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    :: Notícias 2010

    Segunda, 27 de Dezembro de 2010 08:59

    Pagar contas, conversar em chats, marcar consultas, jogar e fazer compras. Em pouco tempo será possível praticar uma série de atividades na televisão, além de assistir à programação das emissoras. O Ginga, middleware que permite a interatividade na TV digital, já é comercializado e as emissoras disponibilizam conteúdo interativo.

    "O modelo de negócios ainda está sendo definido, mas o Ginga é vendido embarcado em alguns modelos de set top box", explica o pesquisador José Orfeu, da Diretoria de Tecnologia de Serviços do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD). O CPqD está desenvolvendo uma série de aplicativos que podem rodar nos televisores com tecnologia digital.


    Uma das plataformas, a de governo eletrônico (T-Gov), terá serviços como marcar consultas com médicos do Sistema Único de Saúde (SUS). "Também será possível obter informações sobre a Previdência, como acompanhamento de processos, alteração de dados cadastrais e processos de aposentadoria. O usuário poderá ainda procurar emprego e enviar informações resumidas por meio do controle remoto", comenta.

    Orfeu diz que a plataforma desenvolvida pelo CPqD permite enviar mensagens usando um teclado virtual. "O usuário pode acionar o teclado por meio do controle remoto", acrescenta.

    Os chats também terão espaço na TV. "O usuário cria um perfil e começa a conversar usando um teclado virtual afirma. Outras atividades que devem ser exploradas com a interatividade na televisão são o comércio eletrônico e os jogos.

    Para usar os aplicativos, o usuário precisa ter serviço de internet, por meio de conexão ADSL, modem 3G, Wimax ou wi-fi. "Uma área em que trabalhamos é o ensino a distância por meio da TV, com foco em cursos profissionalizantes", conta Orfeu. A ferramenta terá opção de chat e as aulas poderão ser acompanhadas em vídeo.

    A plataforma de T-banking, que permite pagar contas e consultar saldos pela TV, está sendo desenhada e exige cuidados com a segurança. "É preciso ter os mesmos cuidados de quando acessamos o internet banking, com certificados de segurança e criptografia", afirma Orfeu. Segundo ele, o set top box deve chegar ao usuário com o middleware, as plataformas e os protocolos de segurança para evitar o roubo de dados.

    Fonte: Correio Popular



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    Quarta, 22 de Dezembro de 2010 10:40

    Os estudos de viabilidade para implantação de uma companhia de telecomunicações do Grupo CEEE começam em janeiro e o trabalho deverá ser finalizado até o mês de abril. O contrato do levantamento, no valor de R$ 364 mil, foi assinado na manhã de ontem entre a estatal e a Fundação Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD).

    Segundo o presidente do CPqD, Hélio Marcos Machado Graciosa, o objetivo é subsidiar o Grupo CEEE em relação à tomada de decisão sobre como entrar na área de telecomunicações de banda larga. A pesquisa avaliará os modelos que poderão ser adotados, o custo-benefício da iniciativa e a possível estrutura societária do novo braço da estatal.

    O levantamento abrangerá a possibilidade de operar em back-bone (uma espécie de espinha dorsal do sistema de transmissão de dados), para atender a grandes clientes, como órgãos de Estado e outras empresas de telecomunicação, ou até mesmo estender a malha para clientes menores. O secretário estadual de Infraestrutura e Logística, Daniel Andrade, defende que a proposta contribuirá para o desenvolvimento do Rio Grande do Sul.

    Já o presidente do Grupo CEEE, Sérgio Campos de Morais, destaca que neste final de ano ocorre a mudança da gestão da estatal e os futuros diretores receberão o resultado do trabalho. No entanto, ele acredita que seja viável estruturar a companhia de Telecom ainda em 2011.

    "Acho que estamos atrasados, eu gostaria de ter feito isso há um ano, mas em uma empresa pública existe toda a questão de licitação e a preparação interna, o que retardou a ação", diz Morais. O dirigente ressalta que a concretização do segmento de telecomunicações do Grupo CEEE aumentará a oferta de banda larga no Estado, algo que terá uma enorme demanda nos próximos anos. O presidente lembra que a estatal possui hoje aproximadamente 1,2 mil quilômetros de fibra ótica. Essa estrutura é utilizada para informar defeitos em linhas de energia ou em subestações. Posteriormente, deve movimentar outros dados também.

    Morais informa que é necessário instalar mais 1,1 mil quilômetros de fibra ótica para fechar um anel no Estado. O investimento nessa ação, cuja decisão de implementá-la ou não caberá ao próximo governo, é orçado no momento em cerca de R$ 60 milhões. O diretor de Transmissão do Grupo CEEE, José Francisco Braga, relata que praticamente toda a rede da companhia na Região Metropolitana conta com fibra ótica. A carência está na região Central do Rio Grande do Sul.

    Morais adianta que a nova empresa de Telecom poderá ser uma companhia totalmente subsidiária do Grupo CEEE ou até mesmo ter participação privada, minoritária ou majoritária. Ele explica que se o controle ficar nas mãos de um sócio privado, a empresa teria mais agilidade na questão de licitações.

    Atualmente, o Grupo CEEE trabalha em parceria com a União, Estado e municípios na implantação de projetos que envolvem o uso da fibra ótica. Há experiências nas áreas de saúde, segurança e educação para transmissão de dados e voz. Existem termos firmados nessa área com as prefeituras de Piratini, Camaquã e Candiota, ações integradas aos Programas Estruturantes do governo gaúcho.

    Jefferson Klein

    Fonte: Jornal do Comércio



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    Quarta, 22 de Dezembro de 2010 00:00

    O CPqD acaba de ter sua primeira aplicação para iPhone incluída na App Store. Trata-se do CPqD Primeiras Palavras, software que utiliza recursos de síntese de voz - em português do Brasil - para ajudar as crianças a aprender a ler e escrever.

    Com o CPqD Primeiras Palavras, o celular fala com a criança, que vai aprendendo o alfabeto, palavras e frases na medida em que interage com o aparelho. Para isso, a aplicação oferece quatro atividades. Em uma delas, chamada Conhecendo o Alfabeto, a criança seleciona uma letra e, além de ouvir sua pronúncia, recebe exemplos de palavras escritas com ela, que também são faladas e associadas a ilustrações.

    O novo aplicativo é baseado na tecnologia do CPqD Texto Fala, solução que oferece recursos de síntese de voz de alta qualidade, muito próxima da fala natural, e que já vem sendo utilizada em várias aplicações no país - em particular, na área de acessibilidade.

    Fonte: Decision Report



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    Quarta, 08 de Dezembro de 2010 00:00

    Equipamentos combinam transmissão em 100 Gbps e tecnologia WDM, alcançando atualmente a velocidade de 3,2 Terabits por segundo.

    O CPqD está desenvolvendo uma nova geração de sistemas de comunicação óptica, baseados em tecnologia WDM (Wavelength Division Multiplexing). A expectativa é que dentro de um ano a tecnologia esteja pronta para ser transferida para a indústria - em particular, para a Padtec, fabricante nacional de equipamentos de comunicação óptica na qual o CPqD tem participação acionária.

    Batizada de Projeto 100 GETH (Gigabit Ethernet), a nova geração de sistemas ópticos trabalha com a taxa de transmissão de 100 Gbps - os equipamentos atualmente disponíveis no mercado operam em 10 Gbps. Ao combinar a frequência de 100 Giga com a tecnologia de multiplexação óptica WDM (que permite compartilhar a mesma fibra para a transmissão de sinais ópticos de diferentes comprimentos de onda), os novos sistemas terão capacidade para oferecer velocidades de transmissão de até 8 Terabits por segundo por fibra óptica. Atualmente, nos testes realizados em laboratório, o CPqD já consegue alcançar a velocidade de 3,2 Tbps por fibra.

    De acordo com o CPqD, os primeiros protótipos de equipamentos baseados nessa tecnologia deverão estar disponíveis entre o final de 2011 e o início de 2012. A partir de 2012, essa nova geração de sistemas estará pronta para ser comercializada, de modo a contribuir para a expansão e o avanço tecnológico do acesso em banda larga no Brasil - mercado do qual a Padtec é uma das principais fornecedoras.


    Fonte: TeleSíntese



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    Quinta, 02 de Dezembro de 2010 07:58

    CPqD e instituto sul-coreano vão trabalhar juntos para levar a internet a regiões remotas do País

    O Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD) e o Instituto de Pesquisa em Eletrônica e Telecomunicações da Coreia do Sul (ETRI) assinam hoje um acordo de cooperação técnica que pretende levar internet de alta velocidade a regiões remotas do Brasil. Engenheiros dos dois países trabalharão pelos próximos três anos no desenvolvimento de equipamentos que tornem mais simples e barato a integração de redes de banda larga terrestre com tecnologias via satélite, fazendo com que municípios isolados e com obstáculos geográficos tenham acesso à rede de alta velocidade.

    A ETRI é uma das principais empresas coreanas no desenvolvimento de tecnologias de alta velocidade via satélite. A companhia atualmente presta serviços de telecomunicações para corporações como a Samsung e opera no mercado de internet rápida de melhor qualidade no mundo.

    Segundo relatório recente apresentado por uma empresa de consultoria britânica, o usuário de internet na Coreia do Sul conta com média de transferência de dados de 16,63Mbps, enquanto no Brasil a taxa é de 1,36Mbps, o 37º no ranking.

    O gerente de sistemas de comunicação e coordenador da parceria pelo CPqD, Fabrício Lira Figueiredo, explica que poucas empresas atualmente prestam este tipo de serviço no País, e quando realizam o trabalho, fazem a custos elevados e com problemas na qualidade do sinal, além dos equipamentos de transmissão de dados serem grandes e contarem com antenas que dificultam a mobilidade e que a parceria com a empresa coreana acelerará o estágio das pesquisas no Brasil.

    Ele lembra que outros países com dimensão continental como o Brasil têm investido no desenvolvimento deste tipo de tecnologia e que a tendência é global. "Há um movimento internacional para difundir esta tecnologia. Países com grande extensão territorial precisam investir nestas pesquisas, porque levar redes terrestres a longas distâncias geram custos inviáveis. Fora o impacto social que se cria, dando acesso a comunidades que não tem qualquer contato com a internet", afirma.

    Figueiredo conta que uma outra parceria já está em andamento entre o CPqD e a gigante da internet Google para que a empresa brasileira passe a integrar um projeto mundial que visa ampliar o acesso de empresas na área de telecomunicação a satélites de baixa órbita.

    O vice-presidente de tecnologia do CPqD, Cláudio Violato, também comemorou a parceria. "Até o final da década de 80 produzíamos tecnologia para produção de antenas com transmissão via satélite. Houve mudanças de prioridade no últimos anos e esperamos que agora o retorno a essa área seja definitiva", afirma.

    Henrique Beirangê

    Fonte: Correio Popular



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    Quarta, 01 de Dezembro de 2010 08:17

    O CPqD assinará, no dia 2 de dezembro (quinta-feira), um acordo de cooperação técnica com o ETRI - Instituto de Pesquisa em Eletrônica e Telecomunicações, da Coreia, para o desenvolvimento conjunto de tecnologias de satélite e banda larga sem fio terrestre. A formalização do acordo acontecerá nas instalações do CPqD, em Campinas, que receberá os executivos e técnicos do ETRI para uma visita de dois dias (2 e 3/12).

    Com a parceria, o CPqD espera obter avanços significativos nas pesquisas que vem realizando nessa área. Recentemente, o Centro iniciou um projeto, de caráter exploratório, visando a integração das tecnologias de satélite e banda larga sem fio terrestre para atender usuários em regiões remotas do país, que não dispõem de infraestrutura de telecomunicações - e que faz parte de um projeto mais amplo de Redes de Acesso Sem Fio Avançadas.

    Para o ETRI, instituto de pesquisa mantido pelo governo sul-coreano, a parceria representa a oportunidade de ter contato com um ambiente fértil para esse tipo de tecnologia, pela dimensão do território brasileiro e, também, pela diversidade cultural e social do país.

    Com duração prevista de três anos, o acordo de cooperação técnica entre o CPqD e o ETRI prevê a realização de pesquisas e projetos de desenvolvimento colaborativo, o intercâmbio de informações, publicações e de profissionais, bem como a promoção conjunta de seminários. O acordo também abre perspectivas para a futura cooperação em outras tecnologias que venham a ser identificadas como de interesse mútuo das duas organizações.

    "Esse projeto vem resgatar uma área do conhecimento em que o CPqD teve atuação marcante no passado, tornado-se referência no Brasil e no mundo", comenta Claudio Violato, vice-presidente de Tecnologia do CPqD. "Identificamos interesses complementares e o contato com parceiros tecnológicos da envergadura do ETRI, que atuam com tecnologias próximas do estado da arte, deverá ser muito proveitosa para ambas as partes", completa Paulo Cabestré, diretor de Redes Convergentes do CPqD.



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    Terça, 30 de Novembro de 2010 09:38

    CPqD Centro de Pesq e Desenv em Telecomunicações - 30ª Posição

    Centro de referência para a tecnologia

    Campinas é reconhecida em todo o Brasil, e até no Exterior, como um do mais importantes poios de ciência e tecnologia. À primeira vista, a referência parece não ter muito a ver com o passado dos cafezais, mas foi em função das origens agrícolas que se estabeleceu uma cultura de pesquisa científica na região.

    Em 1887, quando a cafeicultura começou a apresentar alguns problemas, o então imperador D. Pedro II criou o Instituto Agronómico de Campinas (IAC), considerado o ponto de partida para a implementação de um perfil voltado para a inovação.

    A partir de então, a região começou a se desenvolver investindo para se tornar um eixo do conhecimento. Transformou-se em um centro de formação de profissionais qualificados, com duas das principais universidades do País: a Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campi-nas) e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Consequentemente, atraiu indústrias e empresas de alta tecnologia.

    Logo estabeleceram-se núcleos de pesquisa, fundamentais para o desenvolvimento científico e tecnológico, com a instalação de unidades ou criação de instituições de renome em várias áreas.

    O setor agropecuário está representado pela Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati), a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuá-ria (Embrapa), o Instituto Biológico (IB) e o Instituto de Zootecnia (IZ), além do já citado o Instituto Agronómico (IAC).
    Na área de alimentos, atua o Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL) e na produção de alta tecnologia, o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD), o Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer (CTI) e o Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS).

    Para Cláudio Aparecido Violato, presidente da Fundação Fórum Campinas (FFC), há um esforço coletivo das instituições de pesquisa e ensino da RMC para fazer ciência, tecnologia e inovação, instrumentos efetivos do desenvolvimento económico e social.

    A tradição tem um peso muito grande para a construção de um polo de excelência tecnológica e científica. "Muitas empresas vêm de outros lugares justamente para conviver com esse ambiente e se beneficiar da sinergia local", observa.

    Ele avalia que esse ambiente favorável de negócios é um importante diferencial para que a região obtenha ainda mais destaque na economia do futuro. "Estamos no limiar da sociedade do conhecimento e é esse o fator produtivo que vai ser mais relevante para as empresas, assim como já foram a terra, o trabalhador e a máquina", afirma.

    Fonte: Correio Popular



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    Sexta, 26 de Novembro de 2010 11:11

    Os desafios para o futuro das tecnologias foram temas de debates nesta quinta-feira (25) no 2º Encontro para o Desenvolvimento Humano e Sustentável, promovido pelo Iost (Instituto Observatório Social de Telecomunicações), em Brasília. O diretor de projetos especiais do CPqD, Júlio Martorano, defende a concepção de uma visão de serviços em que a naturalidade dos relacionamentos humanos se sobreponha aos serviços de telecomunicações e internet.

    Mas para se chegar a isso, diz Martorano, é preciso investir em infraestrutura de banda larga capaz de promover a universalização do acesso, serviços com mobilidade, pesquisa em inovação e em segurança. O caminho, ensina, é o planejamento.

    Visão semelhante foi passada pelo blogueiro e estrategista em comunicação digital, Marcelo Vitorino, ou "O Urso". Segundo ele, após a universalização do acesso, a preocupação terá que ser com o conteúdo da web que, na sua opinião, é composto principalmente por "abobrinhas". "A solução é o planejamento de ações capazes de reunir as pessoas preocupadas com o desenvolvimento de bons conteúdos e que estão dispersas", disse.

    Já a diretora-geral do Instituto de Educação Superior de Brasília (Iesb), Eda Coutinho, falta o engajamento maior da academia na qualificação do conteúdo da web. "Nós ficamos para trás, não estamos falando a mesma linguagem dos alunos", reconheceu.

    Lúcia Berbert

    Fonte: Tele.Síntese



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    Quinta, 25 de Novembro de 2010 08:19

    Acontece hoje (25) o VoIP Meeting 2010 no hotel Quality Suites, em São Paulo. O evento está na sua segunda edição na capital paulistana e, neste ano, traz como temas a comunicação IP 2.0, competitividade, IPv6, MVNO, VAS entre outros.

    Abrindo o evento, a diretora editorial do site, Jackeline Carvalho, começa falando a respeito da comunicação IP e, em seguida, Álvaro Leal, consultor da IT Data, fala sobre as novas tendências para voz, vídeo, convergência e mobilidade para 2011.

    Um dos temas mais discutidos em 2010, devido à regulamentação recente da Anatel, é a implantação das MVNOs no Brasil. Os conceitos das operadoras móveis virtuais, credenciadas e autorizadas, são explicados pelo diretor de marketing de soluções do CPqD, Francisco Moreto.

    Outro assunto polêmico entre as companhias é o esgotamento de nomes de domínios em IPv4. Com os novos blocos da versão mais recente, o IPv6, a questão levantada é se realmente é necessária a rápida migração para o novo protocolo.

    Para abordagens de tais assuntos, incluindo regulamentações em VoIP, soluções de valor agregado em SIP e oportunidades de serviços no novo cenário das Telecom, o 2º VoIP Meeting recebe personalidades como o diretor da Abranet, Eduardo Parajo; o diretor de tecnologia da WDC, Edigar Amorim; coordenador de telecomunicações da Telium, Muriel Arneiro; engenheiro de pré-vendas da Aastra, Aníbal Villanova; o advogado Dr. Fernando Schulhof; o diretor da Phone 2 Business, Ricardo Pinto e o vice presidente da Datora, Daniel Fuchs. Apresentando o caso de sucesso da Ensite Telecom, Eder Castanheiro.

    O VoIP Meeting São Paulo terá cobertura completa no Portal IPNews e os internautas poderão acompanhá-la via twitter em tempo real no endereço twitter.com/voipmeeting.

    Andressa Nascimento

    Fonte: IP News



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    Quarta, 17 de Novembro de 2010 08:40

    No VoIP Meeting SP, diretor de marketing de soluções do CPqD, Francisco Moreto, fala sobre expectativas mundiais sobre o conceito.

    Estudos sobre o MVNO estimam que ao final de 2010 o mundo terá quase 5 bilhões de celulares, sendo que cerca de 2%, aproximadamente 110 milhões, serão MVNOs. Parece pouco, mas sua taxa de crescimento anual nos últimos anos tem flutuado na casa dos 20%. O crescimento do MVNOs será tema da palestra de Francisco Moreto, Diretor de Marketing de Soluções da CPqD, que acontecerá no próximo dia 25 no VoIP Meeting.

    Na palestra serão abordados outros temas envolvendo MVNO, além de dados como a estimativa que em 2015 serão mais de 200 milhões. Embora o modelo já esteja maduro na Europa e EUA, está apenas começando nos países em desenvolvimento como o Brasil.

    Por aqui, embora a Consulta Pública 050 já esteja quase completando um ano, a Anatel está prestes a aprovar o texto que regula a exploração desse tipo de serviço.

    Visto por um ângulo positivo, o ambiente MVNO pode ser uma oportunidade para as operadoras móveis aumentarem a eficiência de uso de suas capacidades. Se assim for o entendimento, elas poderão estimular a entrada de empresas mais eficientes em lidar com mercados de nicho ou de comportamento mais específico.

    Nesse contexto, a palestra irá mostrar tópicos como os conceitos e definições de MVNO, Atores e a Cadeia de Valor típica, Tipos de MVNOs, exemplos em mercados maduros, Consulta Pública 050 da Anatel e as tendência de negócios no mercado brasileiro.

    Thamires Costa

    Fonte: IP News



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    Terça, 16 de Novembro de 2010 00:00

    Projeto STID foi escolhido entre mais de 190 iniciativas inscritas, da América Latina e Caribe

    O Projeto STID do CPqD, voltado para o desenvolvimento de soluções para inclusão digital, acaba de ganhar um prêmio internacional importante. Trata-se do Prêmio FRIDA/eLAC 2010, que é concedido às iniciativas de pesquisa e inovação que mais têm contribuído para o desenvolvimento da Sociedade da Informação na América Latina e Caribe.

    Realizado com o apoio do Registro de Endereços da Internet para a América Latina e o Caribe (LACNIC), do Centro Internacional de Pesquisas para o Desenvolvimento (IDRC), da Internet Society (ISOC) e da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), o Prêmio FRIDA recebeu, neste ano, a inscrição de mais de 190 projetos de vários países, em dez categorias: quatro setores de atividade (sociedade civil, privado, academia e governo) e seis áreas temáticas (educação, infraestrutura e acesso, saúde, gestão pública, setor produtivo e instrumentos de políticas).

    O Projeto STID - Soluções de Telecomunicações para Inclusão Digital foi o vencedor na categoria Infraestrutura e Acesso, que teve 23 inscritos. Além disso, a iniciativa do CPqD foi escolhida para receber o Prêmio Ouro - dividido com outro projeto, de caráter regional -, ao qual concorreram todos os mais de 190 inscritos.

    A cerimônia de premiação será realizada no dia 21 de novembro, durante a 3.ª Conferência Ministerial sobre a Sociedade da Informação na América Latina e Caribe - que começa nesse dia e vai até 23/11 -, em Lima, no Peru. Nesse encontro serão discutidos os avanços obtidos na Estratégia para a Sociedade da Informação na América Latina e o Caribe (eLAC 2010) e os objetivos futuros para a região.

    Mais informações sobre o Prêmio FRIDA estão disponíveis no site http://premiofrida.org.

    Projeto STID

    Financiado por recursos do Funttel (Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações), do Ministério das Comunicações, o Projeto STID foi executado entre 2005 e 2009, com o objetivo de desenvolver soluções voltadas para a inclusão digital de pessoas com baixo nível de letramento, deficientes auditivos e visuais e idosos que têm dificuldade em interagir com o computador. Como parte do projeto, foram instalados dois telecentros no interior do estado de São Paulo - nos municípios de Bastos e Santo Antônio de Posse -, utilizados na realização de experiências em campo envolvendo as soluções desenvolvidas.

    Esse foi, justamente, um dos diferenciais do projeto: o envolvimento do público-alvo durante todo o processo de desenvolvimento das soluções, de modo a conhecer as reais necessidades e as habilidades dos diversos perfis de usuário. Um dos resultados do STID é um modelo de interação para interfaces web, voltado para serviços de governo eletrônico, que está disponível gratuitamente para outros interessados na forma de uma cartilha. Esse modelo inclui interfaces para deficientes visuais (que utiliza leitor de telas) e auditivos e, ainda, para pessoas com baixo letramento ou até mesmo analfabetas - o que é uma inovação introduzida por esse projeto.

    Além disso, a equipe do Projeto STID desenvolveu duas aplicações de governo eletrônico, que utilizam diversos recursos de acessibilidade: Inclua Saúde, que permite marcar consultas médicas por meio do computador ligado à internet, e Previdência Fácil, para consultas sobre aposentadoria.

    Os interessados em conhecer melhor o Projeto STID podem conferir a descrição apresentada à comissão julgadora do Prêmio FRIDA, no endereço http://premiofrida.org/por/projects/view/133, ou assistir ao vídeo disponível no YouTube: http://www.youtube.com/watch?v=aYbNjNqDYGc



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    Segunda, 15 de Novembro de 2010 00:00

    EFICIENTE - As smart grids integram e automatizam os processos de distribuição

    Concessionárias de energia elétrica estão se rendendo às redes inteligentes, as chamadas smart grids, que integram e automatizam os processos relacionados à distribuição de eletricidade. Na CPFL Energia, computadores, radiocomuni-cadores, internet por fibra ouça e equipamentos estão conectados em rede. A integração dessas soluções, diz o gerente do Departamento de Controle Operacional da CPFL, Rodrigo Bianchi, permite melhorar o desempenho e a automação dos processos relacionados à energia.

    Sistema reconhece área do cliente pelo numero do telefone

    Os equipamentos das subestações estão todos conectados e as informações sobre o funcionamento são repassadas em tempo real para o centro de operações da empresa. Até as hidrelétricas podem ser operadas de forma remota, explica Bianchi.
    Se uma máquina para de funcionar, o centro de operações recebe a informação. A transmissão dos dados é feita por meio de tecnologias wire-less como o Wimax, Zigbee, ra-diofrequência ou celular. E equipes são destacadas para o local, a fim de providenciar o reparo.

    Esse centro de operações atualiza as comunicações enviadas para o sistema de atendimento da empresa. "Quando alguém liga para avisar que a energia elétrica caiu na sua casa, já temos essas informações", conta o gerente.

    E se o cliente cadastrou seu telefone na empresa, não precisa falar com o atendente para saber a previsão de religa-mento. "O atendimento automático reconhece pelo número do telefone que o cliente está em uma área atingida pelo problema e já fornece a previsão de religamento", conta o gerente. Essa informação também pode ser repassada ao consumidor por meio de SMS. "O usuário tem que cadastrar o número do seu celular na página da CPFL na internet", acrescenta.

    As subestações da empresa usam chaves automatizadas que identificam e corrigem problemas sem a necessidade de intervenção humana. Essas chaves são equipamentos que fazem a manutenção da rede, permitindo abrir e fechar circuitos para fazer reparos.
    Quando há queda de energia em um determinado local, explica o gerente, a chave isola o trecho com defeito e restabelece a energia nos trechos subsequentes. "Tudo é feito de forma automática e, depois, a equipe é deslocada para consertar o erro", comenta.

    Os operadores têm também acesso em tempo real a informações climáticas dos radares do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). "Quando vemos que uma tempestade se. aproxima, colocamos todas as equipes de prontidão para atuar em casos de emergência. Se necessário, deslocamos pessoal de outras regiões", diz Bianchi.

    SAIBA MAIS

    O uso de um conjunto de tecnologias possibilitou à CPFL reduzir as perdas de energia elétrica e o tempo de desligamento da rede. Enquanto a média nacional é de 12 horas por ano, nas cidades de atuação da CPFL o índice é de seis horas. "E 30% desse tempo é de desligamentos programados", conta o gerente Rodrigo Bianchi.

    Medidor de consumo será substituído

    Um dos passos para a operação de redes inteligentes é a adoção de medidores eletrônicos de energia. A partir de 2011 e 2012, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) começa uma campanha para estimular a substituição dos medidores. "Ainda estamos na fase de definição do padrão a ser adotado, mas a Aneel está conduzindo o assunto e deve iniciar em breve uma campanha para a troca dos medidores", explica o pesquisador do CPqD Luiz Hernandez. Com esse equipamento, é possível não só reduzir a perda de energia, mas também otimizar o consumo nas residências. "Podemos estabelecer padrões de consumo e o desvios servem para identificar possíveis roubos", esclarece o gerente do Departamento de Controle Operacional da CPFL, Rodrigo Bianchi. O consumo é medido em tempo real e de forma automatizada. "Não é preciso mandar um funcionário para fazer a leitura, tudo é feito de forma remota", conta. Por enquanto, somente grandes consumidores estão usando esses medidores digitais. Com eles, o usuário pode acompanhar a evolução da energia que gasta. "Pode ser avisado por e-mail quando atingir a meta", completa Bianchi. Com a tecnologia, a concessionária pode traçar um perfil de consumo do cliente. "Podemos oferecer produtos de acordo com esse perfil", diz Bianchi. O pesquisador do CPqD conta que a tecnologia permite a implantação da tarifa diferenciada. "O custo da tarifa fora dos horários de pico cai e nos horários de pico sobe um pouco. Isso estimula o uso racional da energia", conta Hernandez.
    O uso dos telemedidores permite ainda, segundo o pesquisador, operar a rede com mais qualidade e eficiência. "Sabendo os hábitos de consumo é possível dimensionar a rede, os investimentos e recursos com mais qualidade", afirma. (PA/AAN)

    Software desenvolvido pelo CPqD reduz perdas

    Aloccap encontra a localização ideal para instalar bancos de capacitores

    Uma solução tecnológica desenvolvida pelo CPqD permite reduzir as perdas técnicas e dar mais eficiência ao uso da rede elétrica pelas distribuidoras. Desenvolvida em parceria com a pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e a Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL), a ferramenta, batízada de Aloccap, ajuda as concessionárias a resolver um de seus principais problemas, o da energia reatí-va.

    O pesquisador do CPqD Alexandre Bagarolli explica que, ao contrário da energia ativa; que é usada para fazer equipamentos funcionar, a energia reativa não é usada para produzir trabalho, como girar um motor ou acender uma lâmpada. Essa energia é transformada em calor e em campo magnético. "Ela fica circulando na rede e não pode ser usada", conta o pesquisador.
    A energia reativa produz um aumento das perdas na rede de energia elétrica e atrapalha o fornecimento para os consumidores. Segundo pesquisadores, as concessionárias perdem em tomo de 5% da energia produzida com esse problema.

    Atualmente, para corrigir e compensar o consumo de energia reativa, há duas opções. A concessionária pode aumentar a tensão de toda a rede ou instalar bancos de capacitores ao longo das linhas de distribuição. O equipamento captura a energia reativa e a mantém armazenada impedindo que ela circule na rede e cause prejuízos.

    Mas para reduzir de forma mais eficaz a perdoe energia, os bancos de cápacitores precisam ser colocados em locais adequados. Hoje; a escolha do local é feita a partir da experiência dos técnicos. O Aloccap é um software que permite que as concessionárias encontrem a localização ideal na rede para a instalação dos bancos de cápacitores.

    Bagarolli explica que esse lugar é determinado por meio de equações que levam em conta o custo com o equipamento, a quantidade de bancos de cápacitores a ser instalada e a quantidade de energia que deixa de ser perdida. Outros fatores como os padrões da rede também entram no cálculo.

    "É uma ferramenta de planejamento, que mostra a alternativa mais económica para corrigir as quedas de tensão na rede e, ainda, contribui para adiar investimentos em expansão", afirma Luiz Carlos Neves, da gerência de inovação e marketing em laboratórios e infraestrutura de redes do CPqD.

    O projeto foi elaborado pela equipe de Pesquisa e Desenvolvimento da CPFL com financiamento da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Neves conta que o CPqD deu o formato final e fez alguns aprimoramentos para que o software seja comercializado.

    Patrícia Azevedo

    Fonte: Correio Popular



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    Sexta, 12 de Novembro de 2010 17:07

    Depois de desagradar as operadoras, que temem perder o controle da oferta de rede com a revitalização da Telebrás, o governo compra briga agora com as multinacionais fabricantes de equipamentos para telecomunicações. Para se ter uma ideia do tamanho do descontentamento, as empresas estrangeiras do setor correm o risco de ficar de fora de um negócio de R$ 6 bilhões nos próximos seis anos. Ou, visto o problema de outra forma, há a chance de se dar às empresas nacionais uma vantagem na exploração desse mercado.

    O governo quer usar o seu poder de compra para incentivar o desenvolvimento tecnológico no país e, ao mesmo tempo, tentar equilibrar a balança comercial de equipamentos eletroeletrônicos que chegou a um déficit de US$ 17,5 bilhões no ano passado.

    O meio encontrado para isso foi a edição da Medida Provisória 495 de julho de 2010. A MP - que altera dispositivos da Lei de Licitação (Lei 8.666/93), entre outras - estabelece que na contratação de produtos e serviços dej tecnologia de informação e comunica cão para projetos estratégicos, como é o caso do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), o governo poderá realizar licitação restrita a bens e serviços. com tecnologia desenvolvida no País e produzidas de acordo com o Processo Produtivo Básico (PPB).

    Além disso, a mesma medida provisória cria uma margem de preferência de até 25% na contratação de "manufaturados e serviços nacionais que atendam a normas técnicas brasileiras". Essa margem de preferência será definida pelo IIPEA em razão da geração de emprego e renda, efeito na arrecadação de impostos, desenvolvimento e inovação tecnológica realizados no País que cada mercado pode gerar.

    A MP causou apreensão entre fabricantes cuja origem de capital é estrangeira e rachou a Abinee, associação que representa os fabricantes de equipamentos eletroeletrônicos. A associação oficialmente diz que ainda não tem um posicionamento claro sobre o tema, mas TELETIME soube que as associadas que produzem e desenvolvem equipamentos de telecom no Brasil se opuseram à proposta de tentar derrubar a MP no Congresso. De acordo com as regras do Congresso, a MP tem 120 dias, ou seja, até 22 de novembro, para ser aprovada ou rejeitada pela Casa. Até lá, entretanto, as MP tem força de lei, mesmo que o Congresso venha a rejeitar a medida futuramente.

    Representantes das multinacionais argumentam que o governo deveria estabelecer uma política de longo prazo de incentivo ao desenvolvimento nacional, ao invés de impor privilégios para companhias que desenvolvem no País tecnologias que já são consolidadas no mundo. No caso dos produtos DWDM, que serão objetos do primeiro edital de compra da Telebrás, Wilson Cardoso, diretor de soluções da Nokia Siemens Networks, afirma que existem cerca de 8 mil patentes no mundo relacionadas a esta tecnologia depositadas entre 2003 e 2005, e o Brasil tem uma quantidade ínfima delas. De fato, de acordo com informações do banco mundial de patentes da Thomson Reuters, o Brasil tem uma participação inexpressiva em termos de propriedade intelectual da tecnologia -0,025%.

    O presidente do CPqD, Hélio Graciosa, discorda. Para ele o DWDM é uma tecnologia sofisticada que a cada momento sofre evoluções. "Não existe produto de prateleira. Criamos a Padtec, que produz uma linha enorme, que não para de evoluir. Não tem commodity nessa área", afirma ele. O CPqD e a Padtec são algumas das empresas beneficiadas pela MP 495.

    Wilson Cardoso afirma que depois da edição da MP, a companhia suspendeu as análises de produção local. Para ele é preciso criar um ecossiste-ma onde possam surgir inovações. "Não vamos desenvolver um novo produto no Brasil de uma tecnologia que já está consolidada no mundo. Existem muitos níveis nos quais hoje é possível criar um ecossistema de desenvolvimento tecnológico", afirma ele.

    As contribuições à consulta pública lançada pela Telebrás para a compra dos equipamentos DWDM dão uma boa amostra dos pontos em que há mais controvérsia. Em primeiro lugar, muitas contribuições referem-se ao fato das regras do edital estarem baseadas em uma medida provisória que, portanto, ainda não foi ratificada pelo Congresso.

    Vai na mesma linha a contribuição assinada por Wagner Ferreira, diretor comercial da Alcatel-Lucent. "É de se destacar que a imediata aplicação de tal restrição (produtos produzidos e desenvolvidos no Brasil) não é conveniente neste momento. Isso porque ela se apoia numa mera medida provisória, que a despeito de ter força de lei ainda depende de ratificação pelo Congresso Nacional. Assim, considerando que há mais de 30 propostas de emendas em trâmite, a Alcatel-Lucent pondera não ser razoável estabelecer tal severa restrição de imediato".

    Além deste, um ponto que aparece várias vezes na consulta pública é a restrição exagerada ao número de fornecedores aptos a participarem da concorrência nos termos atuais. "É de se notar que tal restrição limitará demasiadamente o número de fornecedores que estariam aptos a produzir o objeto licitado conforme os termos técnicos definidos na consulta, na medida em que apenas um número exíguo de fornecedores poderia fornecer tecnologia DWDM desenvolvida inteiramente no Brasil", afirma Ferreira, da Alcatel-Lucent.Aloysio Byrro, chairman da Nokia-Siemens e vice-presidente da Abinee, em entrevista à TELETIME de setembro sugeriu que a MP deveria criar benefícios escalonados para quem produz e desenvolve no Brasil e para quem só produz ou só desenvolve. É mais ou menos nessa linha que vai uma das contribuições assinadas por José António Monteiro Morgado. "A participação de todas as origens de tecnologia e manufatura é prática corrente na construção das grandes redes brasileiras, levando-se e» consideração, para os produtos atendendo as exigências do PPB, as regras em vigor da Lei da Informática. Alternativamente e, para propostas com PPB ou 'desenvolvimento nacional', poderiam ser previstos benefícios adicionais facultados na MP 495, sem que se exclua a participação de qualquer uma das proponentes", diz ele.

    A preocupação dos fornecedores internacionais é justa: o setor de telecomunicações têm visto, ao longo dos anos, uma redução gradual nos investimentos das operadoras. A chegada da Telebrás poderia gerar um novo ânimo, mas com as restrições da MP 495, apenas as empresas que produzem e desenvolvem no país poderão se beneficiar com esse novo mercado.

    A Alcatel-Lucent ainda acrescenta um ingrediente de certa forma provocativo às companhias brasileiras. Segundo Wagner Ferreira, a exigência de que a tecnologia seja inteiramente produzida no Brasil impede acesso aos produtos mais avançados, o que privará a Telebrás do que há de mais moderno na área. "Infelizmente, a realidade da tecnologia brasileira, no momento, afasta a possibilidade do Programa Nacional de Banda Larga contar com o que há de mais moderno no mercado internacional em termos de estado da arte em equipamentos ópticos", diz o executivo na consulta pública.

