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    :: Governo paulista lança projeto de regionalização

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    Sábado, 31 de Julho de 2010 00:00

    Objetivo é trabalhar potencialidades produtivas de cada região

    O governo do Estado de São Paulo vai lançar um programa com políticas de regionalização do desenvolvimento econômico. O objetivo é trabalhar as potencialidades produtivas de cada região utilizando o conceito aplicado em áreas como a Região Metropolitana de Campinas (RMC) e a Região Metropolitana de São Paulo (RMSP). Dentro dessa filosofia, o Estado tem inúmeros planos que serão apresentados nos próximos meses.

    Em agosto, será lançado o programa de Rede Paulista de Incubadoras. Na semana que vem, a administração vai divulgar as diretrizes para o fomento de uma cadeia produtiva para a área de gás e petróleo, que vai explorar as oportunidades que surgiram com o pré-sal.

    A secretaria realiza, no próximo dia 5 de agosto, a 5ª edição do evento sobre as oportunidades de negócios no setor de petróleo e gás natural, no Centro de Convenções da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Além da administração estadual, o encontro, que faz parte de um total de dez que acontecerão em todo o Estado, terá a organização da Agência Paulista de Promoção de Investimentos e Competitividade (Investe São Paulo) e da Organização Nacional da Indústria do Petróleo (Onip).

    Os empresários vão conhecer os mecanismos de cadastramento nos sistemas para fornecimento de bens à Petrobras e ao Sistema de Cadastro de Fornecedores para o Segmento Brasileiro de Exploração e Produção de Petróleo e Gás Natural da Onip (CadFor).

    O secretário estadual de Desenvolvimento, Luciano Santos Tavares de Almeida, afirmou, ontem, durante evento da Câmara Americana de Comércio (Amcham) promovido em Jaguariúna, que o objetivo da iniciativa é mostrar aos empresários as possibilidades que o pré-sal trará para São Paulo. Conforme o secretário, as empresas poderão se cadastrar para se tornar fornecedoras de produtos e serviços a diversos segmentos dentro da cadeia que irá explorar o pré-sal.

    "Uma empresa de refeições pode ser fornecedora de uma das empresas que vão atuar na cadeia de exploração do pré-sal. Na próxima quinta-feira, estarão presentes a Petrobras e os representantes das empresas que estão no CadFor", disse.

    O mandatário da Pasta de Desenvolvimento afirmou que, apesar do marco regulatório estabelecer que 60% dos fornecimentos para a área deverão ser de empresas brasileiras, ainda não há uma quantidade de potenciais fornecedores para aproveitar esse mercado.

    "O objetivo é mostrar as oportunidades que o pré-sal trará e os caminhos para conseguir aproveitá-las", comentou. O secretário disse que os governo vai incentivar os segmentos econômicos paulistas para se preparar a essa nova realidade. Ele afirmou que no evento da próxima semana serão apresentados os serviços prestados por órgãos como o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), que poderão servir de suporte para o desenvolvimento de novos produtos e tecnologias para atender a indústria do petróleo.

    Regiões

    O secretário de Desenvolvimento pontuou que o governo pretende tratar as diversas áreas dentro do Estado como regiões com potencial de crescimento econômico que explorem o que há de melhor em cada uma delas. Ele explicou que isso não significa criar novas regiões metropolitanas, mas introduzir o conceito de agrupamento de cidades que trabalham conjuntamente o fortalecimento de suas economias.

    "A Secretaria vai estabelecer um novo desenho econômico que não levará mais em conta as regiões administrativas, e sim uma configuração que trabalhe com os potenciais econômicos", esclareceu.

    Incubadoras

    O secretário de Desenvolvimento afirmou que o projeto de rede de incubadoras tem como meta impulsionar o empreendedorismo no Estado. Ele destacou que há várias iniciativas sendo realizadas em entidades, universidades e governos municipais. "Mas nem todas as cidades paulistas têm espaço para o fomento de novos negócios. A nossa estratégia é dar suporte para que todas as localidades tenham uma incubadora. O importante é disseminar a cultura do empreendedorismo", comentou.

    Almeida afirmou que um outro grande instrumento para o Estado é o sistema de parques tecnológicos. Ele ressaltou que até o momento há dez aprovados e a meta é atingir mais de 20 até 2020. "A região de Campinas tem quatro projetos. O polo têxtil de Americana, o CPqD e a Unicamp. Há um outro em Piracicaba do setor sucroalcooleiro que também considero como da região", comentou.

    Empresariado

    O presidente do Conselho Regional da Amcham-Campinas, Roberto Bucker, afirmou que a região tem muitas oportunidades, mas também gargalos que precisam ser equacionados. Ele ressaltou que a falta de mão de obra qualificada e a infraestrutura são dois temas que precisam ser equacionados para que a região e o País cresçam em um ritmo de 5% a 6% ao ano, como projetam os estudos.

    "Todos os níveis de escolarização necessitam de melhoria e os projetos de infraestrutura são relevantes para o fortalecimento da economia local", disse. Ele ressaltou que as obras do TAV e da ampliação do Aeroporto Internacional de Viracopos são fundamentais para dar vazão ao fluxo de passageiros e cargas da região.

    OS NÚMEROS

    Fonte: Secretaria Estadual de Desenvolvimento

    Perfil do Estado de São Paulo

    33% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional

    34% do Produto Interno Bruto (PIB) industrial nacional

    80 mil indústrias

    1,4 milhão de micros, pequenas e médias empresas

    540 instituições de ensino de nível superior

    10 parques tecnológicos

    US$ 30 bilhões de negócios no setor agrícola por ano

     

    Adriana Leite

    Fonte: Correio Popular



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