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Notícias 2009
Sistema de qualificação de redes xDSL
Pensando nisso, o CPqD, a Josaphat e a Logictel apresentaram uma solução de qualificação inteligente de redes xDSL. Resultado de um acordo técnico/ mercadológico entre as empresas, a plataforma é 100°/o nacional e baseada na metodologia SEM- Spectrum Emulation Method, capaz de oferecer relatórios de ensaios da rede de banda larga par a par com testes determinísticos ponto a ponto. "Assim, o sistema gera uma medida real e os resultados são apresentados em Mbit/s entre a fonte e o receptor. Para extrair o máximo da rede é preciso medir e manter sob controle parâmetros como banda, atenuação e ruído, que podem degradar a qualidade do serviço prestado", completa o sócio-diretor da Josaphat, Zander Baptista de Araújo.
A solução pode realizar a medição de 600 pares em até Ih30 - segundo Araújo, o mesmo trabalho pode levar 9 horas com métodos tradicionais. Basicamente, a plataforma é composta de uma unidade master inteligente, que realiza a emulação, modulação e demulação do sinal xDSL, de acordo com as normas estabelecidas pela ITU, e de unidades remotas, que conectadas ao PTR (caixa terminal) emulam enlaces de banda larga. Até 60 unidades remotas podem ser conectadas à master. "O produto trabalha com qualquer tipo de rede DSL e atende todas as conexões das operadoras. É possível simular espectros de até 40 MHz", diz Araújo.
Ele explica que o equipamento master, conectado ao DG da central telefónica, carrega todos os cabos para teste simultaneamente, além de checar se há conexão entre eles. A plataforma faz uma espécie de raio X da rede, medindo, por exemplo, a intensidade de sinal, o ruído e a velocidade de transmissão na pior condição de interferência. Todos os dados gerados são armazenados em um servidor associado ao sistema, que emite relatórios e ordena as opções".
O equipamento também é capaz de medir parâmetros como capacitância mútua, resistência, perda de inseção, paradiafonia, impedância característica e rigidez dielétrica.
O sistema será comercializado como serviço. A Logictel, de São Paulo, será responsável pela fabricação e pela prestação de serviços em campo. Já o CPqD realizará a modelagem e o pós-processamento dos dados. O modelo de cobrança será definido caso a caso.
De acordo com o vice-presidente comercial da Logictel, Hélio Binelli, o produto foi testado em todas as operadoras do país - a Oi e a Telefónica mostraram interesse em fechar negócio.
Araújo diz que já entrou com dois pedidos de patentes para proteger a solução, que é inédita no mundo. O desenvolvimento da plataforma levou quatro anos e consumiu investimentos de mais de R$ 4 milhões.
Hoje, o Brasil tem mais de 10 milhões de acessos de banda larga - a tecnologia DSL tem uma participação de 64%. O diretor de tecnologia de laboratório e infraestrutura de redes do CPqD, Sebastião Sahão, comenta que soment 10% das redes metálicas externas são ocupadas para o tráfego de informação em alta velocidade - em outros países da América Latina essas redes têm entre 30% e 50% de ocupação.
Fonte: RTI Redes, Telecom e Instalações
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