    Oportunidade

    De olho nesta incrível oportunidade aberta pela MP 495/2010, por outro lado, as fabricantes nacionais se reuniram e formaram um consórcio, o Grupo de Empresas Nacionais de Tecnologia (Gente). O consórcio é formado por Datacom, Parks, Padtec, AsGa, Gigacom, CPqD, Icatel e Trópico. O portfólio integrado dessas companhias compõe uma solução completa para redes de telecomunicações, exce-to a parte dos roteadores de alta capacidade, segmento onde atuam as multinacionais como Cisco e Juniper. Mas a participação em consórcio, bem como de fundações, não é permitida no edital dos equipamentos de DWDM que foi submetido à consulta pública.

    O presidente da Trópico e porta-voz do grupo Gente, Raul Delfiol, rebate o argumento das multinacionais de que o incentivo do governo para desenvolvimento nacional não poderia mirar em produtos "de prateleira". "Se valesse essa regra, a Embraer não saía do chão. Grandes países aprimoraram tecnologias que já existiam", afirma ele. "Com o desenvolvimento no País, os produtos são desenhados para as necessidades brasileiras, o que não ocorre com os produtos das multinacionais, onde a prioridade é dada para os mercados maiores", acrescenta.

    As empresas do Grupo Gente compõem cerca de 4 mil pesquisadores no Brasil, de acordo com Ivo Vargas, diretor de novos negócios da Parks. Ele explica que as empresas nacionais conseguiram sobreviver porque encontraram nichos de mercado, onde o produto das multinacionais não era competitivo ou elas não tinham interesse. A MP 495, na sua visão, vem para dar "igualdade de competição". Entretanto, Vargas afirma que a medida é até tardia para o Brasil, uma vez que "todos" os países desenvolvidos têm políticas de compra de equipamento nacional.

    Esse argumento, inclusive, é frequentemente colocado pelo presidente da Telebrás, Rogério Santanna. Ele afirma que a Coreia do Sul, por exemplo, resolveu o déficit que tinha na banda larga com uma política de estímulo à tecnologia nacional. "Há 30 anos, o Brasil e a Coreia estavam na mesma. Eles resolveram o problema deles com tecnologia própria", afirma. Segundo Santanna, os EUA, na crise de 2008, adotaram uma política semelhante à brasileira dando um benefício de até 25% na compra dos produtos norte-americanos.

    No caso brasileiro há ainda uma outra variável que derruba a competitividade das fabricantes nacionais: o financiamento. De acordo com Ivo Vargas, da Parks, em termos de tecnologia e preço os equipamentos desenvolvidos no Brasil são tão bons quanto os de fora. O problema é que as multinacionais contam com financiamentos, muitas vezes de bancos estrangeiros, que as companhias brasileira não conseguem. "Em relação à capacidade técnica podemos brigar de igual para igual com qualquer um. No financiamento não", afirma. Isso é o que explica, na visão dele, a participação ínfima que os fabricantes nacionais nas compras das operadoras.

    Dado o volume de compras tjue se espera da Telebrás, não seria absurdo pensar que as fabricantes nacionais poderiam ser alvo de aquisição das multinacionais. Wilson Cardoso, da Nokia Siemens, acredita na hipótese. "Trago para cá o desenvolvimento de algumas linhas, faço parceria com as nacionais ou invisto nas nacionais", lista ele.

    A Parks, por exemplo, já está buscando mais fôlego financeiro com a entrada de novos investidores, projeto que, segundo Ivo Vargas é "para breve". É questionável também a capacidade financeira que as empresas nacionais terão para atender à demanda da Telebrás. Vargas reconhece que as empresas são pequenas e com fluxo de caixa baixo, mas para fortalecê-las o BNDES está criando linhas especificas relacionadas ao PNBL.

    A questão da origem do capital também aparece frequentemente na discussão. O presidente da Telebrás, Rogério Santanna, explica que a MP 495 não faz nenhuma menção à origem do capital. Dessa forma, companhias multinacionais estão livres para investir em desenvolvimento no País de modo a se habilitarem para as compras da Telebrás (desde que desenvolvam e produzam aqui). Outro questionamento que aparece com frequência são os critérios que o governo adotará para qualificar as empresas que desenvolvem tecnologia no País. Santanna explica que a produção no país será caracterizada pelo Processo Produtivo Básico (PPB), e a caracterização do desenvolvimento nacional fica a cargo da Portaria 950, editada em 2006 pelo o Ministério de Ciência e Tecnologia.

    O problema, neste caso, de acordo com Aluisio Byrro, da Nokia Siemens Networks, é que o requerimento de reconhecimento de tecnologia nacional fica em análise no Ministério de Ciência e Tecnologia por um período que pode variar de dois a quatro anos. Enquanto isso, o incentivo tem que ser provisionado em balanço porque se o projeto for negado, a empresa terá que devolvê-lo. "Isso gera uma grande incerteza", disse ele à TELETIME de setembro.

    Para Hélio Graciosa, presidente do CPqD, o Brasil mostra maturidade ao não vincular o benefício à origem do capital da companhia, como acontecia na década de 70 e 80. "Essa lição foi aprendida pela sociedade brasileira. Estamos em um outro patamar, não estamos falando de pro-teção a qualquer custo", afirma ele. Além disso, o executivo destaca que o mercado todo gera um Capex de R$ 16 bilhões a R$ 18 bilhões, sendo que as compras da Telebrás devem ser de 10% a 15% desse valor por ano. "O incentivo é uma coisa boa para a indústria nacional, mas ainda há uma ampla margem para a competição", diz ele. Graciosa menciona a política cambial da China, que tem causado dano a vários países. Segundo ele, a China mantém o câmbio desvalorizado artificialmente. "A administração cambial que os chineses fazem dá uma diferença de custo muito grande e causa desequilíbrio em diversos países".

    Outra decisão que pode não agradar às multinacionais é a exigência de abertura do código-fonte dos roteadores, medida de segurança já adotada pêlos EUA e índia em relação aos produtos chineses. Rogério Santanna explica que na rede da Telebrás circularão informações estratégicas do Brasil, como os dados da Receita Federal, por exemplo. Por este motivo, a egtatal exigirá a abertura dos códigos fontes dos roteadores - que serão fornecidos por multinacionais, uma vez que não há fabricantes de roteadores de grande porte no Brasil.

    O governo parece estar realmente interessado em comprar algumas brigas. O ressurgimento da Telebrás desestabiliza o monopólio das teles na oferta de capacidade de rede no atacado e, conse-quentemente, na oferta de banda larga. Agora mexe-se no vespeiro da indústria ao privilegiar a tecnologia nacional nas compras públicas. Espera-se que as medidas tragam benefícios reais ao consumidor e não criem apenas uma reserva de mercado.

    Caminho oposto

    Enquanto se discutem incentivos para o desenvolvimento de tecnologia nacional, a CelPlan fez o caminho contrário. A empresa, que desenvolve software para planejamento e otimização de redes celulares, nasceu em dezembro de 1992 e já no ano seguinte resolveu transferir a área de desenvolvimento para os EUA. António Nascimento, diretor comercial da CelPlan, explica que assim a companhia está perto das novas tendências na área. Além disso, é possível contratar profissionais qualificados a um nível "palatável".

    O que era apenas uma filial tornou-se uma empresa americana de fato no ano 2000, com a criação da CelPlan Inc, que hoje é responsável por 85% do desenvolvimento das soluções de todas as áreas de negócio da empresa. "Estar perto do mercado de tecnologia e poder contratar profissionais qualificados a preços razoáveis foram os principais fatores.O custo Brasil influenciou indiretamente na decisão", diz ele.

    Hoje a CelPlan tem cinco linhas de negócios que vão desde o licenciamento de iSoftware para os fabricantes de equipamentos até a parte de engenharia e consultoria de projetos de otimização de rede e treinamento e capacitação de profissionais para novas tecnologia. A empresa tem escritórios nos principais países da América Latina e emprega 150 pessoas no Brasil e 22 nos EUA, onde encontram-se engenheiros de software e pessoas da área comercial.

    "Não existe produto de prateleira. criamos a Padtec, que produz uma linha enorme, que não para de evoluir."

    Hélio Graciosa, do CPqD

    "Não vamos desenvolver um novo produto no Brasil de uma tecnologia que jã esta consolidada no mundo. existem muitos níveis onde hoje é possível criar um ecossistema de desenvolvimento tecnológico"

    Wilson Cardoso, da Nokia Siemens

    O governo quer usar o seu poder de compra para incentivar o desenvolvimento tecnológico no país e tentar equilibrar o déficit, que chegou a us$17,5 bilhões no ano passado.

    "Infelizmente, a realidade da tecnologia brasileira, no momento, afasta a possibilidade do pnbl contar com o que há de mais moderno no mercado internacional"

    Wagner Ferreira, da Alcatel-Lucent

    "Em relação à capacidade técnica podemos brigar de igual para igual com qualquer um. no financiamento não"

    Ivo Vargas, da Parks

    "Há trinta anos, o brasil e a coreia estavam na mesma. eles resolveram o problema deles com tecnologia própria"

    Rogério Santanna, da Telebrás

    De olho na oportunidade aberta pela mp 495/2010, as fabricantes nacionais formaram o grupo de empresas nacionais de tecnologia (GENTE)

    Fonte: Teletime



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    Sexta, 12 de Novembro de 2010 00:00

    Conceito reúne evoluções a partir do uso massivo de TI e sistemas de comunicação e é uma das apostas para um futuro próximo

    Medição é feita uma vez por mês, com a ida de um leiturista na casa do consumidor

    Imagine você poder contratar energia elétrica sob demanda, usando um cartão pré-pago e liberando uma quantidade específica de watts, de acordo com a sua necessidade do momento, como tomar banho ou ver televisão? Esta é apenas uma das centenas de possibilidades que estão surgindo a partir da adoção do conceito de smart grid, que nada mais é do agregar às tradicionais redes elétricas tecnologia de ponta e modernas linhas de comunicação de dados.

    Ao colocar inteligência nesse processo, é possível tornar a rede elétrica mais confiável e o consumo transparente, reduzindo os custos e otimizando os reparos. Esse gerenciamento, dependendo do nível de aplicação, pode permitir desde a possibilidade de a concessionária identificar mais rapidamente a necessidade de conserto em algum ponto da rede até transformar um consumidor de energia residencial em um fornecedor, nos momentos em que ele não estiver utilizando esse insumo, como já acontece em algumas localidades nos Estados Unidos.

    O smart grid vem sendo utilizado com diferentes níveis de intensidade no mundo. No Brasil, alguns players de tecnologia, governos e concessionárias de energia já começam a olhar atentamente para essa tendência. O CPqD, um dos mais renomados centros de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) do País, com sede em Campinas, está envolvido com pelo menos dois grandes projetos nessa área. A empresa, que surgiu há 34 anos como centro de pesquisa da Telebrás, se tornou independente após a privatização e hoje conta com mais de 1,2 mil profissionais.

    Em outubro, fechou parceria com as distribuidoras de energia Light, do Rio de Janeiro, e a Cemig, de Minas Gerais. Juntas, as concessionárias investirão R$ 65 milhões em pesquisa e desenvolvimento (P&D) que desenvolverá essa nova tecnologia e permitirá, além da melhoria na eficiência operacional, a redução das perdas comerciais e uma maior interação com o consumidor.

    Com a Light, o CPqD será o responsável direto pelo projeto que trata de soluções de monitoramento e supervisão da rede subterrânea, bem como do software utilizado nesse processo. Além disso, desenvolverá a arquitetura de telecomunicações do smart grid. Já com a Cemig, fará o desenvolvimento e a realização de testes de laboratório e de campo de todas as soluções de medição inteligente. "Com o smart grid, temos a introdução massiva de TI e comunicação nas redes de energia elétrica, permitindo um ganho para a sociedade em geral", observa o presidente do CPqD, Hélio Graciosa.

    No Rio Grande do Sul, a Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE) participa de um grupo de trabalho do Ministério de Minas e Energia que debate o smart grid. "Estamos nos atualizando e estaremos presentes nas audiências públicas para, assim que for acertada a regulamentação federal sobre o tema, iniciarmos um projeto-piloto", explica o assessor da presidência da CEEE que está acompanhando o tema de smart grid, Ricardo Munhoz da Rocha.

    Ele explica que a companhia já possui alguns níveis de automação das suas redes elétricas, como nas chaves autocomandadas, que conseguem "enxergar" a corrente que passa pelo sistema. Com o smart grid, a expectativa é poder monitorar também o que acontece na casa do cliente, como algum defeito que possa atrapalhar a prestação do serviço.

    O grande salto nesses projetos, porém, só deve acontecer quando for feita a regulamentação dos medidores inteligentes, que irão substituir os convencionais, tanto os mecânicos quanto os eletrônicos. Atualmente, esses dispositivos estão em fase de especificação técnica pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

    Esse é um procedimento fundamental dentro desse processo, já que esses equipamentos mais modernos serão capazes de medir o nível de tensão recebida em cada ponto. "Todo investimento feito pelas empresas do setor elétrico tem um custo que acaba sendo repassado para os consumidores e, por isso, esses estudos são fundamentais", observa Rocha.
    Novo modelo viabiliza adoção de tarifas diferenciadas

    A implantação da medição eletrônica no segmento de energia elétrica deve trazer uma série de facilidades para as concessionárias. A maioria diz respeito à própria condução de questões como reparos nas redes e corte remoto de energia no caso dos clientes inadimplentes.

    Hoje em dia, as empresas costumam ficar sabendo que existe alguma falha ou queda de energia, seja em função de condições adversas do clima ou por vandalismo, a partir das reclamações dos clientes. Cientes disso, direcionam as suas equipes para as proximidades dos locais mapeados, com a missão de identificar o exato ponto a ser reparado. A evolução desse modelo prevê, a partir de sensores espalhados pela rede elétrica, que a empresa possa não apenas saber o local exato do problema como também fazer o conserto a distância.

    Mas é a possibilidade da criação de cotas tarifárias diferenciadas um dos principais apelos do smart grid. Isso porque esse modelo tornará possível que o consumidor residencial saiba quais os horários em que o custo da energia é menor. "É uma grande novidade o fato de o consumidor poder ajustar o seu comportamento de uso da energia para poder ter um gasto menor no final do mês", comenta o coordenador do grupo multidisciplinar de smart grid do CPqD, Luiz Hernandes. As tarifas diferenciadas por horário estão disponíveis atualmente para os clientes de média e alta tensão. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) está estudando a extensão para os de baixa tensão, como residências e empresas e indústrias de pequeno porte.

    Questões como essas poderão provocar mudanças na curva de carga do sistema como um todo. Além da redução dos custos para o cliente, fará com que os picos de demandas sejam minimizados, aliviando as redes, adiando a necessidade de investimentos de expansão e manutenção e otimizando as usinas geradoras.

    Atualmente, a medição é feita uma vez por mês, com a ida de um leiturista na casa da pessoa. Já o consumidor recebe a conta no final do mês. Com a telemedição, possível através dos medidores inteligentes, o cliente pode ter acesso ao seu medidor em qualquer momento, podendo acompanhar o consumo e, assim, projetar os seus gastos. Esse controle pode ser feito através da internet, em um portal específico da empresa, ou através de um display interligado ao medidor eletrônico, que pode ficar na própria residência.

    A programação do horário para que os equipamentos elétricos passem a funcionar também é uma evolução esperada. Em algumas localidades, já é possível programar uma máquina de lavar roupa para que a mesma passe a funcionar de madrugada e até mesmo a recarga de um carro elétrico, propiciando uma economia de custos para o consumidor e evitando a sobrecarga do sistema elétrico. "Estamos ingressando em um novo mundo no qual será possível fazer um gerenciamento completo da energia elétrica. Essa é a primeira vez em 30 anos em que vejo algo realmente novo nesse segmento", destaca o assessor da presidência da CEEE e responsável pelo acompanhamento do tema de smart grid, Ricardo Munhoz da Rocha.

    Todo esse tráfego de informações passará por uma rede de transmissão de dados, como a fibra ótica. Essa infraestrutura poderá ser alugada junto às operadoras de telefonia, mas as próprias concessionárias poderão optar por ter o seu próprio sistema de telecom.

    O controle inteligente permitirá ainda a implantação de um modelo de energia pré-paga, como já existe na telefonia. Já em uso em países mais carentes, como a República Dominicana, esse sistema permite que o consumidor carregue o cartão em uma loja com determinado valor. Antes de usar, basta ele digitar o código no medidor que, automaticamente, uma determinada quantidade de kilowatts é liberada.

    Motivações para uso de tecnologia na rede elétrica variam pelo mundo

    Necessidades brasileiras serão consideradas, diz Graciosa

    Os motivos que levam os países a adotar o smart grid variam pelo mundo. Na Europa, a principal meta é a busca pela otimização das fontes de geração, que não são tão limpas como as encontradas no Brasil. Já nos Estados Unidos, procura-se de forma prioritária a confiabilidade do fornecimento e, no Brasil, a redução das perdas comerciais. "O conceito de smart grid é completamente aderente às necessidades brasileiras", comenta o presidente do CPqD, Hélio Graciosa.

    A expectativa é que, nos próximos dois ou três anos, o Brasil comece a experimentar as vantagens da medição eletrônica e da telemedição em larga escala. Mas recursos de smart grid mais sistêmicos deverão se tornar uma realidade em, no mínimo, dez anos.

    O País possui atualmente 65 milhões de unidades consumidoras. Trocar os medidores eletromecânicos, que são muito confiáveis e têm uma vida útil longa, por outro novo sistema e em uma base tão grande exige uma série de padrões de operação e funcionalidade. Da mesma forma, espera-se a homologação pelos órgãos reguladores, como o Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro). "Esta migração implica uma substituição de algo que está dando certo e, por isso, deve demorar um pouco", projeta o coordenador do grupo multidisciplinar de smart grid do CPqD, Luiz Hernandes.

    Uma das empresas de tecnologia que mais tem apostado no conceito de smart grid é a IBM. Há cerca de dois anos a multinacional montou um time no Brasil para disseminar esse conhecimento e apresentar ao mercado como as soluções da companhia poderão ajudar os clientes desde o processo de definição das suas estratégias de smart grid até a implementação dos projetos. "A energia é bem escassa e cara e o smart grid é um conceito que traz ferramentas que ajudam as empresas a serem mais eficientes, permitindo que a infraestrutura de energia seja mais robusta e suporte o crescimento do País", aponta o gerente de soluções para Utilities da IBM Brasil, Gadner Vieira.

    De acordo com o executivo, alguns países estão um pouco mais avançados que o Brasil. Recentemente, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, por exemplo, determinou um investimento governamental de US$ 4,5 bilhões para que as empresas possam fazer os seus primeiros projetos nessa área. Mas o Brasil está avançando nesse conceito e, de certa forma, está alinhado com o resto do mundo.

    Patricia Knebel

    GILMAR LUÍS/JC

    Fonte: Jornal do Comércio



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    Terça, 09 de Novembro de 2010 07:50

    Esse é um dos benefícios da solução ALFA, que acaba de conquistar o Prêmio ARede

    Cerca de 30% da população brasileira - o que significa quase 60 milhões de pessoas - possui um nível de alfabetização muito baixo, de acordo com levantamento do Indicador de Analfabetismo Funcional (INAF), criado pelo Instituto Paulo Montenegro. E, com um nível de alfabetização rudimentar, as pessoas não são capazes de compreender textos mais extensos ou uma linguagem mais formal - como a normalmente utilizada em sites de governo eletrônico, que oferecem uma série de informações e serviços à população.

    Com o objetivo de contribuir para a solução desse problema, o CPqD desenvolveu a solução de Apoio à Leitura e à Fixação do Alfabeto - ALFA, que acaba de receber o Prêmio ARede 2010, na categoria de Acessibilidade. "A solução ALFA estabelece uma ponte entre as linguagens escrita e falada, auxiliando os usuários na leitura e na compreensão de textos e conteúdos digitais", resume Ismael Ávila, pesquisador da Gerência de Estratégia e Planejamento de Serviços e Soluções do CPqD.

    Na verdade, a solução ALFA surgiu como uma evolução do leitor de telas para deficientes visuais. Para atender às necessidades específicas de pessoas com capacidade de leitura reduzida, a ferramenta dispõe, entre outros recursos, de conversão de trechos de textos selecionados em fala, com volume, velocidade e timbre configuráveis pelo usuário; sistema de acompanhamento visual das narrações, com realce da sentença no momento da leitura pela máquina de síntese; consulta a dicionário de sinônimos para palavras desconhecidas; opções de pausa e retomada, avanço e recuo, alteração do tamanho das letras (fontes) e leitura palavra por palavra ou sentença por sentença.

    Estudos realizados pelo CPqD em telecentros instalados nos municípios de Santo Antônio de Posse e Bastos, no interior de São Paulo, mostraram que, graças a esses recursos, pessoas com pouca escolarização e sem experiência no uso de computadores conseguiram navegar em portais de notícias e explorar e compreender seus conteúdos.

    Além disso, a solução ALFA vem sendo utilizada com sucesso como ferramenta de acessibilidade e de apoio ao aprendizado de pessoas portadoras de lesões cerebrais incapacitantes, ou mesmo de deficiências intelectuais. O Centro de Prevenção à Cegueira de Americana (SP), por exemplo, vem usando a ferramenta como facilitadora das atividades de alfabetização de pessoas com dislexia e outros distúrbios de aprendizagem.
    Os bons resultados dessa experiência foram apresentados durante o III Simpósio de Dislexia e Distúrbios de Aprendizagem realizado em agosto, em Santa Bárbara D'Oeste, no interior paulista - evento no qual a solução do CPqD recebeu uma homenagem.



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    Sexta, 29 de Outubro de 2010 06:27

    Incentivar a inovação é um dos grandes desafios de muitas empresas atuais. O mais importante, porém, é propiciar um ambiente que permita a criatividade com inovação e tenha, acima de tudo, sustentabilidade. Esse foi o tema do painel coordenado pela jornalista Maria Lydia Fraga dos Santos Flandoli, da TV Gazeta, durante a 12ª edição do Futurecom.

    Abrangendo o universo de comunicações, a jornalista propôs alguns debates entre os painelistas convidados, instigando a discussão de realidades e propostas para incentivar a inovação nas empresas.

    O diretor de marketing de soluções do CPqD José Francisco Moreto Silveira Franco abriu a discussão falando sobre a importância de incentivar ideias válidas para o retorno da instituição. "Inovação tem que encontrar aplicação na sociedade ou no mercado, propiciando retorno de valor", afirma.

    O empresário acredita, ainda, que inovação seja resultante da criatividade, de um ambiente empreendedor e de um modelo que permita essa interação. "Não basta ter ideias e caixinhas de sugestão, temos que plantar o espírito empreendedor", aponta Silveira Franco.

    Para estimular ideias inovadoras e que realmente tragam valor, é importante investir em treinamento, seja na ferramenta como na metodologia, segundo o vice-presidente da Genband Carlos Brito. "Não podemos ensinar ninguém a ser criativo, mas podemos ensinar, sim, o empreendedorismo", diz.

    O diretor de mercado da KNBS Antonio Pires ressalta, ainda, que todo processo de mudança nasce do desconforto ou da necessidade natural de transformação. Essas situações são propícias para o surgimento de ideias que tragam valor agregado.


    Valorização do capital humano

     

    Os participantes do painel discutiram sobre a importância da valorização das pessoas no ambiente corporativo. Silveira Franco do CPqD observou que "a inovação é feita por pessoas". O empresário comparou, também, as rotinas de grandes e pequenas empresas onde a valorização de ideias é diferenciada. A grande empresa vive em função dos processos já estipulados no passado e todas as resoluções têm que ser entregues, em geral, em curto prazo, o que robotiza os funcionários. "Existe a dificuldade de fazer as pessoas enxergarem que o futuro é feito do presente, e não do passado", afirma.

    Já as pequenas empresas possuem uma flexibilidade maior para que os funcionários troquem de funções e acabem agregando ideias e novas soluções à rotina do negócio. "O grande desafio é levar as atividades empreendedoras das pequenas empresas para dentro das grandes", diz o diretor.

    O apagão da mão de obra foi lembrado por Brito. Segundo o empresário, um dos responsáveis pela dificuldade em encontrar funcionários que atendam às expectativas das empresas é a elevação do Produto Interno Bruto (PIB). O vice-presidente da Genband reconhece que isso traz avanços para o país, mas é necessário investir em educação para sanar as deficiências no setor e isso não se resolve em um curto prazo. "Se continuarmos a crescer, em breve teremos também problemas relacionados à infra-estrutura que não temos hoje", diz.

     

    Democratização da internet

     

    A jornalista conduz, então, o debate para o que ela chama de uma "busca presunçosa" pelo crescimento com sustentabilidade e simplificação do acesso à internet. Os painelistas frisam o ponto de que altas cargas tributárias dificultam esse crescimento sustentável e o representante da Anatel Antonio Domingos Teixeira Bedran salienta as grandes mudanças no acesso à internet nos últimos anos. Admite que a tributação é elevada, mas não esconde que esforços vêm sendo feitos para amenizar a situação. Atualmente, a soma dos tributos pagos pelos clientes é de 42,5%. A Anatel está estudando medidas para que as assinaturas mensais sejam reduzidas o quanto antes, segundo Bedran.

    O diretor de inovação da Telefônica Benedito Luis Fayan falou sobre o projeto da empresa que está em fase inicial. Como a maior parte dos usuários brasileiros de telefonia móvel ainda utiliza planos pré-pagos, por receio de assumir compromissos mensais, essa metodologia passou a ser testada na banda larga. O piloto está acontecendo no bairro Cidade Tiradentes, em São Paulo e Fayan acredita que além da democratização do acesso à internet, o projeto criará novos empregos e oportunidades na comunidade.

    "Existem muitos movimentos voluntários do mercado, ou forçados pelo governo, que exigem mais criatividade e inovação para a universalização do uso", pontua Brito, da Genband.

     

    Paulo Gratão

    Fonte: B2B Magazine



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    Terça, 26 de Outubro de 2010 09:00

    O CPqD está negociando parceria comercial na área de educação pública com pequenos e médios provedores de serviços em cidades com até 100 mil habitantes. A ideia é aproveitar a capilaridade dos mais de 4 mil provedores de Serviço de Comunicação Multimídia (SCM) e de Serviço de Valor Adicionado (VAS) e torná-los canais de venda de suas soluções para a gestão de escolas públicas municipais e estaduais. Por outro lado, segundo Fabiano Vergani, presidente da Conapsi, associação que coordena as ações das entidades de provedores de internet, para esses pequenos e médios provedores a parceria representa a oportunidade de finalmente oferecer mais do que um simples acesso à web em suas cidades. "A tendência é que o acesso vire um grande commodity e oferecer também um sistema de gestão de educação para a prefeitura local agrega um valor muito interessante para o provedor de serviço de internet", diz.

    Além disso, explica Vergani, a solução de educação pública do CPqD, batizada de "Sis Educar", é baseada em software as a service (SaaS), portanto não exige investimentos em equipamentos de infraestrutura, como servidores, sistemas de ar condicionado, nobreak, além de aplicativos proprietários e mão-de-obra especializada. "Sem falar da redução da burocracia e do custo operacional e do prazo de implantação da solução, que é reduzido para 60 a 90 dias", acrescenta. Por todos esses motivos, segundo ele, a parceria entre o CPqD e os provedores será bom também para as prefeituras, que terão um sistema de gestão da educação com menores custo de aquisição e operação. "O município de Guarulhos já conta com esta solução em 170 escolas, totalmente baseada em internet", revela.

    Vergani adianta que o próximo passo dessa parceria é levar soluções SaaS do CPqD para o gerenciamento da saúde pública desses pequenos municípios e, com o tempo, transformá-los em cidades digitais. "Finalmente esses municípios, geralmente esquecidos pelas grandes operadoras, terão acesso a soluções de e-Gov de primeira qualidade, e as prefeituras poderão ampliar a oferta de serviços a seus cidadãos", diz.

    Nesta terça-feira, 26, representantes do Conapsi e demais entidades estarão presentes na sede do CPqD, em Campinas, São Paulo, para conhecer as soluções de gerência da planta de telecomunicações também no modelo SaaS. "A Telebrás está nos cobrando mais qualidade para o Programa Nacional de Banda Larga e é exatamente isso o que estamos fazendo, investindo em soluções de gestão de rede, suporte ao planejamento, projeto, construção, operação e supervisão de toda a planta interna e externa", diz.

    Daniel Machado

    Fonte: Teletime



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    Segunda, 25 de Outubro de 2010 07:46

    O CPqD sedia nos dias 25 e 26 de outubro - segunda e terça-feira, reunião do Conselho Nacional das Entidades de Provedores de Serviço de Internet (CONAPSI). O evento que reúne os empresários do setor busca uma aproximação maior do CPqD com esse segmento visando consolidar o apoio tecnológico ao Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), do Governo Federal. Estará presente para a abertura da reunião o Diretor Comercial da Telebrás, Caio Bonilha.

    Na oportunidade, o CPqD vai apresentar aos empresários do CONAPSI sua atuação dentro do conceito software como serviço, ou como esse modelo de negócio também é conhecido SaaS – Software as a Service. Além disso, será apresentado um resumo das ofertas do CPqD com destaque para o sistema de Gerência da Planta.

    Também participarão do evento na terça-feira, os executivos das empresas Padtec, Trópico e WxBr, para mostrar suas tecnologias que estão a serviço dos pequenos provedores de Internet. A Padtec vai apresentar seus dispositivos ópticos para redes GPON e DWM; a Trópico, suas soluções de nova geração para telefonia da Família Vectra; e a WxBr os seus sistemas de acesso para última milha sem fio.

    Criado para promover e coordenar o entendimento das entidades de provedores de Internet, defendendo o posicionamento de seus membros, o CONAPSI é formado pela Abramulti (Associação Brasileira de Provedores de Internet e Operadores de Comunicação de Dados Multimídia), Abranet (Associação Brasileira de Provedores de Internet), Abrint (Associação Brasileira de Provedores de Internet e Telecomunicações), Abrappit (Associação Brasileira de Pequenos Provedores de Internet e Telecomunicações), Aprova –Pernambuco (Associação dos Provedores de Valor Adicionado de Pernambuco), Aprova – Piauí (Associação dos Provedores de Valor Adicionado do Piauí), Global Info, Internet Sul e Rede Telesul.



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    Segunda, 11 de Outubro de 2010 14:23
    A Revista Veja, na edição deste último final de semana, publica matéria sob o título "Faltam 5 milhões", em que levanta suspeitas a respeito de um contrato firmado em 2003, entre o Ministério das Minas e Energia (MME) e o CPqD, pondo em dúvida, de maneira absolutamente equivocada, a reputação ética do CPqD.

    Segundo a revista Veja, os serviços contratados "não foram inteiramente prestados. O pagamento sim." O presidente do CPqD, Hélio Graciosa, desmentiu essa afirmação na própria reportagem: "Não fomos acionados pelo TCU, mas tenho certeza que não recebemos sem fazer o serviço"

    O TCU, no acórdão 1342 de 2005, observa que "não há indícios de má-fé por parte dos gestores, nem da entidade contratada". E, no acórdão 5521 de 2010, informa que "não se verificou débito, dado que os serviços pagos foram efetivamente prestados".

    A íntegra dos acórdãos do TCU pode ser encontrada no sítio do Tribunal (www.tcu.gov.br/acórdãos). O posicionamento do MME está disponível no sítio do Ministério (www.mme.gov.br).


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    Quarta, 06 de Outubro de 2010 00:00

    Raul Del Fiol, presidente da Trópico: "Estados Unidos, China, Japão, Coreia e Europa têm práticas semelhantes de estímulo ao desenvolvimento local"

    Cinco empresas de capital nacional e Fundação CPqD que produzem e desenvolvem soluções de telecomunicações decidiram reagir - em coro - a posições de multinacionais do setor sobre a decisão da Telebrás de privilegiar o uso de produtos criados no país nas compras da estatal.

    Em entrevista ao Valor, por teleconferência, dirigentes da Trópico, Padtec, Asga, Datacom, Icatel e a Fundação CPqD rejeitam afirmações de que a tecnologia desenvolvida no país seja mais antiga e de geração anterior à produzida em outros países, e que não tenha competitividade.

    A Telebrás iniciou o processo de lançamento de editais para implantar a rede que atenderá ao Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). A controvérsia é em torno do texto colocado para consulta pública referente ao primeiro edital divulgado. O documento trata dos sistemas de rede com tecnologia de multiplexação de ondas transmitidas em uma fibra óptica (tipo DWDM, a sigla em inglês).

    A consulta pública terminou na sexta-feira. Jorge Salomão, presidente da Padtec, uma das empresas produtores de sistemas que se enquadram na demanda da Telebrás, diz que concorre com as multinacionais no mercado. "Temos o estado da arte (tecnologia atual), todas as operadoras como clientes, competimos, vencemos 80% das concorrências e exportamos para 40 países. Fomos pioneiros na aquisição de empresa de tecnologia em Israel e chegaremos muito longe. Vamos faturar R$ 200 milhões este ano", afirmou.

    "Hoje, as empresas nacionais atendem a cerca de 10% das compras totais de infraestrutura de telecomunicações no país, mas há segmentos que respondem por mais da metade. O PNBL cria um horizonte mais promissor para quem desenvolve tecnologia", diz Salomão.

    Para Raul Del Fiol, presidente da Trópico, a opção da Telebrás de basear-se na Medida Provisória 495, estimulando a compra de equipamentos desenvolvidos no país, é um mecanismo semelhante ao que já existe em vários mercados externos. "A proposta não é discriminatória. Quem desenvolver aqui, independentemente da origem do capital da empresa poderá apresentar proposta", afirma.

    A Trópico produz redes transmitindo voz sobre IP, mas que integram diversos protocolos, e segundo Del Fiol, as teles que atuam no Brasil não discriminam a origem do capital, buscam preço competitivo. "Mas a participação de mercado está muito vinculada não só à tecnologia e qualidade, como as linhas de financiamento internacionais a juros baixos aliados a bônus para outras compras", afirma Igor Slaru, presidente da Icatel. A empresa, que estima faturar R$ 180 milhões este ano, é voltada à telefonia pública e criptografia eletrônica.

    Del Fiol lembra que países como Estados Unidos, China, Coreia, Japão, Israel, França, Itália, Dinamarca e Finlândia têm práticas semelhantes de estímulo ao desenvolvimento local. E destaca que a alegação da Telebrás - em torno de segurança nacional em determinados sistemas para atender ao governo e às Forças Armadas - levanta a questão do software contendo vírus ou dispositivos de espionagem, baseada em fatos já ocorridos no exterior, que demonstraram fragilidade em redes.

    O diretor da Asga, Francisco Mecchi Neto, também participou da entrevista. A empresa desenvolve equipamentos para acesso óptico e rádios digitais. Por outro lado, a Fundação CPqD, presidida por Helio Graciosa, que já foi do sistema Telebrás, é voltada para o desenvolvimento de tecnologia em telecomunicações.

    Empresas e pessoas físicas que fizeram contribuições à consulta pública divulgada pela Telebrás para a contratação de infraestrutura óptica reclamam da falta de isonomia na licitação da estatal.

    Outra observação recorrente é a preocupação com a obsolescência da tecnologia. "A Alcatel-Lucent acredita que há soluções tecnológicas mais atualizadas do que aquelas especificadas na consulta, o que permitiria que a administração pública pudesse ter acesso à tecnologia óptica de ponta", diz a contribuição assinada pelo diretor da companhia, Wagner Ferreira.

    A exigência de equipamentos desenvolvidos no país é objeto da contribuição de José Antonio Morgado. Em sua visão, o país detém apenas 0,025% de patentes na área da tecnologia óptica requerida pela Telebrás. "Torna-se complexo, portanto, referir-se aqui ao conceito de 'tecnologia desenvolvida no Brasil', particularmente no âmbito das regras do comércio internacional", afirma. Uma das alternativas apontadas pela Alcatel é permitir a participação a fabricantes com Processo Produtivo Básico, sem excluir os demais fabricantes que já atuam no país.

    Outra observação é quanto à contratação de um único fornecedor. Uma das contribuições propõe a divisão da licitação por enlaces de anéis ópticos ou por região geográfica para que a Telebrás não fique refém de um único fornecedor em um projeto de âmbito nacional.

    Heloisa Magalhães e Ana Luiza Mahlmeister

    Fonte: Valor Econômico



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    Segunda, 04 de Outubro de 2010 10:35

    Projeto-piloto utiliza técnicas voltadas para a área de rádios cognitivos

    O CPqD e a Microsoft Research assinaram na última semana um acordo de cooperação técnica destinado à pesquisa e ao desenvolvimento de tecnologias e técnicas voltadas para a área de rádios cognitivos. A intenção é desenvolver um projeto-piloto de banda larga utilizando os espaços em branco do espectro de radiofrequência digital.

    O presidente do CPqD, Hélio Graciosa, conta que o objetivo é "acelerar o domínio dessas tecnologias, que têm grande potencial de uso na ampliação das redes de acesso no País, bem como na melhoria da eficiência na utilização de radiofrequências".

    Graciosa acrescenta que os rádios cognitivos utilizam algoritmos e protocolos para alocação dinâmica do espectro de radiofrequências, a partir da verificação dos espaços vazios. A redes identificam onde estão esses espaços vazios e os utlizam para a comunicação sem fio.

