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Seminário Internacional no CPqD discute Smart Grid com setor de energia elétrica
Além do CPqD, participaram da organização do evento diversas entidades nacionais e internacionais, como a Associação de Empresas Proprietárias de Infraestrutura e de Sistemas Privados de Telecomunicações (APTEL), a Cigré-Brasil, a Utilities Telecom Council (UTC), a Utilimetrics -- Alliance for Advanced Metering & Data Management Solutions -- e o Mackenzie. O objetivo foi levantar o debate sobre Smart Grid no Brasil, envolvendo as empresas e instituições atuantes nesse setor: concessionárias de energia elétrica, fornecedores e governo, entre outros.
Complexo, o tema precisa ser discutido pois terá grande importância na evolução da infraestrutura em termos de suprimento e transporte de energia elétrica. "O Brasil tem a melhor matriz em energias renováveis do mundo, tem um sistema elétrico nacionalmente integrado, mas é também um dos campeões em emissão de carbono pela queima de florestas e a prática de queimadas na agricultura", esclarece Cláudio Tadeu Correa Leite, especialista do CPqD nessa área. Por meio de tecnologias de sensoriamento, monitoramento, TI e telecomunicações, é possível melhorar o desempenho das redes, antecipando falhas e reduzindo desperdícios.
Com vasta experiência no setor de Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs), o CPqD tem condições de contribuir para o debate e, mais ainda, de fornecer pesquisas, desenvolvimento e soluções que servem aos requisitos de uma Smart Grid. Sistemas de redução e otimização de gastos de energia elétrica, tecnologia para sensores, materiais mais resistentes a desgaste e aplicações de software são alguns exemplos.
Segundo Cláudio, convém economicamente ao Brasil estender o valor da infraestrutura existente. "Para isto será necessário inovar em tecnologias e métodos de gestão. Devemos aportar tecnologias inovadoras, mas não podemos simplesmente descartar a rede legada e tudo que foi construído até aqui. Obviamente alguns equipamentos sofrerão natural evolução e será conveniente sua substituição, como os medidores eletrônicos, e outros que incorporarão recursos eletrônicos mais sofisticados?, pondera o especialista.
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