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:: Light e Cemig investirão R$ 65 milhões em smart grid

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Sexta, 01 de Outubro de 2010 00:00

Desse total, R$ 35 milhões serão recursos da distribuidora fluminense, que aplicará tecnologia a cerca de mil consumidores

A Light (RJ) e a Cemig (MG) investirão R$ 65 milhões no desenvolvimento de tecnologias em smart grid. Desse total, a distribuidora fluminense aplicará R$ 35 milhões e os R$ 30 milhões restantes serão aportados pela mineira. O presidente da Light (RJ), Jerson Kelman, afirmou que é um programa ambicioso das duas empresas, que é incentivado pela Agência Nacional de Energia Elétrica no sentido de obter resultados mais consistentes.

"Light e Cemig decidiram unir-se, ao invés de pulverizar os recursos em pequenos projetos. A Aneel sugere essa união no sentido de focar e que possa fazer diferença para o acompanhamento", disse Kelman nesta sexta-feira, 1º de outubro, durante a cerimônia de assinatura da parte da Light no acordo, no Rio de Janeiro. O convênio foi assinado entre as duas distribuidoras, o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD), o Lactec e a CAS Tecnologia.

O programa de P&D tem duração prevista de três anos. A parceria prevê incialmente a implementação de projetos-piloto no Rio de Janeiro e em Minas Gerais, com a participação de mil consumidores da zona Sul carioca e da Baixada Fluminense e outros dois mil da cidade mineira de Sete Lagoas. No Rio de Janeiro, 300 clientes testarão a automatização total da rede elétrica interna, com o uso de tomadas e eletrodomésticos inteligentes.

O assessor da diretoria de Distribuição da Light, Fábio de Oliveira Toledo, ressaltou que os smart grids mudarão a forma de relacionamento entre os consumidores e as concessionárias. Segundo ele, o smart grid no mundo tem sido uma fator revolucionário tal qual o GSM foi para o sistema de telecomunicação. "O smart grid tende a fazer uma certa revolução e, principalmente, a dar mais poderes aos consumidores, que vão poder fazer gestão mais eficiente do seu consumo, tendo mais canais de interação para reconhecer o seu consumo", avaliou.

Danilo Oliveira

Fonte: Canal Energia



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