    O acordo firmado prevê o desenvolvimento, nos próximos três anos, de algoritmos e protocolos, além de experiências em campo, que serão acompanhadas pelo Ministério das Comunicações e pela Anatel. A intenção é que os estudos sirvam de subsídio para a evolução das políticas públicas do setor.

    O pesquisador da gerência de sistemas de comunicações sem fio do CPqD, Fabrício Lira Figueiredo, explica que os testes em campo começarão a ser feitos dois anos após o início da pesquisa.

    Quando a solução chegar ao mercado, não irá impactar drasticamente o consumidor final. Segundo os especialistas, o usuário não terá que comprar novos equipamentos. A plataforma que os pesquisadores irão desenvolver será um software que estará na rede de acesso wireless. O resultado, no entanto, poderá ser observado na ampliação do acesso a essa rede.

    "O desenvolvimento dessa tecnologia é muito importante para o Brasil e irá harmonizar a utilização do serviço de comunicação sem fio no País", conta o secretário de Telecomunicações do Ministério das Comunicações, Roberto Pinto Martins.

    Conexão wireles é fundamental para o desenvolvimento

    Projeções apontam que acessos móveis pessoais somarão 300 milhões em 2014

    Especialistas em Tecnologia da Informação dizem que ampliar o acesso à tecnologias wireless é imprescindível para o desenvolvimento do Brasil. Durante evento realizado semana passada no CPqD, o conselheiro da Anatel Jarbas Valente revelou dados sobre o crescimento da demanda por esse tipo de serviço. Hoje, o País tem 200 milhões de acessos móveis pessoais, 20 milhões de acesso a banda larga 3G; 18 milhões de acesso a banda larga fixa e 9 milhões de acessos a TV por assinatura.

    Segundo as projeções da Anatel, em 2014 esse número irá crescer muito. Os acessos a banda larga fixa chegarão a 42 milhões; os acessos móveis pessoais passarão para 300 milhões; a TV por assinatura chegará a 25 milhões e os acessos móveis via 3G ou 4G atingirão 140 milhões.

    Segundo Valente, o aumento da utilização de tecnologias de comunicação sem fio no Brasil demonstra a necessidade de encontrar novas alternativas para ampliar o acesso à comunicação wireless.

    Além do projeto desenvolvido em parceria com a Microsoft Research, o CPqD tem outras pesquisas voltadas para a comunicação sem fio. Uma delas é o desenvolvimento da rede 4G e outra é o fornecimento de banda larga por meio de satélites. "A intenção é aumentar a capacidade de transmissão de banda larga por vários meios, entre eles os satélites", informou o pesquisador Fabrício Lira Figueiredo.

    Patrícia Azevedo

    Fonte: Correio Popular



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    Segunda, 04 de Outubro de 2010 10:33

    Usar faixas ociosas ajuda a otimizar a tecnologia

    Otimizar o uso da radiofrequência digital utilizada para a comunicação sem fio é um desafio para cientistas do mundo todo. As faixas de frequência, por onde são transmitidas os sinais da TV digital, da radiodifusão, da banda larga, da telefonia celular e da internet móvel, estão se esgotando e a utilização das que restam é muito cara.

    "As melhores faixas de frequência são as mais baixas, mas elas já estão ocupadas. As mais altas dão muito trabalho e requerem muito investimento para operar de forma adequada", explica o secretário de Telecomunicações do Ministério das Comunicações, Roberto Pinto Martins.

    Cientistas estão começando a estudar meios mais simples e baratos para melhorar o uso desse recurso. O pesquisador da gerência de sistemas de comunicações sem fio do CPqD, Fabrício Lira Figueiredo, explica que entre as faixas há espaços brancos, que não são usados. Os chamados white spaces existem para evitar interferência entre as faixas. E é neles que os cientistas fazem as suas apostas.

    Estudiosos veêm nesses espaços uma alternativa viável que garanta a criação de novos canais para a expansão dos serviços de comunicação sem fio. O Brasil está investindo em pesquisas nessa área. "Poucos são os países que estão pesquisando isso. Índia, Estados Unidos e China são alguns e agora nós. Com esse projeto, o Brasil está saindo na frente", conta o diretor nacional de tecnologia da Microsoft no Brasil, Raimundo Nonato da Costa.

    Por aqui, os estudos serão conduzidos por meio de uma parceria entre o CPqD e a Microsoft Research. Uma das frentes de atuação é o desenvolvimento de rádios cognitivos, os chamados rádios inteligentes. "Rádios cognitivos são capazes de descobrir como usar de forma dinâmica o espectro eletromagnético para produzir novo meio de transmissão de dados sem interferir nas outras frequências", explica o diretor da Microsoft.

    Costa conta que o centro de pesquisa da empresa nos Estados Unidos já desenvolveu um protótipo e essa tecnologia será transferida para o Brasil.

    "A Microsoft Brasil está comprometida em apoiar o governo brasileiro a expandir o espectro eletromagnético de acordo com a proposta da Anatel para as melhorias da infraestrutura de banda larga no Brasil. Dessa forma, o País terá condições de alcançar níveis superiores de competitividade e inovação, além de gerar mais emprego e oportunidades", acredita Michel Levy, presidente da Microsoft Brasil.

    A utilização dos white spaces precisa ser regulamentada pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Isso ainda não aconteceu no Brasil porque o assunto é novo. Segundo Costa, a Federal Communications Commission (FCC) dos Estados Unidos está regulamentando a questão e autorizou os testes de uso desses espaços.

    Jarbas Valente, conselheiro da Anatel, esclarece que as discussões sobre o assunto estão em andamento. "O Brasil é muito grande e precisa dessa tecnologia para aumentar a cobertura desses serviços. A regulamentação é fundamental para o País", afirma.

    O pesquisador do CPqD diz que o estabelecimento de regras é importante para definir como esse espaço será utilizado. Segundo ele, muitas vezes é a tecnologia que aponta o caminho da regulamentação.

    SAIBA MAIS

    Espectro eletromagnético é o intervalo completo de todos os tipos de radiação eletromagnética, contém ondas de rádio, micro-ondas, infravermelho, luz visível, raios ultravioleta, raios X e radiação gama.

    Patrícia Azevedo

    Fonte: Correio Popular



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    Sexta, 01 de Outubro de 2010 00:00

    RIO - A Light e a Cemig vão investir R$ 65 milhões em pesquisa e desenvolvimento de uma tecnologia que vai permitir ao consumidor conhecer o seu próprio fluxo de consumo de energia elétrica.

    Os medidores inteligentes, que devem ficar prontos para utilização dentro de três anos, vão tornar possível que haja uma cobrança de tarifa diferenciada de acordo com o horário de uso e época do ano, para o caso de grandes consumidores, como indústria.


    O smart grid, sistema eletrônico inteligente de monitoramento da rede elétrica, permite que se faça uma melhor gestão do uso da energia. O presidente da Light, Jerson Kelman, cita a aplicação da tecnologia em casos como os períodos de maior seca, em que há menos energia gerada nas hidrelétricas, com maior utilização de usinas térmicas, o que eleva o custo de geração de energia.

    "Se a tecnologia já estivesse disponível, por exemplo, alguns tipos de indústria poderiam transferir seu processo produtivo para janeiro, quando não há necessidade de se ligarem as térmicas. Como esse consumidor sobrecarregaria menos o sistema, ele poderia ter uma tarifa mais baixa em janeiro", explicou Kelman.

    Para que o consumidor procure ter consciência da importância da gestão do seu próprio consumo de energia, seria necessário, segundo o presidente da Light, dar incentivo de preços, com valores mais baixos para os momentos de menor pico de energia. Nas horas de maior consumo, há também um maior custo para a distribuidora, que precisa se certirficar de que não haverá sobrecarga, nem do sistema em geral, nem de transformadores específicos.

    "Isso tudo só funciona se tiver tarifa diferenciada. Você tem que dar um sinal de preço ao consumidor de quanto está custando", disse o presidente da Light. No entanto, para que passe a haver uma cobrança diferenciada por horário ou época do ano, seria preciso modificar a legislação atual.

    Outro benefício da nova tecnologia é reduzir o nível de furto de energia, que atualmente é muito elevado. A cada 100 megawatts/ hora distribuídos pela Light, outros 42 MW/H são furtados. Os novos medidores vão ajudar não somente por acompanharem cada consumo efetuado, mas por permitirem que cortes e religações de energia ao sistema sejam feitos remotamente.

    A pesquisa para o desenvolvimento da tecnologia levará três anos. No Rio de Janeiro, aproximadamente mil clientes da área de concessão da Light, que abrange 31 municípios, deverão participar do projeto piloto. Deste total, 300 clientes vão testar a automatização total da rede elétrica interna, com uso de tomadas e eletrodomésticos inteligentes. Em Minas Gerais, a implantação do piloto será na cidade de Sete Lagoas e atingirá 2 mil consumidores.

    Além da Light e da Cemig, que farão todo o investimento, de R$ 35 milhões e de R$ 30 milhões, respectivamente, estão envolvidos no projeto os institutos tecnológicos Lactec e CPqD e a empresa privada CAS Tecnologia.

    Estratégia: Para companhia, oportunidade está na renovação de sistemas antigos usados pelas operadoras

    Juliana Ennes

    Fonte: Valor Econômico



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    Sexta, 01 de Outubro de 2010 00:00

    A Light e a Cemig investirão juntas R$ 65 milhões em projetos de P&D em smart grid. As duas empresas assinaram nesta sexta-feira (1/10), no Rio de Janeiro, convênio com a fabricante CAS Tecnologia e as instituições de pesquisa CPqD e Lactec para desenvolver os projetos, que terão três anos de duração.

    Na prática, serão desenvolvidos dois projetos pilotos, um no Rio de Janeiro e outro em Minas Gerais. No Rio de Janeiro, a Light testará o sistema de redes inteligentes em 300 unidades consumidoras, na Zona Sul da capital, em áreas onde foram instaladas Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) e na Baixada Fluminense. Já a Cemig instalará tecnologias de smart grid na cidade de Sete Lagoas (MG) contemplando cerca de 2 mil consumidores.

    "Com o smart grid, no futuro, será possível dar um sinal de preço ao consumidor, por exemplo quando ocorre o despacho de termelétricas. Hoje os custos flutuam, mas os preços não. Também será possível estimular o consumidor a usar energia fora do horário de pico", afirmou o presidente da Light, Jerson Kelman.

    Para o assessor da diretoria de Distribuição da Light Fábrio Toledo, responsável pelos projetos de smart grid da empresa, a rede inteligente dará mais poderes para os consumidores. "O smart grid é algo revolucionário para o setor elétrico tal como a tecnologia GSM foi para o setor de telefonia celular", explicou.

    Inovação em energia elétrica


    A Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras (Anpei) estima que, dentro de dois anos, o número de projetos de inovação tecnológica no setor de energia elétrica pule dos atuais 4.582 trabalhos para mais de 7.000, totalizando cerca de R$ 2,5 bilhões em investimentos. O valor representa um incremento de aproximadamente 65%, em relação aos projetos existentes.

    Nos últimos dez anos, foram investidos R$ 1,5 bi em projetos do tipo. "Hoje, há projetos que passam da ordem de milhões de reais, com tempo de execução maior e resultados mais significativos", explica o diretor da Anpei, Luiz Cláudio Frade.

    Smart grid em Parintins

    Frade cita o exemplo de um projeto da Eletrobrás envolvendo smart grid na Ilha de Parintins, no Amazonas, que demandará cerca de R$ 22 milhões em investimentos. Em parceria com Cetel, CPqD, UFF e UFMA, o projeto prevê a instalação de medidores digitais e aplicação de medição centralizada para, assim, avaliar o impacto dessas ferramentas no perfil de consumo local. "A ideia é ver se é possível alterar o pico de consumo de energia de Parintins, que depende fundamentalmente da geração a óleo, e, com isso, procurar reduzir a demanda", conta Frade. Os resultados, segundo ele, serão usados como referência para as concessionárias brasileiras no gerenciamento da distribuição e orientação de seus consumidores, com o objetivo de otimizar a rede.

    Fonte: Energia Hoje



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    Sexta, 01 de Outubro de 2010 00:00

    Desse total, R$ 35 milhões serão recursos da distribuidora fluminense, que aplicará tecnologia a cerca de mil consumidores

    A Light (RJ) e a Cemig (MG) investirão R$ 65 milhões no desenvolvimento de tecnologias em smart grid. Desse total, a distribuidora fluminense aplicará R$ 35 milhões e os R$ 30 milhões restantes serão aportados pela mineira. O presidente da Light (RJ), Jerson Kelman, afirmou que é um programa ambicioso das duas empresas, que é incentivado pela Agência Nacional de Energia Elétrica no sentido de obter resultados mais consistentes.

    "Light e Cemig decidiram unir-se, ao invés de pulverizar os recursos em pequenos projetos. A Aneel sugere essa união no sentido de focar e que possa fazer diferença para o acompanhamento", disse Kelman nesta sexta-feira, 1º de outubro, durante a cerimônia de assinatura da parte da Light no acordo, no Rio de Janeiro. O convênio foi assinado entre as duas distribuidoras, o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD), o Lactec e a CAS Tecnologia.

    O programa de P&D tem duração prevista de três anos. A parceria prevê incialmente a implementação de projetos-piloto no Rio de Janeiro e em Minas Gerais, com a participação de mil consumidores da zona Sul carioca e da Baixada Fluminense e outros dois mil da cidade mineira de Sete Lagoas. No Rio de Janeiro, 300 clientes testarão a automatização total da rede elétrica interna, com o uso de tomadas e eletrodomésticos inteligentes.

    O assessor da diretoria de Distribuição da Light, Fábio de Oliveira Toledo, ressaltou que os smart grids mudarão a forma de relacionamento entre os consumidores e as concessionárias. Segundo ele, o smart grid no mundo tem sido uma fator revolucionário tal qual o GSM foi para o sistema de telecomunicação. "O smart grid tende a fazer uma certa revolução e, principalmente, a dar mais poderes aos consumidores, que vão poder fazer gestão mais eficiente do seu consumo, tendo mais canais de interação para reconhecer o seu consumo", avaliou.

    Danilo Oliveira

    Fonte: Canal Energia



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    Quarta, 29 de Setembro de 2010 11:35

    O Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD) e a Microsoft assinaram ontem, em Campinas, um acordo de cooperação técnica para desenvolver o rádio cognitivo, um dispositivo controlado por software capaz de usar diversos espectros de radiofrequência para transmissão de dados sem fio.

    A tecnologia será usada em um projeto piloto de banda larga sem fio, que utilizará os espaços em branco do espectro de radiofrequência digital. Esses espaços existentes entre um canal e outro, que hoje ficam sem uso, visam impedir interferência nas transmissões. "O uso de faixas já existentes facilitará a expansão da banda larga no país, principalmente em áreas rurais", afirma o gerente dos sistemas de comunicações sem fio do CPqD, Fabrício Lira Figueiredo.

    Uma equipe de 20 pesquisadores vai desenvolver algoritmos e protocolos para adaptar o software ao sistema de radiofrequência do Brasil. O projeto terá duração de três anos. Os testes de transmissão estão previstos para ocorrer em um ano, afirma Figueiredo. A realização dos testes dependerá da liberação, pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), de uma faixa de radiofrequência.

    O diretor responsável por tecnologias no setor público da Microsoft, Raimundo Costa, afirma que o sistema de rádio cognitivo foi desenvolvido há pouco mais de um ano pela equipe que fica na sede da companhia, em Redmond (Estados Unidos). Recentemente, a Microsoft obteve uma licença experimental da FCC (agência americana que regula as telecomunicações no país) para testar a tecnologia em sua sede. "O sistema consegue filtrar os espectros disponíveis e transmitir [dados] sem causar interferência nos outros canais", diz o executivo. A Microsoft negocia acordos semelhantes com os governos de Cingapura e da Índia.

    Cibelle Bouças

    Fonte: Valor



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    Terça, 28 de Setembro de 2010 00:00

    Tecnologia dará origem a aparelhos de comunicação capazes de utilizar frequências reservadas, porém ociosas - como as alocadas para a TV digital.

    A Microsoft Research e a Fundação CPqD - Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações assinaram nesta terça-feira (28/9), em Campinas (SP), um acordo de cooperação técnica para o desenvolvimento de rádios cognitivos - dispositivos controlados por software e capazes de utilizar diversos espectros de radiofrequência que, embora reservados, podem estar ociosos numa determinada região.

    "Os rádios cognitivos levam inteligência à infraestrutura de acesso sem fio", explica o gerente de sistemas de comunicação sem fio da Fundação CPqD, Fabricio Lira Figueiredo. "No nosso caso, trata-se de uma aplicação específica: aumentar a eficiência no uso do espectro, tomando frequências destinadas à TV digital, mas não utilizadas, para uso na oferta de banda larga." Uma vez dominadas, essas tecnologias poderiam ser cedidas à indústria para que se transformem em produtos, diz o gerente.

    Pelos termos do acordo, a Microsoft Research contribuirá com a oferta de uma plataforma de desenvolvimento de rádio cognitivo para que, a partir dela, a Fundação CPqD possa criar tecnologias capazes de explorar as frequências não utilizadas da TV digital. Engenheiros e pesquisadores das duas organizações também ganham, a partir de agora, um canal privilegiado de comunicação.

    "Em cooperação com o CPqD, esperamos dar nossa contribuição para ampliar as alternativas tecnológicas para comunicação sem fio", afirma o presidente da Microsoft Brasil, Michel Levy. "A Microsoft Brasil está comprometida em apoiar o governo brasileiro a expandir o acesso à banda larga no País."

    Troca de experiências

    "Nossa participação ocorre por meio da transferência de conhecimento", relata Raimundo Costa, responsável pelo atendimento ao setor público na área de tecnologia da Microsoft. "Neste estágio do desenvolvimento, pesquisadores da Fundação CPqD e da Microsoft Research vão trocar experiências, o que vai acelerar o processo", diz.

    Costa diz que, nos EUA, a Microsoft obteve uma licença experimental da FCC (órgão regulador das telecomunicações no país) para testar a tecnologia em sua sede, em Redmond. A plataforma que foi cedida ao CPqD, chamada KNOWS (Networking Over White Spaces), inclui, além de rádios cognitivos, rádios definidos por software e sistemas de multirrádios que coexistem em harmonia em uma ampla faixa de frequências.

    Segundo Figueiredo, do CPqD, mais de 20 pesquisadores estarão envolvidos nos estudos sobre rádios cognitivos. Ao fim do projeto, que terá a duração de três anos, o CPqD quer entregar uma nova geração de roteadores cognitivos. "Nosso objetivo também é o de gerar subsídios para a orientação de futuros desenvolvimentos. Além disso, os resultados do projeto podem ajudar o Ministério das Comunicações a criar políticas públicas sobre o uso adaptativo do espectro", aponta.

    Robinson dos Santos

    Fonte: IDG Now!



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    Sexta, 24 de Setembro de 2010 17:47

    Um relatório a ser produzido até o final do ano pode mudar o paradigma do sistema elétrico do Brasil a partir da implantação do conceito de rede inteligente (smart grid), que introduz um novo modelo de gestão de toda a cadeia do setor: geração, transmissão, distribuição e consumo.

    A tarefa foi entregue a um grupo de trabalho, criado no início do ano pelo Ministério das Minas e Energia, por meio da Portaria 440. O trabalho será apresentado como sugestão para o desenvolvimento de uma política pública com o objetivo de conduzir o processo de migração do setor elétrico nacional ao smart grid, como já está ocorrendo em países da Europa e nos Estados Unidos.

    O conceito aumenta o grau de automação da rede, com a instalação de sistemas de comunicação ao longo da cadeia de valor, que permitem a captura e o tratamento de informações para subsidiar decisões das companhias sobre investimentos, conferem mais agilidade na restauração de energia e possibilitam a adoção de tarifas diferenciadas (com base no perfil do consumo de cada usuário). Diminuir a frequência e a duração média das interrupções do fornecimento de energia, bem como o risco de apagão são outros apelos.

    Para Guilherme Mendonça, diretor responsável pela área de smart grid da Siemens, um importante motivador do smart grid é adoção de um modelo de geração distribuída, diferente da topologia atual, que é unidirecional. "Em vez de uma usina que gera e fornece energia para um ponto distante, você tem fontes alternativas espalhadas no território nacional e próximas dos centros de consumo", explica.

    Como também existe grande preocupação em se diversificar a matriz elétrica, para diminuir a dependência dos recursos hídricos, a geração distribuída formatada no conceito de smart grid pode tirar proveito da característica do sistema brasileiro, que é interligado, para incluir de outras fontes renováveis: biomassa, eólica e solar.

    Na outra ponta, a residência do consumidor, será preciso substituir os medidores analógicos atualmente em uso por aparelhos inteligentes, capazes de fornecer dados em tempo real sobre o fluxo da energia fornecida e o consumo a qualquer momento. Mas esses equipamentos precisam ser padronizados, homologados e ter interoperabilidade, para permitir competição entre os fabricantes.

    Estima-se em pouco mais 60 milhões o total de unidades que deverão ser trocadas em um período de dez anos, conforme estabelecido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

    A troca dos equipamentos permitirá que o consumo de cada cliente seja medido em tempo real e na freqüência desejada pela companhia elétrica. O próprio consumidor tem a possibilidade de monitorar o seu perfil de consumo em qualquer período, acessando o website da concessionária. "A partir do conhecimento detalhado do comportamento do consumo, as empresas podem otimizar as suas infraestruturas em relação à curva de carga", observa Luiz José Hernandez, consultor da diretoria de mercado corporativo do CPqD.

    Com uma gestão mais eficiente, as companhias terão instrumentos mais eficazes para lidar com as chamadas perdas não-técnicas.

    Inaldo Cristoni

    Fonte: Valor



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    Quinta, 16 de Setembro de 2010 17:23

    Parceria tem o objetivo de avaliar grau de urbanização digital dos municípios, com base na metodologia do Centro

    O CPqD acaba de firmar uma parceria com a Momento Editorial, responsável pela publicação da revista Wireless Mundi, com o objetivo de criar o primeiro ranking de cidades digitais brasileiras. A ideia é, a partir de informações fornecidas pelos próprios gestores, avaliar o grau de urbanização digital dos diversos municípios do país - um conceito amplo, que vai além da oferta de acesso à internet, passando pela interconexão de órgãos públicos e a integração dos serviços eletrônicos disponíveis para o cidadão até chegar à cidade sustentável, com acessibilidade plena e construções inteligentes. Baseado em metodologia desenvolvida pelo CPqD, o ranking tem a finalidade de estimular as melhores políticas públicas de oferta de serviços de governo eletrônico à população.

    Para isso, foi definido um questionário, com 15 perguntas, que deverá ser preenchido pelos gestores públicos interessados em participar do levantamento - o que poderá ser feito por intermédio do site da revista Wireless Mundi. As respostas serão encaminhadas à equipe do CPqD que, posteriormente, fará a análise e a elaboração do ranking, com base em um sistema de pontuação dos projetos. A previsão é que o resultado do levantamento esteja pronto para ser divulgado em março de 2011.

    As perguntas elaboradas pela equipe do CPqD levam em conta um roadmap da cidade digital, que é constituído de quatro estágios: inclusão digital (acesso público), eficiência administrativa (órgãos conectados), desenvolvimento sócio-econômico (cidade conectada) e sustentabilidade (cidade sustentável). A partir das respostas ao questionário, será atribuída uma pontuação correspondente ao nível de urbanização digital do município. São seis níveis, de acordo com o conceito do CPqD:

    - Pleno - prevê a integração de cidades, estados e países; serviços públicos e privados totalmente replicados em ambiente virtual; construções inteligentes e conectadas; integração de comunidades; cobertura total para acesso público e individual, entre outras características.

    - Integrado - serviços públicos integrados em ambiente virtual, envolvendo todas as esferas e poderes; serviços privados em ambiente virtual; integração de comunidades, entre outros.

    - Pré-integrado - serviços públicos integrados em ambiente virtual; alguns serviços privados em ambiente virtual; recursos de acessibilidade, usabilidade e inteligibilidade; cobertura total para acesso público.

    - Serviços eletrônicos - alguns serviços públicos e privados em ambiente virtual; recursos mínimos de acessibilidade, usabilidade e inteligibilidade; cobertura total para acesso público.

    - Telecentros - acesso público à internet (telecentros); recursos mínimos de acessibilidade.

    - Acesso básico - serviços de telecomunicações para acesso à internet; limitação de pontos de acesso, banda e provedor (ISP).

    O endereço do site da revista Wireless Mundi, onde o questionário está disponível para ser preenchido, é www.wirelessmundi.inf.br.



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    Quinta, 09 de Setembro de 2010 16:43

    O Centro de Pesquisas de Telecomunicações, CINTEL, e o Technopark SENA da Colômbia inauguraram na quarta-feira 01 de setembro, o primeiro Laboratório latino americano para o desenvolvimento do conhecimento em redes avançadas "NGN".

    O ANKLA , sigla em Inglês para Laboratório Avançado de Conhecimento de Redes (Advanced Network Knowledege Laboratorie), iniciativa do CINTEL, se tornou possível graças ao apoio do SENA (Serviço Nacional de Aprendizagem), através da sua rede Technopark Colômbia, das empresas Trópico e Ericsson e do Ministério das Tecnologias de Informação e Comunicações da Colômbia .

    O evento contou com a presença de Manuel Martínez Niño, Diretor executivo do CINTEL, Nora Luz Salazar, diretora de Formação do SENA, Victoria Kairuz, diretora do Plano Nacional de TIC do Ministério das Tecnologias de Informação e Comunicações, Rogério Ghiberti, gerente geral da Trópico na Colômbia e Rolando Martins, gerente de conta da Ericsson alem de representantes internacionais do Centro de Excelência para as Américas da União Internacional das Telecomunicações (UIT), representantes da mídia e blogs, bem como as empresas sector das TIC e da academia.

    Na cerimônia de lançamento, Manuel Martínez Niño, diretor executivo do CINTEL, salientou que "o CINTEL cumpriu o seu objetivo de apoiar a implementação de novas tecnologias, o avanço da engenharia e desenvolvimento da TIC regional através de projetos de pesquisa , de inovação e do desenvolvimento tecnológico. " Ele convidou outros laboratórios da região para a realização de atividades em rede com o Ankla.

    Por sua vez, Nora Luz Salazar, diretora de Formação do SENA, declarou: "O objetivo da aliança com CINTEL para a implementação do laboratório, é que os nossos formandos possam desenvolver soluções em redes avançadas que possam acabar formando novas empresas inovadoras ou que permitam aos nossos jovens talentos serem mais reconhecidos no mercado de trabalho."

    O Ankla foi criado com o principal objetivo de, em uma única etapa, articular tecnologias NGN e serviços diferentes de maneira a fazer convergir os agentes do setor de tecnologia, tais como fornecedores e operadoras, universidades, comunidade do governo, criando um espaço propício à aprendizagem, investigação, criação dos produtos e serviços que permitam a tecnologia alcançar a interoperabilidade e padronização da Colômbia nas soluções existentes e futuras.

    O laboratório pode ser usado para testes, simulação de redes e serviços de desenvolvimento de aplicações, formação, investigação, entre outras, as universidades, operadores, reguladores e provedores de tecnologia nacional e internacionalmente.

    A Trópico forneceu um VAS (Vectura Application Server) para o laboratório e estará dando todo suporte operacional à utilização do referido equipamento.

    CINTEL: Centro de Pesquisa de Estudos de telecomunicações e promover a plena utilização das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) com quatro linhas de ação: Pesquisa e Inovação, Assistência Técnica, Treinamento e Serviços de Informações.

    Seus objetivos são: estudar e assimilar as tendências tecnológicas emergentes, com o objetivo de divulgar e recomendar o interesse da sua execução, fornecer espaço aberto a todos os intervenientes no setor de TIC para discutir e analisar o impacto econômico, social, político e tecnologia que afetam ou influenciam o desenvolvimento do setor, participar no desenvolvimento de projetos de interesse particular ou setoriais, e divulgar o estado e as tendências de TIC na Colômbia e no mundo. Opera em coordenação com os produtores locais e da política de regulação, controle e fomento do desenvolvimento tecnológico. Também interage com o mundo organismos tais como a UIT, o Banco Mundial, OEA-AICD, CPqD, IEEE entre outras.

    Fonte:Trópico



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    Quarta, 08 de Setembro de 2010 14:29

    A SPAT, empresa que actua na comercialização de sistemas de software, na gestão e fiscalização de projectos e prestação de serviços de tecnologia da informação e comunicação (TIC), assinou, recentemente, um acordo de supervisão da nova rede de fibra óptica da MSTelecom, empresa do grupo Sonangol.

    O acordo, orçado em USD 300 mil, prevê o cadastramento de postes, emendas, caixas de passagens e outros serviços nos trechos entre a capital, Luanda, e as cidades de Soyo, Benguela, Malange, Lobito e Lubango, até ao final do ano.

    Segundo Roberto Tchian, presidente e director comercial da SPAT – empresa recém-criada pela brasileira CPqD e o grupo angolano Vivagest, que detém 60% do capital – o acordo assinado visa detectar qualquer possibilidade de falha na rede óptica, reduzir a indisponibilidade da mesma e torná-la mais eficiente.

    “São poucas as empresas no mundo que têm uma tecnologia tão avançada como esta. Ou seja, eu tenho tempo de identificar e solucionar os problemas com maior rapidez e até preveni-lo. O fundamental é fazer uma actuação preventiva”, disse.

    De acordo com aquele responsável, a estratégia de actuação da SPAT passa também pelo mercado financeiro, isto porque a eficiência do sector bancário é cada vez mais dependente das novas tecnologias.

    Roberto Tchian sublinha que a SPAT pretende trazer soluções que auxiliem a operação do mercado financeiro, proporcionando mais agilidade na comunicação entre os bancos.

    “No âmbito da nossa implantação e solidificação no mercado nacional, apresentámos à Agência Nacional de Investimentos (ANIP) um projecto de tecnologia da informação, comunicações e telecomunicações, que ronda um milhão de dólares”, disse, para depois destacar que “no Brasil a automatização bancária é grande e com isso o sistema de comunicação é eficiente e rígido.

    Outra estratégia da SPAT é utilizar o mínimo possível de expatriados nas suas empreitadas. Para tal, através da CPqD, a empresa está a contactar angolanos que estudam em universidades brasileiras, para que regressem a Angola já com propostas de trabalho asseguradas. “O nosso objectivo é repatriá-los com um emprego garantido. Estamos a fazer propostas e notamos que todos querem voltar para casa”.

    Roberto Tchian acredita que uma presença sólida da SPAT em Angola deverá acelerar a sua internacionalização para África, tal como aconteceu com a CPqD, a nível da América Latina.

    “Em função dos primeiros contratos previstos, a SPAT deverá alcançar uma facturação na ordem de USD 3 milhões. E se assim continuar ou melhorar daremos o passo da internacionalização da SPAT. Queremos que a SPAT seja uma multinacional em África. Pela facilidade de idioma pensamos avançar depois para os outros países da CPLP”, assegura.

    No centro da pesquisa em TI

    No centro da pesquisa em TI O CPqD, maior centro de pesquisa e desenvolvimento em telecomunicação e TI da América Latina, conta com um quadro de profissionais altamente especializados para o desenvolvimento de sistemas, produtos e a prestação de serviços em telecomunicações e TI.

    Com uma equipe de aproximadamente 1.200 colaboradores, dos quais 84% com formação de nível superior e, na sua maioria, com cursos de pós-graduação, gera um alto potencial criativo e intelectual.

    O CPqD valoriza a diversidade de seus colaboradores, procurando atrair talentos humanos independentemente de raça, credo, sexo ou deficiência. Em condições de igualdade (competências requeridas), o CPqD dá preferência a deficientes físicos, para qualquer vaga disponibilizada. Em 2008, o CPqD recebeu o Prémio As Melhores Empresas para Estagiar. A distinção foi conferida por especialistas na matéria: o Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), instituição que tem como objectivo encontrar oportunidades de estágio para estudantes de nível médio, técnico e superior, e pela secção paulista da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH). A pesquisa, coordenada pelo IBOPE Inteligência, foi realizada com base no que pensam os estagiários e na qualidade dos programas de estágio.



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    Terça, 07 de Setembro de 2010 00:00

    Ao completar 34 anos, o CPqD comemora alguns marcos importantes conquistados ao longo de sua existência - e, principalmente, após a privatização do sistema Telebrás, quando se tornou uma fundação de direito privado. Um dos marcos principais está relacionado à sua equipe profissional, que aumentou de 870 para 1.156 funcionários, no período entre agosto de 1998 (quando houve a privatização) e julho de 2010.

    Mais importante do que o crescimento numérico, a qualificação profissional da equipe do CPqD também aumentou nesse período. Em agosto de 1998, o Centro possuía em seus quadros 110 profissionais pós-graduados, 426 graduados, 257 técnicos e 77 com o ensino fundamental. Hoje são 414 pós-graduados, 517 graduados e 225 técnicos.

    Ao mesmo tempo, o percentual de profissionais envolvidos na produção tecnológica e em negócios saltou de 70% para 86%, no mesmo período. “Esse é mais um indicador de que o CPqD vem seguindo a sua vocação de centro de pesquisa aplicada, voltado para o mercado e focado na inovação nas Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs)”, afirma Hélio Graciosa, presidente do Centro.

    A prova dessa vocação está em outro marco importante conquistado pelo CPqD: sua produção tecnológica. Ao longo dos seus 34 anos de existência - completados no dia 31 de agosto -, o CPqD registrou no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) mais de 300 processos de patentes, 530 processos de registro de software e 150 processos de marcas nacionais. Em organismos internacionais, com competência equivalente ao INPI no Brasil, foram registrados mais de 160 processos de patentes internacionais.

    O programa de pesquisa e desenvolvimento do CPqD é o maior da América Latina, na área das TICs, e tem gerado soluções que hoje são utilizadas em diversos setores: telecomunicações, financeiro, energia elétrica, industrial, corporativo e administração pública. Esse programa, que é parcialmente financiado por fundos governamentais de ciência e tecnologia, abrange atividades voltadas para futuras transições tecnológicas - sempre com foco nas necessidades do mercado - e o uso de tecnologias visando atender às políticas públicas de inclusão digital.

    Desde 1998, as tecnologias desenvolvidas no CPqD têm gerado algo em torno de R$ 1 bilhão por ano em riqueza para o país. Além disso, as soluções do Centro hoje estão presentes em vários países da América Latina, África, Oceania e nos Estados Unidos. Tudo isso sem perder de vista o principal compromisso do CPqD: a inovação tecnológica.



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    Quinta, 02 de Setembro de 2010 17:59

    Dr. Jorge Marsiaj Leal deixa legado de realizações e de apoio irrestrito à tecnologia brasileira em telecomunicações. Lamentamos o seu falecimento, mas rendemos intensa homenagem ao significado de sua existência. Dentre tantas contribuições, foi um dos responsáveis pela criação do CPqD. Seus ideais permanecem vivos e nos mantêm firmes em nossa trajetória até os dias de hoje. A ele, nossa gratidão.

     

    jorge_marsiaj_leal

    *09/07/1927  + 30/08/2010

     

    Veja matéria em TELEBRASIL ONLINE



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    Terça, 31 de Agosto de 2010 00:00


    Uma data, muitos motivos para celebrar.

    Aniversário é sempre um recomeço. Tempo de fazer balanços e reafirmar compromissos e valores. Ao celebrar seus 34 anos, neste dia 31 de agosto de 2010, o CPqD reforça seu compromisso com a sociedade. Professa a seus clientes, a lideranças, a organismos governamentais, enfim, a todos os seus interlocutores o seu empenho em manter-se atento às transformações da sociedade contemporânea e às tendências de um mundo globalizado e cada vez mais conectado.

    O CPqD mantém seu comprometimento com a inovação, porque acredita que é a partir dela que surgem as verdadeiras transformações em benefício dos cidadãos e das organizações. Foi desta forma desde o início, há 34 anos, e deverá permanecer assim nos próximos anos, no que chamamos de futuro. Um futuro que se revela dia a dia e é feito de boas ideais, de grandes possibilidades e de novas tecnologias...


    Feliz aniversário, CPqD!



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    Quarta, 25 de Agosto de 2010 15:39

    Até o final de setembro, as grandes redes do varejo brasileiro que trabalham com cartões das principais bandeiras do mundo terão que adequar seus sistemas ao padrão PCI (Payment Card Industry), criado pela indústria de cartões de pagamento com o objetivo de dar mais segurança aos dados envolvidos nessas transações.

    Para atender a esse requisito, a Cielo contratou o CPqD para ser um dos fornecedores responsáveis pela atualização dos sistemas dos grandes varejistas do país, de acordo com o padrão de segurança PCI.

    “A certificação PCI atesta nosso compromisso com a confiabilidade da rede e reforça a posição da empresa que trata o assunto com muita seriedade e trabalha com processos rigorosos na proteção dos dados dos portadores de cartões”, afirma Rômulo de Mello Dias, presidente da Cielo.

    A capacitação técnica dos profissionais e outros serviços já realizados pelo CPqD para a Cielo, levou à contratação para cuidar da adequação dos sistemas das grandes redes varejistas do Brasil, que registram mais de 6 milhões de transações com cartões por ano classificadas pela Visa como Tier 1.

    É o caso das redes de hipermercados, farmácias, magazines, pontos de recarga de cartões de celulares pré-pago das grandes operadoras móveis e, ainda, dos principais sites de comércio eletrônico.

    Alessandro Paganuchi, coordenador do projeto na Gerência de Segurança da Informação do CPqD, explica que o trabalho a ser realizado consiste na análise, em conjunto com esses estabelecimentos, da adequação dos sistemas existentes aos 12 requisitos de segurança definidos pelo padrão PCI.

