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    :: Notícias 2011

    Quarta, 21 de Dezembro de 2011 07:27

    Uma parceria inédita entre o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD) e as companhias de fornecimento de energia Light e a Engelmig trará mais segurança à rede dos usuários de Minas Gerais e do Rio de Janeiro. A partir do próximo ano, será instalado um novo sistema que detecta a corrosão nos cabos de alumínio com alma de aço (CAA), utilizados nas linhas de transmissão.

    O Sistema de Detecção de Corrosão (SDC) substituirá o atual método de inspeção da qualidade do produto. “Atualmente, a verificação é visual. Os fiscais analisam os cabos com um binóculo. É um método subjetivo”, afirma a coordenadora do projeto pelo CPqD, Claudia Souto Cattani. “A exposição ao sol, às chuvas e os poluentes existentes na atmosfera provocam o processo corrosivo dos metais. Só a detecção visual é falha“, lembra.

    Os cabos CAA são constituídos por um núcleo de fios de aço recoberto por camadas de fios de alumínio. O núcleo de aço é revestido por uma camada de zinco para protegê-lo da corrosão. “A inspeção da degradação interna dos cabos CAA será por meio de sensores eletromagnéticos que medirão a quantidade de zinco existente sobre o aço. Quando não houver mais essa camada ou ela for tênue será necessário substituir o cabo”, explica.

    De um projeto de pesquisa, financiado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), surgiu o SDC. A ferramenta é composta de duas partes: uma unidade remota que é acoplada ao cabo CAA e outra que é acionada pelo operador em terra. Conforme é feito o deslocamento da unidade acoplado ao cabo o sensor emite informações em tempo real. O sinal lido pelo sistema é traduzido para sugerir trocas ou um agendamento para nova avaliação.

    O novo sistema também conta com uma câmera de vídeo para auxiliar na visualização externa dos tentos que podem ser danificados ou rompidos por uma linha de pipa com cerol ou mesmo por descargas atmosféricas.

    Os cabos com grau de degradação máximo se rompem, causando interrupção do fornecimento de energia. Para a concessionária, o impacto vem em reclamações, pedidos de indenizações por parte do usuário e em alguns casos até multas.

    A coordenadora do projeto pelo CPqD lista os benefícios do SDC. “O serviço agora é baseado em parâmetros físicos. Podemos agendar uma nova inspeção, o que aumenta a eficiência na detecção dos trechos comprometidos e reduz significativamente a retirada desnecessária de lances de cabos, interrompendo a transmissão”, afirma.

    No fim de outubro, o CPqD apresentou o SDC no 21º Seminário Nacional de Produção e Transmissão de Energia Elétrica (SNPTEE), em Florianópolis (SC). Por enquanto, o sistema será usado apenas pelas concessionárias Engelmig e Light. Mas, também pode ser aplicado nas indústrias que utilizam os cabos de alumínio com alma de aço.

    Fonte: Abipti



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    Quarta, 14 de Dezembro de 2011 10:29

    Tecnologia foi transferida para a empresa gaúcha TSM, que começará a produção ainda em dezembro

    A primeira antena totalmente brasileira para aplicações na área de segurança pública - na faixa de 4,9 GHz - acaba de ser desenvolvida pelo CPqD e, ainda neste mês de dezembro, começará a ser fabricada pela empresa gaúcha TSM Antennas, de Santa Maria. Parceira industrial do CPqD nesse projeto, a TSM está concluindo a instalação de uma unidade de produção avançada, destinada à fabricação das novas antenas.

    "Esse projeto é de importância estratégica para nossa empresa, pois nos posiciona como um player capaz de fornecer soluções funcionais e a preços competitivos para o mercado de segurança pública”, afirma Laila Marzall, gerente do Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento da TSM. “Temos boas expectativas em relação a futuras demandas pelo produto, que serão geradas pelos próximos eventos esportivos no país - Copa do Mundo e Olimpíadas. Sem dúvida, o  projeto dará visibilidade para nossa marca no segmento.”

