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Campinas 236 anos - Infraestrutura e tecnologia - Mapa retrata cidade
PROGRAMA permite cruzar informações para ajudar no planejamento de ações para Campinas
Imagine juntar em um só mapa os dados de todas as escolas, hospitais, postos de saúde, creches, avenidas e delegacias de uma cidade. Essa hipótese já é realidade em Campinas. O Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD) criou um programa que possibilita esse cruzamentos de dados. O Sistema de Informação Geográfica (SIGCamp) é uma ferramenta de armazenamento e cruzamento de dados que deve ser utilizada no planejamento de ações da Prefeitura, assim como no diagnóstico de áreas problemáticas da cidade.
Na primeira fase de implantação do projeto, que já foi iniciada, foram priorizados dados das secretarias de Saúde (cadastros), Infraestrutura (obras), Educação, Segurança Pública (que inclui a Defesa Civil) e Planejamento (cadastro imobiliário). As informações sobre a rede de água e saneamento da Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento S/A (Sanasa) também devem fazer parte do projeto em etapa futura. As próximas áreas beneficiadas devem ser anunciadas ainda este mês pela Prefeitura.
Na prática, o SIGCamp possibilita o cruzamento de dados das secretarias e torna possível associações entre problemas de saúde e violência, por exemplo, com suas regiões de origem. "Podemos pegar um caso de dengue em um jovem, por exemplo, e verificar se existem outros casos na região onde ele mora ou perto da escola, identificando onde está o foco da doença. Também podemos identificar os pontos com problemas de violência e drogas e verificar que áreas escolares estão ameaçadas por eles", explica Roberto Vivaldi Rodrigues, diretor do CPqD. "O geoprocessamento é importante para diagnosticar quais são as necessidades da cidade para atender melhor o cidadão, fazer controles endêmicos, segurança, ajudar no recolhimento de impostos, entre outros", diz. "Não consigo enxergar planejamento sem geoprocessamento no futuro. Hoje mesmo, até quando vamos em um restaurante procuramos por mais informações no Google. O sistema não é uma tendência, já é realidade", afirma Rodrigues. Ainda segundo o representante do CPqD, Campinas é hoje a cidade que tem o mais completo sistema do tipo no País. "É uma tecnologia bastante avançada. Desde 1991, o polo de Campinas desenvolve tecnologia de geoprocessamento e exporta essa tecnologia para toda a América Latina e Estados Unidos", afirma Max Alfredo Erhardt, gestor do contrato do CPqD com a Prefeitura e especialista em geoprocessamento.
Instituição de pesquisa aprimora tecnologia
O Parque Tecnológico CPqD, conhecido como Pólis de Tecnologia, é uma instituição independente, sediada em Campinas, com foco na inovação em tecnologias da informação e comunicação (TICs). A tecnologia gerada no CPqD é utilizada por empresas e instituições dos setores de telecomunicações, energia elétrica, financeiro, industrial, corporativo e administração pública.
Atuando há 33 anos, o serviço conta com mais de 1,2 mil profissionais capacitados, possui o maior programa de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) da América Latina e tem a proposta de contribuir para a competitividade do País e a inclusão digital da sociedade, levando ao mercado tecnologias de produto, sistemas de missão crítica, serviços tecnológicos e consultorias. Atualmente, 15 empresas estão instaladas no pólis do CPqD, com obras em andamento ou em fase final de acabamento.
O CPqD foi integrado em abril ao Sistema Paulista de Parques Tecnológicos (SPTec), da Secretaria de Desenvolvimento do Estado. Com a entrada no SPTec, o Parque Tecnológico CPqD está habilitado a receber recursos do governo estadual e obter incentivos fiscais para as empresas instaladas no local, por intermédio do programa Pró-Parques. As empresas podem usar o crédito acumulado do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), para aquisição de bens, mercadorias e serviços.
O contrato é ainda provisório. Para oficializar definitivamente a integração ao SPTec, o pólis tem um prazo de dois anos para apresentar projeto urbanístico, plano de negócios e programa de ciência, tecnologia e inovação que atestem sua capacidade como parque tecnológico.
Fonte: Correio Popular
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