    Tais requisitos envolvem aspectos relacionados à segurança das redes de comunicação, à proteção dos sistemas utilizados na captura, processamento, transmissão e armazenamento dos dados dos cartões, ao gerenciamento de vulnerabilidades dos ativos de TI, a medidas rígidas de controle de acesso, ao monitoramento e testes regulares de segurança, além da manutenção de processos e políticas de segurança.

    Paganuchi afirma que após a adequação dos sistemas ao padrão, o CPqD realiza a auditoria de homologação e o estabelecimento recebe, então, a certificação de conformidade PCI.

    Fonte: Decision Report



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    Quarta, 25 de Agosto de 2010 11:45

    A SPAT, empresa recém-criada pelo CPqD em Angola - em sociedade com o grupo angolano Vivagest -, acaba de assinar seu primeiro contrato. O negócio foi fechado com a operadora de telecomunicações MSTelcom, que pertence ao grupo Sonangol, estatal angolana que atua principalmente na área de petróleo.

    A SPAT foi contratada para fazer o cadastro da nova rede de fibra óptica que está sendo construída pela MSTelcom em Angola. O cadastro (de postes, emendas, caixas de passagem, etc.) será feito nos trechos entre a capital, Luanda, e as cidades de Soyo, Benguela, Malange, Lobito e Lubango e, ainda, na região metropolitana de Luanda. A previsão é que o trabalho seja concluído em aproximadamente quatro meses.

    "Esse cadastro é a base para a instalação do sistema CPqD Supervisão Óptica e, também, para o gerenciamento mais eficiente da rede pela MSTelcom", explica o brasileiro Roberto Tchian, que acumula os cargos de presidente e diretor comercial da SPAT. Ele adianta que o sistema do CPqD deverá ser implantado nos trechos Luanda-Soyo, Luanda-Benguela e Lobito-Lubango - nos outros, a solução já está instalada.

    A SPAT, que tem sede em Luanda, iniciou suas operações em julho, com o objetivo de atuar na comercialização de sistemas de software, na gestão e fiscalização de projetos e na prestação de serviços de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) no continente africano. Em função dos primeiros contratos previstos, a nova empresa - na qual o CPqD tem uma participação acionária de 40% -, deverá alcançar um faturamento da ordem de US$ 3 milhões.

    Fonte: IT Web



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    Quinta, 19 de Agosto de 2010 10:20

    Em debate realizado em parceria com ABNT, representantes da sociedade civil e Governo, concluiu-se que é chegada a hora de se garantir os recursos de acesso universal na TV digital, como parte de sua missão de inclusão social.

    O “I Workshop de Acessibilidade Digital”, promovido pelo Fórum do Sistema Brasileiro de Televisão Digital Terrestre (Fórum SBTVD) em parceria com a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), no dia 10 de agosto apontou para a criação de um Guia de Operações de Acessibilidade na TV digital.

    O objetivo será oferecer à indústria um guia de soluções e recomendações do que pode ser feito para promover o acesso de cidadãos com algum tipo de deficiência. “Este é o momento adequado para este trabalho, considerando que estamos dando início a uma segunda rodada de requisitos. É chegado o momento de sistematizar tudo que já foi incluído nas Normas de TV Digital referente à acessibilidade e discutir a inclusão de novas funcionalidades.”, observa Ana Eliza Faria e Silva, coordenadora do Módulo Técnico do Fórum.

    Ana Eliza destacou que os modelos de conversores disponíveis no mercado já suportam ferramentas de acessibilidade. Mas que discussões como a de terça-feira, que incluíram depoimentos de usuários, juntamente com a exposição de estudos e projetos em andamento no CPqD e em universidades como a Federal da Paraíba e USP, certamente poderão encaminhar a indústria ao que ainda pode ser feito e desenvolvido.

    O evento contou com a presença de Paulo Romeu Filho, colaborador do Comitê de Acessibilidade ABNT/40 e consultor de acessibilidade da Organização Nacional de Cegos do Brasil; Flávia Vital, da Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência; Lara Piccolo, do CPqD; Prof. Guido Lemos e Tiago Araújo, da Universidade Federal da Paraíba (UFPB); Prof. Marcelo Zuffo, da USP; Dra Ioma Carvalho, do Módulo de Propriedade Intelectual do Fórum SBTVD; e Ana Eliza Faria e Silva, coordenadora do Módulo Técnico do Fórum SBTVD e coordenadora da Comissão Especial de Estudos em TV Digital da ABNT, que também mediou o debate.

    Camila Teixeira

    Fonte: www.segs.com.br



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    Segunda, 16 de Agosto de 2010 18:46
    A solução Leitor de Telas do CPqD, desenvolvida com o objetivo de facilitar o acesso de deficientes visuais a aplicações de TI, está sendo usada com sucesso também no treinamento de pessoas com dislexia e outros distúrbios de aprendizagem. A iniciativa é da neuropsicopedagoga Débora Regina Piovezan, que teve a ideia de utilizar o software do CPqD com alunos do Centro de Prevenção à Cegueira (CPC), de Americana (SP), que possuem esse tipo de distúrbio.

    "A vantagem é que o software tem recursos auditivos, com uma boa qualidade de voz", diz João Paulo Buzinari de Souza, professor de informática do CPC. Ele apresenta os bons resultados dessa experiência envolvendo o Leitor de Telas do CPqD - que converte textos escritos em voz - no III Simpósio de Dislexia e Distúrbios de Aprendizagem da região, dia 14 de agosto, em Santa Bárbara D'Oeste, no interior paulista. O tema da palestra é A Informática como instrumento de alfabetização para alunos especiais. Durante o evento, o CPqD é homenageado pela doação da licença do software ao CPC.


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    Domingo, 01 de Agosto de 2010 00:00

    Para o diretor-executivo da ISD Brasil, a tradução deve ser um facilitador para as empresas brasileiras interessadas em obter o certificado voltado a atestar a qualidade no desenvolvimento de software.

    As empresas brasileiras de TI interessadas em obter a certificação internacional Capability Maturity Model Integration for Development (CMMI-DEV), que atesta a qualidade no desenvolvimento de software e prestação de serviços, já podem consultar toda a documentação em português.

    A versão traduzida foi homologada e liberada na internet pelo Software Engineering Instituto (SEI), órgão da universidade norte-americana Carnegie Mellon, responsável pela emissão do selo, que se tornou uma referência, principalmente para as empresas interessadas em atuar no mercado internacional.

    A versão em português do CMMI-DEV foi traduzida pelo Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD) e revisada pela ISD (Integrated System Diagnostics) Brasil. Esta última, uma consultoria internacional que ajuda as empresas a se preparar para a obtenção da certificação e comprova que as credenciadas seguem práticas que garantem a qualidade e a produtividade de seus produtos e serviços.

    Até agora, o modelo CMMI-DEV contava com versões em alemão, francês, espanhol, japonês e chinês e que agora estará disponível também em português. Para o diretor-executivo da ISD Brasil, Carlos Caram, a tradução deve ser um facilitador para as empresas brasileiras que, muitas vezes, se deparavam com termos técnicos que geravam dúvidas na hora de seguir as práticas recomendas pelo SEI.

    O CMMI-DEV é uma das categorias do CMMI (Capability Maturity Model Integration), modelo que descreve princípios e práticas relacionadas ao processo de desenvolvimento de produtos e serviços tecnológicos. O objetivo dessa prática é ajudar as organizações a implantar disciplinas no desenvolvimento de software, que consideram desde caminhos previsíveis até os mais caóticos com a possibilidade de melhoria contínua.

    Considerado um passaporte para as empresas de TI que querem exportar para outros mercados, como Estados Unidos e Europa, a CMMI avalia a maturidade do desenvolvimento de software em cinco estágios, que vão do 1 ao 5.

    Caram destaca que hoje, no Brasil, apenas quatro prestadoras de serviços de TI atingiram o nível máximo (5) do CMMI.

    Quanto às categorias da certificação, hoje o modelo conta com, além do CMMI-DEV, outras duas categorias: CMMI for Acquisition (CMMI-ACQ), que certifica os processos de aquisição e terceirização de bens e serviços; e CMMI for Services (CMMI-SVC), para prestadoras de serviços.

    Por Edileuza Soares

    Fonte: Computerworld



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    Sábado, 31 de Julho de 2010 00:00

    Objetivo é trabalhar potencialidades produtivas de cada região

    O governo do Estado de São Paulo vai lançar um programa com políticas de regionalização do desenvolvimento econômico. O objetivo é trabalhar as potencialidades produtivas de cada região utilizando o conceito aplicado em áreas como a Região Metropolitana de Campinas (RMC) e a Região Metropolitana de São Paulo (RMSP). Dentro dessa filosofia, o Estado tem inúmeros planos que serão apresentados nos próximos meses.

    Em agosto, será lançado o programa de Rede Paulista de Incubadoras. Na semana que vem, a administração vai divulgar as diretrizes para o fomento de uma cadeia produtiva para a área de gás e petróleo, que vai explorar as oportunidades que surgiram com o pré-sal.

    A secretaria realiza, no próximo dia 5 de agosto, a 5ª edição do evento sobre as oportunidades de negócios no setor de petróleo e gás natural, no Centro de Convenções da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Além da administração estadual, o encontro, que faz parte de um total de dez que acontecerão em todo o Estado, terá a organização da Agência Paulista de Promoção de Investimentos e Competitividade (Investe São Paulo) e da Organização Nacional da Indústria do Petróleo (Onip).

    Os empresários vão conhecer os mecanismos de cadastramento nos sistemas para fornecimento de bens à Petrobras e ao Sistema de Cadastro de Fornecedores para o Segmento Brasileiro de Exploração e Produção de Petróleo e Gás Natural da Onip (CadFor).

    O secretário estadual de Desenvolvimento, Luciano Santos Tavares de Almeida, afirmou, ontem, durante evento da Câmara Americana de Comércio (Amcham) promovido em Jaguariúna, que o objetivo da iniciativa é mostrar aos empresários as possibilidades que o pré-sal trará para São Paulo. Conforme o secretário, as empresas poderão se cadastrar para se tornar fornecedoras de produtos e serviços a diversos segmentos dentro da cadeia que irá explorar o pré-sal.

    "Uma empresa de refeições pode ser fornecedora de uma das empresas que vão atuar na cadeia de exploração do pré-sal. Na próxima quinta-feira, estarão presentes a Petrobras e os representantes das empresas que estão no CadFor", disse.

    O mandatário da Pasta de Desenvolvimento afirmou que, apesar do marco regulatório estabelecer que 60% dos fornecimentos para a área deverão ser de empresas brasileiras, ainda não há uma quantidade de potenciais fornecedores para aproveitar esse mercado.

    "O objetivo é mostrar as oportunidades que o pré-sal trará e os caminhos para conseguir aproveitá-las", comentou. O secretário disse que os governo vai incentivar os segmentos econômicos paulistas para se preparar a essa nova realidade. Ele afirmou que no evento da próxima semana serão apresentados os serviços prestados por órgãos como o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), que poderão servir de suporte para o desenvolvimento de novos produtos e tecnologias para atender a indústria do petróleo.

    Regiões

    O secretário de Desenvolvimento pontuou que o governo pretende tratar as diversas áreas dentro do Estado como regiões com potencial de crescimento econômico que explorem o que há de melhor em cada uma delas. Ele explicou que isso não significa criar novas regiões metropolitanas, mas introduzir o conceito de agrupamento de cidades que trabalham conjuntamente o fortalecimento de suas economias.

    "A Secretaria vai estabelecer um novo desenho econômico que não levará mais em conta as regiões administrativas, e sim uma configuração que trabalhe com os potenciais econômicos", esclareceu.

    Incubadoras

    O secretário de Desenvolvimento afirmou que o projeto de rede de incubadoras tem como meta impulsionar o empreendedorismo no Estado. Ele destacou que há várias iniciativas sendo realizadas em entidades, universidades e governos municipais. "Mas nem todas as cidades paulistas têm espaço para o fomento de novos negócios. A nossa estratégia é dar suporte para que todas as localidades tenham uma incubadora. O importante é disseminar a cultura do empreendedorismo", comentou.

    Almeida afirmou que um outro grande instrumento para o Estado é o sistema de parques tecnológicos. Ele ressaltou que até o momento há dez aprovados e a meta é atingir mais de 20 até 2020. "A região de Campinas tem quatro projetos. O polo têxtil de Americana, o CPqD e a Unicamp. Há um outro em Piracicaba do setor sucroalcooleiro que também considero como da região", comentou.

    Empresariado

    O presidente do Conselho Regional da Amcham-Campinas, Roberto Bucker, afirmou que a região tem muitas oportunidades, mas também gargalos que precisam ser equacionados. Ele ressaltou que a falta de mão de obra qualificada e a infraestrutura são dois temas que precisam ser equacionados para que a região e o País cresçam em um ritmo de 5% a 6% ao ano, como projetam os estudos.

    "Todos os níveis de escolarização necessitam de melhoria e os projetos de infraestrutura são relevantes para o fortalecimento da economia local", disse. Ele ressaltou que as obras do TAV e da ampliação do Aeroporto Internacional de Viracopos são fundamentais para dar vazão ao fluxo de passageiros e cargas da região.

    OS NÚMEROS

    Fonte: Secretaria Estadual de Desenvolvimento

    Perfil do Estado de São Paulo

    33% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional

    34% do Produto Interno Bruto (PIB) industrial nacional

    80 mil indústrias

    1,4 milhão de micros, pequenas e médias empresas

    540 instituições de ensino de nível superior

    10 parques tecnológicos

    US$ 30 bilhões de negócios no setor agrícola por ano

     

    Adriana Leite

    Fonte: Correio Popular



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    Sexta, 30 de Julho de 2010 10:51

    Ana Paula Meneghetti e Doni Vieira

    Centralizar dados e informações sobre a cidade para melhorar a eficiência nos serviços e viabilizar com mais rapidez ações em benefício da população. Esse é o principal objetivo do Sistema de Geoprocessamento do Município de Campinas (Sigcamp), apresentado pelo prefeito Hélio de Oliveira Santos na tarde desta quinta-feira, 29 de julho, na Sala Azul, no 4º andar do Palácio dos Jequitibás.

    Participaram da cerimônia diversas autoridades da Administração municipal, entre elas os secretários municipais de Infraestrutura, Osmar Costa e de Serviços Públicos, Flávio Augusto de Censo, além dos presidentes da Sanasa, Lauro Péricles Gonçalves e da Informática dos Municípios Associados, Pedro Jaime, e o presidente do Centro de Pesquisas e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD), Hélio Gracioza, e representantes de vários segmentos da sociedade.

    Anteriormente, o programa resumia-se apenas a uma base cartográfica feita com fotos aéreas em 2005, e utilizada pela Sanasa. Além disso, não existia um cadastro físico, territorial e ambiental digital, sendo que todas as informações do cadastro estavam armazenadas em cerca de 1,2 milhão de fichas de papel.

    O prefeito disse que o Sigcamp é um instrumento importante que dá garantias para a implantação de melhorias significativas na cidade. Pode ainda ser utilizado pelas entidades da sociedade civil e também servir como modelo para outras cidades. "Temos que estar sempre aprimorando nossas ações, principalmente com a utilização de tecnologia inovadora, para promover cada vez a melhoria da qualidade de vida da população", ressaltou.

    Dr. Hélio elogiou o trabalho dos técnicos envolvidos com a elaboração do programa e adiantou que o mesmo será um instrumento fundamental para o desenvolvimento dos trabalho do Instituto de Planejamento e Ação, previsto para ser implantado no próximo ano, no Lago do Café, região Leste da cidade.

    O presidente do CPqD, Hélio Marcos Machado Graciosa, disse que o órgão realiza sistema de geoprocessamento há 20 anos, e que o sucesso dos programas dependem muito das parcerias e do pessoal envolvido. "No caso do trabalho feito para Campinas não foi diferente, pois pudemos contar com a participação de técnicos da Administração municipal com muito conhecimento na área e dispostos a realizar os trabalhos", comentou.

    A elaboração do Sigcamp partiu de uma determinação do Dr. Hélio, que constatou a falta de um programa informatizado dessa amplitude no governo municipal. O programa foi viabilizado por uma parceria entre a Prefeitura, com a participação da Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento S.A. (SANASA) e da Informática dos Municípios Associados (IMA), o Centro de Pesquisas e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD) e a Fundação de Ciência, Aplicações e Tecnologia Espaciais (Funcate). O Sigcamp, que começou a ser elaborado há três anos, está orçado em R$ 16 milhões.

    Um dos idealizadores do programa, Nelson Parada, fez a apresentação do sistema, com datashow, mostrando desde a elaboração, funcionamento e vantagens com a sua aplicação. Segundo ele, essa ferramenta online já está sendo utilizada pelos órgãos da Administração municipal.

    Como funciona

    O Sigcamp é integrado por três grandes componentes: a Base Cartográfica, o Banco de Dados Integrado de Informações Geográficas e pelas Aplicações. A Base Cartográfica é um mapa digital da superfície da área de Campinas, elaborado por meio de fotos e imagens obtidas por aerolevantamento via satélite, bem como pelos elementos cartográficos anteriormente existentes, como quadras, lotes, logradouros, edificações, hidrografia, entre outros.

    Conforme os técnicos envolvidos com a realização do programa, o mapa digital é uma ferramenta inovadora já que é obtido com imagens de alta resolução de satélites de sensoriamento remoto. Ele tem a escala 1:2.000, resultado considerado pioneiro para uma região não plana de cerca de 800 quilômetros quadrados, ou seja, a extensão do território do Município.

    O Banco de Dados Integrado de Informações Geográficas abrange o Cadastro Técnico, Territorial e Ambiental (CFTA), que contém dados atualizados relacionados com os elementos cartográficos, e o Banco de Dados Setoriais, o qual engloba informações dos órgãos da Administração municipal, como escolas, unidades de saúde e de prestação de serviços de manutenção, por exemplo, as Administrações Regionais e Subprefeituras.

    Além disso, o Banco de Dados Integrado também vai digitalizar os processos em papel existentes nos órgãos, especialmente nas secretarias municipais de Urbanismo, de Habitação e Finanças. Nessa primeira fase foram integrados bancos de dados atualizados de 16 órgãos municipais. Na segunda fase serão incluídos os nove restantes, o que permitirá consultas em tempo real para construção de mapas temáticos, relatórios e outras diversas aplicações.

    As vantagens

    Na Gestão Territorial, o Sigcamp permite a ocupação de forma sustentável, o diagnóstico de trechos problemáticos, como pontos de focos de dengue, e a expansão da área urbana. Com isso, é possível viabilizar com mais agilidade e precisão providências legais e implantação de infraestrutura.

    Em relação à gestão integrada dos órgãos, o programa evita que façam duplicações desnecessárias da mesma atividade alterações individuais por cada orgão, já que é um cadastro único disponível para todas as secretarias. Com isso, será possível reduzir gastos e tempo, além de permitir o desenvolvimento de gestões estratégicas e operacionais mais eficientes.

    O Sigcamp proporciona respeito à segurança e transparência nas decisões, com o oferecimento de cadastros técnicos, relatórios gerenciais e outras informações precisas e atualizadas.

    O programa será ainda uma ferramenta fundamental para disponibilizar ações de emergência, melhoria nos serviços prestados à população e na arrecadação de impostos, em especial o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), entre outras aplicações.

    Fonte:Prefeitura Municipal de Campinas



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    Quinta, 29 de Julho de 2010 17:56

    Empresários associados à Unotel Telecomunicações se reúnem durante um workshop que acontece no dia 30 de julho - sexta-feira - no CPqD, para conhecer de perto o seu conjunto de soluções voltadas ao atendimento da realidade das empresas regionais de telecomunicações - provedores de Internet e Serviços de Valor Adicionado.

    Soluções de gerência da planta, billing e IPTV serão apresentadas durante todo o dia pelos especialistas do CPqD. Os empresários também poderão conhecer tecnologias de nova geração para telefonia, de gestão da planta óptica e de acesso GPON. O objetivo do evento é mostrar que os benefícios da alta tecnologia também estão disponíveis para esse nicho específico de mercado que conserva características diferenciadas.



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    Sexta, 16 de Julho de 2010 08:11

    O Brasil poderá ter patentes relacionadas a redes LTE (Long Term Evolution) no futuro. O CPqD iniciou este ano as pesquisas para desenvolver soluções para essa tecnologia, em um desmembramento do projeto começado há mais tempo com outros padrões de comunicação sem fio, como WiMAX e Wi-Mesh. O parceiro industrial é a WxBR e as pesquisas contam com verbas do Funttel e ajuda da Finep.

    Inicialmente, o CPqD realizou um levantamento do que há de mais novo em patentes de LTE e agora começa a desenvolver diversas linhas de pesquisa dentro dessa tecnologia, desde a camada física até terminais, incluindo estudos envolvendo a criação de algorítimos para a otimização de recursos de rádio. Se algum produto for desenvolvido, sua fabricação ficará a cargo da WxBR.

    Embora já existam muitas patentes de LTE registradas por grandes fabricantes ao redor do mundo, o CPqD entende que ainda há muito espaço para inovações nessa tecnologia. "Sempre é possível realizar aperfeiçoamentos", afirma o pesquisador Luis Claudio Pereira, que faz parte do time de dezenas de cientistas do CPqD que estão trabalhando em LTE neste momento. É difícil prever, contudo, quando o centro depositará as primeiras patentes relacionadas a esse padrão no INPI. O CPqD não revela o investimento total nesse projeto.

    Fonte: TELETIME



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    Quarta, 14 de Julho de 2010 10:28

    PROGRAMA permite cruzar informações para ajudar no planejamento de ações para Campinas

    Imagine juntar em um só mapa os dados de todas as escolas, hospitais, postos de saúde, creches, avenidas e delegacias de uma cidade. Essa hipótese já é realidade em Campinas. O Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD) criou um programa que possibilita esse cruzamentos de dados. O Sistema de Informação Geográfica (SIGCamp) é uma ferramenta de armazenamento e cruzamento de dados que deve ser utilizada no planejamento de ações da Prefeitura, assim como no diagnóstico de áreas problemáticas da cidade.

    Na primeira fase de implantação do projeto, que já foi iniciada, foram priorizados dados das secretarias de Saúde (cadastros), Infraestrutura (obras), Educação, Segurança Pública (que inclui a Defesa Civil) e Planejamento (cadastro imobiliário). As informações sobre a rede de água e saneamento da Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento S/A (Sanasa) também devem fazer parte do projeto em etapa futura. As próximas áreas beneficiadas devem ser anunciadas ainda este mês pela Prefeitura.

    Na prática, o SIGCamp possibilita o cruzamento de dados das secretarias e torna possível associações entre problemas de saúde e violência, por exemplo, com suas regiões de origem. "Podemos pegar um caso de dengue em um jovem, por exemplo, e verificar se existem outros casos na região onde ele mora ou perto da escola, identificando onde está o foco da doença. Também podemos identificar os pontos com problemas de violência e drogas e verificar que áreas escolares estão ameaçadas por eles", explica Roberto Vivaldi Rodrigues, diretor do CPqD. "O geoprocessamento é importante para diagnosticar quais são as necessidades da cidade para atender melhor o cidadão, fazer controles endêmicos, segurança, ajudar no recolhimento de impostos, entre outros", diz. "Não consigo enxergar planejamento sem geoprocessamento no futuro. Hoje mesmo, até quando vamos em um restaurante procuramos por mais informações no Google. O sistema não é uma tendência, já é realidade", afirma Rodrigues. Ainda segundo o representante do CPqD, Campinas é hoje a cidade que tem o mais completo sistema do tipo no País. "É uma tecnologia bastante avançada. Desde 1991, o polo de Campinas desenvolve tecnologia de geoprocessamento e exporta essa tecnologia para toda a América Latina e Estados Unidos", afirma Max Alfredo Erhardt, gestor do contrato do CPqD com a Prefeitura e especialista em geoprocessamento.

    Instituição de pesquisa aprimora tecnologia

    O Parque Tecnológico CPqD, conhecido como Pólis de Tecnologia, é uma instituição independente, sediada em Campinas, com foco na inovação em tecnologias da informação e comunicação (TICs). A tecnologia gerada no CPqD é utilizada por empresas e instituições dos setores de telecomunicações, energia elétrica, financeiro, industrial, corporativo e administração pública.

    Atuando há 33 anos, o serviço conta com mais de 1,2 mil profissionais capacitados, possui o maior programa de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) da América Latina e tem a proposta de contribuir para a competitividade do País e a inclusão digital da sociedade, levando ao mercado tecnologias de produto, sistemas de missão crítica, serviços tecnológicos e consultorias. Atualmente, 15 empresas estão instaladas no pólis do CPqD, com obras em andamento ou em fase final de acabamento.

    O CPqD foi integrado em abril ao Sistema Paulista de Parques Tecnológicos (SPTec), da Secretaria de Desenvolvimento do Estado. Com a entrada no SPTec, o Parque Tecnológico CPqD está habilitado a receber recursos do governo estadual e obter incentivos fiscais para as empresas instaladas no local, por intermédio do programa Pró-Parques. As empresas podem usar o crédito acumulado do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), para aquisição de bens, mercadorias e serviços.

    O contrato é ainda provisório. Para oficializar definitivamente a integração ao SPTec, o pólis tem um prazo de dois anos para apresentar projeto urbanístico, plano de negócios e programa de ciência, tecnologia e inovação que atestem sua capacidade como parque tecnológico.

    Fonte: Correio Popular



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    Quarta, 14 de Julho de 2010 04:01

    A RNP/MCT e o CPqD firmaram acordo de cooperação em suporte de P&D em redes no âmbito dos projetos Giga e Geni.

    O projeto Giga, que é coordenado por ambos os órgãos, consiste na implementação e uso de uma rede óptica experimental voltada para o desenvolvimento de tecnologias de rede óptica no Brasil.

    Já o projeto Global Environment for Network Innovations (Geni) é coordenado pela empresa tecnológica norte-americana BBN Technologies Corporation, e financiado pela National Science Foundation (NSF).

    O acordo prevê a interconexão das redes experimentais norte-americanas que integram o projeto Geni e a rede experimental do projeto Giga, possibilitando a federação de experimentos conduzidos por instituições brasileiras participantes do projeto Giga e seus semelhantes do projeto Geni nos EUA.

    Este seria o primeiro passo para maior integração entre pesquisadores no Brasil e EUA em pesquisas experimentais dirigidas para o futuro da Internet. O projeto Geni já financia dezenas de subprojetos de P&D em redes, e espera-se crescente participação de brasileiros em futuros subprojetos.

    "Há um consenso crescente na comunidade de redes internacional de que a credibilidade e o potencial de inovação das invenções dependem da experimentação em ambientes reais, de larga escala, pois há certos fenômenos e limites que só se apresentam nessas condições". afirma Marcos Rogério Salvador, gerente de Evolução Tecnológica para Redes Convergentes do CPqD e coordenador técnico do Projeto Giga.

    Michael Stanton, diretor de P&D da RNP, ressaltou a importância, para o desenvolvimento da Internet no Brasil, da participação de pesquisadores e empresas brasileiras nas pesquisas em curso. Isto vale tanto para o projeto Geni, como para iniciativas semelhantes em outros partes do mundo, como os projetos Fire, da Europa, e Akari, do Japão, com os quais o Geni também já estabeleceu acordos de cooperação, permitindo outros experimentos em escala global.

    Para Stanton, juntar pesquisadores do Brasil aos grupos internacionais que hoje traçam o futuro da Internet permitirá que brasileiros tenham um papel ativo na definição dos rumos nesta área, com benefícios para a pesquisa, o desenvolvimento e a inovação nacionais. "Significa deixar de correr atrás do bonde do progresso, pois o teremos alcançado, o que nos permitirá sentar e viajar junto com os outros passageiros," observou o diretor.

    Fonte: Convergência Digital



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    Terça, 13 de Julho de 2010 14:19

    O CPqD assinou convênios de cooperação técnica com duas tevês comunitárias de São Paulo para testar soluções de compartilhamento de programação pela Rede Experimental de Alta Velocidade - Rede GIGA -, que reúne várias instituições de ensino e pesquisa do país sob a coordenação do CPqD e o apoio da RNP (Rede Nacional de Pesquisa).

    A ideia é criar uma rede de compartilhamento de programas produzidos pelas emissoras de TV comunitária, de modo a facilitar a distribuição desses conteúdos para a população de diferentes cidades. As tevês que vão participar dos testes são a TV Fênix, de Campinas, e a TV Cidade, de Taubaté. Atualmente, a Rede GIGA tem capacidade de transmissão entre 1 e 10 Gbit/segundo.

    "As duas emissoras vão fornecer os conteúdos, que ficarão armazenados nos servidores do CPqD e poderão ser compartilhados entre elas", explica Nilsa Azana, pesquisadora do centro. No futuro, outras TVs comunitárias podem vir a integrar o projeto - e, com isso, também compartilhar os seus programas. "Será uma alternativa para a distribuição dos conteúdos dessas emissoras para um número maior de pessoas", diz Nilsa, em um comunicado divulgado pelo centro.

    Além de testar a transmissão do conteúdo, o centro está começando a desenvolver uma ferramenta de busca, uma espécie de "Google de vídeos", para descrever os conteúdos disponíveis. O CPqD também vai fornecer a infraestrutura de armazenamento e busca dos programas. Com a parceria firmada com as duas emissoras paulistas, o centro pretende aprimorar essa ferramenta, utilizando conceitos de web semântica para tornar as buscas mais eficientes e eficazes, diz o comunicado.

    Fonte: www.arede.inf.br



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    Segunda, 12 de Julho de 2010 13:39

    Instituição espera dobrar o volume de operações com outros países num prazo de cinco anos

    Com a meta de dobrar seu faturamento até 2014, o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações e Tecnologia da Informação (CPqD) coloca em prática a estratégia de ampliar a atuação no mercado internacional. A instituição espera elevar os negócios do atual patamar de US$ 9 milhões, contabilizado no ano passado, para US$ 18 milhões, em cinco anos. Até o fim de 2010, a expectativa é de crescer 22%.

    Para isso, o centro de pesquisas pretende intensificar os negócios nos três mercados externos principais em que já está presente: Estados Unidos, América Latina e Angola. Curiosamente, foi durante a crise econômica mundial que as receitas internacionais mais cresceram: um aumento de 125% no ano passado. O presidente do CPqD, Hélio Graciosa, ressalta que os resultados são frutos de um esforço de internacionalização que vem sendo desenvolvido especialmente nos últimos anos. "É um processo longo, de ganhar conhecimento, desenvolver relacionamento e se adaptar às culturas. A comercialização de tecnologia é muito mais complexa que a de commodities", analisa.

    Conforme os contatos feitos nos diferentes países, capitaneados por uma equipe comercial especialmente designada para o projeto, a instituição firmou parcerias com representantes locais. Mas, em razão das particularidades de cada mercado, o centro de pesquisas optou por adotar modelos de negócios diferentes em cada localidade.

    A maior receita está no mercado latino-americano, em países como Colômbia, Chile, México, Peru e Argentina, além de Paraguai e República Dominicana, onde contratos grandes estão sendo fechados. Nessas localidades, o foco principal são empresas de grande porte para as quais comercializa a licença de sistemas de faturamento. As unidades da empresa espanhola Telefônica estão entre os principais clientes. "Não temos empresas instituídas nesses locais, mas fazemos parcerias com outras empresas, cada um assumindo uma parte do contrato. Com isso, acabamos tendo funcionários nossos residentes no país", explica.

    Nos Estados Unidos, o instituto possui o CPqD USA, microempresa estabelecida em Fort Lauderdale (Flórida) para negociar a comercialização de produtos da organização brasileira com parceiros americanos. Mas, por se tratar de um mercado mais desenvolvido e de difícil penetração, os negócios estão sendo feitos por meio de uma parceria com a empresa Mid-State Consultants, que oferece serviços para pequenas empresas desde o começo do ano utilizando o software de Outside Plant Engeneering desenvolvido pelo CPqD. "Se não tiver um parceiro bom, você não consegue colocar um produto no mercado americano", ressalta Graciosa.

    Em Angola, a participação do CPqD iniciada há seis anos já é bastante expressiva, e corresponde a 30% dos negócios exteriores da instituição. No último mês, foi criada a Spat Soluções Corporativas, com 40% de capital do instituto brasileiro e foco na prestação de serviços em software para as operadoras de telefonia. "Estando formalmente presentes em Angola, vamos ampliar nossa participação neste mercado. A expectativa é de ter, já no próximo ano, contratos firmados em US$ 3 milhões", destaca.

    Europa

    O mercado europeu também atrai interesse para negócios no CPqD. A organização é uma das integrantes da comitiva de empresários campineiros que visitou Portugal na semana passada em uma missão de negócios. Segundo Graciosa, o objetivo principal era atrair investidores para o Pólis de Tecnologia, parque tecnológico existente dentro da sede da empresa em Campinas, no Ciatec 2. "Estamos focados nos mercados em que já atuamos. Não temos investimentos no curto prazo direcionados para a Europa, mas estamos aberto às oportunidades que possam aparecer."

    O NÚMERO

    9 POR CENTO Dos negócios do CPqD são vinculados ao mercado internacional

    A FRASE

    "As principais oportunidades que aparecem hoje estão nos mercados emergentes. Mesmo assim, a concorrência é grande, já que são muitas empresas que querem fazer parte desse crescimento."

    HÉLIO GRACIOSA
    Presidente do CPqD


    Participação acionária é estratégica

    A participação do CPqD em negócios fora do Brasil vai além dos contratos diretamente fechados pelo centro de pesquisa. A instituição possui participação acionária em diversas empresas de tecnologia que estão em processo de expansão internacional e que assumem responsabilidade por algumas tecnologias de produtos geradas pelo CPqD. Essas organizações, criadas a partir da iniciativa direta ou indireta do instituto, fazem parte do chamado Universo CPqD.

    É o caso da Padtec, empresa da qual o CPqD é acionista majoritário (60%). Dona da empresa israelense Civicom, a Padtec é uma fornecedora de soluções de alta tecnologia de nível mundial, e possui negócios e representantes na América do Sul, América Central, Europa e Ásia. Outro exemplo é a Trópico, joint-venture da qual a instituição detém 30%, líder na migração da tradicional tecnologia de transmissão por circuito (TDM) para a nova geração das redes de comutação por pacotes (NGN) e presente na América Latina e Estados Unidos.

    "Nesses casos, assim com o Instituto Atlântico e a Cleartech, o CPqD participa também como transmissor de tecnologias de produção em série de equipamentos que são adotadas por essas empresas", salienta Hélio Graciosa.

    Renan Magalhães

    Fonte: Correio Popular



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    Quinta, 08 de Julho de 2010 09:28

    De olho nas oportunidades que podem surgir com o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), empresas brasileiras fornecedoras de soluções para telecomunicações criaram o Grupo de Empresas Nacionais de Tecnologia (Gente). Os primeiros participantes são: Parks, Gigacom, CPqD, AsGa, WXBR, Datacom, Trópico, Icatel, Padtec e Digitel.

    O objetivo do grupo é oferecer ao governo "uma solução tecnológica brasileira com competitividade global, que permita o fornecimento de hardware e software, implantando e operando a rede do PNBL de forma eficiente, para fomentar o desenvolvimento de tecnologia nacional em TIC e promover inovações na área de serviços de banda larga, com produtos de alto valor agregado".

    Uma consequência que o grupo espera é "a geração de empregos altamente qualificados e a retenção dos talentos no País, permitindo a colaboração mútua entre as empresas, universidades e centros de pesquisa, para obter ganhos de produtividade dentro do conceito de Arranjo Produtivo Local (APL)".

    Roque Versolato, representante da Associação Brasileira das Empresas de Desenvolvimento Tecnológico de Telecomunicações (ABTec) e integrante do Comitê Gestor do Programa de Inclusão Digital (CGPID), é o coordenador do grupo. "O pleito das empresas formadoras do Gente para o fornecimento de equipamentos voltados às necessidades do PNBL", explica, "proporcionará ao governo facilidades importantes para o sucesso do projeto, pois se trata da união de empresas brasileiras com alto nível tecnológico, que investem, por ano, mais de R$ 150 milhões em pesquisa e desenvolvimento."

    Fonte: TeleQuest



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    Quarta, 07 de Julho de 2010 00:00

    No Laboratório de Sistemas Ópticos Reconfiguráveis do CPqD, ele trabalha para encontrar soluções tecnológicas que contribuam para melhorar e elevar ainda mais a capacidade dos sistemas de transmissão de informação e, consequentemente, da Internet. Ele acredita, com muita convicção, que a tão festejada inclusão digital pode trazer uma vida melhor para todos. É sua maneira de ajudar a promover a evolução da sociedade. Seu olhar é voltado à proposição de novas maneiras de fazer, inovar. Admira Albert Einstein, por suas diversas contribuições à ciência, e Charles Kao, que ganhou o último Nobel de Física pelas conquistas relacionadas à propagação da luz em fibras ópticas. Ele é Júlio César Rodrigues de Oliveira, um "Pesquisador CPqD".

    Júlio é talento nosso. Mestre e doutor em Engenharia Elétrica, com apenas 29 anos de idade, é um pesquisador curioso, entusiasta de tecnologias inovadoras que tragam benefícios efetivos à sociedade. Busca o novo, o inusitado. Está na pista daquilo que ainda não foi pensado.

