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Notícias 2009
A tecnologia rompe limites - Programas de formação profissional são desenvolvidos para portadores de deficiência
Dois institutos de pesquisa de Campinas, o Eldorado e o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD), desenvolvem programas voltados aos portadores de deficiência para formar profissionais para trabalhar na área de TI.
O Programa Qualificar para Incluir do CPqD está no segundo ano e forma programadores especializados em linguagem java. "Ele é voltado para pessoas portadoras de deficiências e tem 10% das vagas destinadas para aprendizes", conta o gerente de Recursos Humanos do centro, Gino Luiz Rossi.
Por ano, o CPqD gasta em média R$ 250 mil para manter o programa em funcionamento. "Tivemos que fazer mesas adaptadas para os cadeirantes e adaptamos também o espaço para permitir a fácil locomoção dessas pessoas", conta Gino. Para portadores de deficiência auditiva, um professor faz a tradução das aulas usando a linguagem de sinais. "O curso é um meio de qualificar essas pessoas para que elas possam produzir e ter uma profissão. Elas não têm nenhuma dificuldade para aprender", diz o gerente de RH.
No Instituto Eldorado, que desenvolve o projeto Oficina do Futuro PCD para deficientes, um software faz a leitura da tela e garante o acesso dos deficientes visuais ao conteúdo ensinado. "Atendemos a todos os tipos de deficiência, mas separamos as salas para otimizar o aprendizado", comenta o Luís Rogério Almeida, gerente de Educação do Instituto.
O curso do CPqD dura um ano e é ministrado por professores da empresa Skill Quality Intelligence. "Nós pagamos todas as despesas do curso, inclusive o transporte", comenta Rossi. O programa, que disponibiliza 80 vagas, conta com a aprovação da Subdelegacia Regional do Trabalho de Campinas.
Para se candidatar a uma vaga, os interessados devem fazer sua inscrição pelo site do CPqD (www.cpqd.com.br) até o dia 15 de dezembro.
Muitos dos alunos formados já conquistaram uma vaga no mercado de trabalho. Saulo Rodrigues, foi contratado pelo CPqD depois de concluir o curso no ano passado. "Foi uma excelente oportunidade, só tenho a agradecer, foi uma forma de conquistar um lugar ao sol", diz.
Para a estudante Carolina Ventura Siqueira, de 20 anos, o programa é uma chance de conseguir um emprego melhor. Portadora de deficiência auditiva, a moça espera seguir carreira na área de TI.
"O curso está ótimo, vai me ajudar a arrumar um emprego", comenta.
Enquanto acompanha as aulas, Carlos Dyeggo,aceito no curso por ser patrulheiro, virou estagiário e agora faz um curso para conseguir uma vaga de programador. "É uma grande chance profissional. Quero seguir carreira na área de informática", garante.
Patrícia Azevedo
Fonte: Correio Popular
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