD.
Na medida em que a pessoa toca ou desliza o dedo sobre a tela touchscreen do celular, uma voz sintetizada informa a função correspondente àquela área. Com mais um toque, ela tem acesso à função. E, se essa função envolver uma informação, como o nível da bateria do aparelho ou uma mensagem de texto recebida, ela também é transmitida por meio do recurso de síntese de voz – que utiliza a tecnologia CPqD Texto Fala.
A primeira versão do VozMóvel, desenvolvida para o sistema operacional Android, passará por um teste de campo em fevereiro, envolvendo um grupo de pessoas atendidas pelo Centro de Prevenção à Cegueira, em Americana, no interior de São Paulo. “O objetivo é avaliar a usabilidade desse novo modelo de interação no dia a dia das pessoas”, afirma Martins.”No futuro, essa tecnologia poderá beneficiar também idosos, analfabetos e até crianças que ainda não aprenderam a ler”, acrescenta.
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