    Existem muitos pesquisadores como Júlio no CPqD, cujo trabalho diário contribui para uma sociedade melhor. É para esses profissionais que vão os cumprimentos neste 8 de julho - Dia Nacional do Pesquisador. Profissionais de valor que pensam à frente e enxergam a inovação como força propulsora de um mundo mais feliz.

    Parabéns a todos esses profissionais!



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    Segunda, 05 de Julho de 2010 13:15

    Volume e variedade de telefones móveis falsificados crescem com a alta demanda no setor. Os aparelhos piratas, feitos principalmente na China, já representam 20% do mercado brasileiro

    O design é elegante; as funções, múltiplas e o preço, para lá de convidativo. Porém basta dar uma olhada mais atenta nesses celulares e é possível perceber que as semelhanças com os modelos de marcas famosas logo desaparecem. Criados com a clara intenção de imitar os produtos badalados do momento, os telefones móveis Xing-Ling, como são popularmente conhecidos os produtos falsificados que vêm da China, se multiplicam no comércio informal e são uma pedra no sapato da indústria regular, que movimenta US$ 1 trilhão por ano. A consultoria Gartner calcula que, somente no ano passado, foram colocados no mercado mundial 150 milhões de aparelhos paralelos - ou 12% do volume total de unidades comercializadas, o que representa uma perda de US$ 120 bilhões para o segmento. No entanto, a participação desses produtos no Brasil pode ser ainda maior e chegar a 20%, segundo estimativas da fabricante Nokia.

    O assessor jurídico do Grupo de Proteção à Marca (BPG, sigla em inglês para Brand Protection Group) Luiz Cláudio Garé conta que a falsificação de celulares de marcas importantes é um dos tipos de pirataria que registram aumento mais significativo no país. "No último ano, houve um crescimento exponencial. Oriundos de contrabando, eles entram por portos ou fronteiras", diz o advogado. Ele explica que a procura cada vez maior por celulares impulsiona o comércio de aparelhos que imitam modelos conhecidos ou mesmo sem marca, também conhecidos como MP7, MP8, MP9 ou até onde alcançar a criatividade numérica de quem os fabrica. "Na última década, a telefonia móvel cresceu num ritmo acelerado no Brasil e sempre que há forte demanda por um produto, a pirataria %u2018come%u2019 uma fatia do mercado oficial."

    Na Feira dos Importados de Brasília, cópias de celulares, muitas delas grosseiras, são vendidas com nomes bem semelhantes aos dos respectivos originais. "O HiPhone e o mini-N95 são os que mais saem", conta um feirante, em referência aos produtos que imitam o iPhone, da Apple, e o N95, da Nokia. Em diversos sites de venda, também é possível encontrar produtos claramente inspirados em modelos de sucesso. Em comum, o preço bem abaixo dos cobrados em lojas autorizados. É possível encontrar aparelhos que custam até 20% dos valores das versões oficiais.

    Baixa qualidade

    O assessor jurídico do BPG explica que a variedade de funções é outro fator que chama a atenção de quem procura os aparelhos. "Hoje, eles vêm com TV digital, câmera e são desbloqueados. O problema é que a qualidade é infinitamente inferior e não corresponde às especificações divulgadas. Por exemplo, os celulares dizem ter câmeras de 12 megapixels, mas na verdade oferecem apenas 1MP ou 2MP", alerta Garé, ressaltando que quase a totalidade dos produtos falsificados que entram no país vem da China. "Lá, existe todo um mercado que funciona em função da cópia e que conta com uma tecnologia disponível para realizar essas falsificações em grande volume e de maneira rápida."

    Foi justamente por causa de recursos extras que o atuário Bernardo Azevedo, 27 anos, conta que adquiriu, há um mês, um clone do E71, da Nokia. "Estava precisando de um telefone que aceitasse dois chips de uma só vez. Se existisse um produto da marca que oferecesse esse recurso, eu iria preferir comprar o original", argumenta.

    O diretor de Relações Governamentais da Nokia, Luiz Cláudio Carneio, lembra que, no fim do ano passado, o vice-presidente global da marca e ex-primeiro-ministro da Finlândia, Esko Aho, foi convidado a dar uma volta na Feira dos Importados e se surpreendeu com o volume de cópias oferecidas no local. "Na ocasião, um mesmo modelo clonado da Nokia era vendido em uma banca com dois preços diferentes, por um ser de melhor qualidade que o outro. Ou seja, eles mesmo admitem que as cópias duram apenas poucos meses", diz.

    Para ele, as perdas dos fabricantes que atuam no setor são incalculáveis. "Primeiro, temos o problema da imagem da marca. Além disso, a competitividade é desleal, já que temos custos atrelados com importação, homologação e garantia que não são pagos por aqueles que atuam no mercado paralelo", conta. "Além de não gerar empregos ou receitas com impostos, os falsificados ainda podem desestimular o volume de investimentos em um país, já que a marca perde espaço no mercado e a escala de produção tende a ser reduzida", conclui Carneio.

    Riscos são avaliados

    O gerente de Certificação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Itamar Barreto, explica que, antes de começar a vender um produto no mercado brasileiro, todos os fabricantes de celulares devem obter a homologação junto à agência. "O processo é uma garantia de que os modelos que chegam às vitrines são compatíveis com a tecnologia adotada no país e atendem os requisitos técnicos de funcionamento e qualidade, assim como as condições de garantia e de assistência técnica", diz.

    Atualmente, 330 modelos homologados pelo órgão são comercializados. "Qualquer equipamento que emite radiofrequência precisa passar por um processo de certificação. Além do problema fiscal, uma vez que a grande maioria desses produtos chega por meio de contrabando, as pessoas põem a saúde em risco ao adquirir produtos falsificados", alerta.

    Segundo Barreto, durante o processo de homologação, laboratórios especializados analisam um conjunto de aspectos ligados à segurança e à durabilidade dos modelos. As baterias de lítio, por exemplo, devem ser rigorosamente testadas, pois simples rachaduras podem fazer com que explodam. Os carregadores também são postos à prova - é preciso saber se estão aptos a receber determinada tensão sem provocar possíveis choques nos usuários.

    Radiação

    Uma das avaliações mais importantes diz respeito ao nível de radiação emitido pelos telefones móveis. Para isso, os laboratórios medem uma taxa chamada SAR (sigla em inglês para Nível de Absorção Específica), que verifica o nível de energia captada pelo corpo humano no momento do uso de um telefone. Para não provocar variações de temperatura que possam ocasionar problemas para o organismo humano, uma norma da Anatel determina que essa taxa não ultrapasse os 2 watts/kg.

    Além dos perigos para a saúde do próprio usuário, o coordenador de laboratório de radiofrequência do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD), Rúbens Maeda, explica que os celulares falsificados e não homologados também podem comprometer outros aparelhos eletrônicos que funcionem por radiofrequência, como telefones sem fio residenciais, roteadores e até MP3 players. (FB)

    Como se proteger

    Para saber se o seu celular está homologado, basta procurar o selo com o logotipo da Anatel, normalmente colocado na parte de trás da bateria ou no manual do usuário. Nele, o usuário encontra um código de barras e um número. Por meio dessa identificação, é possível obter, no Sistema de Gestão de Certificação e Homologação (SGCH), informações sobre o aparelho e a situação em que ele se encontra.

    Fernando Braga

    Fonte: Correio Braziliense



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    Segunda, 05 de Julho de 2010 13:12

    Projectos tecnológicos são apresentados no Centro de Congressos do Estoril. Dezenas de empresários de Campinas acreditam que o mercado português será uma porta para a Europa.

    O Centro de Congressos do Estoril, na região de Lisboa, é o palco onde hoje três dezenas de empresas e entidades de Campinas apresentarão os seus projectos e negócios a investidores portugueses. A iniciativa, intitulada "Campinas - Portugal: Expansão do Centro Tecnológico de Campinas e região para a Europa" procurará, até quarta-feira, dia 6, abrir portas no mercado europeu para as empresas de base tecnológica de Campinas.

    O evento terá debates e espaço de exposição. Entre os participantes estão a CPqD, Polis de Tecnologia, Sanasa, IMA, Softway, Asga Sistemas, Venturus, Nanocore, Global Tech, Techno Park, Unicamp, Instituto Von Braun, Abinfo, Ecoenergy, Icamp, Rittner e Marot, RiskPlan, Kyolab, R4F, Vulcanet, Spreadcom e Prefeitura de Paulínia.

    O prefeito de Campinas, Hélio de Oliveira Santos, participará da abertura dos debates mostrando as vantagens competitivas de Campinas e a disposição do município em receber novas empresas e novos negócios.

    "Levaremos a Portugal a pujança campineira, comprovando que temos plenas condições de nos tornarmos parceiros preferenciais daquele país e da União Europeia em geral", explicou Hélio Santos no lançamento desta missão. "Serão mostradas as potencialidades de Campinas e região, das leis de incentivo, da qualificação da nossa mão-de-obra e da qualidade de vida da cidade", disse ainda o prefeito de Campinas.

    O secretário de Finanças, Paulo Malmann, e o presidente da Ciatec, Luiz Carlos Gaspar, irão detalhar os incentivos fiscais oferecidos por Campinas e as facilidades existentes no Polo de Alta Tecnologia.

    A conferência do evento deverá contar com a participação do presidente da APEX (Agência Brasileira de Promoção de Exportações), Alessandro Teixeira, de representantes do Ministério de Indústria e Comércio e do BNDES. O tema comum serão as vantagens oferecidas pelo Brasil para recepcionar investimentos estrangeiros, em especial os europeus.

    Organizada pela Ânggulo Eventos, a conferência de hoje conta com o ministro da Economia de Portugal, Vieira da Silva, e o embaixador do Brasil em Portugal, Celso Vieira de Souza.

    Para amanhã está prevista uma apresentação sobre linhas de financiamento do BNDES e uma rodada de negócios.

    Fonte: Portugal Digital



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    Quarta, 30 de Junho de 2010 19:12

    O Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD) desenvolveu um gateway de serviços que promete atender as demandas do mercado corporativo. A plataforma permite que o usuário utilize serviços da web, de forma direcionada, em dispositivos móveis. A solução foi adaptada para a Eletropaulo, primeiro cliente a aderir à solução.

    "A aplicação possibilita aos funcionários o acesso a indicativos de desempenho, mapa de chuvas, de raios ou coisas específicas para o setor elétrico", explica Izidro Lopes, coordenador de desenvolvimento do produto.

    O CPqD Gateway de Serviços é uma nova abordagem para o desenvolvimento de aplicações móveis. A solução representa uma alternativa à implantação de serviços, pois se utiliza de um único agente cliente, denominado Browser de Serviços, instalado no celular. Sem a necessidade de download de novos programas executáveis, ele oferece ao usuário o acesso a uma rede dinâmica de operações relacionadas. De acordo com o pesquisador, a utilidade tem um propósito geral e as soluções são adaptadas de acordo com as necessidades do mercado.

    "O gateway pode ser explorado por diferentes tipos de empresas. Vamos supor que um gerente queira saber indicadores, deixar mensagens, pedir que alguém ligue para ele, ou realizar qualquer tipo de serviço corporativo, ele poderia suportar. Pode servir também para serviços gerais de telecomunicações e serviços de setores específicos como o de logística, orientando conduções", explica Lopes. A idéia geral é atender o cliente que precise de uma informação específica, adequada para tela.

    A plataforma permite a incorporação e o relacionamento com vários tipos de serviço, como redes sociais (Twitter) ou multimídia (YouTube), ou mesmo serviços bancários. A ferramenta opera em plataformas Java versão Micro Edition (ME) e Andróide. Segundo o pesquisador, atualmente o CPqD trabalha no desenvolvimento de uma versão para o iPhone.

    Ciab Fenabram 2010

    O CPqD Gateway de Serviços foi um dos destaques no estande no Congresso e Exposição de Tecnologia da Informação das Instituições Financeiras - Ciab Febrabam 2010. Na ocasião, a tecnologia foi adaptada para a simulação de um banco real, capaz de realizar serviços de mobile banking (consultas, pagamentos e outras transações bancárias).

    "No congresso alguns bancos se interessaram, inclusive um deles pediu para fazermos um vídeo do celular em funcionamento. O mercado bancário é o mais difícil de penetrar, mas a expectativa e a reação das pessoas de TI dos bancos que viam isso foi positiva", concluiu Lopes. A Ciab Febrabam 2010 aconteceu entre os dias 9 e 11 de junho, no Transamerica Expo Center, em São Paulo (SP).

    Fonte: Informe Abipti



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    Quarta, 30 de Junho de 2010 17:40

    O bairro de Casa Amarela, na Zona Norte do Recife, será o primeiro a ser coberto por uma rede pública de internet sem fio na Região Metropolitana. Segundo a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente (Sectma), até o início da próxima semana os moradores e visitantes nas proximidades da Igreja de Nossa Senhora da Conceição (ponto alto da cidade) poderão usar seus notebooks, celulares e computadores (compatíveis com a tecnologia wi-fi) para ter acesso gratuito à novidade. E outros poderão se adequar adquirindo pequenas placas e antenas de recepção.

    O plano do governo de Pernambuco de cobrir parte da RMR com uma grande rede de internet sem fio já havia sido noticiado pelo Informática em fevereiro, mas somente agora começa a virar realidade. Os testes para implementação da tecnologia em Casa Amarela acontecem hoje e amanhã e a inauguração está prevista já para a próxima sexta-feira. Segundo o secretário da pasta, Anderson Gomes, a ideia é liberar a novidade paratodas as pessoas interessadas, deixando o acesso livre. Somente depois de observar a demanda e, caso sinta necessidade, fazer qualquer tipo de restrição à velocidade ou ao tempo de uso. Entretanto, a prioridade de utilização será para escolas da rede estadual (onde os hotspots serão instalados), postos de saúde e outros órgãos públicos.

    "A rede de internet sem fio faz parte da infraestrutura necessária para construir um plano maior de inclusão digital e social. Primeiro vamos oferecer esta possibilidade de conexão para escolas, postos de saúde e moradores, porque tem muita gente que não pode pagar R$ 100 ou R$ 120 mensais e depois começaremos a incentivar o uso de soluções e de oportunidades que melhorem a vida dos cidadãos, como tirar documentos virtualmente, fazer cursos etc", promete Gomes.

    A velocidade planejada para este primeiro momento é de 50 mega divididos entre os usuários conectados ao mesmo tempo. O que comporta uma média de 200 pessoas simultâneas a uma velocidade de 250 Kbps. "Quando toda a rede da RMR estiver liberada, esperamos aumentar a banda para, no mínimo, 1 giga", garante Gomes, acrescentando que não será permitido acesso a sites pornográficos ou ilegais.

    Como usar - Depois que for liberada, os cidadãos visualizarão a rede wireless disponível em seus notebooks, computadores e celulares compatíveis com a tecnologia wi-fi. Antes do primeiro acesso será necessário fazer um cadastro com as informações pessoais, a fim de dar segurança ao próprio sistema. Por outro lado, quem não tiver os equipamentos compatíveis, terá que comprar pequenas placas e antenas de recepção para os computadores e, em alguns locais, adquirir antenas maiores (similares às de TV) para serem instaladas fora das residências. "No entanto, é bom frisar que o serviço não está sendo criado para ser usado em casas e sim nas ruas, aumentando a conectividade dos pernambucanos e visitantes", enfatiza.

    A implementação da rede sem fio é feita pelo Instituto Tecnológico de Pernambuco (Itep), baseada num estudo do Centro de Pesquisae Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD), que é responsável pela montagem de diversas cidades digitais. Ao todo, a Sectma já dispõe de R$ 1,7 milhão para implementar a proposta, podendo receber mais verba após esta primeira fase. "Ainda não sabemos quantos quilômetros cobriremos agora, mas aos poucos começaremos a avançar", diz Gomes.

    Segundo o presidente do Itep, Frederico Montenegro, o próximo bairro a receber a tecnologia ficará no município de Olinda. "De Casa Amarela para lá será um pulo", explica ele. Vale salientar que neste primeiro momento apenas as pessoas que estiverem num raio de 200 ou 300 metros de cada hotspot (instalados nas escolas) terão acesso às transmissões. "Duas escolas nas proximidades da igreja receberão as primeiras antenas e, em 60 dias, esperamos que todas as outras de Casa Amarela estejam conectadas. Assim que terminarmos esta primeira fase avançaremos para outras áreas. Se tudo correr bem, esperamos ver a RMR coberta até o fim do ano", espera Montenegro.

    Fonte: Pernambuco.com



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    Quarta, 30 de Junho de 2010 14:49

    Representantes dos Tribunais de Justiça dos Estados de São Paulo e Rio Grande do Sul, além de técnicos da empresa CPQD, estão reunidos, na manhã desta segunda feira (28/06) no auditório da sede da Seção Judiciária de Sergipe, quando teve início a ação de apresentação realizada por técnicos da empresa INFOX, do Processo Judicial Eletrônico (PJE). O sistema (PJE) possibilita a tramitação de processos judiciais federais de forma digital, possibilitando que se dê início a ações por meio eletrônico, protocolando-se digitalmente petições iniciais, como também a automação de todas as fases processuais.

    As reuniões serão diárias e perdurarão até o dia 8 de julho, passando por etapas de demonstração e avaliação. Para a avaliação estão presentes técnicos da empresa CPQD, contratada pelo Conselho de Justiça Federal (CNJ) para verificar a conformidade do sistema diante dos padrões compreendidos no MoRec-Jus - Modelo de Requisitos para Sistemas Informatizados de Gestão de Processos e Documentos do Judiciário Brasileiro, que tem por objetivo fornecer especificações técnicas e funcionais, para orientar a aquisição, o detalhamento e o desenvolvimento de sistemas de gestão de processos e documentos no âmbito do Judiciário do Brasil. No dia 5 de julho terá início o treinamento do PJE para servidores da Justiça Federal em Sergipe (JF/SE), que visa a preparação de usuários para a sua utilização, já que implantação do sistema está prevista para o dia 15 do mesmo mês.

    O PJE tem suas raízes em Sergipe, no que deriva do Sistema Creta, há 6 anos em funcionamento, desenvolvido pela INFOX, através da iniciativa da Seção Judiciária de Sergipe e o apoio do Tribunal Regional Federal da 5ª Região. Entre os seus benefícios, a eliminação do uso de papel nos procedimentos, maior grau de segurança no trâmite e maior transparência na atividade judicial.

    Fonte: www.jfse.jus.br



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    Terça, 29 de Junho de 2010 15:18

    Fundação monta joint venture com Vivagest para prestar serviços a operadoras móveis do país africano

    O Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações e Tecnologia da Informação (CPqD), em Campinas, passará a prestar serviços para operadoras de telefonia em Angola. A atuação começa oficialmente em julho por meio da Spat Soluções Corporativas, uma joint venture com a Vivagest, grupo angolano que atua em seguros, transportes, indústria, construção civil, hotelaria e agricultura.

    A Vivagest terá 60% do capital da Spat. Os outros 40% serão do CPqD, instituto de desenvolvimento tecnológico da Telebrás criado em 1976 e hoje atuando como fundação de direito privado, ou seja, como instituição de pesquisa sem fins lucrativos.

    À frente da nova empresa estará Roberto Tchian, pesquisador do CPqD e gerente dos projetos para o mercado angolano desde 2005. Junto com outros dois diretores brasileiros, ele comandará inicialmente 20 pessoas.

    A Spat terá sede em Luanda, mas seus profissionais atuarão mesmo dentro das operadoras locais de telefonia celular. Neste primeiro momento, o modelo de negócio é oferecer consultoria e gerenciamento de infraestrutura de rede para as empresas de telefonia. Os contratos firmados até agora somam US$ 3 milhões, segundo Tchian, que prevê um potencial de crescimento enorme para a nova consultoria.

    Ele afirma que o mercado angolano é eminentemente de telefonia móvel com transmissões a partir de rádio e satélite. A rede de fibra óptica foi quase toda destruída por conta de mais de 25 anos de guerra civil. Parte da infraestrutura de telefonia fixa foi recuperada, porém não funciona perfeitamente. "A reconstrução da infraestrutura do país afeta as conexões", diz Tchian. "Além disso, o preço dos serviços é um dos mais caros do mundo".

    Metade da população angolana, estimada em 14 milhões de pessoas, não tem acesso aos serviços de telefonia. Mas, por conta do alto custo, o mercado local de telecomunicações movimenta, em média, US$ 500 milhões ao mês, segundo o executivo.

    Um dos principais clientes da Spat será a maior operadora de celular do país, a Unitel, companhia privada com uma base de cerca de 4 milhões de linhas ativas - a maioria pré-paga. A segunda colocada no ranking é a estatal Angola Telecom, com 2 milhões de linhas. As linhas fixas não passam de 500 mil.

    Call center

    O cenário estimula a Spat a entrar em áreas nas quais o CPqD não atua no Brasil. Segundo Tchian, está nos planos da nova empresa prestar até serviços de call center para melhorar o relacionamento entre as operadoras e os clientes. Ele diz que, como 90% das linhas são pré-pagas, as operadoras acabam sem identificar os contratantes dos seus serviços. "Há oportunidade para estruturar projetos desse tipo, que ajudem a expandir as vendas", afirma Tchian.

    Em território nacional, a Spat ajudará na exportação de sistemas desenvolvidos pelo CPqD no Brasil. Entre eles, os programas de cobrança de contas dos usuários, que hoje estão entre os de maior demanda pelas operadoras angolanas. Os serviços do CPqD em sistemas de cobrança são usados, por exemplo, pela MSTelcom, companhia associada à Sonangol, maior petrolífera do país.

    ENTRAVE

    Mão de obra qualificada é desafio para a operação Roberto Tchian, presidente da Spat Soluções Corporativas, diz que um dos entraves para a operação em Angola é a contratação de mão de obra qualificada. Segundo ele, a maioria dos profissionais do setor de telecomunicações do país estão bem empregados em grandes operadoras. Mas a ideia dele não é solucionar o problema exportando profissionais do CPqD para aquele país. Pretende exatamente promover intercâmbios pontuais, para projetos específicos e assim permitir a transferência de conhecimento. Tchian também mira a contratação de alunos formados pelo Centro Universitário de Lins (Unilins), no interior paulista. A faculdade possui um convênio com a Sonangol, principal petrolífera do país, para formação de estudantes na área de engenharia e telecomunicações. Hoje há 148 alunos angolanos matriculados na instituição. Segundo a coordenadora do programa na Unilins, Raquel Elorza, quando eles terminam os cursos que duram, em média cinco anos, os recém-formados voltam para casa.

    OPERAÇÃO INICIAL

    US$ 3 mi é a soma dos primeiros contratos fechados pela Spat, joint venture que abrirá espaço para a atuação do CPqD no mercado angolano.

    ASSINANTES

    6 milhões é a estimativa do total de linhas de telefonia ativas em Angola.

     

    Ruy Barata Neto

    Fonte: Brasil Econômico



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    Quarta, 23 de Junho de 2010 09:37

    O Centro de Congressos do Estoril, na região da Grande Lisboa, irá receber no início do próximo mês uma das maiores missões empresariais brasileiras dos últimos anos a Portugal. O evento "Campinas - Portugal: Expansão do Centro Tecnológico de Campinas e região para a Europa" apresentará de 4 a 6 de julho uma ofensiva visando abrir portas no mercado europeu para as empresas de base tecnológica de Campinas.

    O evento, além de debates, incluirá um espaço de exposição onde as empresas brasileiras irão mostrar o seu trabalho. Está confirmada a presença de mais de duas dezenas de empresas e entidades, nomeadamente CPqD, Polis de Tecnologia, Sanasa, IMA, Softway, Asga Sistemas, Venturus, Nanocore, Global Tech, Techno Park, Unicamp, Instituto Von Braun, Abinfo, Ecoenergy, Icamp, Rittner e Marot, RiskPlan, Kyolab, R4F, Vulcanet, Spreadcom e Prefeitura de Paulínia.

    Uma particularidade desta missão empresarial tecnológica de Campinas é que marcará o voo inaugural que a TAP Portugal fará para Lisboa a partir do aeroporto de Viracopos.

    O prefeito de Campinas, Hélio de Oliveira Santos, participará da abertura dos debates mostrando as vantagens competitivas de Campinas e a disposição do município em receber novas empresas e novos negócios. Hélio Santos também exporá aspectos da infra-estrutura da cidade para comprovar que Campinas tem condições de ser um parceiro privilegiado para investidores internacionais.

    O secretário de Finanças, Paulo Malmann, e o presidente da Ciatec, Luiz Carlos Gaspar, irão detalhar os incentivos fiscais oferecidos por Campinas e as facilidades existentes no Polo de Alta Tecnologia.

    A conferência do evento deverá contar com a participação do presidente da APEX (Agência Brasileira de Promoção de Exportações), Alessandro Teixeira, de representantes do Ministério de Indústria e Comércio e do BNDES. O tema comum serão as vantagens oferecidas pelo Brasil para recepcionar investimentos estrangeiros, em especial os europeus.

    Segundo a organização do evento, a cargo da empresa Ânggulo Eventos, a conferência a realizar a 5 de julho será aberta pelo ministro da Economia de Portugal, Vieira da Silva, e pelo embaixador do Brasil em Portugal, Celso Marcos.

    Para o dia 6 está prevista uma apresentação sobre linhas de financiamento do BNDES e uma rodada de negócios.

    Fonte: Portugal Digital - Brasil/Portugal



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    Segunda, 21 de Junho de 2010 09:41

    A busca por imagens mais realistas geralmente começa pelo cinema. Depois da terceira dimensão (3D), a indústria se prepara para um novo salto, a chamada definição 4K, que une a superalta definição e o 3D a partir de sinais digitais codificados com mais de 8 milhões de pixels.

    Pesquisadores do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD), da Universidade Mackenzie e da Rede Nacional de Pesquisa (RNP) estão desenvolvendo um projeto experimental chamado 2014K. O número é uma referência à Copa do Mundo de 2014, no Rio de Janeiro, e à tecnologia 4K. O objetivo é transmitir os jogos ao vivo com essa tecnologia em auditórios dos cinco continentes. O projeto conta com a colaboração de universidades de mais seis países: Japão, Suécia, Espanha, República Tcheca, Coreia, Bélgica e Estados Unidos.

    As telas full HD atuais têm 1.080 linhas horizontais por 1.920 verticais. A 4K 3D oferece 4.096 linhas horizontais por 2.160 verticais, o que dá mais de 8 milhões de pixels - o equivalente a uma imagem com definição quatro vezes melhor que o padrão HD e 24 vezes superior à da TV tradicional. "A tecnologia foi desenvolvida para o cinema, pois exige telas muito grandes, mas no futuro deve chegar às residências", diz Thoroh de Souza, professor do laboratório de fotônica do Mackenzie e um dos participantes do projeto.

    Hoje, a tecnologia 4K está circunscrita aos festivais de cinema com transmissores e telas especiais, afirma a professora Jane de Almeida, coordenadora do programa de pós-graduação em educação, arte e história da cultura do Mackenzie. O filme brasileiro "Enquanto a Noite não Chega", de Beto Sousa, foi um dos primeiros realizados com essa tecnologia. Segundo Alberto Paradisi, gerente de tecnologias ópticas do CPqD, para transmitir imagens pesadas, com filmes que ocupam um espaço de armazenamento de 2 gigabytes, é necessária uma infraestrutura de ultrabanda larga dedicada, com velocidades a partir de 10 gigabits por segundo.

    A pesquisa do Mackenzie, em conjunto com o CPqD e RNP, tem o apoio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e busca novos padrões de compressão de imagens para que elas possam ser armazenadas e transmitidas mais facilmente por meio da infraestrutura de rede existente. "Queremos ganhar conhecimento de captura e distribuição ao vivo, em larga escala, em tempo real, que é o grande desafio do projeto", diz o professor Souza. O papel do CPqD será transferir essa tecnologia para a indústria.

    Os pesquisadores usam infraestrutura de rede de fibra óptica da RNP para a compressão e transmissão da imagem e projetores da Absolut Technologies. Uma pequena demonstração do projeto ocorreu este ano com a gravação em 4K do jogo Grêmio x Internacional da final do campeonato gaúcho de futebol. A partida está sendo apresentada na Copa do Mundo, na África do Sul, em espaço dedicado a tecnologias brasileiras inovadoras, patrocinado pela Finep.

    Ana Luiza Mahlmeister

    Fonte: Valor



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    Quinta, 17 de Junho de 2010 18:45

    Software Engineering Institute (SEI) da universidade Carnegie Mellon, dono do modelo de qualidade de software CMMI, acaba de homologar a tradução para o português do CMMI-DEV v-1.2.

    A tradução foi feita por profissionais do CPqD, dentro do âmbito do Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade em Software (PBQP-SW) coordenado pela Secretaria de Política de Informática do Ministério da Ciência e Tecnologia. A revisão foi feita pela paulista ISD.

    Com a tradução, as avaliações feitas em solo brasileiro poderão usar a versão em português do modelo, que está disponível pelo link relacionado abaixo. Já estão disponíveis versões em espanhol, alemão, francês, japonês e chinês do CMMI.

    Maurício Renner

    Fonte: Baguete



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    Quarta, 16 de Junho de 2010 12:39

    A projeção em super alta definição 4K 3D faz parte do Projeto 2014K, uma das 11 iniciativas da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), que apresenta sua "Seleção Brasileira de Inovações" na Casa Brasil, inaugurada nesta terça-feira, 15, em Joanesburgo, na África do Sul. O objetivo é mostrar ao mundo que o Brasil também tem empresas capazes de produzir conteúdo e projetar em 4K. "Ainda existe um certo preconceito mundial em relação ao Brasil quando se trata de inovação tecnológica. Vamos provar que além do samba e do futebol, o país tem muito mais a oferecer", esclarece Hans Ulmer, diretor presidente da absolut technologies.

    Os jogos da Copa do Mundo de 2014 poderão ser transmitidos em 4K, permitindo aos torcedores que não estiverem nos estádios assistir às partidas como se ali estivessem. Esta tecnologia já existe e será apresentada nesta Copa pela absolut technologies, empresa especializada em realidade virtual, 3D e soluções para projeções em alta resolução em parceria com a Universidade Mackenzie e o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações e TI (CPqD).

    Com a supervisão de Keith Collea, produtor de filmes em Hollywood, como Homem de Ferro 2, foi filmado o jogo da final do Campeonato Gaúcho deste ano, entre Grêmio e Internacional. O clássico do futebol brasileiro, popularmente conhecido como Grenal, serviu de experimentação para a primeira filmagem de 4K 3D no mundo. E é este filme que será apresentado pela primeira vez em 3D com resolução de 4096 x 2160 na Copa na África.

    As imagens capturadas por uma câmera de cerca de 150 quilos tem 8 milhões de pixels e qualidade oito vezes superior às das imagens gravadas no atual formato HDTV. Entretanto, elas só garantem ao espectador a sensação de terceira dimensão (de imagem e áudio) se projetadas com equipamentos específicos para esta finalidade.

    Para garantir o sucesso dessa demonstração no continente africano, a absolut leva dois projetores JVC 4K, uma tela especial para projeção 3D e óculos 3D, entre outros equipamentos que constituem a solução completa para a projeção 4K 3D, além de uma equipe de técnicos e engenheiros. "O Brasil faz parte de um seleto grupo de países com conhecimento de transmissão em super alta definição. A intenção é desenvolver esta tecnologia a ponto de ser utilizada em auditórios de grande escala em 2014", afirma Ulmer.

    No evento ainda será exibida a solução Vídeo Wall com monitores LCD Eyevis, onde serão apresentados os patrocinadores do evento, juntamente com o conteúdo criado pelo designer Hans Donner, da Rede Globo. O Projeto 2014k é parte do Programa 2014Bis, idealizado a partir de uma reunião com o presidente Luis Inácio Lula da Silva em agosto de 2009.

    Homenageando Santos Dumont, o grande inovador do país, o programa objetiva encantar, surpreender e emocionar o mundo nos grandes eventos esportivos que ocorrerão no Brasil - a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016.

    Fonte: TI Inside Online



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    Segunda, 14 de Junho de 2010 12:11

    Softex abrirá na próxima semana a Casa Brasil em Johanesburgo, um espaço para empresas nacionais fazerem promoção dos serviços e soluções que exportam para o mercado internacional.

    Na próxima segunda-feira, 14, será aberta no Sandton Convention Centre, em Johanesburgo, a Casa Brasil, um espaço para a promoção da TI nacional para os principais mercados internacionais, aproveitando a presença do público que está na África do Sul para acompanhar a Copa do Mundo FIFA 2010.

    A iniciativa conta com uma extensa programação até o dia 11 de julho, data do encerramento do mundial. No dia 18 de junho, sexta-feira, será realizado um seminário tendo como tema "Brasil IT - Colaboração através do Atlântico na Tecnologia da Informação e da Comunicação (TIC)".

    A abertura será feita pelo diretor de mercado da Softex, Djalma Petit, e na sequência, Robert Janssen, consultor da vertical de outsourcing do Projeto Brazil IT (PSI-SW), analisará de que forma o Brasil e a África do Sul podem criar bem-sucedidas alianças de negócios para promover o crescimento econômico em ambos os lados do Atlântico.

    O encontro prossegue com o consultor da Softex, José Cusnir, abordando as oportunidades de colaboração em soluções de e-Government e Serviços Públicos e com o diretor de Serviços de Tecnologia do CPqD, Juliano Dall Antonia, detalhando a TV Digital e os serviços interativos.

    Segundo Petit, a participação na Casa Brasil é uma oportunidade para promover a imagem do País como um player inovador em Tecnologia da Informação para um público altamente qualificado e diversificado em termos de procedência e de especialidade. Ele reforça ainda as atividades de promoção da TI brasileira que já vinham sendo executadas pela Softex África do Sul, país considerado como mercado estratégico para as empresas nacionais".

    Projeto Brazil IT

    Projeto Brazil IT, desenvolvido pela Softex com o apoio técnico e financeiro da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), é o maior e mais abrangente plano de internacionalização competitiva de companhias de software e serviços de TI já implementado no Brasil, contando atualmente com mais de 230 empresas associadas.

    Os eventos da Casa Brasil vão mostrar a criatividade, a inovação tecnológica e a alta qualidade dos produtos e serviços brasileiros. Os seminários e as palestras para investidores apresentarão um País que é a nona maior economia do mundo, a maior da América do Sul e com indicação de ser a quinta potência econômica do planeta nos próximos anos, segundo consultorias econômicas de todo o mundo.

    Participam da Casa Brasil os ministérios do Esporte, do Turismo, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, de Ciência e Tecnologia e de Relações Exteriores, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Apex-Brasil, Instituto Brasileiro de Turismo, Financiadora de Estudos e Projetos e o Comitê Organizador Local da Copa do Mundo 2014.

    Fonte: Computer World



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    Sexta, 11 de Junho de 2010 15:43

    Bancos e elétricas são clientes potenciais para a solução

    O CPqD desenvolveu um gateway de serviços que se presta a oferta de várias aplicações móveis, seja para uso interno de equipes em campo ou interação com o cliente final. A plataforma faz a comunicação entre o serviço hospedado no servidor do cliente e o celular ou dispositivo móvel do funcionário ou cliente.

    O pesquisador do CPqD Izidro Lopes, que trabalhou no desenvolvimento do gateway, explica que, por enquanto, duas concessionárias de energia elétrica adquiriram a solução para gestão de equipes em campo. O foco do CPqD agora são as instituições financeiras, que estão cada vez mais atentas à oferta de aplicações móveis para seus clientes. De olho neste potencial, o gateway de serviços está sendo demonstrado esta semana no Ciab, maior evento do setor bancário, que acontece até sexta-feira em São Paulo. No local, o CPqD faz uma demonstração prática do uso do gateway de serviços para acessar serviços de mobile banking, como consultas, pagamentos e outras transações bancárias.

    "A vantagem é que as instituições financeiras não precisam desenvolver aplicações para cada um dos diversos sistemas operacionais utilizados pelos dispositivos móveis", afirma Lopes. O gateway trabalha com a plataforma Java, que roda em 80% dos celulares em operação no Brasil. O CPqD finaliza a versão para Android e começa a trabalhar na adaptação para iPhone.

    Lopes explica que a solução pode ser vendida para gestão pelo cliente, que passa a hospedá-la e gerenciá-la, ou como serviço, com hospedagem sob responsabilidade do CPqD. No caso das elétricas, a opção foi pelo software como serviço, mas a tendência para o mercado financeiro é de que os bancos prefiram a plataforma dentro de casa, rodando em seus próprios servidores, por uma questão de segurança.

    Marineide Marques

    Fonte: www.mobilidadeenegocios.com.br



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    Sexta, 11 de Junho de 2010 15:00

    Sistema baseado na solução CPqD Gestão de Gastos de Energia e Água recebe Prêmio efinance

    Redução dos gastos com água e energia elétrica, por meio do maior controle sobre o consumo, da renegociação de contratos e da identificação de erros de fatura e leitura, e ainda responsabilidade no uso dos recursos naturais, com a diminuição de desperdícios e a melhoria da eficiência energética. Esses são os principais resultados obtidos pelo Bradesco com o Sistema de Gestão de Água e Energia Elétrica, que vem sendo utilizado há dois anos pelo banco e acaba de ganhar o Prêmio efinance 2010, na categoria Sustentabilidade, anunciado durante o CIAB Febraban, que se realiza em São Paulo.

