Imprensa e Eventos
Notícias
Uma campineira contra as fraudes
A instalação de uma nova empresa de tecnologia no Centro de Pesquisa e Desenvolvimento (CPqD), em Campinas, vai permitir o desenvolvimento de softwares para prevenção de fraude em transações financeiras que envolvem cartões de débito e crédito e de serviços. Com investimentos de R$ 20 milhões, a nova empresa, a Zelox, é a 11ª no polo e vai utilizar tecnologia de computação em nuvem.
Com investimentos de R$ 20 milhões, nasce uma nova empresa de tecnologia em Campinas, a Zelox, que vai utilizar a computação em nuvem para oferecer serviço de software para prevenção de fraude em transações financeiras que envolvem cartões de débito e crédito e de serviços, como por exemplo tickets de alimentação.
É a 11ª empresa criada pelo Centro de Pesquisa e Desenvolvimento (CPqD) e ficará abrigada no Pólis de Tecnologia, o parque tecnológico onde já estão 19 outras companhias, incluindo o próprio CPqD, que atuam na área de telecomunicações e tecnologia da informação (TI). Segundo o presidente do centro de pesquisa, Hélio Graciosa, a criação dessa empresa representa não apenas uma evolução na tecnologia para grandes organizações, mas, principalmente, um novo modelo de negócios.
A Zelox, disse, é a primeira “filha” do CPqD que nasce a partir do programa Inovar é Mais Negócio, que há dois anos fomenta o empreendedorismo entre os funcionários da instituição. A Zelox vai usar uma plataforma para software da Fair Isaac Corporation (FICO) e rodar o programa no datacenter da Algar Tecnologia. Graciosa disse que a intenção é abrir o capital da empresa para investidores interessados.
O foco da nova empresa é oferecer a solução Gestão Integrada de Fraudes e Eventos no modelo software de serviço. O CPqD já comercializa essa solução, mas atendendo apenas grandes organizações financeiras e exclusivamente na modalidade de venda de licença. Elas utilizam o sistema para monitorar e correlacionar em tempo real as transações financeiras no País feitas via canais eletrônicos como Internet Banking, auto-atendimento, correspondente bancário e outros.
Com a adoção do modelo software de serviço, informou o presidente do CPqD, a solução estará acessível também a instituições com operações menores. “Elas pagarão um valor pela quantidade de cartões monitorados e não precisarão investir em licenças de software ou em infraestrutura para rodar o sistema”, informou.
O pacote básico de serviços inclui, além do uso dos sistemas, a geração de score por transação com uso de algoritmo neural e o atendimento de chamados de suspeita de fraude por especialistas (e não por um call center tradicional). A equipe de atendimento do serviço inclui consultores de prevenção a fraudes e sua infraestrutura tecnológica, de alta segurança e desempenho, permite atender altos volumes de processamento.
É o tempo que o CPqD calcula para o retorno do investimento de R$ 20 milhões na Zelox
“É uma solução inovadora, que analisa as transações de compra e os riscos de fraude, com base em modelos neurais que levam em conta dados como o comportamento e o perfil do portador do cartão de crédito, por exemplo. Seu modelo preditivo foi desenvolvido especificamente para o mercado brasileiro”, disse Alexandre Gomes, diretor executivo da Zelox. A solução é a mais precisa e abrangente para a detecção de fraude com cartão de pagamento, reduzindo as perdas em até 50%. Do total de cartões de crédito emitidos no Brasil por bancos, 41% são geridos por essa solução da FICO. “Ela permite aos emissores de cartões identificar padrões de fraude não detectados anteriormente e, ao mesmo tempo, fortalecer o relacionamento com o cliente por meio de uma melhor proteção e menos interrupções quando do uso legítimo do cartão. A Zelox permitirá que esta solução inovadora atinja um novo segmento”, disse Andreas Suma, diretor sênior da FICO para a América Latina.
Tecnologias são repassadas para várias companhiasAs tecnologias de produto geradas pelo CPqD são transferidas para várias empresas, que assumem a responsabilidade pela sua produção e comercialização. Está inserido nesta forma de atuação o Universo CPqD - formado por organizações com características distintas, criadas a partir da iniciativa direta ou indireta do CPqD – disseminando tecnologias inovadoras e produtos e serviços diferenciados de alto valor agregado. O CPqD já tem 11 “empresas-filhas”, além da Atlântico, uma organização de pesquisa e desenvolvimento que compartilha com as regiões Norte e Nordeste, o conhecimento e a experiência do CPqD acumulados em mais de duas décadas. O CPqD e a Organização Promon se uniram em uma joint-venture e criaram a Trópico – uma empresa dedicada ao desenvolvimento, fabricação e distribuição de modernos equipamentos de telecomunicações. Posteriormente outras organizações vieram fazer parte dessa sociedade. Outra empresa, a Padtec, foi criada a partir da união do capital de duas renomadas organizações brasileiras - o CPqD e a Ideiasnet. É uma empresa voltada ao desenvolvimento, fabricação e comercialização de sistemas de comunicações ópticas.
Entre as empresas criadas pelo CPqD, existem unidades fora do País, mcomo a SPAT, em Angola, em sociedade com o grupo angolano Vivagest, que atua nas áreas de transporte, indústria, construção civil, hotelaria, finanças e agricultura - e que também atuará na comercialização de sistemas de software, na gestão de projetos e na prestação de serviços de tecnologia de informação e comunicação (TIC) no continente africano.
Em março de 2000 surgiu o CPqD USA, uma empresa privada, de capital 100% brasileiro, estabelecida no competitivo mercado norte-americano. A partir desta data, o CPqD passou a difundir as conquistas brasileiras no mais ativo mercado de alta tecnologia do planeta.
Fonte: Maria Teresa Costa, Agência Anhanguera
CPqD - Todos os direitos reservados -
Mapa do Site