Banner

Menu Principal

A+ A-

Busca

Avançada
CPqD Imprensa e Eventos Notícias Empresários discutem medidas para incentivar inovações que agreguem valor

:: Empresários discutem medidas para incentivar inovações que agreguem valor

A+ A-
Sexta, 29 de Outubro de 2010 06:27

Incentivar a inovação é um dos grandes desafios de muitas empresas atuais. O mais importante, porém, é propiciar um ambiente que permita a criatividade com inovação e tenha, acima de tudo, sustentabilidade. Esse foi o tema do painel coordenado pela jornalista Maria Lydia Fraga dos Santos Flandoli, da TV Gazeta, durante a 12ª edição do Futurecom.

Abrangendo o universo de comunicações, a jornalista propôs alguns debates entre os painelistas convidados, instigando a discussão de realidades e propostas para incentivar a inovação nas empresas.

O diretor de marketing de soluções do CPqD José Francisco Moreto Silveira Franco abriu a discussão falando sobre a importância de incentivar ideias válidas para o retorno da instituição. "Inovação tem que encontrar aplicação na sociedade ou no mercado, propiciando retorno de valor", afirma.

O empresário acredita, ainda, que inovação seja resultante da criatividade, de um ambiente empreendedor e de um modelo que permita essa interação. "Não basta ter ideias e caixinhas de sugestão, temos que plantar o espírito empreendedor", aponta Silveira Franco.

Para estimular ideias inovadoras e que realmente tragam valor, é importante investir em treinamento, seja na ferramenta como na metodologia, segundo o vice-presidente da Genband Carlos Brito. "Não podemos ensinar ninguém a ser criativo, mas podemos ensinar, sim, o empreendedorismo", diz.

O diretor de mercado da KNBS Antonio Pires ressalta, ainda, que todo processo de mudança nasce do desconforto ou da necessidade natural de transformação. Essas situações são propícias para o surgimento de ideias que tragam valor agregado.


Valorização do capital humano

 

Os participantes do painel discutiram sobre a importância da valorização das pessoas no ambiente corporativo. Silveira Franco do CPqD observou que "a inovação é feita por pessoas". O empresário comparou, também, as rotinas de grandes e pequenas empresas onde a valorização de ideias é diferenciada. A grande empresa vive em função dos processos já estipulados no passado e todas as resoluções têm que ser entregues, em geral, em curto prazo, o que robotiza os funcionários. "Existe a dificuldade de fazer as pessoas enxergarem que o futuro é feito do presente, e não do passado", afirma.

Já as pequenas empresas possuem uma flexibilidade maior para que os funcionários troquem de funções e acabem agregando ideias e novas soluções à rotina do negócio. "O grande desafio é levar as atividades empreendedoras das pequenas empresas para dentro das grandes", diz o diretor.

O apagão da mão de obra foi lembrado por Brito. Segundo o empresário, um dos responsáveis pela dificuldade em encontrar funcionários que atendam às expectativas das empresas é a elevação do Produto Interno Bruto (PIB). O vice-presidente da Genband reconhece que isso traz avanços para o país, mas é necessário investir em educação para sanar as deficiências no setor e isso não se resolve em um curto prazo. "Se continuarmos a crescer, em breve teremos também problemas relacionados à infra-estrutura que não temos hoje", diz.

 

Democratização da internet

 

A jornalista conduz, então, o debate para o que ela chama de uma "busca presunçosa" pelo crescimento com sustentabilidade e simplificação do acesso à internet. Os painelistas frisam o ponto de que altas cargas tributárias dificultam esse crescimento sustentável e o representante da Anatel Antonio Domingos Teixeira Bedran salienta as grandes mudanças no acesso à internet nos últimos anos. Admite que a tributação é elevada, mas não esconde que esforços vêm sendo feitos para amenizar a situação. Atualmente, a soma dos tributos pagos pelos clientes é de 42,5%. A Anatel está estudando medidas para que as assinaturas mensais sejam reduzidas o quanto antes, segundo Bedran.

O diretor de inovação da Telefônica Benedito Luis Fayan falou sobre o projeto da empresa que está em fase inicial. Como a maior parte dos usuários brasileiros de telefonia móvel ainda utiliza planos pré-pagos, por receio de assumir compromissos mensais, essa metodologia passou a ser testada na banda larga. O piloto está acontecendo no bairro Cidade Tiradentes, em São Paulo e Fayan acredita que além da democratização do acesso à internet, o projeto criará novos empregos e oportunidades na comunidade.

"Existem muitos movimentos voluntários do mercado, ou forçados pelo governo, que exigem mais criatividade e inovação para a universalização do uso", pontua Brito, da Genband.

 

Paulo Gratão

Fonte: B2B Magazine



AddThis Social Bookmark Button


Keywords relacionadas a esta publicação:

banda larga
 

Conteúdo Relacionado


CPqD - Todos os direitos reservados -
Mapa do Site