    Implantando em parceria com o CPqD, o projeto tem como base a solução CPqD Gestão de Gastos de Energia e Água, composta por um conjunto de metodologias e procedimentos suportados por uma plataforma de integração de informações. Essa plataforma permite centralizar todos os dados das faturas de energia elétrica e de água do Bradesco, além das tarifas, impostos e contratos firmados com as concessionárias. Com a consolidação dessas informações em um repositório central, é possível gerar relatórios especializados e gerenciais e realizar simulações e análises técnico-econômicas - por exemplo, do perfil de cada unidade consumidora -, de modo a fazer um planejamento antecipado da demanda, a identificar unidades com potencial para redução do consumo de água e energia e a definir ações visando a diminuição dos gastos nessas áreas e o uso responsável desses recursos, dentro das políticas globais de sustentabilidade.

    "Controlar o uso da energia e água é uma atividade complexa em uma organização como o Bradesco, que possui milhares de pontos de atendimento em todo o país. Graças ao sistema implantado em parceria com o CPqD, podemos definir as ações mais adequadas para cada dependência do banco, visando o uso racional de energia elétrica e água", afirma Amilton Nieto, da Diretoria Departamental - Departamento do Patrimônio do Bradesco. Hoje, o banco é referência no mercado brasileiro, por apresentar uma das menores taxas de consumo de energia por metro quadrado (kw/h/m²), em comparação a outras instituições financeiras.

    Ao mesmo tempo, a consolidação das informações oferecida pela solução do CPqD permite aos gestores do Bradesco conhecer melhor a infraestrutura existente, o consumo e os gastos das diversas unidades do banco e, com isso, realizar negociações visando obter melhores contratos com as concessionárias de energia. "A solução do CPqD é a única do mercado que contempla, de forma integrada, a gestão jurídica e técnica dos contratos, a gestão da eficiência energética de cada unidade consumidora e um software desenvolvido especialmente para receber as faturas em meio eletrônico. Com isso, é possível identificar erros nas faturas e unidades que estão com consumo incompatível com seu tamanho, ou com outras unidades de mesmo porte, entre outros benefícios", explica José Eduardo Azarite, diretor de Mercado Corporativo do CPqD.



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    Quinta, 10 de Junho de 2010 00:00

    A oferta da solução de segurança CPqD Gestão Integrada de Fraudes e Eventos no modelo de software como serviço será a principal novidade que o CPqD vai apresentar no Ciab FEBRABAN 2010.

    Com foco no banco do futuro, a empresa destaca as tecnologias e ferramentas destinadas a atender às necessidades dessas instituições. E isso inclui, além da gestão de fraudes, a segurança da informação e oferta para acesso aos serviços bancários via múltiplos canais.

    Além disso, o Centro apresentará a solução Google Earth Enterprise, oferecida por meio de parceria firmada recentemente com a Google visando a oferta de soluções geoespaciais voltadas para negócios.

    A intenção é atender, principalmente, os bancos de pequeno e médio porte, as empresas processadoras de cartões de crédito e débito e as redes de varejo que trabalham com cartões private label híbridos (que levam sua própria marca e de outras bandeiras), que também precisam de proteção contra fraudes.

    Implantada em diversas instituições financeiras, a solução tem o objetivo de prevenir a ocorrência de ações fraudulentas, por meio do monitoramento e análise, em tempo real e de forma pró-ativa, das transações realizadas pelos clientes a partir de diversos canais eletrônicos.

    Para isso, utiliza recursos, como sistemas preditivos e neurais, e combina com ferramentas da empresa americana FICO, com a qual o Centro mantém parceria para atender o mercado financeiro no Brasil, América Latina e Caribe.

    Outro destaque da companhia é a solução Gateway de Serviços, que tem a finalidade de facilitar e dar mais flexibilidade ao desenvolvimento de novas aplicações móveis.

    Fonte: Decision Report | Risk Report



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    Quarta, 09 de Junho de 2010 00:00

    O CPqD mostrará dois de seus trabalhos na Casa do Brasil, em Joanesburgo, durante a realização da Copa do Mundo de Futebol, na exposição promovida pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). Batizado de Projeto 14 Bis, o evento exibirá 12 projetos considerados inovadores na área de ciência e tecnologia, com o objetivo de apresentar o potencial criativo do Brasil nesse setor.

    Um desses projetos é o CPqD T-CoD Educação, desenvolvido com a finalidade de tornar as aulas nas escolas mais atraentes, dinâmicas e interativas, aumentando o interesse do aluno e facilitando o aprendizado. Ao mesmo tempo, o projeto visa a estimular a produção de conteúdos educacionais multimídia no País, utilizando a plataforma de TV digital interativa. "Trata-se de uma ferramenta de apoio ao professor, que passa a dispor de material audiovisual de alta qualidade para ilustrar as suas aulas", explica Juliano Castilho Dall'Antonia, diretor de Tecnologias de Serviços do CPqD.

    A instituição vem trabalhando com pesquisa e desenvolvimento de TV digital desde 1998, tendo participado ativamente do processo de escolha do padrão adotado no Brasil. Atualmente, está empenhada em desenvolver serviços e aplicações destinados a otimizar e popularizar o uso das plataformas de TV digital interativa. O CPqD T-CoD Educação teve seu primeiro teste de campo numa escola de Hortolândia, no interior de São Paulo.

    O outro projeto do CPqD, desenvolvido em parceria com a Universidade Mackenzie, tem como proposta a transmissão ao vivo, em tempo real, com super alta definição e em 3D, de jogos da Copa do Mundo de 2014, diretamente do Brasil para salas especiais instaladas em vários países, nos cinco continentes.

    Denominado Projeto 2014K, que conta com a participação da Rede KyaTera, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e da Rede Nacional de Pesquisa (RNP), tem como base a tecnologia de transmissão de filmes em super alta definição, chamada 4K, já adotada como padrão digital pela indústria de cinema.

    Nessa tecnologia, as imagens têm altíssima resolução: 4.096 pixels horizontais por 2.160 verticais, o que dá um total de 8,8 milhões de pixels por quadro (frame). Trata-se de uma resolução quatro vezes maior do que a full HD, que oferece 2 milhões de pixels por frame (1.080 horizontais por 1.920 verticais).

    Ethevaldo Siqueira

    Fonte: TeleQuest



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    Terça, 08 de Junho de 2010 00:00

    Projeto é um dos selecionados pela FINEP para ser apresentado durante a Copa do Mundo, na África do Sul

    Tornar as aulas nas escolas mais atraentes, dinâmicas e interativas, aumentando o interesse do aluno e facilitando o aprendizado, e, ao mesmo tempo, estimular a produção de conteúdos educacionais multimídia no Brasil. Esses são os principais objetivos do CPqD T-CoD Educação, um dos 12 projetos na área de tecnologia que a FINEP vai levar para a Copa do Mundo de 2010, na África do Sul.

    A ideia é utilizar a plataforma de TV digital interativa, em implantação no país, para a divulgação e distribuição de conteúdos didáticos multimídia, em tempo real e sob demanda, aproveitando as vantagens do baixo custo de acesso e da facilidade de uso da televisão. "Trata-se de uma ferramenta de apoio ao professor, que passa a dispor de material audiovisual de alta qualidade para ilustrar as suas aulas", afirma Juliano Castilho Dall'Antonia, do CPqD. Para o estudante, além de ajudar a aprender, a ferramenta também oferece a oportunidade de produzir e divulgar seus próprios conteúdos, utilizando a interface amigável da TV digital interativa.

    Como um dos maiores polos de tecnologia da América Latina, o CPqD vem trabalhando com pesquisa e desenvolvimento de TV digital desde 1998. Participou ativamente do processo de escolha do padrão adotado no Brasil e, atualmente, está empenhado em desenvolver serviços e aplicações, em várias áreas, destinados a otimizar e popularizar o uso das plataformas de TV digital interativa. Com esse conceito, nasceu o CPqD T-CoD Educação, que teve seu primeiro teste de campo em uma escola do município de Hortolândia, no interior de São Paulo.

    Para 2014, o objetivo do projeto do CPqD é estimular a construção de uma rede de conteúdos educacionais, que poderão ser acessados das salas de aula de todo o país por meio de um receptor de TV digital interativa. Construídos de forma colaborativa, esses conteúdos poderão ser criados nos laboratórios de produção das próprias escolas, utilizando uma linguagem moderna e atraente para os jovens estudantes brasileiros.



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    Terça, 08 de Junho de 2010 00:00

    Objetivo do Projeto 2014K é transmitir jogos ao vivo para vários países, com imagens em super-alta definição e 3D

    Transmissão ao vivo, em tempo real, com super-alta definição e em 3D de jogos da Copa do Mundo de 2014, diretamente do Brasil para salas especiais instaladas em vários países, nos cinco continentes. Essa é a proposta do Projeto 2014K, desenvolvido a partir de parceria entre o CPqD e a Universidade Mackenzie, que será apresentado na África do Sul, durante a próxima Copa do Mundo, na área de exposição que a FINEP vai destinar à tecnologia brasileira.

    O projeto, que também conta com a participação da Rede KyaTera, da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), e da Rede Nacional de Pesquisa (RNP), tem como base a tecnologia de transmissão de filmes em super-alta definição, chamada 4K, já adotada como padrão digital pela indústria de cinema. Nessa tecnologia, as imagens têm altíssima resolução: 4.096 pixels horizontais por 2.160 verticais, o que dá um total de 8,8 milhões de pixels por quadro (frame). "É uma resolução quatro vezes maior do que a do full HD, que oferece 1.080 pixels horizontais por 1.920 verticais, portanto 2 milhões de pixels por frame", explicam os professores Jane de Almeida e Thoroh de Souza, da Universidade Mackenzie.

    De acordo com o projeto, essa ultra definição será associada à tecnologia 3D na geração das imagens de alguns jogos da Copa do Mundo de 2014. A ideia é, até lá, ter essa tecnologia disponível para fazer transmissões experimentais desses jogos, em 4K 3D, para várias salas de exibição espalhadas pelo mundo. "O grande desafio do projeto é a distribuição das imagens em uma escala geográfica desse porte, para vários países simultaneamente e em tempo real. Nesse ponto entram a fibra óptica e diversas tecnologias específicas, que terão que ser desenvolvidas, nas áreas de captura, codificação, compressão e distribuição de vídeo", afirma Alberto Paradisi, gerente de Tecnologias Ópticas do CPqD.

    Por serem arquivos bastante pesados (um segundo de filme em 4K 3D tem cerca de 2GB), a transmissão dessas imagens exigirá conexões dedicadas de fibra óptica de altíssima velocidade - da ordem de 10 Gbits por segundo. Atualmente, essa largura de banda só está disponível nas redes experimentais de instituições acadêmicas e de pesquisa e desenvolvimento, como a KyaTera e as redes do Projeto GIGA e da RNP, todas no Brasil. Até 2014, a intenção é firmar parcerias com diversas universidades e entidades internacionais, visando a utilização da infraestrutura de banda ultralarga de suas redes experimentais na transmissão dos jogos para outros países.

    Na exposição na Casa Brasil, a ser instalada em Joanesburgo, África do Sul, o Projeto 2014K exibirá o filme da primeira partida de futebol do mundo gravada em 4K 3D: o clássico entre Grêmio e Internacional, pela final do Campeonato Gaúcho.



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    Segunda, 24 de Maio de 2010 11:28

    A tecnologia avança sobre a rede elétrica para transformar a distribuição de energia em um modelo mais eficiente. O smart grid, rede inteligente, propõe novos parâmetros para controlar o sistema elétrico e aproximar o consumidor do fornecedor. Uma comparação comum entre os especialistas é que se Graham Bell, o inventor do telefone, voltasse à vida hoje, pouco entenderia do produto que criou, ante os avanços do equipamento. Por outro lado, o mesmo não ocorreria se Thomas Edison, o inventor da lâmpada elétrica, conhecesse o Brasil nos dias atuais.

    "O setor de energia elétrica evoluiu muito pouco nas últimas décadas, mas acreditamos que a chegada do smart grid mude completamente esse cenário", defende o diretor de mercado corporativo do Centro de Pesquisas e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD) de Campinas, José Eduardo Azarite. "Daqui a dez anos, estaremos no mesmo patamar da telefonia", acrescenta.

    A expectativa é de que, em dez anos, toda a rede elétrica brasileira seja monitorada por chips, distribuídos em pontos estratégicos, que informarão detalhes da distribuição a uma central eletrônica. Os consumidores terão medidores eletrônicos instalados em suas casas ou empresas, que "conversarão" com a central distribuidora. A estimativa é de que, com a smart grid, a eficiência no fornecimento de energia fique próxima a 100%, afastando riscos de oscilações e apagões.

    Segundo Azarite, depois de implementado o monitoramento eletrônico, o consumidor poderá contar com um pacote de serviços tão amplo quanto o da telefonia. Nos Estados Unidos, referência mundial de smart grid, já se debate a possibilidade de vender energia elétrica no sistema pré-pago. O consumidor define o valor a ser consumido e, quando atingido, o serviço é cortado.

    Vantagens

    Entre outras vantagens para o consumidor estão a medição de 15 em 15 minutos, a conta detalhada por consumo de cada eletrodoméstico e a decisão sobre a origem da energia a ser consumida. Outra possibilidade em discussão é a comunicação por banda larga através da rede elétrica.

    A smart grid cria um sistema inteligente de distribuição de dados que poderá antecipar possíveis panes, evitando interrupção no fornecimento, mesmo em dias de chuva. "Estamos falando de algo que irá revolucionar o setor, mas que, claro, precisa de tempo. Além da tecnologia, depende de mão de obra especializada", diz o presidente da Associação de Empresas Proprietárias de Infraestrutura de Infraestrutura e de Sistemas Privados de Telecomunicações (Aptel), Pedro Jatobá.

    Algumas empresas iniciarão testes com a tecnologia no País a partir de 2012. "O Brasil deu um passo importante nesse sentido no mês passado, quando o Ministério de Minas e Energia (MME) criou uma comissão de estudo para analisar políticas públicas para a implantação do programa de smart grid. São as regulamentações que irão definir como o sistema irá operar no País", comenta.

    O impacto da tecnologia sobre a tarifa, lembra Jatobá, preocupa o setor. "Mesmo sabendo que, em médio prazo, teremos retorno do investimento, não podemos permitir que haja um impacto grande na tarifa. O medidor eletrônico, vital para a implantação do smart grid, custa hoje oito vezes mais caro que o tradicional", destaca.

    Saiba Mais

    O conceito de smart grid é um dos temas mais discutidos no mundo. Nos Estados Unidos, o presidente Barack Obama anunciou investimentos de US$ 4,5 bilhões (R$ 8,2 bilhões) para projetos no setor. A meta é um melhor gerenciamento da hoje estrangulada infraestrutura de transmissão norte-americana. Países como Austrália e Portugal debatem fornecer energia no sistema pré-pago, para que os consumidores gastem com eletricidade apenas o que quiserem gastar.

    Qualidade no fornecimento é fundamental

    No início do mês, foi realizada em Campinas a 2ª edição do Seminário Internacional de Smart Grid, no Centro de Pesquisas e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD), em Campinas. Mais de 40 empresas participaram do evento. "Quanto mais se falar sobre o assunto, melhor serão os resultados", defende o presidente da Aptel, Pedro Jatobá. "O foco de discussão mudou nos últimos três anos. Antes, falávamos em obstáculos, hoje em possibilidades", diz o consultor da IBM, Dário Almeida. Para Almeida, também é preciso limitar, nesse início de trabalho, o leque de serviços. "Mesmo sabendo de todas as possibilidades que o sistema poderá oferecer, o que o consumidor brasileiro mais quer é qualidade no fornecimento. Os apagões, as quedas de energia, geram prejuízos grandes para empresários e transtornos para o consumidor comum", avalia. O superintendente da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Paulo Henrique Silvestre Lopes, que também esteve em Campinas, avalia que o futuro do smart grid no Brasil é otimista. "Com o sistema, as hidrelétricas não serão obrigadas a funcionar sempre com a capacidade máxima, para atender o horário de pico, como ocorre atualmente. No futuro, será possível produzir o suficiente para cada horário com ofertas de preços diferenciados", afirma.

    Projeto busca estabelecer aplicações integradas

    O CPqD desenvolve um projeto de pesquisa de smart grid, em parceria com a AES Eletropaulo. O conceito está relacionado à integração de sistemas de energia e comunicação como forma de estabelecer uma rede inteligente, flexível, autorrecuperável e que atenda às demandas dos consumidores.

    A tecnologia promete novas aplicações integradas, que irão substituir os sistemas atuais, conforme o crescimento da infraestrutura de informação em termos de extensão e complexidade. O diretor de mercado corporativo, José Eduardo Azarite, acredita que o principal desafio tecnológico para a implantar da rede no Brasil é confirmar na prática a eficácia do produto na teoria.

    "Não podemos esquecer que o Brasil é um País grande e muito diferente e que cada região terá seus obstáculos. Não se trata de uma receita de bolo, mas sim de olhar para cada mercado. São Paulo, por exemplo, tem estrutura diferente da região amazônica", explica.

    Adriana Giachini

    Fonte: Correio Digital



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    Quarta, 19 de Maio de 2010 19:21

    O recente decreto do presidente Lula que determina aos órgãos da administração federal dar preferência à compra de equipamentos de tecnologia nacional, quando a diferença de preços for inferior a 10% entre o produto nacional e o importado, trará um grande desafio para a indústria nacional, que compete com conglomerados empresariais muito poderosos, avalia o presidente do CPqD, Hélio Graciosa. Para ele, o Plano de Nacional de Banda Larga (PNBL), cria também uma ótima oportunidade para o surgimento de um forte fornecedor nacional.

    Estimulados pelo PNBL, oito fabricantes nacionais de equipamentos e sistemas, dos backbones ópticos às redes de acesso, anunciaram na semana passada a formação de um consórcio para fornecer soluções completas às operadoras. Batizado de GENT (Grupo de Empresas Nacionais de Tecnologia). O consórcio reúne Padtec (fabricante de sistemas de comunicação óptica para backbones), Trópico (soluções IP), CPqD (sistemas de gerenciamento), Asga, Icatel, Gigacom, Datacom e Parks (fornecedores de equipamentos para backhaul e acesso). Juntas, somam um faturamento de R$ 1,2 bilhão, que pode dobrar de tamanho com o PNBL.

    Tele.Síntese - Qual a importância do Plano Nacional de Banda Larga para a infraestrutura de telecomunicações e para o desenvolvimento do país?

    Hélio Graciosa - Acho que o tema é relevante. A banda larga é a infraestrutura do século XXI. Na minha visão, o Estado brasileiro fez, após alguns debates, um movimento na direção de difundir a banda larga no país todo, a preços razoáveis, de tal forma que uma parte grande da população possa ter acesso. Esse movimento tem vantagens para a sociedade como um todo.

    Tele.Síntese - Que tipo de vantagens?

    Graciosa - Nós, como sociedade, agentes, governos, Poder Legislativo, estávamos discutindo muito, mas não havia um movimento concreto. Foi feito esse movimento, dá para ver que tem várias ações positivas -- o CPqD apoia em gênero, número e grau a banda larga levar, no seu bojo, o fomento à tecnologia nacional. Os países desenvolvidos fazem isso toda vez que há um projeto grande. Faço também uma analogia com o pré-sal, um projeto grande que também tem que ter a tecnologia nacional. Agora, há vários aspectos desse plano, que precisam ser debatidos e é preciso saber como a Telebrás vai operar.

    Tele.Síntese - Foi anunciado também que a partir de junho vai ser instalado o Fórum Brasil Digital, que é justamente uma mesa de discussão com diferentes setores da sociedade. Como você vê esse fórum?

    Graciosa - Considero que é um mecanismo democrático, mas se será eficiente vai depender da condução, porque esse plano de banda larga tem um esboço filosófico e conceitual. Fóruns grandes têm a vantagem de poder ouvir diferentes opiniões, mas para que sejam eficientes eles têm que ser conduzidos dentro de um conceito que já está estabelecido.

    Tele.Síntese - Um dos pilares do plano é a reativação e a ampliação das atividades da Telebrás, que passa a ser uma empresa operacional para cuidar da rede intragov e também vender capacidade no atacado, atuando como agente regulador de mercado. Como você considera a reativação da Telebrás?

    Graciosa - Na minha opinião, esse movimento de agora muda o enfoque do debate. A criação da Telebrás, ou sua recriação, para operar a rede intragov e operar grandes backbones, dependendo de como for conduzido esse movimento, pode ajudar a tirar esse impasse vivenciado pela sociedade brasileira em relação a que passo dar na direção de levar a banda larga para todo mundo. A recriação da Telebrás pode sim ajudar, mas novamente: depende de como será conduzida.

    Tele.Síntese - Como você vê o papel da iniciativa privada, das operadoras que são efetivamente hoje os únicos agentes da oferta de serviços no Brasil, dentro desse plano. Como se costura essa parceria?

    Graciosa - O modelo de telecomunicações no Brasil mudou há alguns anos e tem uma intensa participação da iniciativa privada, que não tem um papel social - no caso do Brasil em particular, temos uma distribuição de renda muito desigual - e por isso, a mão forte do Estado tem que entrar, sim. É uma arte para negociar até onde vai a iniciativa privada, aonde o Estado atua apenas regulando com mão forte e aonde o Estado precisa estrategicamente operar para provocar situações que melhorem a distribuição da banda larga no país. Acho que o movimento é correto e depende agora da arte de se operacionalizar esse movimento.

    Tele.Síntese - O PNBL traz uma novidade no setor de telecomunicações, que é o de ampliar 30 milhões de acessos banda larga até 2014 e cria estímulos à tecnologia nacional, uma vez que abre espaço tanto para incentivo fiscal como para financiamento , além de trazer o decreto de poder de compra para a tecnologia nacional. Qual o impacto dssas medidas sobre a indústria nacional e a tecnologia nacional?

    Graciosa - O CPqD foi criado com esse objetivo. Há 35 anos nossa crença é de que a tecnologia desenvolvida no país é relevante para a soberania e para criar riqueza. Com esse movimento atual, acho que vai haver um fortalecimento grande da indústria nacional, vai ter mais mercado, vai ter mais grupos de pesquisa no Brasil. Só vejo coisas positivas. Mas não podemos, com essas medidas, voltar a um estágio de mercado fechado ou de proteção de mercado. Temos que fomentar a tecnologia nacional, mas ela também tem que ser desafiada para ser cada vez mais competitiva, ter qualidade e preços melhores.

    Tele.Síntese - O decreto que prioriza a tecnologia nacional nas compras do governo federal traz inovações em relação ao que existia no passado, com diferenças em relação ao mercado fechado de informática. Instiga maior atuação da inovação, e o diferencial de preço para a disputa entre o produto nacional e o importado é de 10%. Você acha que esse percentual é suficiente para que a indústria nacional tenha competitividade?

    Graciosa - Eu acho que 10% é um diferencial que é desafiante para a indústria nacional porque nós, empresas de tecnologia brasileira, estamos competindo com empresas muito maiores, que têm uma escala muito grande, que são as empresas europeias e asiáticas, então, 10% é bem desafiante. Não dá para ninguém ficar na inércia. Eu acho que esse percentual poderia até ser variável e gerenciado pelo Estado brasileiro. Para medidas de competitividade, eventualmente o percentual poderia ser aumentado. E eu acho que o Brasil já tem maturidade para fazer isso.

    Tele.Síntese - Qual o papel do consórcio de tecnologia nacional, anunciado na semana passada e que reúne oito empresas brasileiras, entre elas o CPqD, para atuar de forma integrada e oferecer soluções para banda larga no PNBL? E o que pode representar em termos de ampliação, seja da força dessas empresas, seja estimulando o surgimento de novas empresas?

    Graciosa - Só o anúncio do plano já fez com que as indústrias brasileiras que têm tecnologia nacional se alinhassem, coisa que a gente não via neste país. E mais: pelo menos na oferta que será feita para o governo, deixassem de ser competidores, num cenário em que um briga com o outro em detrimento de empresas maiores que estão no mundo todo. Isso já foi, de per si, um benefício para o meio empresarial brasileiro na área de telecom. Os empresários brasileiros estão, e continuarão, alinhados.

    O que acontece hoje? Nós não temos no Brasil uma grande indústria brasileira fornecedora de equipamentos de telecomunicações. O Brasil conseguiu fazer recentemente em vários setores grandes empresas, inclusive no nosso setor houve um movimento de se fazer uma grande operadora que é a Oi. Então, esse é um programa de governo. O que está faltando, na minha opinião, é o grande fornecedor. Eu tenho esperança que esse movimento catalize essa demanda. Poderia ser: uma grande operadora, um grande fornecedor, um grande centro de pesquisa, que já existe e é o CPqD, e o subsídio, projetos de governo, através do Funttel, que também já existe. Esses mecanismos já existem e isso pode compor uma cadeia virtuosa fantástica. Teria exclusividade? Não. O CPqD poderia, com recursos do Funttel, fazer grandes projetos e passar para esse fornecedor - que também não desenvolveria projetos exclusivos do CPqD, assim como a operadora não precisaria ter essa grande empresa como único fornecedor. Mas, tudo dentro de um processo em cadeia.

    Por Lia Ribeiro e Fatima Fonseca

    Fonte: Tele.Síntese



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    Segunda, 17 de Maio de 2010 14:03

    Plano nacional para ampliar o alcance da internet de alta velocidade começa a ganhar forma e gera debate

    O Plano Nacional de Banda Larga começa a ganhar forma, embora ainda tímida, e já vem provocando polêmica desde antes da divulgação de detalhes. Um dos principais temores refere-se à reativação da estatal Telebras para gerir parte da distribuição do serviço no Brasil. Operadoras preocupam-se com o alcance dessa interferência. Mas é fato que o Brasil ainda patina feio no fornecimento de conexão em alta velocidade, considerada a infraestrutura do século 21. O plano busca nivelar um enorme buraco, cavado por preços entre os mais altos do mundo e população desconectada.

    Mas, como reconhece o presidente do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD), Hélio Graciosa, em entrevista ao Correio Digital, o acesso à internet de alta velocidade não elimina problemas mais elementares, como analfabetismo e analfabetismo funcional. Graciosa avalia que o plano de ampliar o acesso à rede de banda larga é positivo, porque vai determinar os rumos do desenvolvimento do País. Mas comenta que a velocidade proposta, de 512kbps, que em muitos países sequer é considerada banda larga, ainda deixa a desejar. Na entrevista, Graciosa fala sobre expectativas e alcance do novo plano.

    Correio Digital - Como o senhor avalia o Plano Nacional de Banda Larga?

    Hélio Graciosa - O anúncio feito pelo governo com relação ao Plano Nacional de Banda Larga nos parece muito adequado. Há dois movimentos fortes, um é no sentido de viabilizar a disponibilização de internet banda larga para a maioria da população brasileira. Na nossa opinião, isso é extremamente relevante, pois quem não tiver acesso à banda larga daqui a vinte anos vai estar fora da sociedade. O segundo ponto é que a banda larga passa a ser um projeto estruturante no Brasil e esse projeto, conforme anunciado pelo governo, deverá ser construído baseado em tecnologia nacional, uma ocasião para desenvolver a tecnologia no País.

    Quais os benefícios e os equívocos ou falhas do plano, na sua opinião?

    Ainda não conhecemos os detalhes, então ainda não somos capazes de comentar a operacionalização e obstáculos.

    Operadoras reclamam que a Telebras pode interferir na livre concorrência e em licitações para prestação de serviços a órgão públicos. A reativação da Telebras pode ser considerada uma estatização da internet no Brasil?

    Depende da maneira como será feita, pode ou não interferir na livre concorrência. Não sabemos ainda, precisamos ver como o governo pretende operacionalizar. Agora, de nenhuma forma pode ser considerada como uma estatização da internet do Brasil. O Brasil é grande, a populaçao é grande, já existem várias empresas oferecendo banda larga, não há a menor condição de estatizar o acesso à internet no Brasil e nem re-estatizar a telefonia.

    O programa Banda Larga Popular tem como velocidade 250kbps, o que nem é considerado banda larga em muitos países, que começam a chamar alta velocidade a partir de 1mbps. Na sua opinião, por que o programa não puxou a velocidade para cima?

    A banda larga que está se querendo colocar é de no mínimo 512kbps. Não é o ideal, mas nós estamos num País que tem uma geografia, uma população, uma distribuição de renda muito difíceis de serem atendidas com alta velocidade em todo o território. Não é o ideal 512kbps, mas é uma maneira de lançar o plano e ter objetivos factíveis num prazo relativamente curto.

    A banda larga pode chegar por telefonia, radiofrequência, fibra ótica e pela rede elétrica. Qual o meio de transmissão mais e menos vantajoso no Brasil hoje? Por que?

    Não há uma fórmula para todas as situações. Dependendo da situação, é mais barato colocar fibra ótica, mais barato mandar via rádio ou pela rede elétrica. Então, não há uma fórmula que valha para todos os acessos à internet. No caso do Brasil, a utilização da fibra ótica, não necessariamente para fazer o acesso final, mas para fazer a transmissão ao longo do País, é essencial, porque só a fibra ótica permite a transmissão de milhões de sinais de banda larga. É o meio mais barato quando se quer transmitir uma quantidade imensa de informações. Num país com a dimensão do Brasil, a vantagem da fibra ótica em termos de custos, para transmitir quantidades imensas de informações, é muito clara.

    Em países da Europa, as informações do cidadão estão todas disponíveis na rede. Desde os impostos, seguros, escola onde estuda, passagem por médicos e remédios que lhe foram receitados. Quais as restrições para estabelecer um sistema como esse no Brasil?

    Não há o menor empecilho em termos de Brasil. Hoje já há várias informações do cidadão na rede. Nosso sistema de imposto de renda e o de votação eletrônica são dos mais avançados do mundo. O Brasil é um dos países mais adiantados no sistema de serviços bancários pela internet. Então, não há restrição nenhuma. É apenas uma questão de que não dá para atender todos os cidadãos brasileiros de uma hora para outra. Isso vai chegando aos poucos com o acesso à banda larga.

    Qual a dificuldade de levar banda larga para regiões de alto analfabetismo e analfabetismo funcional? Vai funcionar? O que deveria ser feito?

    A questão do analfabetismo funcional não é uma questão de banda larga nem de inclusão digital. É um problema mais básico do que isso. Então, é necessário desenvolver sistemas que facilitem o acesso do analfabeto funcional à internet. O CPqD tem programas nesse sentido. Mas não é a banda larga que vai resolver o problema do analfabetismo no Brasil.

    Levando em conta todos os problemas do Brasil, qual o efetivo alcance do Plano Nacional de Banda Larga?

    A sociedade brasileira tem discutido muito essa questão. A banda larga é tida no mundo todo como a infraestrutura do século 21. A ferrovia foi a infraestrutura do século 19, a energia elétrica e a rodovia foram a do século 20. E a banda larga é a infraestrutura do século 21. A sociedade brasileira tem discutido muito isso e o governo, a partir dessas discussões, fez o lançamento dessas medidas no sentido de difundir a banda larga a preços razoáveis. Como eu falei no início, o movimento é positivo, precisamos ver agora como vão ser os detalhes dessa operacionalização. A banda larga é um assunto de infraestrutura e todos deveriam ter direito a ela.

    Silvana Guaiume

    Fonte: Correio Popular



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    Sábado, 15 de Maio de 2010 00:00

    Grupo, em processo de registro, vai disputar os editais relativos ao Plano Nacional de Banda Larga

    Metade das empresas que vão integrar o recém-formado consórcio nacional para concorrer aos editais relativos ao Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), cujo decreto foi publicado anteontem, é da Região Metropolitana de Campinas (RMC). O Grupo de Empresas Nacionais de Tecnologia (Gente) está em processo de registro como pessoa jurídica e é composto por quatro empresas com base na região: CPqD, Padtec e Trópico (Campinas) e AsGa (Paulínia), além da Gigacom e Icatel (São Paulo), Datacom (Porto Alegre-RS) e Parks (Cachoeirinha-RS).

    Juntas, as companhias somam um faturamento de R$ 1,2 bilhão, valor que deve ser triplicado até 2014, conforme as expectativas em relação aos editais que devem ser lançados pela Telebrás.

    Para o presidente da Padtec, empresa voltada ao desenvolvimento, fabricação e comercialização de sistemas de comunicações ópticas de alta capacidade, Jorge Salomão Pereira, a oportunidade despertou a atenção do setor de equipamentos de telecomunicações, e a formação do consórcio foi decidida porque permite a criação de um pacote que ofereça uma solução integrada.

    "São empresas complementares e que possuem portes equivalentes. Essa parceria se configurou naturalmente pela sinergia e interação entre essas empresas. Ainda existe espaço para outros interessados que queiram participar", disse, ontem, durante entrevista coletiva.

    Pereira ressaltou que, por meio do consórcio, o custo operacional para se desenvolver um sistema único será mais baixo, com mais escala para produção e vantagens para negociar com fornecedores a aquisição de componentes. "Isso vai nos dar mais respaldo para competirmos com a força das empresas asiáticas e europeias. É alto o investimento que o governo vai fazer, o que nos dá bastante segurança de que teremos capacidade para concorrer."

    Além disso, em outro decreto também publicado anteontem, o governo federal determinou a preferência por empresas nacionais na contratação de bens e serviços de informática e automação, medida complementar ao PNBL que também vai beneficiar o setor de telecomunicações.

    A expectativa do consórcio é de que, até o fim do ano, a Telebrás comece a publicar os editais para dar início à implantação do plano. A partir de então é que o grupo deve definir a quantia a ser investida. É provável que as empresas busquem planos de financiamento. "Reunimos condições para nos candidatar a crédito, e o BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico Social) possui linhas bastante atrativas", lembra.

    Plano

    Com investimentos de R$ 6 bilhões, o governo federal pretende conectar 30 milhões de residências no País em quatro anos, e chegar a 40 milhões de lares com banda larga. Os representantes das empresas envolvidas no consórcio estiveram reunidos na semana passada com a ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, para discutir a atuação do Gente no PNBL.

    Pereira ressaltou que a reunião foi produtiva e que o grupo está confiante no sucesso do plano. "Investir numa infraestrutura de banda larga é tão importante atualmente quanto a construção de estradas. É inevitável que um país com um PIB do tamanho do Brasil desenvolva um plano para ter uma estrutura de vanguarda", apontou.

    O NÚMERO

    2,5 MIL é o total de funcionários empregados pelas empresas do consórcio. O montante poderá ser triplicado até 2014, conforme as expectativas.

    Padtec projeta atingir a cifra de R$ 100 milhões ainda este ano

    Com faturamento de cerca de US$ 80 milhões em 2009, a Padtec é uma fornecedora de soluções de alta tecnologia com atuação internacional. Especializada em comunicações ópticas de alta capacidade, ela oferece soluções para redes de longa distância, metropolitanas, redes de acesso e storage e está presente nos maiores provedores de serviços de telecomunicações da América Latina. A expectativa é de que a empresa chegue a um faturamento de US$ 100 milhões em 2010, independentemente da participação no PNBL.

    Situada em Campinas, onde estão 240 funcionários, a companhia tem escritórios em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Argentina, Peru e México. O capital da Padtec é fechado e os principais acionistas são o CPqD, com 65,79% de participação, e o Ideiasnet, com 34,21%.

    Em 2008, a companhia adquiriu a israelense Civicom, uma das líderes mundiais em limpeza de sinais ópticos - os valores do negócio não foram revelados.

    Renan Magalhães

    Fonte: Correio Popular

     



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    Sexta, 14 de Maio de 2010 00:00

    A Padtec, fornecedora de sistemas ópticos para backbones (sistemas DWDM), produziu esta semana as primeira plataformas com taxa de transmissão por canal de 40 Gbps, quatro vezes superior ao modelo atual da linha LightPad. A evolução da plataforma, uma demanda natural do mercado à medida em que aumenta a capacidade de transmissão na ponta da rede, é resultado de um desenvolvimento conjunto da equipe brasileira e da equipe israelente da CivCom, comprada em 2008 pela Padtec.

    Com faturamento de R$ 130 milhões no ano passado, com lucro de R$ 9 milhões, a Padtec responde por 30% do mercado nacional de sistemas de comunicação óptica para backbones, fornecendo para todas as grandes operadoras. Também está presente em vários países da América Latina e seu objetivo, ao comprar a CivCom, foi complementar sua linha de produtos e ganhar músculos para entrar no mercado asiático, especialmente Índia, Filipinas e Indonésia

    Fabricantes nacionais formam consórcio para fornecer soluções de banda larga

    Estimulados pelas discussões do Plano Nacional de Banda Larga, oito fabricantes nacionais de equipamentos de banda larga e sistemas, dos backbones ópticos às redes de acesso, formaram um consórcio para fornecer soluções completas às operadoras. Com essa articulação, de acordo com Jorge Salomão Pereira, presidente da Padtec, o grupo espera ganhar economia de escala e se tornar mais competitivo frente aos seus competidores, multinacionais europeias e asiáticas. "A oferta da solução completa permite reduzir custos de aquisição de componentes, para os fabricantes, e custos operacionais para as teles", observa.

    O anúncio do consórcio, batizado GENT (Grupo de Empresas Nacionais de Tecnologia), foi feito um dia após a publicação, pelo governo federal, do decreto que institui o PNBL. Na avaliação de Salomão, o lançamento do PNBL vai potencializar o mercado com a redução dos custos dos insumos. "Não sabemos estimar qual será o crescimento, mas o mercado vai crescer e os fornecedores de tecnologia nacional têm uma grande oportunidade de expandir sua atuação", avalia ele, que destaca a importância de o PNBL carregar, em sua formulação, o desenvolvimento da tecnologia nacional.

