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Padtec já produz equipamentos de 40 Gbps
A Padtec, fornecedora de sistemas ópticos para backbones (sistemas DWDM), produziu esta semana as primeira plataformas com taxa de transmissão por canal de 40 Gbps, quatro vezes superior ao modelo atual da linha LightPad. A evolução da plataforma, uma demanda natural do mercado à medida em que aumenta a capacidade de transmissão na ponta da rede, é resultado de um desenvolvimento conjunto da equipe brasileira e da equipe israelente da CivCom, comprada em 2008 pela Padtec.
Com faturamento de R$ 130 milhões no ano passado, com lucro de R$ 9 milhões, a Padtec responde por 30% do mercado nacional de sistemas de comunicação óptica para backbones, fornecendo para todas as grandes operadoras. Também está presente em vários países da América Latina e seu objetivo, ao comprar a CivCom, foi complementar sua linha de produtos e ganhar músculos para entrar no mercado asiático, especialmente Índia, Filipinas e Indonésia
Fabricantes nacionais formam consórcio para fornecer soluções de banda larga
Estimulados pelas discussões do Plano Nacional de Banda Larga, oito fabricantes nacionais de equipamentos de banda larga e sistemas, dos backbones ópticos às redes de acesso, formaram um consórcio para fornecer soluções completas às operadoras. Com essa articulação, de acordo com Jorge Salomão Pereira, presidente da Padtec, o grupo espera ganhar economia de escala e se tornar mais competitivo frente aos seus competidores, multinacionais europeias e asiáticas. "A oferta da solução completa permite reduzir custos de aquisição de componentes, para os fabricantes, e custos operacionais para as teles", observa.
O anúncio do consórcio, batizado GENT (Grupo de Empresas Nacionais de Tecnologia), foi feito um dia após a publicação, pelo governo federal, do decreto que institui o PNBL. Na avaliação de Salomão, o lançamento do PNBL vai potencializar o mercado com a redução dos custos dos insumos. "Não sabemos estimar qual será o crescimento, mas o mercado vai crescer e os fornecedores de tecnologia nacional têm uma grande oportunidade de expandir sua atuação", avalia ele, que destaca a importância de o PNBL carregar, em sua formulação, o desenvolvimento da tecnologia nacional.
As empresas que integram o consórcio são, além da Padtec (fabricantes de sistemas de comunicação óptica para backbones), Trópico (soluções IP), CPqD (sistemas de gerenciamento), Asga, Icatel, Gigacom, Datacom e Parks (os cinco últimos fornecedores de equipamentos para backhaul e acesso). Seu faturamento conjunto é de R$ 1,2 bilhão, que pode dobrar de tamanho com o PNBL.
O consórcio vem sendo articulado há vários meses e ele pode ser, na avaliação de Salomão, a semente de um futuro grande fabricante nacional de telecomunicações. "São empresas que são mais ou menos do mesmo tamanho, têm objetivos comuns e pontos de identidade em sua cultura", avalia. Mas a fusão dessas empresas ainda não está colocada. Por enquanto, só se juntaram para formar um consórcio para oferecer soluções integradas de banda larga, que está aberto a novas adesões se surgirem outros fabricantes nacionais interessados.
Lia Ribeiro Dias
Fonte: Tele.Síntese
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