    A nova antena de 4,9 GHz é o primeiro resultado concreto do projeto Radiofrequência para Redes Sem Fio Banda Larga Aplicadas à Segurança Pública, que vem sendo desenvolvido no CPqD com apoio do Fundo Nacional para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações (Funttel), do Ministério das Comunicações. Seu desenvolvimento aproveitou o conhecimento tecnológico acumulado pelo CPqD em um projeto anterior, na área de sistemas WiMAX (padrão IEEE 802.16-2005), e contemplou sua adequação a aplicações em segurança pública - polícia, bombeiros, defesa civil, entre outros. O uso da faixa de frequência de 4,9 GHz para esse tipo de aplicação é uma recomendação recente da União Internacional de Telecomunicações (UIT), para todo o mundo.

    “Com esse projeto, o CPqD restabelece o domínio sobre o ciclo de desenvolvimento de tecnologias para antenas e firma importante parceria com a TSM, fomentando a competitividade da indústria nacional no mercado de redes sem fio banda larga”, destaca Fabrício Lira Figueiredo, gerente de Sistemas de Comunicações Sem Fio do CPqD. Ele explica que a nova antena é adequada para aplicações em rádios com tecnologia MIMO (multiple-input and multiple-output), com grande potencial de adoção nas redes móveis de quarta geração (4G). Os rádios MIMO utilizam múltiplas antenas tanto no transmissor como no receptor, de modo a melhorar a qualidade e o desempenho da comunicação.

     

    Informações para imprensa

    Pimenta Comunicação
    Rosa Sposito – Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.
    Fone: (55 11) 2858-9183/ (11) 9701-0359
    Alex Nicolau - Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.
    Fone:  (55 11) 2858-9192

    PABX: (55 11) 2858-9191
    www.pimenta.com

    Twitter da Pimenta: http://twitter.com/pimentacom



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    Segunda, 12 de Dezembro de 2011 10:50

    Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD), de Campinas (SP), desenvolve soluções baseadas em mobilidade para facilitar a gestão pública e aproximar governos e cidadãos Mobilidade é o conceito da vez.

    Segundo dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), já são mais de 231 milhões de linhas móveis no país. Só nos 10 primeiros meses de 2011, foram registradas 28,7 milhões de habilitações – o maior número absoluto de novas linhas em período semelhante. Para acompanhar essa tendência, o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD), localizado em Campinas (SP), decidiu aproveitar a expertise no desenvolvimento de soluções e produtos voltados à gestão pública e criar aplicações móveis destinadas a ampliar a interação entre o governo e o cidadão e facilitar a administração.

    “Percebemos a necessidade de levar nossas soluções, não só na parte operacional como também de gestão, para a mobilidade. O CPqD tem utilizado isso em outros segmentos de mercado e eu, particularmente, comprei essa briga. Por que o setor público tem que ficar por último, sempre defasado principalmente no que se refere à gestão?”, observa em entrevista ao Guia das Cidades Digitais Renato Stucchi, diretor de Gestão Pública Municipal do CPqD.

    Uma das aplicações desenvolvidas pelo centro é um software que permite o acesso a indicadores de interesse dos gestores, que ficam reunidos em um único ícone do dispositivo móvel. “O gestor clica nesse ícone e aparecem, por exemplo, resultados do trânsito naquele momento, ou a evolução das matrículas escolares em determinada região. Ele tem a informação onde estiver”, explica o diretor.

    Outro exemplo, já em uso no Estado do Espírito Santo, é o Boletim Falado, que se baseia em um software criado pelo CPqD para transformar texto em voz. Por meio desse dispositivo, os responsáveis pelos alunos podem ligar para a escola e ouvir as notas do boletim em seu celular. Além disso, o centro oferece a possibilidade de o cidadão consultar, na tela do tablet ou do celular, processos administrativos, segunda via do IPTU ou a certidão de débito de um imóvel, por exemplo.

    Interação governo-cidadão

    Apesar da ampliação do acesso à tecnologia em todas as regiões do país, Ricardo Stucchi diz que a demanda por essas aplicações ainda é pequena, especialmente por parte dos municípios. “Os governos estaduais e a União estão mais próximos dos conceitos de tecnologia da informação, percebem o conceito de processo alinhado a serviço, mas o município está muito longe disso. Temos 5.565 municípios, e podemos dizer que apenas 20 ou 30 já têm isso mais palpável. Nos demais, as soluções necessárias em nível de gestão são solicitadas apenas por demanda momentânea”, avalia.