    As empresas que integram o consórcio são, além da Padtec (fabricantes de sistemas de comunicação óptica para backbones), Trópico (soluções IP), CPqD (sistemas de gerenciamento), Asga, Icatel, Gigacom, Datacom e Parks (os cinco últimos fornecedores de equipamentos para backhaul e acesso). Seu faturamento conjunto é de R$ 1,2 bilhão, que pode dobrar de tamanho com o PNBL.

    O consórcio vem sendo articulado há vários meses e ele pode ser, na avaliação de Salomão, a semente de um futuro grande fabricante nacional de telecomunicações. "São empresas que são mais ou menos do mesmo tamanho, têm objetivos comuns e pontos de identidade em sua cultura", avalia. Mas a fusão dessas empresas ainda não está colocada. Por enquanto, só se juntaram para formar um consórcio para oferecer soluções integradas de banda larga, que está aberto a novas adesões se surgirem outros fabricantes nacionais interessados.

    Lia Ribeiro Dias

    Fonte: Tele.Síntese



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    Quarta, 12 de Maio de 2010 13:25
    O CPqD acaba de concluir, a pedido da GSM Association, um estudo detalhado sobre o planejamento das redes de telefonia móvel para a Copa do Mundo de 2014 no Brasil, com aspectos relevantes que se aplicam também às Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro.

    As imagens recentes e entristecedoras das chuvas no Rio de Janeiro, durante as quais mais de 200 pessoas morreram e o estádio do Maracanã foi devastado pelas águas, bem como a advertência do comitê organizador da Copa de 2014, da FIFA, de que o trabalho de reforma dos estádios brasileiros está atrasado, devem servir de alerta não só para o governo como também para a sociedade civil.

    O sucesso da Copa de 2014, das Olimpíadas de 2016 e de qualquer evento desse porte depende de iniciativa, investimento e supervisão do governo, associados a uma ampla mobilização da sociedade civil organizada, inclusive do setor privado. O gigantesco fluxo de pessoas previsto em tais eventos potencializa as necessidades de infraestrutura e vários serviços básicos, como transporte, distribuição de água, saneamento, eletricidade, serviços financeiros, bancários, de saúde e telecomunicações.

    Nos serviços de telecomunicações, o destaque serão as redes móveis. O estudo do CPqD relaciona sugestões bastante concretas, para as prestadoras do Serviço Móvel Pessoal (SMP) do Brasil e para os comitês organizadores desses eventos, sobre como se deve começar a construir desde já uma estratégia para assegurar que, na área de telecomunicações móveis, o Brasil venha a apresentar uma excelente performance, tanto em 2014 quanto em 2016. É indispensável garantir que os esforços realizados para esses eventos deixem um legado positivo para o povo brasileiro e engrandeçam a imagem do País. E vale destacar que, em relação às telecomunicações móveis, nota-se uma enorme coincidência entre as metas projetadas pelo CPqD, para servir bem aos eventos, e as metas nacionais para melhorar os serviços e ampliar a penetração da banda larga, um importante objetivo do País neste momento.

    O estudo do CPqD aponta que, até 2014, serviços de dados que tiram proveito da tecnologia 3G podem deslanchar, como a TV móvel e, principalmente, as redes sociais móveis. Uma das razões para se acreditar que as redes sociais móveis serão um sucesso é que sua adoção pelos usuários de internet no Brasil foi muito maior do que em outros países. Esse comportamento deverá causar um grande impacto no tráfego das redes em 2014 e demandará mais faixa de frequência, otimização da infraestrutura de rede e planejamento de contingência para garantir a disponibilidade e a qualidade dos serviços.

    Um ponto que chama a atenção nas análises do CPqD é a relevância do LTE, a quarta geração da telefonia móvel, com velocidades de transmissão de dados via banda larga móvel de 50 a 100 Mbps. Em 2014, haverá cerca de cem redes LTE no mundo, com mais de 500 milhões de usuários de LTE e 1,2 bilhão de conexões HSPA. Estima-se que mais de 1 milhão de pessoas visitarão o Brasil para a Copa do Mundo, em junho e julho de 2014, entre turistas, profissionais ligados ao evento e jornalistas. Uma parcela significativa desses visitantes trarão terminais LTE.

    Para viabilizar a presença do LTE no Brasil em 2014, é preciso planejar a partir de agora. Não é possível deixar para a última hora. Em especial, o CPqD recomenda que espectro adicional e em bandas mais largas seja oferecido ao mercado de telefonia móvel, para introduzir o LTE no Brasil. O CPqD identifica a banda de 2.5 GHz como aquela capaz de dar a oportunidade de várias operadoras alcançarem 2 X 20 MHz, num total de 2 X 70 MHz para todas as operadoras móveis, ou 140 MHz, na banda de 2.5 GHz.

    Esta é uma importante recomendação, mas não a única feita pelo CPqD. O roaming é outro item de destaque e que deve ser cuidadosamente analisado, uma vez que se trata de um evento esportivo mundial, sediado em várias cidades, que receberão muitos visitantes. Mas os desafios vão além de estimar demanda e tráfego, que devem ser planejados também de acordo com os riscos envolvidos, principalmente as novas ameaças emergentes, que podem afetar diretamente a qualidade e a disponibilidade dos serviços móveis existentes.

    O mundo convergente e com total mobilidade, previsto como pano de fundo para a Copa do Mundo de 2014 no Brasil, representa um novo cenário de novas ameaças, que deve ser trabalhado.

    É essencial preparar-se para dar segurança às redes de telecom na Copa. Um caminho é usar os próximos eventos entre este ano e 2014, como os jogos militares, para experimentar inovações de serviços (tais como a TV no celular) e, acima de tudo, engajar o governo e as empresas de telecom num ambiente cooperativo para planejar o sucesso da Copa e das Olímpiadas. A cópia do documento completo do CPqD está à disposição dos interessados no site da GSMA: www.gsmworld.com.

    Ricardo Tavares é vice-presidente sênior de políticas públicas da GSMA e presidente da TechPolis, Inc.

    Fonte: Tele.Síntese



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    Segunda, 10 de Maio de 2010 14:55

    Um grupo de no mínimo oito fabricantes nacionais de equipamentos de tecnologia vai se associar em consórcio para concorrer aos editais que a Telebrás abrirá até o fim do ano para implantar novas redes de banda larga. O Grupo de Empresas Nacionais de Tecnologia (Gente) será oficializado assim que for divulgado o primeiro edital. Por enquanto, ele é composto por Padtec, Trópico, Icatel, AsGa, Gigacom, Datacom, Parks e Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD).

    As empresas do grupo querem ganhar musculatura para concorrer com os asiáticos no mercado internacional. Os chineses são, atualmente, os principais fornecedores desse tipo de equipamento no mundo e no Brasil.

    "O mundo todo tem projetos de expansão da banda larga e queremos seguir exemplos como o da Embraer para competir no exterior", diz Raul Antônio Del Fiol, diretor-presidente da Trópico. Os participantes do consórcio têm condições de fornecer 100% dos produtos necessários para as redes, diz o executivo. "Surgimos com a primeira onda de redes feita pela Telebrás, mas, após a privatização do setor, as operadoras usaram poucos produtos nacionais. Agora, na terceira onda, as empresas que sobreviveram têm uma ótima oportunidade."

    Segundo Roque Versolato, presidente da Gigacom, os cerca de 2,5 mil funcionários que as oito empresas reúnem hoje poderá ser triplicado ao longo do Plano Nacional de Banda Larga, que tem prazo até 2014. Para Jorge Salomão, presidente da Padtec, a receita das empresas do grupo, de R$ 1,2 bilhão atualmente, pode triplicar com o projeto. O Brasil é um dos poucos países capazes de construir integralmente essas redes com tecnologia nacional, diz José Lopes, presidente da Datacom.

    O grupo Gente reuniu-se com a ministra Erenice Guerra, chefe da Casa Civil, na sexta-feira, em Brasília. Um dos focos do governo, com o Plano Nacional de Banda Larga, é estabelecer uma política nacional de equipamentos tecnológicos. A ideia é usar o poder de compra governamental, via Telebrás, para fomentar a indústria nacional, com o chamado direito de preferência ao produto com tecnologia brasileira. O modelo prevê desconto de 100% do IPI incidente sobre os equipamentos nacionais. Além disso, o BNDES terá uma linha de crédito estimada em R$ 6,5 bilhões para financiar a aquisição de equipamentos com tecnologia nacional.

    O governo federal oferece uma série de incentivos tributários e de crédito para as empresas do setor, estabelecidos pela Lei de Informática e pelo Processo Produtivo Básico (PPB), que prevê estímulos à produção nacional. Mesmo assim, o governo estima que, das redes construídas pelas operadoras de redes fixas após o processo de privatização, iniciado em 1998, apenas uma fatia entre 2% e 4% dos equipamentos instalados tenha sido fabricada no país.

    Danilo Fariello

    Fonte: Valor Econômico



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    Segunda, 10 de Maio de 2010 14:41

    A parceria prevê o uso do Google Earth Enterprise para que empresas possam trabalhar com informaçõeos geospaciais.

    O CPqD e o Google fizeram uma parceria para que empresas possam integrar informações como imagens e dados geoespaciais por meio da ferramenta de mapas Google Earth em toda a América Latina.

    Com o acordo, o CPqD acrescentará a plataforma Google Earth Enterprise ao seu portfólio de soluções que utilizam sistemas de informações geográficas (GIS, em inglês). A empresa também desenvolve aplicações especificas para o GIS, integrado ao Google Earth Enterprise.

    Para o gerente de parcerias e canais do CPqD, Guilherme Dias dos Santos, a parceria representa uma ampliação nos campos de atuações da companhia, oferecendo um alcance maior de usuários e atingindo o público não especializado nessa área.

    Fonte: IDG Now!



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    Segunda, 10 de Maio de 2010 14:32

    O vice-presidente de políticas públicas da GSM Association (GSMA), Ricardo Tavares, apresentará o estudo "Copa de 2014: A importância das redes móveis de telecomunicações", durante sua palestra na edição do Rio Wireless, que se realiza nos dias 12 e 13 de maio, no Hotel Windsor Barra, no Rio de Janeiro.

    O estudo, feito pelo CPqD, analisa os principais desafios das empresas de telecomunicações - em especial, das operadoras de telefonia móvel - na preparação para a Copa do Mundo de Futebol de 2014 e para os Jogos Olímpicos de 2016. O levantamento mostra que a telefonia móvel deverá superar os 210 milhões de assinantes. Também trata da associação do celular com a TV digital, viabilizando a TV móvel interativa.

    No trabalho, há ainda uma análise sobre a crescente demanda de tráfego para a comunicação em função dos megaeventos. Também analisa os principais serviços previstos para 2014, avalia a perspectiva de demanda e tráfego e reflete sobre as necessidades de espectro, gerenciamento de riscos, proteção de infraestrutura crítica e segurança da informação.

    Fonte: Convergência Digital



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    Sábado, 08 de Maio de 2010 00:00
    O presidente da fabricante de radiotransmissores Gigacom, Roque Versolato, estima que o faturamento da indústria nacional de equipamentos de telecomunicações pode triplicar até 2014, com as medidas previstas no Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). Pêlos seus cálculos, hoje, a receita anual do setor está entre R$ l bilhão e R$ 1,2 bilhão e é gerada por 12 empresas (fabricantes de roteadores, equipamentos ópticos, rádios transmissores e modems).

    "Em algumas áreas de nicho, o faturamento pode crescer até seis vezes, como é o caso de rádios de alta velocidade, acesso por rádio ou modem, porque serão cerca de 30 milhões de domicílios a mais com banda larga", afirma. O executivo participou de uma das quatro reuniões realizadas ontem pelo governo federal em Brasília para apresentar o PNBL a representantes da sociedade civil e do setor de telecomunicações, entre fabricantes nacionais, operadoras, provedores de serviços de comunicações. Segundo Versolato, os fabricantes nacionais de equipamentos de telecomunicações emprega 2,5 mil pessoas, número que deve saltar para 7,5 mil nos próximos quatro anos, devido às medidas prometidas pelo governo federal, que incluem linhas de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Económico e Social (BNDES) e desonerações tributárias. Versolato diz que a grande preocupação é ter uma linha de financiamento que garanta recursos para suportar a expansão das empresas e o aumento da produção. "É um crescimento expressivo até 2014, são muitos obstáculos, mas vamos conseguir." O presidente do CPqD, Hélio Graciosa, também participou da reunião em Brasília e classificou as propostas como "positivas", embora ressalte que o governo não apresentou um detalhamento das ações. "No bonde deste movimento existe o fomento à tecnologia e à produção brasileira, o que faz todo o sentido", avalia.

    Já de acordo com o presidente da Associação Brasileira das Prestadoras de Serviços de Telecomunicações Competitivas (Telcomp), Luís Cuza, na reunião com prestadoras de serviços de telecomunicações, o governo informou que o crédito do BNDES previsto inicialmente em R$ l bilhão poderá ser superado, se necessário, e também poderá ser oferecido por outros meios, além do Cartão BNDES. Além disso, o governo demonstrou a intenção de realizar, workshops com os prestadores para identificar necessidades específicas de financiamento. Cuza informou ainda que o decreto presidencial sobre o PNBL deve ser assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva antes do fim de maio e determinará prazos para que a Agência Nacional de Telecomunicações estabeleça dez regulamentações para o setor.

    O presidente da Telefónica, António Carlos Valente, disse que o governo sinalizou que fará neste ano a licitação para a venda de licenças de telefonia celular e conexão em banda larga. Entre as frequências que serão licitadas em 2010, estariam as de 450 megahertz (MHz) e a de 3,5 giga-hertz (GHz). Valente disse ainda que há uma possibilidade de os valores mínimos dessas licenças serem ajustados a eventuais crescimentos de cobertura das áreas que serão atendidas pelo serviço. Segundo o executivo, a frequência de 2,5 GHz, disputada por empresas de telefonia e operadoras de TV por assinatura, não está nas previsões de licitação em 2010. Valente disse ainda que a entrada de uma nova rede no mercado, como as fibras óticas que serão usadas pela Telebrás para transporte de dados, poderá atrair interesse de várias empresas, inclusive da Telefónica, fora do Estado de São Paulo.

    Fabiana Monte com Agência Estado

    Fonte: Brasil Econômico



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    Quarta, 05 de Maio de 2010 10:22

    Usamos a comunicação intensamente porque precisamos participar de nossa evolução e do fundamento da nossa própria existência. Como atividade educativa, a comunicação envolve, ainda, a troca de experiências entre pessoas de gerações e culturas diferentes, permitindo que sigamos em frente.

    Pelo Dia Internacional das Comunicações, a homenagem do CPqD a todos – organizações e profissionais – que contribuem para unir aqueles que estão isolados e aproximar quem está longe, tornando o ato de comunicar base segura para uma vida melhor a toda a humanidade!



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    Quarta, 05 de Maio de 2010 00:00

    Facilitar o acesso de analfabetos, idosos e pessoas com deficiências a aplicações e serviços na internet - principalmente de governo eletrônico. Esse é o principal objetivo do modelo de interação para interfaces web desenvolvido pelo CPqD, dentro do projeto STID - Soluções de Telecomunicações para Inclusão Digital, que agora está à disposição de todos os interessados, em forma de cartilha. Batizada de Modelo de Interação Inclusivo para Interfaces de Governo Eletrônico, o documento é resultado de três anos de trabalho dos pesquisadores do CPqD no projeto STID, concluído em dezembro de 2009 e que contou com financiamento do Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações (FUNTTEL), do Ministério das Comunicações.

    "O diferencial desse projeto foi o contato direto com o público a ser atingido: pessoas com deficiências, analfabetas ou com baixo letramento", afirma Lara Piccolo, pesquisadora da Diretoria de Tecnologias de Serviços do CPqD, que coordenou o trabalho. Segundo ela, o fato de incluir também pessoas com baixo letramento é uma das principais inovações do modelo de interação desenvolvido.

    Com a cartilha, a ideia é divulgar o resultado desse trabalho, para que outros grupos interessados em desenvolver interfaces desse tipo possam aproveitar a experiência e o conhecimento acumulado. Boa parte desse conhecimento foi obtido em uma grande quantidade de estudos realizados junto ao público-alvo, tanto no laboratório de usabilidade do CPqD como em campo - em especial, nos telecentros dos municípios de Bastos e Santo Antônio de Posse, no interior de São Paulo, onde as novas interfaces já estão implantadas. "Trabalhamos em parceria com a USP e a Unicamp e fizemos muitos testes com pessoas analfabetas e com deficiências, justamente para detectar suas habilidades e necessidades e para validar nossas soluções", diz Lara.

    Fonte: e-thesis



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    Terça, 04 de Maio de 2010 00:00

    Interface amigável da plataforma Google facilitará consultas a sistemas geoprocessados

    Ajudar as empresas que querem integrar suas próprias informações - principalmente imagens e dados geoespaciais - à ferramenta Google Earth Enterprise. Esse é o principal objetivo da parceria que acaba de ser fechada entre o CPqD e a Google para atender ao mercado corporativo, nos mais diversos segmentos - não só no Brasil, mas na América Latina.

    Pelo acordo, o CPqD irá acrescentar a seu portfólio de soluções que utilizam sistemas de informações geográficas (GIS) a plataforma Google Earth Enterprise, integrada às bases de dados geoespaciais dos clientes. Utilizando sua experiência nessa área, o CPqD também desenvolve aplicações específicas complementares ao GIS corporativo - integrado ao Google Earth Enterprise.

    "A parceria vai permitir levar as soluções GIS do CPqD a um número maior de usuários, atingindo também o público não especializado nessa área", afirma Guilherme Dias dos Santos, da Gerência de Parcerias e Canais do CPqD. Segundo Daniel Teijeiro, da Diretoria de Sistemas de Suporte a Operação do Centro, o Google Earth Enterprise tem uma interface amigável, simples e de alto desempenho, que facilita as consultas a informações de sistemas geoprocessados - com mapas e imagens 3D - por usuários não familiarizados com esse tipo de tecnologia.

    Fonte: Portal Segs



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    Terça, 04 de Maio de 2010 00:00

    Acordo do CPqD com o Google permite integrar dados geospaciais de seus clientes ao do Google Earth Enterprise.

    Segundo Daniel Teijeiro, da Diretoria de Sistemas de Suporte a Operação do CPqD, o Google Earth Enterprise permite apresentar informações e fazer buscas delas em mapas com uma facilidade e rapidez que não existe em outras aplicações. "Vários tipos de informação, como vídeos, fotos e documentos podem ser apresentados em mapas", diz.

    Teijeiro dá exemplos de empresas que podem se beneficiar da integração de dados com o Google Earth Enterprise: "Empresas de eletricidade e de gerenciamento de trânsito, que precisam acompanhar uma grande quantidade de informação e filtrá-las conforme a região podem usufruir bastante desse tipo de sistema", diz. "Para acompanhar o histórico de uma região, sobrepondo fotos de cidades para ver a evolução das imagens, por exemplo, é outra forma de aproveitar o potencial da ferramenta.

    O CPqD (Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações), localizado em Campinas (SP), trabalha na área de sistemas de informações geográficas desde 1992. Tem uma equipe focada na área com 100 profissionais, que trabalham principalmente com desenvolvimento e implantação de software.

    Kátia Arima

    Fonte: INFO



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    Terça, 04 de Maio de 2010 00:00

    Clássico gaúcho foi filmado com tecnologia revolucionária

    Além de decidir o título gaúcho de 2010, o Gre-Nal do último domingo, no Olímpico Monumental, entra para a história como o primeiro jogo do mundo a ser filmado pelo sistema tecnológico em 4K 3D, avançada tecnologia cinematográfica que está sendo testada para utilização na Copa de 2014, no Brasil.

    O sistema quadruplica, em termos de qualidade de resolução de imagem, o método de projeção 2K, sendo quase quatro vezes superior àquilo que se conhece como alta definição.

    Com 8 milhões de pixels, possui uma capacidade oito vezes maior do que o HD atual. Trata-se de uma pesquisa desenvolvida pelo CPqD, de Campinas, centro tecnológico mundialmente conhecido como um dos mais avançados em telecomunicações e tecnologia da informação, tendo na parceria a Universidade Mackenzie, de São Paulo.

    Keith Kollea, famoso cineasta norte-americano, supervisionou a cobertura cinematográfica do clássico gaúcho, que será exibido na Casa Brasil , em Joanesburgo, no desenrolar da Copa que se realiza em julho próximo na África do Sul. Kollea, especializado em 3D, atuou na produção de importantes filmes em Hollywood, como O Homem de Ferro 2.

    Entre os integrantes da equipe cinematográfica que filmou o Gre-Nal 381, vencido pelo Inter, mas que deu o título de 2010 ao Grêmio, destacamos a presença do cineasta Dimitre Lucho, filho do jornalista Lino Tavares, colunista deste Site, e da estilista de modas Tânia Lucho.

    Fonte: Terceiro Tempo



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    Segunda, 03 de Maio de 2010 14:21

    O Gre-Nal 381 serviu de teste para um avanço e tanto na tecnologia 3D. O clássico gaúcho foi o primeiro jogo do mundo a ser filmado em 4K 3D, projeto que está sendo testado para uso na Copa de 2014. O 4K fornece uma resolução de imagem quatro vezes melhor do que sistemas de projeção 2K e quase mais do que quatro vezes melhor que a alta definição.

    A pesquisa é do CPqD Campinas, um dos mais conceituados pólos de tecnologia do mundo em telecomunicações e tecnologia da informação, em parceria com a Universidade Mackenzie, de São Paulo.

    - Tem oito vezes mais capacidade que o HD atual. A imagem possui 8 milhões de pixels. É um projeto para o futuro - destacou Eunézio de Souza, físico e professor da Universidade Mackenzie.

    A ideia ainda conta com o apoio da Sony, Rede Globo, Ministérios da Ciência e Tecnologia e do Esporte. O Gre-Nal da final do Gauchão será exibido na Casa Brasil, em Joanesburgo, durante a Copa de 2010. O piloto da transmissão 4K 3D é um dos 12 projetos do país que serão apresentados durante o Mundial da África do Sul.

    - Doze países já nos apoiam no desenvolvimento dessa ideia - explicou Eunézio de Souza.

    O norte-americano Keith Collea supervisiou a transmissão deste domingo. Expert em 3D, Collea trabalhou na produção de diversos filmes em Hollywood, sendo o Homem de Ferro 2 um dos mais recentes.

    - A imagem fica mais natural que a transmissão em 3D atual. É outra experiência para o público - destacou Collea.

    O sistema da câmera Red custa como um todo cerca de US$ 500 mil dólares e pesa 150 quilos.

    Fonte: ZERO HORA



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    Segunda, 03 de Maio de 2010 09:53

    O Brasil assistiu a um grande avanço na expansão da infraestrutura de telecomunicações instalada no País na última década. Desde 1998, o setor de Telecom investiu mais de R$ 177 bilhões na ampliação e na modernização da rede. Esse valor representa, hoje, quase 6% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. O crescimento do mercado interno, lastreado na estabilização econômica, fez do Brasil um destino cobiçado por alguns dos maiores players mundiais de Telecom e Tecnologia da Informação (TI). Essa situação vem criando grandes desafios e oportunidades para todas as empresas e gerou uma verdadeira corrida pela maior competitividade.

    Mais do que aumentar o acesso a linhas de telefone, o avanço das telecomunicações viabiliza a implantação das inovações tecnológicas que vêm transformando radicalmente o modo de vida de toda a sociedade. A disponibilização de novas tecnologias de acesso aumenta a capacidade das empresas nacionais de produzir e realizar negócios no mercado interno e externo, impactando positivamente a competitividade do Brasil diante do mundo globalizado.

    Essa expansão acelerada dos últimos anos tem sido o resultado de um bem-sucedido modelo de parceria adotado entre Estado e iniciativa privada. Um exemplo de projeto resultante desta parceria é o que assegurará a implantação pelas empresas privadas de backhaul (infraestrutura para conexão em banda larga) em todas as sedes de municípios do Brasil até o fim deste ano. Além disso, até dezembro de 2010, todas as escolas públicas urbanas de ensino fundamental e médio do País terão acesso à banda larga, como estabelece o Programa Banda Larga nas Escolas, lançado pelo Governo Federal. São 57 mil escolas no País conectadas, num dos maiores projetos de inclusão digital do mundo.

    Esses exemplos são a prova de que políticas definidas e reguladas pelo Poder Público, somadas ao crescimento da capacidade de oferta das operadoras privadas, vêm dando resultados concretos e tangíveis à população. Esses resultados fazem do Brasil um dos países que mais se desenvolvem no setor de Telecom e TI, com reflexos positivos em toda a sociedade brasileira. Graças à escala do seu mercado interno, o Brasil coloca-se como um dos principais centros consumidores e demandantes dessas novas tecnologias. Para fortalecer essa vocação nacional, é imperativo fortalecer o parque tecnológico interno, fomentando a criação e o fortalecimento de centros de pesquisa de ponta.

    Assim como as multinacionais fazem em seus países de origem, as companhias brasileiras estão naturalmente comprometidas em fazer os investimentos necessários para desenvolver tecnologia de última geração e utilizá-la como diferencial competitivo na disputa global. Prova disso é a multiplicação de instituições de referência em pesquisa, que contam com musculatura e capacidade significativa de investimento. O País já tem instituições importantes que podem liderar esse processo, como por exemplo o Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (C.E.S.A.R), o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD, de Campinas, São Paulo), a Fundação Centros de Referência em Tecnologias Inovadoras (Certi, de Florianópolis, Santa Catarina), e o Instituto Gênesis, unidade complementar da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ).

    Maior velocidade. Observando os avanços conquistados, é importante lembrar que a própria dinâmica do setor de Telecomunicações mudou mais de uma vez ao longo das últimas duas décadas. A realidade tecnológica do século XXI é completamente diferente daquela do final do século passado. Até a década de 70, o setor de Telecom ocupava-se quase que exclusivamente do transporte de voz. Hoje, a infraestrutura de Telecom de última geração tornou-se um serviço complexo que precisa ser capaz de dar vazão a necessidades crescentes de volume, velocidade e segurança de transporte de dados.

    Em todos os países que lideram a nova ordem mundial, o setor de telecomunicações é estratégico para o desenvolvimento econômico e humano, sendo plataforma fundamental para a segurança nacional e fomentador de pesquisas e novas tecnologias, cada vez mais mutáveis. Assim, é de grande importância que a promoção do desenvolvimento tecnológico brasileiro e do investimento em inovação de sua indústria continue a ser observada na diretriz estratégica do País.

    Luiz Eduardo Falco

    PRESIDENTE DA OI

    Fonte: O Estado de S.Paulo



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    Segunda, 03 de Maio de 2010 00:00

    O CPqD acaba de conquistar seu primeiro cliente no México: a operadora de telefonia móvel Iusacell. O centro venceu uma concorrência internacional - disputado também por duas empresas americanas - e, junto com seu parceiro comercial no México (a Global Service Provider), vai fornecer à operadora o sistema CPqD Gerência da Planta. O software se baseia na tecnologia de georreferenciamento e será voltada para toda a rede óptica da empresa.

    Fonte: Brasil Econômico



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    Quinta, 29 de Abril de 2010 14:45

    O Parque Tecnológico CPqD, conhecido como Pólis de Tecnologia, a partir de agora faz parte do Sistema Paulista de Parques Tecnológicos (SPTec) da Secretaria de Desenvolvimento do Estado de São Paulo. O credenciamento provisório do Pólis no SPTec foi assinado nesta quarta-feira,28/04, pelo secretário de Desenvolvimento em exercício, Luciano de Almeida, durante cerimônia nas instalações do complexo empresarial que abriga o CPqD e outras 14 empresas de tecnologia, em Campinas.

    "Com a entrada no SPTec, o Parque Tecnológico poderá receber incentivos fiscais e recursos do Governo do Estado para atrair novos investimentos e aprimorar sua capacidade produtiva, o que irá estimular a inovação tecnológica, o crescimento econômico da região e a geração de emprego e renda para a população", explica o secretário estadual de Desenvolvimento.

    Criado em 1999, pela Fundação CPqD (www.cpqd.com.br), o Pólis de Tecnologia ocupa uma área de 360 mil m², na rodovia que liga Campinas a Mogi-Mirim (SP-340). O complexo é formado por um conjunto de prédios estrategicamente distribuídos em um terreno repleto de áreas verdes, onde já está disponível uma infraestrutura completa de serviços: três restaurantes, duas lanchonetes, um auditório e dois anfiteatros, três agências bancárias, ambulatório médico, correios, agência de viagens, banca de jornais, estacionamentos, heliponto, praça de convivência e clube de lazer completo, entre outros recursos.

    O Pólis é um ambiente tecnológico onde estão instalados laboratórios de pesquisa únicos no país e importantes empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) da região de Campinas - Trópico, Padtec, Ci&T, Matera Systems, Dextra Sistemas, Schweitzer Engineering Laboratories, Sensedia, CoffeeBean, ComSoft, WxBR, Já!, Elabora, TeleDesign e Thorus Scisoft, além do próprio CPqD.

    "É um ambiente favorável ao desenvolvimento do conhecimento, da riqueza e da geração de empregos", afirma o gerente do Pólis de Tecnologia, Rodolpho França Hunger. "Há uma sinergia e integração entre as empresas, que acaba propiciando o suporte necessário para o alinhamento de produtos e sistemas ao estado-da-arte internacional", acrescenta Hunger.

    O credenciamento provisório no SPTec habilita o CPqD a receber recursos do aporte estadual para obras de infraestrutura, aquisição de equipamentos e realização de estudos, entre outros tópicos que integram o projeto. Com o seu ingresso no sistema paulista, já chegam a 16 as iniciativas com credenciamento provisório no Estado: Barretos, Botucatu, Campinas (duas iniciativas: Polo de Pesquisa e Inovação da Unicamp e CPqD), Ilha Solteira, Mackenzie-Tamboré, Piracicaba, Santo André, Santos, São José dos Campos, São Paulo (duas iniciativas: Jaguaré e Zona Leste), Sorocaba, São Carlos (duas iniciativas: ParqTec e Parque EcoTecnológico) e São José do Rio Preto.

    As empresas que se instalarem em parques tecnológicos do SPTec poderão participar do programa estadual de incentivos fiscais, chamado "Pró-Parques". Instituições de apoio e empresas de base tecnológica poderão utilizar créditos acumulados de ICMS ou diferir o imposto para pagamento de bens e mercadorias a serem utilizados na realização de projetos de investimento e no pagamento de ICMS relativo à importação de bens destinados ao ativo imobilizado.

    Fonte: Convergência Digital



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    Quarta, 28 de Abril de 2010 09:39

    Programa prevê incentivos para empresas criarem empregos

    O Parque Tecnológico do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD) de Campinas, conhecido como Pólis de Tecnologia, passa agora a integrar o Sistema Paulista de Parques Tecnológicos (SPTec), da Secretaria de Desenvolvimento do Estado de São Paulo - programa que prevê incentivos para empresas instaladas no complexo. A iniciativa do governo do Estado, segundo o gerente do Pólis de Tecnologia, Rodolpho França Hunger, tem o objetivo de estimular a criação de polos de tecnologia, com geração de conhecimento, riqueza e também empregos. O credenciamento provisório do Pólis do SPTec será assinado hoje no complexo empresarial que abriga o CPqD.

    Com a entrada no SPTec, o Parque Tecnológico CPqD fica habilitado a receber recursos do governo estadual e obter incentivos fiscais, por intermédio do programa Pró-Parques. As empresas do parque poderão usar o crédito acumulado do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para aquisição de bens, mercadorias e serviços. "A contrapartida é que os equipamentos adquiridos sejam, pelo menos, 50% produzidos no Estado", informou Hunger.

    O gerente explica que o SPTec tem como foco principal a integração entre as empresas instaladas nesses parques tecnológicos, com desenvolvimento de novas propostas e transferência de tecnologia. "O Pró-Parque propõe uma grande rede de parques tecnológicos, com interação entre os parques e entre as empresas, pela sensibilização com incentivos", diz Hunger.

    Atualmente, 15 empresas estão instaladas no Pólis do CPqD. Eles estão em operação, com obras em andamento ou em fase final de acabamento.

    O CPqD é uma instituição que atua nas áreas de tecnologia da informação e de comunicação. No Brasil, o centro tecnológico cria produtos para grandes empresas e instituições dos setores de telecomunicações, energia elétrica, financeiro, industrial, corporativo e administração pública. O serviço conta com mais de 1,2 mil profissionais e possui o maior programa de pesquisa e desenvolvimento da América Latina.

    Credenciamento definitivo depende de três projetos

    A partir do credenciamento provisório ao programa estadual de parques tecnológicos, o Pólis de Tecnologia do CPqD tem um prazo de dois anos para apresentar um projeto urbanístico, um plano de negócios e um programa de ciência, tecnologia e inovação que atestem sua capacidade como parque tecnológico. Após este período, o Pólis deve conquistar o credenciamento definitivo no SPTec.

    Participam da assinatura do credenciamento, hoje, o titular em exercício da Secretaria de Estado de Desenvolvimento, Luciano de Almeida; o coordenador de Ciência e Tecnologia da Secretaria, Pedro Bombonato; o presidente do CPqD, Helio Graciosa; o vice-presidente de Tecnologia do CPqD, Claudio Violato, e o gerente do Pólis de Tecnologia, Rodolpho França Hunger, entre outros executivos do Centro.

    Delma Medeiros

    Fonte: Correio Popular



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    Quarta, 28 de Abril de 2010 00:00

    Com o ingresso do CPqD no Sistema Paulista de Parques Tecnológicos (SPTec), já chegam a 16 as iniciativas com credenciamento provisório no Estado

    O Parque Tecnológico CPqD, conhecido como Pólis de Tecnologia, a partir de agora faz parte do Sistema Paulista de Parques Tecnológicos (SPTec) da Secretaria de Desenvolvimento do Estado de São Paulo. O credenciamento provisório do Pólis no SPTec foi assinado em 28 de abril, pelo secretário de Desenvolvimento em exercício, Luciano de Almeida, durante cerimônia nas instalações do complexo empresarial que abriga o CPqD e outras 14 empresas de tecnologia, em Campinas.

    "Com a entrada no SPTec, o Parque Tecnológico poderá receber incentivos fiscais e recursos do Governo do Estado para atrair novos investimentos e aprimorar sua capacidade produtiva, o que irá estimular a inovação tecnológica, o crescimento econômico da região e a geração de emprego e renda para a população", explica o secretário estadual de Desenvolvimento.

    Criado em 1999, pela Fundação CPqD (www.cpqd.com.br), o Pólis de Tecnologia ocupa uma área de 360 mil m², na rodovia que liga Campinas a Mogi-Mirim (SP-340). O complexo é formado por um conjunto de prédios estrategicamente distribuídos em um terreno repleto de áreas verdes, onde já está disponível uma infraestrutura completa de serviços: três restaurantes, duas lanchonetes, um auditório e dois anfiteatros, três agências bancárias, ambulatório médico, correios, agência de viagens, banca de jornais, estacionamentos, heliponto, praça de convivência e clube de lazer completo, entre outros recursos.

    O Pólis é um ambiente tecnológico onde estão instalados laboratórios de pesquisa únicos no país e importantes empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) da região de Campinas - Trópico, Padtec, Ci&T, Matera Systems, Schweitzer Engineering Laboratories, Sensedia, CoffeeBean, ComSoft, WxBR, Já!, Elabora, TeleDesign e Thorus Scisoft, além do próprio CPqD.

    "É um ambiente favorável ao desenvolvimento do conhecimento, da riqueza e da geração de empregos", afirma o gerente do Pólis de Tecnologia, Rodolpho França Hunger. "Há uma sinergia e integração entre as empresas, que acaba propiciando o suporte necessário para o alinhamento de produtos e sistemas ao estado-da-arte internacional", acrescenta Hunger.

    O credenciamento provisório no SPTec habilita o CPqD a receber recursos do aporte estadual para obras de infraestrutura, aquisição de equipamentos e realização de estudos, entre outros tópicos que integram o projeto. Com o seu ingresso no sistema paulista, já chegam a 16 as iniciativas com credenciamento provisório no Estado: Barretos, Botucatu, Campinas (duas iniciativas: Polo de Pesquisa e Inovação da Unicamp e CPqD), Ilha Solteira, Mackenzie-Tamboré, Piracicaba, Santo André, Santos, São José dos Campos, São Paulo (duas iniciativas: Jaguaré e Zona Leste), Sorocaba, São Carlos (duas iniciativas: ParqTec e Parque EcoTecnológico) e São José do Rio Preto.

    Incentivos

    As empresas que se instalarem em parques tecnológicos do SPTec poderão participar do programa estadual de incentivos fiscais, chamado "Pró-Parques". Instituições de apoio e empresas de base tecnológica poderão utilizar créditos acumulados de ICMS ou diferir o imposto para pagamento de bens e mercadorias a serem utilizados na realização de projetos de investimento e no pagamento de ICMS relativo à importação de bens destinados ao ativo imobilizado.



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    Segunda, 26 de Abril de 2010 09:59

    Pesquisadores do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD) desenvolveram um programa para incluir deficientes e analfabetos no universo digital. A plataforma permite marcar consultas na rede municipal de saúde e acessar informações na Previdência Social.

    Chamada Soluções de Telecomunicações para Inclusão Digital (STID), a ferramenta está sendo testada em telecentros nas cidades de Bastos e Santo Antônio de Posse, na Região Metropolitana de Campinas (RMC). As negociações para testes em Campinas estão em andamento.

