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Notícias 2009
Fabricantes tentam modernizar aparelhos
Com baixa demanda, os fornecedores de terminais públicos fazem a manutenção e só fabricam sob encomenda para repor unidades danificadas. Para Nadia Gasparotto, diretora de telecomunicações da Urmet Daruma, o futuro dos terminais de uso público (TUPs) passa por agregar mais serviços, assim como acontece na Europa.
Na Itália, por exemplo, os terminais oferecem opção de transmissão de mensagens de texto (SMS), recarga de celular pré-pago e aquisição de cartões numéricos para créditos telefônicos.
Neste mês, na Futurecom, evento realizado em São Paulo, a Urmet Daruma lançou um orelhão integrado a um sistema de rede sem fio WiFi que permite às operadoras oferecer acesso à internet em um raio de 50 metros.
A capilaridade do telefone público pode ser uma poderosa ferramenta de inclusão digital em áreas carentes de banda larga como as escolas rurais, aldeias indígenas e quilombolas. "A ideia não é concorrer com redes de terceira geração (3G) ou com WiFi pagas em locais como aeroportos ou shopping centers, mas chegar aonde essas tecnologias não estão disponíveis", destaca Nadia. Ela afirma que há interesse das operadoras na busca de receita com mais serviços. "Falta definir um modelo de negócios", completa.
A Icatel também desenvolve um novo terminal com o CPqD que vai integrar telefonia IP, disponível em 2010, e acesso sem fio com rede de rádio WiMax, para 2011. A escala vai depender do interesse das operadoras. "Gerenciar os orelhões com rede IP seria muito mais fácil do que as atuais centrais que funcionam separadamente da infraestrutura de telefonia fixa", diz o gerente de marketing da Icatel, Sebastião Barone.
Outro projeto é integrar as unidades com leitores de código de barras para pagamento de contas. "A tecnologia está pronta. Falta o interesse das operadoras em integrar mais serviços e fazer parcerias com os bancos", completa o executivo.
Por enquanto não há sinal de que as empresas vão modernizar sua base. Segundo Marcio Fabbris, diretor de produtos residenciais da Telefônica, a integração de novos serviços na área de telefonia pública "está em estudos".
A Oi também analisa a viabilidade econômica de implantar terminais com WiFi ante outras tecnologias móveis disponíveis, como 3G e 4G. O salto da banda larga na telefonia pública ainda deve demorar.
Ana Luiza Mahlmeister
Fonte: Valor Online
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