    Para o especialista na área de gestão municipal, a interação entre governos e cidadão é fundamental para a consolidação das Cidades Digitais. A seu ver, muitos municípios ainda estão focados em oferecer internet gratuita para a população, enquanto o melhor caminho seria levar serviços ao cidadão.

    Nesse sentido, o CPqD tem investido em soluções nas áreas da Educação e da Saúde, que estão contempladas mesmo nas localidades mais distantes. “Temos escolas e postos de saúde nas periferias. Então, para criar uma Cidade Digital, é muito válido iniciar por Saúde e Educação porque você já está indo lá na ponta. Você cobre 90% de uma cidade pequena quando leva conexão a uma escola e a um posto de saúde. É realmente um processo de inclusão, com comunicação para todo mundo”, acredita Stucchi.

    E como ampliar o acesso a soluções tecnológicas dentro da esfera pública? O diretor do CPqD entende que é preciso que ocorra uma mudança cultural. “O Brasil ainda está muito atrasado, temos que investir muito em educação para que haja naturalidade no uso de tecnologia”, diz. No entanto, completa Stucchi, a adoção da tecnologia pelos governos é um caminho sem volta.

    “A utilização de tecnologias para deixar a informação na mão do cidadão e fazer com que ele interaja com o poder público é uma quebra de paradigma. Estamos acostumados com duas situações no setor público: ou ele presta um mau serviço ou a gente reclama deles. Nunca pensamos em ajudar o setor público. Com essas aplicações, você pode prestar um serviço informando a prefeitura sobre uma queda de árvore ou acidente de trânsito, apenas com o envio de uma foto pelo celular. A meninada já usa isso nas redes sociais. A ideia é canalizar isso para o sistema de informação do município e incentivar a interação”, explica o especialista.

    Fonte: Guia das Cidades Digitais



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    Quarta, 30 de Novembro de 2011 12:50

    A campanha de coleta de lixo eletrônico realizada pelo CPqD entre seus colaboradores, no decorrer deste ano, foi um sucesso. Na última coleta, encerrada na sexta-feira (25/11), foram recolhidos 1.026 quilos de equipamentos - como computadores, impressoras, monitores, DVD-players, celulares, entre outros. Com isso, o total de lixo eletrônico descartado pelos colaboradores do CPqD em 2011 atingiu 5,5 toneladas (precisamente, 5.526 quilos).

    “É um volume quase três vezes maior do que o previsto quando começamos a campanha, em abril”, diz Amauri Zini, gerente de Engenharia e Serviços do CPqD. A previsão inicial era recolher duas toneladas de lixo eletrônico, em quatro coletas no ano - nos meses de abril, junho, setembro e novembro. Nessas datas, um contêiner foi colocado nas instalações do CPqD, por três dias, para receber os equipamentos.

    O objetivo da campanha foi dar destinação adequada a esse lixo eletrônico, evitando seu descarte em aterros sanitários comuns, onde pode levar centenas de anos para se decompor. Para isso, o CPqD firmou parceria com a Oxil, empresa especializada em manufatura reversa e destinação de resíduos, que recebeu todo o lixo eletrônico recolhido durante a operação. No processo de manufatura reversa, esses equipamentos são desmontados e têm seus componentes separados, alguns deles para eventual reaproveitamento.



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    Quarta, 30 de Novembro de 2011 00:00

    Fruto de um sonho do general Alencastro, o CPqD lamenta profundamente a perda dessa importante figura do cenário das telecomunicações no Brasil.

    Sob seu comando, as telecomunicações avançaram país adentro, atingindo regiões mais longínquas e tirando várias comunidades do isolamento. Mas, para o general Alencastro, era necessário mais do que isso.

    Na sua visão, o Brasil precisava formar uma inteligência nacional e buscar a independência tecnológica na área de telecomunicações. Afinal, como ele dizia, tudo começa no Homem e o desenvolvimento tecnológico não pode ser dissociado da capacitação de pessoal.

    Assim, com o forte empenho pessoal do general Alencastro, nasceu o nosso centro de pesquisa e desenvolvimento das telecomunicações - o CPqD. Foi um sonho que o general Alencastro conseguiu tornar realidade.