    A inclusão é o primeiro passo em direção à implantação do conceito de cidades digitais, um dos pilares de atuação do centro de pesquisa. "A banda larga é a infraestrutura do século 21 e o desafio é dar acesso a toda população", comenta o presidente do CPqD, Hélio Graciosa. O STID tem como principal objetivo incluir uma parcela da população que costuma ficar à margem dos programas.

    Segundo os pesquisadores, o programa pode ser ajustado a vários tipos de aplicações, como caixas eletrônicos, internet banking e outros serviços públicos. "Todos os serviços disponíveis podem ser acessados através dessa plataforma digital", explica o gerente de marketing de produto, Amilton da Costa Lamas.

    Antes de começar a usar a ferramenta, o usuário deve ir ao telecentro para fazer um cadastramento com suas informações e o tipo de deficiência que possui, para que a plataforma seja adaptada às suas condições de uso. A navegação é criada para facilitar o aprendizado. O usuário não precisa sequer fazer o login no sistema. Um mecanismo de reconhecimento facial verifica características, como a distância entre os olhos e o formato do rosto, para abrir o sistema. "O software se apresenta de forma a facilitar o uso", comenta Lamas.

    O programa utiliza fotografias e linguagem iconográfica para que o usuário identifique com mais facilidade os procedimentos. O posto de saúde e os médicos disponíveis no local, por exemplo, são identificados com fotos. Outros dispositivos também são retratados em imagens, facilitando a navegação de analfabetos e analfabetos funcionais, que sabem ler, mas têm dificuldades em entender o que está escrito. "Orientações em áudio são usadas para que as pessoas saibam o que devem fazer durante a navegação", conta Lamas.

    As mensagens em áudio se somam a vídeos com a linguagem de libras para facilitar o acesso de deficientes auditivos. "A pessoa que faz a tradução para libras está no mesmo plano que a que está narrando as instruções", observa o programador Saulo Henrique Rodrigues, que participa do projeto.

    A ideia dos pesquisadores é que os novos usuários aprendam a usar a tecnologia de maneira tranquila e gradual. "Queremos que eles aprendam a usar a tecnologia de forma natural", diz. A plataforma foi criada de acordo com o projeto de cidades digitais, uma estrutura municipal de telecomunicações e internet para facilitar o acesso a informações e serviços públicos.

    Saiba Mais

    O conhecimento e o fluxo de informação passam a ser componentes essenciais na geração de riqueza e bem-estar da sociedade. Esse é o principal conceito das cidades digitais, conforme o livro As cidades digitais no mapa do Brasil: uma rota pra a inclusão social.

    Software é criado a partir de reações do público-alvo

    Dificuldades são levadas em conta para o desenvolvimento de ferramentas adequadas

    O programa Soluções de Telecomunicações para Inclusão Digital (STID) foi desenvolvido nos últimos três anos com recursos do Ministério das Comunicações. Para testar as ferramentas, os pesquisadores montaram o Laboratório de Usabilidade, dentro do Laboratório de Inclusão Digital, e convidaram várias pessoas para avaliar a ferramenta. Construíram uma sala de observação parecida com as de interrogatório de filmes policiais. Em um ambiente estão os computadores que serão testados e em outro ambiente ficam os pesquisadores, que assistem a tudo através de uma parede de vidro espelhada.

    Os cientistas do CPqD observam como o público-alvo usa a plataforma. A sala é repleta de câmeras que permitem monitorar a navegação do usuário e verificar suas expressões faciais durante a experiência. O observador pode movimentar as câmeras para ver o que cada um está fazendo.

    Se a pessoa tem alguma dificuldade, o pesquisador interfere. "Nos computadores está instalado um software que verifica onde o usuário foca o olhar", conta Ronaldo Rocha, pesquisador da Diretoria de TV Digital.

    Os analistas descobriram que o canto superior esquerdo é o primeiro local onde o usuário fixa o olho na tela. "Isso acontece porque é dessa forma que fomos alfabetizados", explica o gerente de marketing de produto do CPqD, Amilton da Costa Lamas.

    O contato com o público-alvo permitiu aos pesquisadores desenvolver uma ferramenta fiel às suas necessidades, "Criamos um relógio digital na tela para o usuário marcar o horário da consulta no médico, mas nos testes verificamos que muitos não conseguiam ler os números. Por isso, trocamos o relógio digital pelo analógico, com o qual as pessoas estão mais acostumadas", comenta Lamas. (PA/AAN)

    Computador, banda larga, usabilidade e conteúdo = inclusão

    Desafio de transformar a sociedade vai além da distribuição de máquinas pelo governo

    O desafio de incluir a sociedade no mundo digital vai além de fornecer computadores aos cidadãos, diz o presidente do CPqD, Hélio Graciosa. Ele destaca que é preciso banda larga a preços acessíveis e com velocidade adequada para a navegação. Segundo Graciosa, a velocidade estipulada pelo governo para o programa de banda larga popular é insuficiente para garantir a inclusão digital.

    "Só 100kbps não resolvem, a velocidade tem que ser de 500kbps a 1 mega", afirma. Defende que o Estado deve tomar as rédeas e definir como deve ser feita a inclusão digital.

    Graciosa diz que o Brasil está no caminho certo e cita o programa do governo para instalar banda larga nas escolas públicas até o fim de 2010. "Essa discussão de inclusão digital e banda larga está na pauta do dia."

    O presidente do CPqD acredita que a inclusão deve ser tratada em três vertentes. A primeira é garantir o acesso ao computador e à banda larga. A segunda é dar condições de usabilidade. "Não adianta você dar um computador e acesso à internet sem ensinar o cidadão a usar a máquina. Pode ser que, no futuro, usar um computador seja trivial. Mas por enquanto é preciso ensinar", diz. E a terceira vertente é o conteúdo. "A inclusão digital vai modificar a forma de as pessoas serem educadas. Com a chegada do computador, a maneira de ensinar mudou e quem estiver desincluído daqui a 20 anos estará fora da sociedade", afirma.

    Patrícia Azevedo

    Fonte: Correio Popular



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    Quinta, 22 de Abril de 2010 00:00

    Cerca de 60 alunos de escolas técnicas e universidades têm a oportunidade de conhecer o Centro

    O CPqD está recebendo nesta semana, em suas instalações em Campinas, a visita de alunos de cursos técnicos e estudantes universitários, como parte do programa CPqD Portas Abertas. A programação inclui palestra institucional, visita ao showroom e aos laboratórios do Centro.

    Além de oferecer aos estudantes a oportunidade de conhecer a estrutura do CPqD, o programa funciona como meio de captação de estagiários para o mercado de trabalho. A visita é dirigida, principalmente, aos alunos dos cursos de Telecomunicações e de Gestão de Tecnologia da Informação.

    O CPqD Portas Abertas tem duas edições por ano. Nesta primeira, que vai até sexta-feira (23/4), o Centro está recebendo cerca de cem visitantes, dos quais 60 são alunos do Senai de Jaguariúna e da UNIP de Santos e Campinas. A segunda edição do programa está prevista para outubro.

    Fonte: Portal SEGS



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    Sexta, 16 de Abril de 2010 11:38

    Em um ano, o município de Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul, conseguiu baixar consideravelmente o número de casos confirmados de dengue: de 3.468, em 2007, para apenas 18, em 2008. No Espírito Santo, o tempo médio de atendimento das ocorrências registradas no Centro Integrado Operacional de Defesa Social (Ciods) - que concentra as ligações dirigidas às polícias civil e militar, ao corpo de bombeiros e à guarda municipal de Vitória - despencou de 32 para 8 minutos. E, no Paraná, os pais de alunos da rede pública de ensino já não precisam enfrentar filas, em épocas de matrícula, para conseguir uma vaga para seus filhos na escola mais próxima de suas casas.

    O que essas três situações têm em comum? O apoio de uma ferramenta de Tecnologia da Informação que vem se mostrando valiosa e, por isso, está ganhando cada vez mais espaço na gestão pública brasileira: o geoprocessamento. Por meio dela, é possível associar informações alfanuméricas, como o cadastro de um imóvel, as posições geográficas e criar links para mapas digitais - ou outro tipo de imagem cartográfica -, onde os dados podem ser visualizados e manipulados.

    As ferramentas para isso são chamadas de sistemas de informações geográficas (SIG) - ou GIS, sigla em inglês para a mesma expressão, Geographic Information System. "O SIG é uma ferramenta de planejamento estratégico, que oferece uma visão integrada e permite tomar decisões melhores, a partir de mapas que podem apontar eventuais problemas ou necessidades", afirma Roberto Vivaldi Rodrigues, diretor de Sistemas de Suporte a Operações do CPqD, que fornece soluções nessa área.

    Os softwares SIG combinam várias camadas de informações e integram dados procedentes de diversas fontes, como os sistemas utilizados pela prefeitura e suas secretarias. Vivaldi explica que esses dados precisam passar por um processo de atualização e georreferenciamento - que consiste, basicamente, em sua associação a uma localização geográfica, que pode ser dada por um endereço ou por coordenadas obtidas via sistemas de satélite conhecidos como GPS. Ao mesmo tempo, é preciso criar os mapas digitais onde eles serão visualizados. Em geral, isso é feito a partir de fotos aéreas ou de satélite, que oferecem alta resolução.

    Com a combinação desses recursos, os gestores podem realizar pesquisas e análises complexas, cruzando informações para determinar padrões, correlações e tendências. Esses resultados são apresentados nos mapas - ou outra forma de representação gráfica -, na tela de computador, o que facilita a identificação de problemas e necessidades e permite definir rapidamente ações e medidas a serem tomadas.

    Posto no lugar certo

    Foi o que descobriu o médico Hélio de Oliveira Santos, prefeito de Campinas, um dos maiores municípios do interior de São Paulo, com cerca de 1,1 milhão de habitantes. Ao ser apresentado ao SIGCamp, sistema centralizado de informações geográficas que está sendo implantado na cidade, ele fez perguntas desse tipo à equipe responsável pelo projeto: onde moram os habitantes com idade entre 80 e 90 anos? Qual é a região com maior número de óbitos de pessoas com mais de 90 anos? O resultado das consultas foi apresentado no mapa eletrônico, que apontou o centro da cidade como a área em que a população de idosos está concentrada. "Com base nesse tipo de informação, é possível planejar o município e tomar decisões como, por exemplo, instalar no lugar certo um posto de saúde para atender essa população", diz Luís Felizola, diretor do Departamento de Informatização da Prefeitura de Campinas.

    Em boa parte dos municípios brasileiros, o uso dos recursos de geoprocessamento começa por aplicações de mapeamento urbano e recadastramento imobiliário, que têm um reflexo rápido na arrecadação de impostos - em particular, do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). Segundo estimativas de empresas que prestam serviços nessa área, com o geoprocessamento é possível obter um aumento imediato na arrecadação de IPTU de 30%, em média.

    As prefeituras que já adotaram essa tecnologia confirmam os ganhos de receita. Em São José do Rio Preto, por exemplo, o aumento chegou a R$ 7 milhões em 2005 - ano em que o município, localizado no noroeste do estado de São Paulo, passou a utilizar uma nova base cartográfica e uma solução SIG. A atualização do mapeamento urbano, que incluiu o recadastramento dos mais de 126 mil imóveis e terrenos existentes na cidade, começou em 2001, como parte de um programa de modernização da arrecadação tributária.

    Desenvolvido pela Empresa Municipal de Processamento de Dados (Empro) em parceria com a Imagem, que fornece sistemas de informação geográfica, o projeto recebeu recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Parte desse dinheiro foi utilizada na compra de imagens de satélite de alta resolução, que serviram de base para a criação do novo mapa urbano - com os arruamentos, quadras, etc. Ao mesmo tempo, o município fez o recadastramento imobiliário (incluindo os loteamentos clandestinos) e implantou um sistema de informações geográficas integrado. Com isso, conseguiu reavaliar e corrigir os valores do IPTU e, já no primeiro ano, engrossou sua receita em 38% em relação ao exercício anterior.

    Escola mais perto

    Mas é nas aplicações sociais, voltadas para a melhoria dos serviços prestados à população, que o geoprocessamento pode realmente fazer diferença. Garantir a vaga de crianças na escola mais próxima de suas casas, sem que seus pais tenham que passar horas em uma fila, é uma delas. E é justamente isso que vem acontecendo desde 2001, no estado do Paraná, com o processo de matrícula dos alunos que passam da 4.ª para a 5.ª série e da 8.ª série para o 1.º ano do ensino médio.

    Por meio de uma aplicação desenvolvida pela Celepar - Companhia de Informática do Paraná para a Secretaria Estadual de Educação, as matrículas nessas séries, em praticamente todo o estado, são feitas com base na localização geográfica da escola e do aluno. "Hoje temos 398 municípios, do total de 399, cobertos por georreferenciamento", afirma Ana Lúcia Albuquerque Schulhan, diretora de Administração Escolar da Secretaria Estadual de Educação. Ela conta que o trabalho começou com a localização de todas as mais de oito mil escolas públicas do Paraná - 2.187 da rede estadual e 5.900 municipais -, nas áreas urbana e rural. Para isso, uma equipe da Divisão de Georreferenciamento da Secretaria, munida de aparelhos GPS, percorreu cada município com a tarefa de levantar a exata localização (pelas coordenadas geográficas) de cada escola pública.

    Essas informações foram colocadas na base de dados do sistema, onde também se encontram os mapas digitais das cidades. A partir daí é traçada a área de abrangência de cada escola - 3 km na região urbana e 2 km na rural - e feita a identificação dos alunos que moram dentro dessa área e, portanto, têm prioridade de matrícula naquele estabelecimento. Esse processo de identificação também utiliza uma base de dados georreferenciada, fornecida por empresas de energia elétrica (em particular, a Copel) e de abastecimento de água do Paraná com as quais a Secretaria da Educação fez parceria. "Os postes da Copel, que atende praticamente todo o estado, têm um número identificador associado à sua localização, dada por GPS. As moradias são identificadas por esse número, que aparece na conta de luz", explica Ana Lúcia. Por isso, na hora de fazer a matrícula de seus filhos, além da carta que recebem garantindo a vaga naquela escola, os pais devem levar também a conta de luz - ou de água, se for o caso. "Dessa forma, democratizamos o acesso às vagas nas escolas e ainda conseguimos otimizar as salas de aula, com o melhor dimensionamento das turmas, baseado na demanda", diz a diretora. Além disso, o sistema está preparado para direcionar o aluno para outra escola, caso não haja vaga na unidade mais próxima de sua casa. E, se a distância ultrapassar 3 km (ou 2 km na área rural), o programa aciona automaticamente o sistema de transporte escolar gratuito para o aluno - também utilizado quando o mapa digital mostra a necessidade de atravessar um rio, ou uma rodovia sem passarela, para chegar à escola.

    Mapa do crime


    A segurança pública é outra área que vem descobrindo os benefícios da tecnologia de geoprocessamento. Na região metropolitana de Vitória, no Espírito Santo, ferramentas SIG estão sendo utilizadas em uma aplicação chamada Mapa do Crime, criada com o objetivo de prevenir ocorrências, a princípio de furto e homicídios. Na verdade, o SIG integrou dois sistemas já utilizados pela Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do estado - a Central de Geração de Ocorrências e o AVL (Aparelho Localizador de Viatura) -, com a vantagem de oferecer relatórios e permitir análises geoestatísticas a partir de dados atualizados em tempo real.

    Quando o Centro Integrado Operacional de Defesa Social (Ciods) recebe uma ligação que gera uma ocorrência, ela é automaticamente georreferenciada no Mapa do Crime. Ao mesmo tempo, o operador tem nesse mapa digital a posição das viaturas policiais, que é atualizada a cada 15 segundos por meio do AVL instalado no veículo. Dessa forma, ele consegue localizar rapidamente a viatura mais próxima da ocorrência. Mas essa não é a única vantagem da aplicação, segundo o Major Nylton Rodrigues Ribeiro Filho, diretor do Ciods. "Com a atualização do Mapa do Crime em tempo real, é possível conhecer as áreas quentes (onde há maior incidência de furtos e homicídios), bem como os horários e dias da semana em que as ocorrências são mais frequentes", afirma. Com base nessas informações, são tomadas medidas preventivas como o reforço do policiamento nesses locais. "E, como o policiamento está mais próximo das áreas onde os crimes acontecem, o atendimento das ocorrências é mais rápido", conclui o major.

    Contra homicídios


    De fato, a redução do tempo médio de resposta às ocorrências registradas no Ciods é um dos principais indicadores do sucesso dessa aplicação - desenvolvida pela Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social em parceria com a Imagem, que forneceu as ferramentas SIG (entre elas, o ArcGIS Server, para a publicação do conteúdo na web). Atualmente, o Ciods atende cerca de 1.500 ocorrências por dia, que são georreferenciadas no Mapa do Crime. A intenção é estender o uso desse sistema para o sul do Espírito Santo, ainda em março, e para o norte do estado, no segundo semestre.

    A Polícia Militar de Santa Catarina também está apostando no geoprocessamento como ferramenta de prevenção de homicídios. Para isso, desde janeiro de 2009, vem trabalhando no mapeamento e identificação dos motivos desse tipo de crime, em todo o estado. "O objetivo é agregar mais valor às informações sobre os crimes de homicídio ocorridos em Santa Catarina, de modo a permitir um planejamento inteligente e a sua prevenção", explica o soldado Armando Quadros da Silva Neto, responsável pelo desenvolvimento do SISCON - Sistema de Conhecimento da Rede de Inteligência da Polícia Militar de Santa Catarina.

    Esse sistema, desenvolvido em software livre, ganhou um módulo de geoprocessamento baseado na interface de programação (API) Google Maps. Com a integração dos recursos de geocodificação ao programa, todas as ocorrências relacionadas a homicídio registradas no SISCON aparecem em um mapa digital, que mostra o local exato do crime, os dados da vítima e o possível motivo do crime. Para identificar a região do estado onde se concentram os crimes passionais, por exemplo, basta realizar a pesquisa no sistema, indicando o motivo - a resposta aparecerá no mapa. "Nesse caso, o interior de Santa Catarina registra o maior número de ocorrências. Já quando o motivo é o tráfico de drogas, o litoral catarinense tem a maior quantidade de homicídios", conta o soldado da PM. Segundo ele, com a visualização dessas informações em mapas, é possível deflagrar operações de prevenção aos crimes mais rapidamente.

    Combate à dengue

    Na saúde, já existem várias aplicações baseadas no uso de geoprocessamento - e elas continuam crescendo, por todo o país. No município de Três Lagoas (MS), a luta contra a dengue sempre foi um desafio. Em dois anos seguidos, a cidade enfrentou verdadeiras epidemias da doença: 2.589 casos confirmados, em 2006, e 3.468, em 2007. Com o crescimento da população, decorrente da instalação de grandes empresas no município - que se transformou em pólo industrial de papel e celulose -, a situação piorou. Por isso, durante a última epidemia, que afastou do trabalho muitos dos seus empregados, duas dessas empresas resolveram investir na ferramenta M.I. Dengue, comercializada pela mineira Ecovec. O sistema, que foi instalado na Secretaria de Saúde de Três Lagoas, combina uma armadilha destinada a capturar as fêmeas adultas do mosquito transmissor da dengue (o Aedes aegypti) e um conjunto de aplicativos para a transmissão, processamento e visualização, em mapas, das informações colhidas por agentes de campo. "Com esse sistema, temos a informação em tempo real, o que é muito importante para o combate à dengue, dada a velocidade de proliferação do vetor", explica Elenir Neves Carvalho, secretária de Saúde do município. São apenas dez a 12 dias para o ovo depositado pela fêmea (que costuma colocar 200 ovos de uma vez) virar mosquito adulto, em condições de picar e transmitir a doença.

    Segundo a secretária, Três Lagoas tem atualmente 320 armadilhas do M.I. Dengue, espalhadas por toda a cidade, e quatro agentes de campo responsáveis por seu monitoramento. Munidos de celulares, esses agentes percorrem o município conferindo as armadilhas, para verificar se houve captura de alguma fêmea - e quantas. Essas informações são inseridas no sistema, via celular, e podem ser visualizadas em mapas que indicam, por meio de cores, as áreas de risco da cidade. "Isso nos permite realizar ações em áreas específicas, em busca de focos geradores da doença, em um tempo muito mais rápido", diz a secretária de Saúde. Aliada a outras medidas de combate à dengue, principalmente de educação da população, a ferramenta ajudou a incidência da doença na cidade despencar para apenas 18 casos confirmados, em 2008, e para 15, em 2009.

    No Rio Grande do Norte, ferramentas de geoprocessamento foram utilizadas em um estudo sobre os riscos à saúde pública no estado, com foco em três doenças: dengue, hanseníase e tuberculose. Conduzido pelo Laboratório de Geomática do Departamento de Geologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, o estudo cruzou três tipos de dados, obtidos em diferentes órgãos públicos: saúde, recursos ambientais (hidrografia, clima, vegetação, etc.) e informações sócioeconômicas (tipo de moradia, abastecimento de água, esgoto, coleta de lixo, entre outras). "A ideia era gerar mapas temáticos que facilitassem a identificação de possíveis focos dessas doenças no estado e a realização de ações preventivas", explica o professor Reinaldo Petta, coordenador do projeto - que contou com o apoio do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e foi concluído em 2009. "No caso da tuberculose, por exemplo, que é transmitida entre pessoas, a rápida identificação desses focos é importante para evitar que a doença se alastre", observa. Para montar o banco de dados georreferenciado (a partir das informações obtidas) e criar os mapas digitais, a equipe do projeto utilizou o software ArcGIS, da ESRI estadunidense. O resultado desse trabalho é uma ferramenta de apoio à gestão já disponível para a Secretaria Estadual da Saúde: o Sistema de Informações Geográficas para Avaliação de Riscos à Saúde no Rio Grande do Norte (SIG-Saúde).

    O poder da integração

    Se o geoprocessamento pode ser de grande ajuda em áreas específicas - como saúde, educação ou segurança -, seu uso integrado, compartilhado pelas diversas secretarias que compõem a administração pública, transforma esse recurso em um instrumento de gestão ainda mais poderoso. Pois é justamente esse caminho que vem sendo seguido por alguns municípios, que já usam essa tecnologia há algum tempo. "A vantagem da integração, com uma base de dados única acessada por todos, é que permite associar fatores de áreas diferentes, como pontos de droga com escolas, ou taxa de mortalidade com postos de saúde, por exemplo", afirma Roberto Vivaldi, do CPqD.

    É isso que vem buscando a prefeitura de Campinas, com o projeto de implantação de um SIG centralizado, que deverá atender todas as secretarias municipais e, também, a Sanasa (companhia de água e saneamento) e a Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec), responsável pelo sistema de transportes. "O objetivo é poder correlacionar informações das várias secretarias e, assim, ter um planejamento mais visível da cidade", afirma Luís Felizola. Desenvolvido em parceria com o CPqD - com base na solução CPqD GeoMunicipal -, o novo sistema, batizado de SIGCamp, está sendo usado em caráter experimental por cinco secretarias: Saúde (cadastros), Infraestrutura (obras), Educação, Segurança Pública (que inclui Defesa Civil) e Planejamento (cadastro imobiliário). As outras terão que passar por uma fase de tratamento dos dados - que precisam ser georreferenciados -, para também se integrar ao sistema.

    Mapa das redes facilita obras públicas em São Paulo

    A cidade de São Paulo tem aproximadamente 18 mil quilômetros de ruas e 110 mil quilômetros de redes aéreas e subterrâneas, utilizadas na prestação de uma série de serviços à população - entre eles, abastecimento de água, gás, energia elétrica e esgoto. Para facilitar o gerenciamento dessa malha, o Convias, departamento responsável pelo controle do uso das vias na Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana e Obras, está desenvolvendo um sistema de informações geográficas (SIG) que deverá integrar os dados das diversas concessionárias em um cadastro único, a ser compartilhado por todos.

    Batizado de GeoConvias, o projeto começou em fevereiro de 2009 e, por enquanto, tem cadastradas no banco de dados as redes de água e esgoto (da Sabesp) e de gás (Comgás). "Isso representa 70% a 75% de todas as redes existentes no subsolo da cidade", afirma a engenheira Antonia Ribeiro Guglielmi, diretora de Divisão Técnica do Convias. A meta, agora, é acrescentar as informações das empresas fornecedoras de energia elétrica (Eletropaulo) e de serviços de telecomunicações e integrar tudo com a base de dados da prefeitura.

    Com isso, a tarefa de compatibilizar as obras nas vias da cidade - uma das atribuições do Convias - deverá ganhar mais eficiência. "Por meio dos mapas, ficará mais fácil visualizar as obras previstas pelas concessionárias e também por empresas que estão construindo viadutos, pontes ou asfaltando ruas", acrescenta Antonia. "Dessa forma, quando uma estiver perto da outra, poderemos fazer a compatibilização da melhor maneira possível." Outra vantagem da integração dos dados está na prevenção de danos: por exemplo, se a empresa que está executando uma obra na rua tem o mapa da rede de gás, pode evitar quebrar um trecho por onde passa essa tubulação.

    Desenvolvido em parceria com a Lógica, em plataforma Smallworld da GE, o GeoConvias está sendo utilizado hoje em caráter restrito - são cerca de 50 usuários da própria prefeitura. Mas a intenção, no futuro, é tornar o sistema disponível via web, para todos os interessados.

    por Rosa Sposito

    Fonte: WIRELESS MUNDI | Nº4 | Mar 2010



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    Terça, 13 de Abril de 2010 00:00

    Oferecer internet à população em telecentros e praças públicas é apenas a primeira fase a cidade que um dia quer chegar a ser digital. Para chegar lá tem que oferecer serviços eletrônicos e depois integrá-los integralmente, de tal forma que possam ser prestados em ambiente virtual. A receita é de Renato Stucchi, diretor da área de gestão pública municipal do CPqD, apresentada durante o 7º Wireless Mundi, promovido pela Momento Editorial e TechPolis Consultoria em São Paulo.

    Stucchi, que apresentou um modelo de evolução das cidades digitais, com seis fases e diferentes serviços, chamou a atenção dos gestores públicos que o desenvolvimento de um projeto de cidade digital demanda planejamento e saber onde se quer chegar, sem perder de perspectiva que o foco tem que ser sempre o cidadão. Dentro do conceito de cidade digital desenvolvido pelo CPqD, as metas de médio prazo devem incluir gestão acessível (nas sociais e mesmo administrativo-financeira), oferta TV digital interativa aliada à comunicação móvel, que permitirá a oferta de serviços públicos e de governo (serviços, conteúdo, comunicação, elearning e games). O executivo insistiu que a educação a distância é serviço imprescindível para uma administração qualificar seus profissionais que trabalham na ponta, no atendimento ao cidadão.

    Já as metas de longo prazo, que levarão mais de década para serem alcançadas, vão até onde a imaginação alcança, da gestão e controle inteligente das vias públicas a distribuição inteligente de energia para poupar recursos escassos e o gerenciamento também inteligente da ocupação do solo, para evitar sua ocupação inadequada e a degração do meio ambiente.

    Lia Ribeiro Dias

    Fonte: Tele.Síntese



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    Quarta, 31 de Março de 2010 00:00

    A ferramenta CPqD ALOCCAP é fruto de parceria entre o Centro e a CPFL, Unicamp e CLCTEC

    O CPqD está oferecendo às empresas de distribuição de energia uma nova ferramenta destinada a reduzir as perdas técnicas e dar mais eficiência ao uso da rede elétrica. Batizada de CPqD ALOCCAP, a solução é resultado de uma parceria entre o Centro, a CPFL, a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e a CLCTEC Consultoria.

    O objetivo é ajudar as concessionárias do setor a resolver um de seus principais problemas: a energia reativa, que produz um aumento das perdas na rede de energia elétrica e reduz o nível de tensão nos consumidores. Para corrigir e compensar o consumo de energia reativa, são instalados bancos de capacitores ao longo das linhas de distribuição - o que tem sido feito utilizando a experiência dos técnicos, porém sem uma avaliação da redução no custo dessas perdas.

    A solução CPqD ALOCCAP tem, justamente, essa função: permitir que as concessionárias encontrem a melhor localização na rede para a instalação dos bancos de capacitores - bem como o seu correto dimensionamento. Por meio de algoritmos genéticos (técnica de inteligência artificial) e teoria matemática, o software indica a melhor relação custo-benefício para a concessionária, levando em conta o investimento necessário e o ganho com a redução de perdas técnicas. Com isso, a solução oferece apoio às distribuidoras nos seus programas de combate a perdas técnicas e, ainda, no cumprimento das metas estabelecidas com a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL).

    "É uma ferramenta de planejamento, que mostra a alternativa mais econômica para corrigir as quedas de tensão na rede e, ainda, contribui para adiar investimentos em expansão", afirma Luiz Carlos Neves, da Gerência de Inovação e Marketing em Laboratórios e Infraestrutura de Redes do CPqD. O Centro assinou um acordo de licenciamento da tecnologia do produto, desenvolvida pelos parceiros, e fez alguns aprimoramentos que resultaram na solução CPqD ALOCCAP.

    Para a CPFL, a parceria com o CPqD faz parte da estratégia de levar para o mercado o resultado de seus investimentos em pesquisa e desenvolvimento. "E o CPqD é um parceiro que, além de capacidade técnica, ainda tem boa penetração no mercado de energia elétrica", diz Daniel Monaco, da divisão de Inovação Tecnológica da CPFL.

    A própria concessionária já utiliza essa ferramenta para a correção do nível de tensão em sua rede. Entre os principais resultados obtidos, estão a redução das perdas técnicas em 0,5% e o adiamento de investimentos na ampliação da rede de energia.

    Tatiana Cantoni

    Fonte: www.segs.com.br



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    Segunda, 29 de Março de 2010 16:23


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    Segunda, 29 de Março de 2010 00:00

    Consultoria Gartner estima que o acompanhamento e a análise dos serviços contratados e do consumo com serviços de comunicação podem gerar economias de 15% a 40%.

    O aumento da oferta de voz e dados no Brasil ampliou o parque de telecomunicações dentro das companhias e também a complexidade para gerenciar ativos. Como resultado, muitas organizações estão pagando por serviços pelos quais não precisam ou que deixaram de utilizar, como celulares de funcionários que sairam da companhia e links subdimensionados. Esse descontrole tende a crescer com a disseminação do uso de dispositivos móveis.

    O alerta é da consultoria Gartner, que recomenda o uso da prática Telecom Expense Management (TEM) para por as contas em ordem. Trata-se de um modelo de gestão adotado pelo mercado para administrar custos e recursos da área de forma centralizada e que pode trazer economias com telecom que variam de 15% a 40%.

    Consultorias em TEM presentes no Brasil estimam ganhos superiores a 40%, dependendo da situação. Pela definição do Gartner, o TEM é um conceito de gestão integrada para todas as despesas de voz e dados, que engloba análises de contratos, ciclo de vida dos recursos, faturas, inventário, uso dos serviços até contestações junto às operadoras em caso de erros das contas. A metodologia passa por revisão de processos, implantação de políticas e adoção de tecnologia. Sua proposta é ir além da administração de tarifas, algo comum em algumas empresas com base em soluções internas ou de terceiros instaladas em PABXs.

    A consultoria Aberden Group estima que apenas 30% das despesas globais de telecom são gerenciadas de forma integrada, reunindo em um mesmo banco de dados todos os controles propostos pelo TEM. Segundo o instituto de pesquisas, ganhos maiores são obtidos quando ocorre centralização de processos, já que é possível obter uma visão geral de como a companhia está usando os recursos. "Quanto maior o volume de despesas e de desorganização da companhia, maior será a redução de gastos com telecomunicações", diz a analista do Gartner, Elia San Miguel.

    No Brasil, o TEM ainda é pouco presente, mas Elia observa que em outros mercados, como os Estados Unidos, o assunto vem sendo discutido desde 2006. O modelo ganhou mais força por aqui no ano passado, quando a crise apertou os orçamentos de TI e Telecom. As empresas buscaram ter uma visão clara dos gastos com telecomunicações, reavaliar contratos e renegociar acordos de nível de serviço (SLA, do inglês, service level agreement).

    Caixa preta


    Segundo o diretor comercial da Mobilit - especializada em TEM -, Duda Lemos, muitas companhias não sabem nem o que estão contratando. O departamento de TI é demandado o tempo todo a comprar celulares novos, trocar links de dados para integrar sistemas corporativos como os pacotes de gestão empresarial (ERP), etc. "Alguns serviços são solicitados por e-mail, para atendimento mais rápido, sem realização de contratos", conta Lemos.

    Serviços de telecom estão entre os que mais pesam nos custos de TI das companhias. Estudos da consultoria argentina TNX Corp especializada em gestão de recursos de telecomunicações, apontam que essa área responde por 25% do orçamento do departamento de TI, empatada com hardware e manutenção. Para o country manager da TNX, William Hoffert, é possível enxugar esses gastos, já que apenas 20% das despesas de telecom são com hardware e 80% com serviços, incluindo os de telefonia (fixa e móvel) e dados - onde há potencial para cortes.

    Quem tem recorrido mais aos trabalhos de consultoria da TNX são os executivos de finanças e negócios. "Eles nos chamam para abrir a ‘caixa preta' de telecom e analisar onde eles podem obter economia", diz Hoffert. Para fazer esse trabalho, uma equipe de consultores - formada por engenheiros, economistas e administradores - revisa tarifas, políticas de uso dos serviços e avalia as tecnologias adotadas pela corporação.

    Cabe aos consultores passar um pente-fino nos grandes contratos de outsourcing e analisar se preços praticados, links de dados, data centers, call centers e SLAs estão de acordo com o perfil da empresa. Segundo o executivo já houve situações em que a consultoria sugeriu a rescisão de acordos terceirizados. A empresa pagou multa pelo cancelamento, mas o custo foi compensado pela economia gerada com um novo projeto.

    Geralmente as empresas tentam chegar a um acordo para evitar rompimentos de contratos. "Chamamos sempre os fornecedores para negociar e tentar baixar os custos. No geral, conseguimos chegar a uma proposta que atende aos dois lados", diz o pesquisador de telecomunicações, do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento (CPqD), José Domingos Favoretto Jr. Em parceria com a Siemens, o CPqD oferece serviços de gestão de recursos. "Tentamos arrumar a casa dos clientes e mostrar onde estão seus pontos de gastos para que sejam criadas políticas", explica.

    O gerente de produtos de marketing da Sumus - que também atua no mercado de TEM -, Guilherme Lousada, afirma que é comum grandes empresas, com várias unidades, perderem o controle dos serviços de telecom. Durante o levantamento de inventário de recursos de um cliente, a Sumus descobriu 500 linhas que não estavam em uso, mas cujas contas eram pagas. "Eram linhas cadastradas com diferentes CNPJs e algumas estavam instaladas em locais onde a companhia nem funcionava mais", conta o executivo.

    Ressarcimento


    Outra possibilidade de redução de custos é a análise de contas para pedidos de ressarcimento de cobranças erradas. Duda Lemos, da Mobilit, explica que dá para pedir inclusive o resgate retroativo de faturas. "Conseguimos um ressarcimento de 1 milhão de reais pagos indevidamente por um cliente após auditoria em diversas faturas", revela o executivo. "O billing das teles é complexo e sabemos que elas não agem de má fé. Mas se a conta não é auditada, o cliente paga", enfatiza. Elia, do Gartner, complementa que as operadoras sabem que têm erros e até veem com bons olhos a gestão de gastos e recursos de telecom. Ela acredita até que futuramente operadoras brasileiras passem a terceirizar esse serviço, como já acontece nos Estados Unidos e Europa.

    Exemplo disso é o trabalho prestado pela British Telecom (BT), que opera no Brasil. A empresa oferece serviços de gestão de recursos para multinacionais como Unilever, Ambev, Nestlé e Fiat em grandes contratos de outsourcing. Essas companhias, segundo o diretor-geral da BT no Brasil, Sérgio Paulo Gallindo, têm muita dificuldade para fazer inventário de seus ativos de telecom distribuídos pelos países em que estão presentes.

    Gallindo garante uma boa gestão de telecom pode trazer economias de até 50%, principalmente em casos de clientes com redes defasadas. Ele dá o exemplo da troca de uma tecnologia frame relay por infraestrutura baseada em Multi Protocol Label Switching (MPLS) para transporte de dados por comutação de pacotes, que dimunui gastos com gerenciamento. A adoção de voz sobre IP (VoIP) também corta despesas, mas nem sempre é vantajosa para todos os sites da corporação.

    Essa necessidade abriu espaço no mercado para empresas que oferecem serviços de TEM. Algumas que prestavam serviços de bilhetagem evoluíram sua oferta. Outras nasceram já para atuar nesse segmento. Segundo as companhias, o investimento em um projeto desse tipo vai depender do porte da organização, do volume de despesas e do tamanho da infraestrutura. Mas as estimativas indicam que implantar o modelo custa entre 3,5% e 5% dos gastos da companhia com telecom.

    8 erros que aumentam os custos de telecom

    1 - Pagar juros de contas atrasadas por não ter a visão geral de todas as faturas e respectivos vencimentos;
    2 - Esquecer de cancelar contratos de serviços que não são mais usados,como linhas fixas e celulares de funcionários que já se desligaram;
    3 - Não conferir faturas e pagar por serviços que não foram consumidos;
    4 - Ter acordo de nível de serviço (SLA) ou links redundantes que não são necessários;
    5 - Deixar de fazer contratos para alguns serviços que, às vezes, são solicitados até por e-mail e pagar tarifas mais altas;
    6 - Deixar de realizar inventário de ativos, o que dificulta