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:: CEEE inicia o levantamento sobre empresa de Telecom

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Quarta, 22 de Dezembro de 2010 10:40

Os estudos de viabilidade para implantação de uma companhia de telecomunicações do Grupo CEEE começam em janeiro e o trabalho deverá ser finalizado até o mês de abril. O contrato do levantamento, no valor de R$ 364 mil, foi assinado na manhã de ontem entre a estatal e a Fundação Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD).

Segundo o presidente do CPqD, Hélio Marcos Machado Graciosa, o objetivo é subsidiar o Grupo CEEE em relação à tomada de decisão sobre como entrar na área de telecomunicações de banda larga. A pesquisa avaliará os modelos que poderão ser adotados, o custo-benefício da iniciativa e a possível estrutura societária do novo braço da estatal.

O levantamento abrangerá a possibilidade de operar em back-bone (uma espécie de espinha dorsal do sistema de transmissão de dados), para atender a grandes clientes, como órgãos de Estado e outras empresas de telecomunicação, ou até mesmo estender a malha para clientes menores. O secretário estadual de Infraestrutura e Logística, Daniel Andrade, defende que a proposta contribuirá para o desenvolvimento do Rio Grande do Sul.

Já o presidente do Grupo CEEE, Sérgio Campos de Morais, destaca que neste final de ano ocorre a mudança da gestão da estatal e os futuros diretores receberão o resultado do trabalho. No entanto, ele acredita que seja viável estruturar a companhia de Telecom ainda em 2011.

"Acho que estamos atrasados, eu gostaria de ter feito isso há um ano, mas em uma empresa pública existe toda a questão de licitação e a preparação interna, o que retardou a ação", diz Morais. O dirigente ressalta que a concretização do segmento de telecomunicações do Grupo CEEE aumentará a oferta de banda larga no Estado, algo que terá uma enorme demanda nos próximos anos. O presidente lembra que a estatal possui hoje aproximadamente 1,2 mil quilômetros de fibra ótica. Essa estrutura é utilizada para informar defeitos em linhas de energia ou em subestações. Posteriormente, deve movimentar outros dados também.

Morais informa que é necessário instalar mais 1,1 mil quilômetros de fibra ótica para fechar um anel no Estado. O investimento nessa ação, cuja decisão de implementá-la ou não caberá ao próximo governo, é orçado no momento em cerca de R$ 60 milhões. O diretor de Transmissão do Grupo CEEE, José Francisco Braga, relata que praticamente toda a rede da companhia na Região Metropolitana conta com fibra ótica. A carência está na região Central do Rio Grande do Sul.

Morais adianta que a nova empresa de Telecom poderá ser uma companhia totalmente subsidiária do Grupo CEEE ou até mesmo ter participação privada, minoritária ou majoritária. Ele explica que se o controle ficar nas mãos de um sócio privado, a empresa teria mais agilidade na questão de licitações.

Atualmente, o Grupo CEEE trabalha em parceria com a União, Estado e municípios na implantação de projetos que envolvem o uso da fibra ótica. Há experiências nas áreas de saúde, segurança e educação para transmissão de dados e voz. Existem termos firmados nessa área com as prefeituras de Piratini, Camaquã e Candiota, ações integradas aos Programas Estruturantes do governo gaúcho.

Jefferson Klein

Fonte: Jornal do Comércio



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banda larga, viabilidade de negócio, energia elétrica
 

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