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:: Consórcio tem 50% de empresas da RMC

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Sábado, 15 de Maio de 2010 00:00

Grupo, em processo de registro, vai disputar os editais relativos ao Plano Nacional de Banda Larga

Metade das empresas que vão integrar o recém-formado consórcio nacional para concorrer aos editais relativos ao Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), cujo decreto foi publicado anteontem, é da Região Metropolitana de Campinas (RMC). O Grupo de Empresas Nacionais de Tecnologia (Gente) está em processo de registro como pessoa jurídica e é composto por quatro empresas com base na região: CPqD, Padtec e Trópico (Campinas) e AsGa (Paulínia), além da Gigacom e Icatel (São Paulo), Datacom (Porto Alegre-RS) e Parks (Cachoeirinha-RS).

Juntas, as companhias somam um faturamento de R$ 1,2 bilhão, valor que deve ser triplicado até 2014, conforme as expectativas em relação aos editais que devem ser lançados pela Telebrás.

Para o presidente da Padtec, empresa voltada ao desenvolvimento, fabricação e comercialização de sistemas de comunicações ópticas de alta capacidade, Jorge Salomão Pereira, a oportunidade despertou a atenção do setor de equipamentos de telecomunicações, e a formação do consórcio foi decidida porque permite a criação de um pacote que ofereça uma solução integrada.

"São empresas complementares e que possuem portes equivalentes. Essa parceria se configurou naturalmente pela sinergia e interação entre essas empresas. Ainda existe espaço para outros interessados que queiram participar", disse, ontem, durante entrevista coletiva.

Pereira ressaltou que, por meio do consórcio, o custo operacional para se desenvolver um sistema único será mais baixo, com mais escala para produção e vantagens para negociar com fornecedores a aquisição de componentes. "Isso vai nos dar mais respaldo para competirmos com a força das empresas asiáticas e europeias. É alto o investimento que o governo vai fazer, o que nos dá bastante segurança de que teremos capacidade para concorrer."

Além disso, em outro decreto também publicado anteontem, o governo federal determinou a preferência por empresas nacionais na contratação de bens e serviços de informática e automação, medida complementar ao PNBL que também vai beneficiar o setor de telecomunicações.

A expectativa do consórcio é de que, até o fim do ano, a Telebrás comece a publicar os editais para dar início à implantação do plano. A partir de então é que o grupo deve definir a quantia a ser investida. É provável que as empresas busquem planos de financiamento. "Reunimos condições para nos candidatar a crédito, e o BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico Social) possui linhas bastante atrativas", lembra.

Plano

Com investimentos de R$ 6 bilhões, o governo federal pretende conectar 30 milhões de residências no País em quatro anos, e chegar a 40 milhões de lares com banda larga. Os representantes das empresas envolvidas no consórcio estiveram reunidos na semana passada com a ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, para discutir a atuação do Gente no PNBL.

Pereira ressaltou que a reunião foi produtiva e que o grupo está confiante no sucesso do plano. "Investir numa infraestrutura de banda larga é tão importante atualmente quanto a construção de estradas. É inevitável que um país com um PIB do tamanho do Brasil desenvolva um plano para ter uma estrutura de vanguarda", apontou.

O NÚMERO

2,5 MIL é o total de funcionários empregados pelas empresas do consórcio. O montante poderá ser triplicado até 2014, conforme as expectativas.

Padtec projeta atingir a cifra de R$ 100 milhões ainda este ano

Com faturamento de cerca de US$ 80 milhões em 2009, a Padtec é uma fornecedora de soluções de alta tecnologia com atuação internacional. Especializada em comunicações ópticas de alta capacidade, ela oferece soluções para redes de longa distância, metropolitanas, redes de acesso e storage e está presente nos maiores provedores de serviços de telecomunicações da América Latina. A expectativa é de que a empresa chegue a um faturamento de US$ 100 milhões em 2010, independentemente da participação no PNBL.

Situada em Campinas, onde estão 240 funcionários, a companhia tem escritórios em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Argentina, Peru e México. O capital da Padtec é fechado e os principais acionistas são o CPqD, com 65,79% de participação, e o Ideiasnet, com 34,21%.

Em 2008, a companhia adquiriu a israelense Civicom, uma das líderes mundiais em limpeza de sinais ópticos - os valores do negócio não foram revelados.

Renan Magalhães

Fonte: Correio Popular

 



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banda larga, óptica, universo cpqd
 

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