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:: CPqD intensifica os negócios no mercado internacional

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Segunda, 12 de Julho de 2010 13:39

Instituição espera dobrar o volume de operações com outros países num prazo de cinco anos

Com a meta de dobrar seu faturamento até 2014, o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações e Tecnologia da Informação (CPqD) coloca em prática a estratégia de ampliar a atuação no mercado internacional. A instituição espera elevar os negócios do atual patamar de US$ 9 milhões, contabilizado no ano passado, para US$ 18 milhões, em cinco anos. Até o fim de 2010, a expectativa é de crescer 22%.

Para isso, o centro de pesquisas pretende intensificar os negócios nos três mercados externos principais em que já está presente: Estados Unidos, América Latina e Angola. Curiosamente, foi durante a crise econômica mundial que as receitas internacionais mais cresceram: um aumento de 125% no ano passado. O presidente do CPqD, Hélio Graciosa, ressalta que os resultados são frutos de um esforço de internacionalização que vem sendo desenvolvido especialmente nos últimos anos. "É um processo longo, de ganhar conhecimento, desenvolver relacionamento e se adaptar às culturas. A comercialização de tecnologia é muito mais complexa que a de commodities", analisa.

Conforme os contatos feitos nos diferentes países, capitaneados por uma equipe comercial especialmente designada para o projeto, a instituição firmou parcerias com representantes locais. Mas, em razão das particularidades de cada mercado, o centro de pesquisas optou por adotar modelos de negócios diferentes em cada localidade.

A maior receita está no mercado latino-americano, em países como Colômbia, Chile, México, Peru e Argentina, além de Paraguai e República Dominicana, onde contratos grandes estão sendo fechados. Nessas localidades, o foco principal são empresas de grande porte para as quais comercializa a licença de sistemas de faturamento. As unidades da empresa espanhola Telefônica estão entre os principais clientes. "Não temos empresas instituídas nesses locais, mas fazemos parcerias com outras empresas, cada um assumindo uma parte do contrato. Com isso, acabamos tendo funcionários nossos residentes no país", explica.

Nos Estados Unidos, o instituto possui o CPqD USA, microempresa estabelecida em Fort Lauderdale (Flórida) para negociar a comercialização de produtos da organização brasileira com parceiros americanos. Mas, por se tratar de um mercado mais desenvolvido e de difícil penetração, os negócios estão sendo feitos por meio de uma parceria com a empresa Mid-State Consultants, que oferece serviços para pequenas empresas desde o começo do ano utilizando o software de Outside Plant Engeneering desenvolvido pelo CPqD. "Se não tiver um parceiro bom, você não consegue colocar um produto no mercado americano", ressalta Graciosa.

Em Angola, a participação do CPqD iniciada há seis anos já é bastante expressiva, e corresponde a 30% dos negócios exteriores da instituição. No último mês, foi criada a Spat Soluções Corporativas, com 40% de capital do instituto brasileiro e foco na prestação de serviços em software para as operadoras de telefonia. "Estando formalmente presentes em Angola, vamos ampliar nossa participação neste mercado. A expectativa é de ter, já no próximo ano, contratos firmados em US$ 3 milhões", destaca.

Europa

O mercado europeu também atrai interesse para negócios no CPqD. A organização é uma das integrantes da comitiva de empresários campineiros que visitou Portugal na semana passada em uma missão de negócios. Segundo Graciosa, o objetivo principal era atrair investidores para o Pólis de Tecnologia, parque tecnológico existente dentro da sede da empresa em Campinas, no Ciatec 2. "Estamos focados nos mercados em que já atuamos. Não temos investimentos no curto prazo direcionados para a Europa, mas estamos aberto às oportunidades que possam aparecer."

O NÚMERO

9 POR CENTO Dos negócios do CPqD são vinculados ao mercado internacional

A FRASE

"As principais oportunidades que aparecem hoje estão nos mercados emergentes. Mesmo assim, a concorrência é grande, já que são muitas empresas que querem fazer parte desse crescimento."

HÉLIO GRACIOSA
Presidente do CPqD


Participação acionária é estratégica

A participação do CPqD em negócios fora do Brasil vai além dos contratos diretamente fechados pelo centro de pesquisa. A instituição possui participação acionária em diversas empresas de tecnologia que estão em processo de expansão internacional e que assumem responsabilidade por algumas tecnologias de produtos geradas pelo CPqD. Essas organizações, criadas a partir da iniciativa direta ou indireta do instituto, fazem parte do chamado Universo CPqD.

É o caso da Padtec, empresa da qual o CPqD é acionista majoritário (60%). Dona da empresa israelense Civicom, a Padtec é uma fornecedora de soluções de alta tecnologia de nível mundial, e possui negócios e representantes na América do Sul, América Central, Europa e Ásia. Outro exemplo é a Trópico, joint-venture da qual a instituição detém 30%, líder na migração da tradicional tecnologia de transmissão por circuito (TDM) para a nova geração das redes de comutação por pacotes (NGN) e presente na América Latina e Estados Unidos.

"Nesses casos, assim com o Instituto Atlântico e a Cleartech, o CPqD participa também como transmissor de tecnologias de produção em série de equipamentos que são adotadas por essas empresas", salienta Hélio Graciosa.

Renan Magalhães

Fonte: Correio Popular



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