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:: Novo sistema informatizado centraliza dados e integra órgãos municipais

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Sexta, 30 de Julho de 2010 10:51

Ana Paula Meneghetti e Doni Vieira

Centralizar dados e informações sobre a cidade para melhorar a eficiência nos serviços e viabilizar com mais rapidez ações em benefício da população. Esse é o principal objetivo do Sistema de Geoprocessamento do Município de Campinas (Sigcamp), apresentado pelo prefeito Hélio de Oliveira Santos na tarde desta quinta-feira, 29 de julho, na Sala Azul, no 4º andar do Palácio dos Jequitibás.

Participaram da cerimônia diversas autoridades da Administração municipal, entre elas os secretários municipais de Infraestrutura, Osmar Costa e de Serviços Públicos, Flávio Augusto de Censo, além dos presidentes da Sanasa, Lauro Péricles Gonçalves e da Informática dos Municípios Associados, Pedro Jaime, e o presidente do Centro de Pesquisas e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD), Hélio Gracioza, e representantes de vários segmentos da sociedade.

Anteriormente, o programa resumia-se apenas a uma base cartográfica feita com fotos aéreas em 2005, e utilizada pela Sanasa. Além disso, não existia um cadastro físico, territorial e ambiental digital, sendo que todas as informações do cadastro estavam armazenadas em cerca de 1,2 milhão de fichas de papel.

O prefeito disse que o Sigcamp é um instrumento importante que dá garantias para a implantação de melhorias significativas na cidade. Pode ainda ser utilizado pelas entidades da sociedade civil e também servir como modelo para outras cidades. "Temos que estar sempre aprimorando nossas ações, principalmente com a utilização de tecnologia inovadora, para promover cada vez a melhoria da qualidade de vida da população", ressaltou.

Dr. Hélio elogiou o trabalho dos técnicos envolvidos com a elaboração do programa e adiantou que o mesmo será um instrumento fundamental para o desenvolvimento dos trabalho do Instituto de Planejamento e Ação, previsto para ser implantado no próximo ano, no Lago do Café, região Leste da cidade.

O presidente do CPqD, Hélio Marcos Machado Graciosa, disse que o órgão realiza sistema de geoprocessamento há 20 anos, e que o sucesso dos programas dependem muito das parcerias e do pessoal envolvido. "No caso do trabalho feito para Campinas não foi diferente, pois pudemos contar com a participação de técnicos da Administração municipal com muito conhecimento na área e dispostos a realizar os trabalhos", comentou.

A elaboração do Sigcamp partiu de uma determinação do Dr. Hélio, que constatou a falta de um programa informatizado dessa amplitude no governo municipal. O programa foi viabilizado por uma parceria entre a Prefeitura, com a participação da Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento S.A. (SANASA) e da Informática dos Municípios Associados (IMA), o Centro de Pesquisas e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD) e a Fundação de Ciência, Aplicações e Tecnologia Espaciais (Funcate). O Sigcamp, que começou a ser elaborado há três anos, está orçado em R$ 16 milhões.

Um dos idealizadores do programa, Nelson Parada, fez a apresentação do sistema, com datashow, mostrando desde a elaboração, funcionamento e vantagens com a sua aplicação. Segundo ele, essa ferramenta online já está sendo utilizada pelos órgãos da Administração municipal.

Como funciona

O Sigcamp é integrado por três grandes componentes: a Base Cartográfica, o Banco de Dados Integrado de Informações Geográficas e pelas Aplicações. A Base Cartográfica é um mapa digital da superfície da área de Campinas, elaborado por meio de fotos e imagens obtidas por aerolevantamento via satélite, bem como pelos elementos cartográficos anteriormente existentes, como quadras, lotes, logradouros, edificações, hidrografia, entre outros.

Conforme os técnicos envolvidos com a realização do programa, o mapa digital é uma ferramenta inovadora já que é obtido com imagens de alta resolução de satélites de sensoriamento remoto. Ele tem a escala 1:2.000, resultado considerado pioneiro para uma região não plana de cerca de 800 quilômetros quadrados, ou seja, a extensão do território do Município.

O Banco de Dados Integrado de Informações Geográficas abrange o Cadastro Técnico, Territorial e Ambiental (CFTA), que contém dados atualizados relacionados com os elementos cartográficos, e o Banco de Dados Setoriais, o qual engloba informações dos órgãos da Administração municipal, como escolas, unidades de saúde e de prestação de serviços de manutenção, por exemplo, as Administrações Regionais e Subprefeituras.

Além disso, o Banco de Dados Integrado também vai digitalizar os processos em papel existentes nos órgãos, especialmente nas secretarias municipais de Urbanismo, de Habitação e Finanças. Nessa primeira fase foram integrados bancos de dados atualizados de 16 órgãos municipais. Na segunda fase serão incluídos os nove restantes, o que permitirá consultas em tempo real para construção de mapas temáticos, relatórios e outras diversas aplicações.

As vantagens

Na Gestão Territorial, o Sigcamp permite a ocupação de forma sustentável, o diagnóstico de trechos problemáticos, como pontos de focos de dengue, e a expansão da área urbana. Com isso, é possível viabilizar com mais agilidade e precisão providências legais e implantação de infraestrutura.

Em relação à gestão integrada dos órgãos, o programa evita que façam duplicações desnecessárias da mesma atividade alterações individuais por cada orgão, já que é um cadastro único disponível para todas as secretarias. Com isso, será possível reduzir gastos e tempo, além de permitir o desenvolvimento de gestões estratégicas e operacionais mais eficientes.

O Sigcamp proporciona respeito à segurança e transparência nas decisões, com o oferecimento de cadastros técnicos, relatórios gerenciais e outras informações precisas e atualizadas.

O programa será ainda uma ferramenta fundamental para disponibilizar ações de emergência, melhoria nos serviços prestados à população e na arrecadação de impostos, em especial o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), entre outras aplicações.

Fonte:Prefeitura Municipal de Campinas



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Keywords relacionadas a esta publicação:

geoprocessamento, administração pública, Sigcamp
 

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