    E, sem dúvida alguma, foi uma vitória. Como ele disse em 1976, quando o CPqD foi criado: "Se, em dez anos, o CPqD não colocar nenhum produto no mercado, ainda assim, o Brasil terá ganho muito em conhecimento". Neste ano, o CPqD completou 35 anos e a grande quantidade de tecnologias e produtos desenvolvidos ao longo desse tempo hoje estão presentes no dia-a-dia da sociedade brasileira - e até no mercado internacional.
    Sem dúvida, o Brasil ganhou muito. E o general Alencastro teve um papel fundamental para isso.



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    Terça, 29 de Novembro de 2011 15:40
    O crescimento da demanda por banda larga, gerado principalmente pelos grandes eventos esportivos no Brasil, e as redes inteligentes de energia (smart grids) serão o foco principal do 2.º Workshop sobre Novas Fibras Ópticas, que o CPqD vai promover no dia 1.º de dezembro (quinta-feira), em suas instalações em Campinas.

    Com palestras sobre temas ligados a tecnologia e sustentabilidade, o evento contará com a participação de representantes da indústria, de empresas de telecomunicações e de energia, de instituições de pesquisa e desenvolvimento e de organismos reguladores nacionais e internacionais - como o FTTH (Fiber to the Home) Council e a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

    Maximiliano Martinhão, secretário de Telecomunicações do Ministério das Comunicações, fará a palestra de abertura do evento, marcada para as 8h30. Ele falará sobre As tendências de crescimento no Brasil e as novas demandas geradas pelos grandes eventos esportivos.

    No decorrer do dia, diversas apresentações técnicas abordarão novas aplicações, soluções tecnológicas, desafios e oportunidades na área de fibras ópticas. As palestras serão feitas por representantes de empresas como Furukawa, Oi, Telefônica, Cemig/Light, Elektro e Petrobras, entre outras. No encerramento do evento, o professor Douglas Zampieri, coordenador da Diretoria Científica da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), falará sobre o papel fundamental do apoio e incentivo à pesquisa tecnológica.

    Gratuito, o workshop do CPqD é aberto a um número limitado de participantes. Mais informações e inscrições podem ser feitas pelo site www.cpqd.com.br.

    Agenda
    2.º Workshop sobre Novas Fibras Ópticas
    Quando: 01/12 - das 8h30 às 17h45
    Onde: Auditório do CPqD
    Rodovia Campinas-Mogi Mirim km 118,5 - Campinas (SP)



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    Sexta, 25 de Novembro de 2011 00:00

     

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    Eleito pela “excelência na sua categoria em 2011”, o CPqD recebeu o prêmio Destaque Empresa Brasileira, que é concedido anualmente pelo Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças Campinas - IBEF Campinas. Criado em 2002, esse prêmio é atribuído a organizações de capital 100% nacional que se destacam por sua atuação profissional, ética e pela contribuição para o desenvolvimento da região de Campinas e do país.

    “Para o CPqD, esse prêmio é uma conquista importante, pois representa o reconhecimento do trabalho que estamos desenvolvendo há 35 anos, com foco na inovação das Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) no país”, afirma Hélio Graciosa, presidente do Centro. “E representa mais um estímulo para que esse trabalho continue, de modo a contribuir para a competitividade do país, a geração de empregos e a inclusão digital da sociedade.”

    O Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (IBEF) - Seccional Campinas foi fundado em 1985, é o terceiro do país (depois de São Paulo e Rio de Janeiro) e conta com cerca de 325 associados, cujas empresas faturam conjuntamente R$ 30 bilhões ao ano. O Prêmio Equilibrista foi criado em 1984, com o objetivo de destacar o executivo de finanças do ano. Posteriormente, a entidade instituiu os prêmios Destaque do Ano, nas categorias Indústria, Comércio e Serviços, Empresa Brasileira e Responsabilidade Social. Mais informações no site www.ibefcampinas.com.br

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    Sexta, 11 de Novembro de 2011 11:55

    O Instituto Atlântico está fazendo 10 anos. Instituição de ciência e tecnologia focada nas Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs), foi criado pelo CPqD em 2001, em Fortaleza, como contribuição para o desenvolvimento da região Nordeste.

