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    CPqD Notícias Relacionadas Notícias 2010 Celular com a cara e o jeito do dono
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    Segunda, 18 de Janeiro de 2010 13:27
    O celular do futuro não terá forma, tamanho ou design específico. Ele terá a cara e o jeito do consumidor, vai se adequar às suas necessidades e preferências. O usuário que gosta de ouvir música terá um aparelho de tamanho reduzido, mas com grande memória para armazenar centenas de arquivos. Quem prefere fotografar também não precisa de um grande equipamento, mas de boa resolução para as imagens. Os que querem estar conectados o tempo todo precisam de tela maior e podem até dispor de um teclado qwerty.

    Especialistas do setor contam que, em vez de comprar um aparelho com vários recursos tecnológicos disponíveis, o cliente poderá escolher de acordo com seu perfil de uso. "O celular do futuro vai ser ajustado às necessidades de cada um, vai se adaptar ao uso de cada pessoa. Hoje já temos celulares com teclados com números grandes voltados para os idosos e temos modelos pequenos para quem só faz ligações, por exemplo", diz o pesquisador da área de Gerência de Equipamentos e Terminais do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD), Antônio Marini de Almeida.

    Os fabricantes estão investindo em diversidade de aparelhos e de funcionalidades. Há alguns anos, os celulares tinham tamanho padrão. Primeiro eram grandes, com baterias ainda maiores, para garantir algumas horas a mais de funcionamento. Com o avanço tecnológico, baterias e aparelhos diminuíram para caber na palma da mão ou no bolso de uma calça apertada. Recentemente, cresceram de novo, para dar suporte à chamada convergência digital. Mas há ainda modelos nanicos, ao gosto do freguês. "Não vai haver um tamanho básico, isso vai variar de acordo com os recursos a serem disponibilizados", comenta Almeida.

    O mercado disponibiliza aparelhos tão pequenos como o Watch Phone, um celular de pulso da LG para quem quer apenas fazer ligações. Os chamados smartphones têm tamanho maior, para quem quer acessar a intenet e enviar e-mails de qualquer lugar. "O celular é uma extensão da personalidade da pessoa", diz o gerente de produto da divisão de celulares da LG, Rogério Ayres. A empresa investe em variedade para atender a um público variado. "Temos oito classificações de produtos, que atendem a oito perfis diferentes de consumidores e preços. São 40 possibilidades diferentes de comercialização", diz.

    O gerente de produtos da Samsung, André Vargas, defende que o celular é um objeto tão pessoal que o design expressa a personalidade do dono e, por isso, o futuro trará uma grande variedade de modelos. "O número do celular virou quase um RG", brinca.

    Telas sensíveis ao toque e GPS: itens fundamentais

    Apesar da diversidade de modelos, algumas tecnologias devem marcar presença na maioria dos aparelhos. O gerente de informática e telefonia da rede de lojas Fnac, Marcelo Teotônio Alves, acredita que as telas sensíveis ao toque serão indispensáveis, pois facilitam o uso. "Celulares com dois ou mais chips também são uma tendência e hoje o mercado está carente, só tem um modelo desse tipo", acrescenta. Outro recurso dos celulares modernos, segundo Alves, é a localização por meio do GPS. "Os aparelhos vão permitir que o usuário localize as pessoas como um GPS", diz. O item será importante para os pais controlarem os filhos, diz o gerente. Um item fundamental é a comunicação sem fio, aliando a convergência com a mobilidade, acrescenta o pesquisador do CPqD Antônio Marini de Almeida. Ele cita a febre dos aparelhos com tecnologia 3G, ainda que o serviço no Brasil seja um dos mais caros do mundo. O custo da mensalidade varia em torno de R$ 100,00. A popularização da tecnologia, diz Marini, depende de preços mais justos e melhor qualidade do serviço. "As tecnologias Wimax e LTE (a quarta geração de internet sem fio) vão abrir novos horizontes para transmissão de dados, novos serviços e tecnologias", diz Almeida. Mas isso só vai acontecer no prazo de cinco anos, afirma. (PA/AAN.

    Transações bancárias móveis são cada vez mais comuns

    Fazer ligações, projetar imagens, tirar fotografias, gravar vídeos, ouvir rádio, assistir à TV Digital, navegar na web e pagar contas. Hoje os celulares fazem quase de tudo. Se há alguns anos só realizavam chamadas, hoje são usados em diversas transações bancárias, como uma carteira eletrônica.

    O gerente de produto da divisão de celulares da LG, Rogério Ayres, conta que a tecnologia para o pagamento via celular é relativamente simples. "O mais complicado é a infraestrutura de pagamento. A transação pode ser feita através de uma versão específica de bluetooth", explica. A disseminação do serviço, diz ele, depende de o comércio se adaptar à nova tecnologia. "Ainda temos muitas lojas que não trabalham com cartões de débito, então isso vai demorar um pouco mais para ser disseminado", diz.

    Algumas instituições financeiras trabalham com a tecnologia. Elas fecharam uma parceria com uma operadora e adotaram uma plataforma para realizar os serviços. A tecnologia, inédita no mercado, permite que os usuários façam diferentes tipos de transações bancárias a partir do celular, como transferência de valores, pagamentos de contas, recarga de telefone pré-pago e compras. O serviço será implantado de forma gradual, mas os especialistas acreditam que, em breve, a carteira eletrônica será um item de série no celular. "Você vai dar uma volta no bairro ou caminhar e sempre leva o celular, mas muitas vezes esquece a carteira", comenta Hilton Mendes, diretor de Desenvolvimento de Terminais da Vivo. (PA/AAN).

    Automação residencial é uma das novas tendências

    Telefones poderão ser usados para controlar os equipamentos em casa, por meio de conexão à internet, como se fosse um controle remoto.

    O engenheiro e gerente de engenharia de telecomunicação José Francisco Seniuk acredita que os celulares do futuro terão recursos de automação residencial. "Você poderá fazer um monitoramento à distância. Para isso, as empresas vão ter que evoluir", comenta. O gerente de produtos da Samsung, André Vargas, também acredita que a automação residencial passará pelo celular. "Poderemos usar o telefone para controlar equipamentos em casa, como um controle remoto", diz.

    Tudo isso será feito por meio da internet, um dos recursos que devem estar presentes na maioria dos aparelhos disponíveis no mercado.

    Mas de nada adianta investir em tecnologias inovadoras se os usuários não aproveitam as que estão disponíveis. Especialistas do setor contam que os consumidores usam muito pouco os recursos dos aparelhos. E, na maioria das vezes, isso ocorre por causa da dificuldade de acessar os aplicativos. "As pessoas usam pouco porque é difícil", diz o gerente de produto da divisão de celulares da LG, Rogério Ayres.

    Mas isso deve a mudar, de acordo com Ayres, porque os fabricantes de celulares estão investindo em facilidade. "Os usuários não querem recursos mirabolantes. Eles querem solução e praticidade. Por isso trabalhamos muita a questão da usabilidade, de uma interface amigável", diz.

    Segundo o gerente, o celular fica cada vez mais acessível e fácil de usar. "A banda larga vai ajudar a tecnologia a entrar na vida do consumidor de forma natural", diz. (PA/AAN.

    Fonte: Correio Popular

     

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