Imprensa e Eventos
Notícias
Brasil e Coreia do Sul fazem parceria
CPqD e instituto sul-coreano vão trabalhar juntos para levar a internet a regiões remotas do País
O Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD) e o Instituto de Pesquisa em Eletrônica e Telecomunicações da Coreia do Sul (ETRI) assinam hoje um acordo de cooperação técnica que pretende levar internet de alta velocidade a regiões remotas do Brasil. Engenheiros dos dois países trabalharão pelos próximos três anos no desenvolvimento de equipamentos que tornem mais simples e barato a integração de redes de banda larga terrestre com tecnologias via satélite, fazendo com que municípios isolados e com obstáculos geográficos tenham acesso à rede de alta velocidade.
A ETRI é uma das principais empresas coreanas no desenvolvimento de tecnologias de alta velocidade via satélite. A companhia atualmente presta serviços de telecomunicações para corporações como a Samsung e opera no mercado de internet rápida de melhor qualidade no mundo.
Segundo relatório recente apresentado por uma empresa de consultoria britânica, o usuário de internet na Coreia do Sul conta com média de transferência de dados de 16,63Mbps, enquanto no Brasil a taxa é de 1,36Mbps, o 37º no ranking.
O gerente de sistemas de comunicação e coordenador da parceria pelo CPqD, Fabrício Lira Figueiredo, explica que poucas empresas atualmente prestam este tipo de serviço no País, e quando realizam o trabalho, fazem a custos elevados e com problemas na qualidade do sinal, além dos equipamentos de transmissão de dados serem grandes e contarem com antenas que dificultam a mobilidade e que a parceria com a empresa coreana acelerará o estágio das pesquisas no Brasil.
Ele lembra que outros países com dimensão continental como o Brasil têm investido no desenvolvimento deste tipo de tecnologia e que a tendência é global. "Há um movimento internacional para difundir esta tecnologia. Países com grande extensão territorial precisam investir nestas pesquisas, porque levar redes terrestres a longas distâncias geram custos inviáveis. Fora o impacto social que se cria, dando acesso a comunidades que não tem qualquer contato com a internet", afirma.
Figueiredo conta que uma outra parceria já está em andamento entre o CPqD e a gigante da internet Google para que a empresa brasileira passe a integrar um projeto mundial que visa ampliar o acesso de empresas na área de telecomunicação a satélites de baixa órbita.
O vice-presidente de tecnologia do CPqD, Cláudio Violato, também comemorou a parceria. "Até o final da década de 80 produzíamos tecnologia para produção de antenas com transmissão via satélite. Houve mudanças de prioridade no últimos anos e esperamos que agora o retorno a essa área seja definitiva", afirma.
Henrique Beirangê
Fonte: Correio Popular
CPqD - Todos os direitos reservados -
Mapa do Site