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CPqD Centro de Pesq e Desenv em Telecomunicações - 30ª Posição
Centro de referência para a tecnologia
Campinas é reconhecida em todo o Brasil, e até no Exterior, como um do mais importantes poios de ciência e tecnologia. À primeira vista, a referência parece não ter muito a ver com o passado dos cafezais, mas foi em função das origens agrícolas que se estabeleceu uma cultura de pesquisa científica na região.
Em 1887, quando a cafeicultura começou a apresentar alguns problemas, o então imperador D. Pedro II criou o Instituto Agronómico de Campinas (IAC), considerado o ponto de partida para a implementação de um perfil voltado para a inovação.
A partir de então, a região começou a se desenvolver investindo para se tornar um eixo do conhecimento. Transformou-se em um centro de formação de profissionais qualificados, com duas das principais universidades do País: a Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campi-nas) e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Consequentemente, atraiu indústrias e empresas de alta tecnologia.
Logo estabeleceram-se núcleos de pesquisa, fundamentais para o desenvolvimento científico e tecnológico, com a instalação de unidades ou criação de instituições de renome em várias áreas.
O setor agropecuário está representado pela Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati), a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuá-ria (Embrapa), o Instituto Biológico (IB) e o Instituto de Zootecnia (IZ), além do já citado o Instituto Agronómico (IAC).
Na área de alimentos, atua o Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL) e na produção de alta tecnologia, o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD), o Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer (CTI) e o Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS).
Para Cláudio Aparecido Violato, presidente da Fundação Fórum Campinas (FFC), há um esforço coletivo das instituições de pesquisa e ensino da RMC para fazer ciência, tecnologia e inovação, instrumentos efetivos do desenvolvimento económico e social.
A tradição tem um peso muito grande para a construção de um polo de excelência tecnológica e científica. "Muitas empresas vêm de outros lugares justamente para conviver com esse ambiente e se beneficiar da sinergia local", observa.
Ele avalia que esse ambiente favorável de negócios é um importante diferencial para que a região obtenha ainda mais destaque na economia do futuro. "Estamos no limiar da sociedade do conhecimento e é esse o fator produtivo que vai ser mais relevante para as empresas, assim como já foram a terra, o trabalhador e a máquina", afirma.
Fonte: Correio Popular
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