    Inaugurado com uma equipe inicial de sete pessoas, hoje o Atlântico conta com uma equipe de quase 300 profissionais competentes, a maioria procedente das universidades cearenses. A geração de empregos, o desenvolvimento de recursos humanos qualificados e a retenção de talentos na região, por sinal, são alguns dos principais benefícios decorrentes da criação do Atlântico.

    Seus dez anos de história estão repletos de projetos bem sucedidos - mais de 250 foram realizados -, que contribuíram para projetar Fortaleza no cenário nacional das TICs. Fator chave para esse sucesso é sua equipe, que, por três anos consecutivos, colocou o Atlântico na lista das melhores empresas para se trabalhar da revista Exame. Resultados inovadores desses projetos hoje estão presentes em vários países.

    Com unidades em Fortaleza, Sobral e São Paulo, o Atlântico foi pioneiro em terras nordestinas em técnicas de gestão de processos com base em sistemas de qualidade de nível internacional. Alcançou e mantém o nível 5 do CMMI (Capability Maturity Model Integration), o mais elevado grau de maturidade em desenvolvimento de software, de acordo com o modelo mais adotado no mundo. Suas competências em gestão de projetos contribuíram para elevar o padrão de qualidade na região Nordeste.

    Sem dúvida, os dez anos do Atlântico merecem ser comemorados não só pelos profissionais, empresas e a comunidade científica e acadêmica da região, mas pelo próprio país. O CPqD orgulha-se de ter dado essa importante contribuição para a inovação e o desenvolvimento regional das TICs.



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    Quinta, 10 de Novembro de 2011 13:23

    Contrato firmado com a Padtec e a israelense Civcom foi anunciado durante visita do ministro das Comunicações ao Centro

    Acelerar a introdução no mercado - nacional e internacional - de produtos baseados em tecnologias inovadoras na área de comunicações  ópticas. Esse é o principal objetivo do acordo que está sendo firmado entre o CPqD, a Padtec e a israelense Civcom - fabricante de módulos optoeletrônicos adquirida pela Padtec em 2008 - e que foi anunciado nesta quinta-feira (10/11), durante a visita realizada pelo ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, ao CPqD.

    O acordo prevê a união de esforços de pesquisa e desenvolvimento em áreas de interesse comum das três organizações. E o primeiro projeto nesse sentido tem como foco o  desenvolvimento de um módulo para equipamentos de transmissão óptica a 100 Gbits por segundo (Gbps), baseados em tecnologia DWDM (Dense Wavelength Division Multiplexing) e nas especificações internacionais de interoperabilidade definidas pelo Optical Internetworking Forum (OIF).

    O trabalho será realizado pelo CPqD em conjunto com a Civcom e terá como base os resultados já obtidos com o Projeto 100 GETH (Gigabit Ethernet), que vem sendo conduzido desde 2010 pelo CPqD com recursos do Fundo Nacional para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações (Funttel) do Ministério das Comunicações e apoio da FINEP. A meta é desenvolver uma nova geração de sistemas de comunicação óptica para banda larga, capaz de oferecer altíssimas taxas de transmissão (8 Tbps por fibra óptica - WDM com 80 canais de 100 Gbps).

    “Com esse acordo, estamos unindo o conhecimento do CPqD em tecnologia de transmissão óptica a 100 Gbps e a experiência da Padtec e da Civcom na área de engenharia de produção, de modo a antecipar a introdução de novos produtos no mercado”, afirma Hélio Graciosa, presidente do CPqD. A previsão é que os primeiros dispositivos ópticos desenvolvidos a partir desse acordo estejam disponíveis para comercialização no segundo trimestre de 2012.

    A Padtec, maior fabricante de sistemas de transmissão óptica da América Latina, será a principal cliente dos módulos a serem produzidos pela Civcom - que serão integrados a seus produtos. Porém, o acordo prevê a possibilidade de fornecimento desses módulos, pela Civcom, para outros fabricantes de equipamentos no mercado global.

