Banner

Menu Principal

A+ A-

Busca

Avançada
CPqD Imprensa e Eventos Notícias Banda larga triplicará venda de equipamentos

:: Banda larga triplicará venda de equipamentos

A+ A-
Sábado, 08 de Maio de 2010 00:00
O presidente da fabricante de radiotransmissores Gigacom, Roque Versolato, estima que o faturamento da indústria nacional de equipamentos de telecomunicações pode triplicar até 2014, com as medidas previstas no Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). Pêlos seus cálculos, hoje, a receita anual do setor está entre R$ l bilhão e R$ 1,2 bilhão e é gerada por 12 empresas (fabricantes de roteadores, equipamentos ópticos, rádios transmissores e modems).

"Em algumas áreas de nicho, o faturamento pode crescer até seis vezes, como é o caso de rádios de alta velocidade, acesso por rádio ou modem, porque serão cerca de 30 milhões de domicílios a mais com banda larga", afirma. O executivo participou de uma das quatro reuniões realizadas ontem pelo governo federal em Brasília para apresentar o PNBL a representantes da sociedade civil e do setor de telecomunicações, entre fabricantes nacionais, operadoras, provedores de serviços de comunicações. Segundo Versolato, os fabricantes nacionais de equipamentos de telecomunicações emprega 2,5 mil pessoas, número que deve saltar para 7,5 mil nos próximos quatro anos, devido às medidas prometidas pelo governo federal, que incluem linhas de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Económico e Social (BNDES) e desonerações tributárias. Versolato diz que a grande preocupação é ter uma linha de financiamento que garanta recursos para suportar a expansão das empresas e o aumento da produção. "É um crescimento expressivo até 2014, são muitos obstáculos, mas vamos conseguir." O presidente do CPqD, Hélio Graciosa, também participou da reunião em Brasília e classificou as propostas como "positivas", embora ressalte que o governo não apresentou um detalhamento das ações. "No bonde deste movimento existe o fomento à tecnologia e à produção brasileira, o que faz todo o sentido", avalia.

Já de acordo com o presidente da Associação Brasileira das Prestadoras de Serviços de Telecomunicações Competitivas (Telcomp), Luís Cuza, na reunião com prestadoras de serviços de telecomunicações, o governo informou que o crédito do BNDES previsto inicialmente em R$ l bilhão poderá ser superado, se necessário, e também poderá ser oferecido por outros meios, além do Cartão BNDES. Além disso, o governo demonstrou a intenção de realizar, workshops com os prestadores para identificar necessidades específicas de financiamento. Cuza informou ainda que o decreto presidencial sobre o PNBL deve ser assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva antes do fim de maio e determinará prazos para que a Agência Nacional de Telecomunicações estabeleça dez regulamentações para o setor.

O presidente da Telefónica, António Carlos Valente, disse que o governo sinalizou que fará neste ano a licitação para a venda de licenças de telefonia celular e conexão em banda larga. Entre as frequências que serão licitadas em 2010, estariam as de 450 megahertz (MHz) e a de 3,5 giga-hertz (GHz). Valente disse ainda que há uma possibilidade de os valores mínimos dessas licenças serem ajustados a eventuais crescimentos de cobertura das áreas que serão atendidas pelo serviço. Segundo o executivo, a frequência de 2,5 GHz, disputada por empresas de telefonia e operadoras de TV por assinatura, não está nas previsões de licitação em 2010. Valente disse ainda que a entrada de uma nova rede no mercado, como as fibras óticas que serão usadas pela Telebrás para transporte de dados, poderá atrair interesse de várias empresas, inclusive da Telefónica, fora do Estado de São Paulo.

Fabiana Monte com Agência Estado

Fonte: Brasil Econômico



AddThis Social Bookmark Button


Keywords relacionadas a esta publicação:

banda larga
 

Conteúdo Relacionado


CPqD - Todos os direitos reservados -
Mapa do Site