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CPqD cria empresa para gestão de fraudes com cartões e Internet Banking
O CPqD anunciou nesta quarta-feira, 20, durante o Ciab 2012 em São Paulo, a criação de uma empresa de gestão de fraudes para a área financeira utilizando o modelo de Software as a Service (SaaS). Constituída a partir do programa Inovar é Mais Negócio, a Zelox pretende atender a clientes menores com oferta de serviço mais acessível. Em um primeiro momento, o CPqD é o único acionista do novo negócio, mas a intenção é abrir o capital a investidores.
A Zelox promete escalabilidade de acordo com a demanda do cliente. De acordo com Alexandre Gomes, diretor executivo da empresa, "o data center consegue atender a um grande número de processos, chegando a dez milhões de transações por dia" para cartões de crédito e débito, Internet Banking e cartões de serviços. "Bancos menores vão se beneficiar com a mesma solução, mas em um modelo de negócios diferente. Cobramos o serviço de acordo com o número de cartões monitorados por ano", afirma Gomes.
A plataforma utiliza tecnologias da Fair Isaac Corporation (FICO) e Algar Tecnologia, que conta com infraestrutura de seu braço de telecomunicações, a CTBC. "Contamos com 13 mil quilômetros de fibra ótica e acreditamos que temos condições de prover a estrutura adequada, com desempenho e redundante", contou José Antonio Fechio, diretor-presidente da Algar. "É uma solução integrada, fruto de uma parceria com todos nós."
Atualmente, a empresa está em busca de clientes, mas espera lidar com 3 a 5 milhões de cartões por ano, chegando a 30 milhões nos próximos cinco anos. Durante o mesmo período, a expectativa é de obter uma receita de R$ 25 a 30 milhões. Apesar de contar com o capital aberto, 10% das ações serão destinadas aos colaboradores do CPqD.
NFC
Hélio Graciosa comentou ainda sobre as pesquisas em relação aos processos de pagamento por meio de proximidade de campo com dispositivos móveis, o NFC. Segundo o presidente do CPqD, o mercado ainda precisa amadurecer para adotar a tecnologia, mas já há uma intenção. "As operadoras e fabricantes têm interesse, nós também. Mas é preciso esperar para ver se o mercado adota", comentou.
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