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CPqD participa de iniciativa nacional com foco nas redes elétricas inteligentes
Campinas, 28 de janeiro de 2011 - O CPqD será o responsável por um dos blocos de pesquisa que vai orientar a definição de um plano nacional visando a migração gradativa do setor elétrico brasileiro para o conceito de rede inteligente (smart grid). A iniciativa é da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee) e da APTEL - Associação de Empresas Proprietárias de Infraestrutura e de Sistemas Privados de Telecomunicações, que definiram sete blocos de pesquisa para um projeto estratégico de pesquisa e desenvolvimento sobre Redes Elétricas Inteligentes. E o CPqD, por sua experiência no setor elétrico, onde atua há 12 anos e hoje participa dos dez maiores projetos de smart grid conduzidos por distribuidoras de energia no Brasil - foi escolhido para conduzir um desses blocos: o de Telecomunicações, TI e Interoperabilidade.
Com duração prevista em seis meses, o trabalho do CPqD resultará na definição de diretrizes para subsidiar a implementação de recursos de telecom e TI para redes inteligentes, com garantia de interoperabilidade, nas concessionárias de distribuição de energia elétrica associadas à Abradee. Atualmente, essa associação reúne 43 empresas, estatais e privadas, responsáveis pelo atendimento de 99% do mercado brasileiro de energia elétrica.
"Para isso, vamos estudar modelos, topologias e tecnologias de rede de telecomunicações e de computadores adequadas às demandas da rede inteligente, com o objetivo de atender às áreas de medição, automação, gerência de distribuição e armazenamento de energia", explica Mariangela Rino Pedrosa, gerente de Mercado Setor Elétrico do CPqD. "Essas diretrizes vão servir para que cada empresa distribuidora possa traçar seu próprio caminho na implantação da rede inteligente", acrescenta.
O trabalho está começando pelo levantamento do cenário atual das distribuidoras de energia, em termos de Tecnologia da Informação e telecomunicações. Além disso, incluirá a concepção de modelos e arquiteturas de sistemas de telecom e TI, análise de plataformas de gerenciamento de redes e sistemas, análise de sistemas de bancos de dados e de requisitos para interoperabilidade, interconectividade e escalabilidade de sistemas, avaliação de requisitos de segurança, sistemas de gestão do conhecimento e análise de projeções de investimento, entre outras atividades fundamentais para suportar a transição para as redes inteligentes.
"A ideia é oferecer subsídios para a criação de uma infraestrutura de telecomunicações e TI que atenda a todas as múltiplas aplicações e, ao mesmo tempo, se mostre economicamente viável", resume Mariangela.
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