    “Isso significa que essa tecnologia inovadora desenvolvida pelo CPqD no Brasil, em parceria com a Padtec e a Civcom, estará disponível para todos os países que estão investindo em redes ópticas para atender a crescente demanda global por banda larga”, destaca Jorge Salomão Pereira, presidente da Padtec.
    Para o ministro Paulo Bernardo, a notícia sobre o novo módulo de transmissão óptica vem ao encontro do esforço do governo para incrementar a inovação no país e acelerar a disseminação das tecnologias de comunicação. “Precisamos reforçar a infraestrutura e esse módulo de transmissão abre possibilidades enormes, inclusive de exportação dessa tecnologia brasileira”, enfatiza o ministro das Comunicações.



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    Quinta, 10 de Novembro de 2011 07:00

    Qualidade: ferramenta para a eficiência e o sucesso das organizações

    Acreditamos na qualidade como um caminho para trazer eficiência e sucesso às organizações, mas também como uma ferramenta para encorajar as pessoas a darem o melhor de si, buscando o seu desenvolvimento e a certeza de contribuírem para um mundo novo e mais próspero.

    Ao longo dos anos, nós do CPqD vimos consolidando o nosso sistema de gestão da qualidade. Temos hoje, o maior escopo organizacional do Brasil a contar com processos avaliados no CMMI. Acreditando em um sistema estruturado dentro de uma visão estratégica de gestão, suportamos os negócios de forma a atender os elevados níveis de exigência de nossos clientes.



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    Terça, 08 de Novembro de 2011 13:49

    / ESTRUTURA /Comunicação integrada e informação acessível a todo cidadão é o conceito do município digital

    Uma cidade com comunicação totalmente integrada e acessível a qualquer cidadão, sem nenhuma restrição, pela internet. Esse é o conceito das cidades digitais, criado pelo Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD) e definido em seis passos, que abrangem itens como cobertura total de banda larga, pontos gratuitos de wi-fi em áreas públicas, telecentros para disseminar o uso da web, governo eletrônico, integração entre municípios, estados e governo federal e uso de tecnologias que permitam acesso a deficientes e pessoas com baixa escolaridade.

    O pesquisador do CPqD Marcos de Carvalho Marques diz que cidade digital é aquela que apresenta, em toda a sua área geográfica, infraestrutura de telecomunicações e internet tanto para acesso individual quanto público, disponibilizando à sua população informações e serviços públicos e privados em ambiente virtual.

    O CPqD desenvolveu um estudo que lista os municípios mais digitalizados do País. De acordo com o Índice Brasil de Cidades Digitais, a maioria das analisadas está apenas no terceiro estágio, em que há acesso público à web por meio de telecentros e uso de alguns recursos de acessibilidade. “No Brasil ainda não existe uma cidade que tenha atingido todos os níveis, temos algumas cidades que chegaram ao nível três.

    ”O destaque do ranking é Belo Horizonte, onde os moradores têm acesso à web por meio de 325 telecentros e cerca de 40 pontos de wi-fi gratuitos em espaços públicos. A Prefeitura oferece mais de 80 serviços à população por meio de iniciativas de governo eletrônico, como a votação do Orçamento Participativo, consulta do boletim escolar, alteração de endereço para a cobrança de IPTU, consulta a processos tributários em andamento, emissão da nota fiscal eletrônica, obtenção de segundas vias de arrecadação de impostos e de certidões negativas de débito.

    O município contabiliza uma média mensal de 130 mil acessos gratuitos à internet. O usuário tem acesso ilimitado ao site da Prefeitura e um limite de até duas horas diárias para navegar em outros endereços na internet.

    A cidade planeja ampliar a sua rede WiMax de alta velocidade para atingir a cobertura de 90% do município. Isso permitirá aumentar a rede para 400 telecentros e 182 escolas. “Belo Horizonte aparece em primeiro lugar porque tem aplicações avançadas que permitem ao cidadão interagir e tem recursos de acessibilidade em telecentros e prestação de serviços”, explica a pesquisadora do CPqD Graziella Bonadia.

    Apesar de ser importante polo tecnológico e científico, Campinas ocupa apenas o sexto lugar do ranking e ainda não chegou ao nível três. Especialistas ouvidos pela reportagem contam que o município ainda tem que vencer obstáculos para avançar e se tornar uma cidade digital. O primeiro é criar mecanismos de acesso em telecentros e no site da Prefeitura para garantir que pessoas com deficiência e com baixa escolaridade consigam navegar.

    “Tem uma legislação para isso e é um projeto que está sendo tratado como prioridade”, explica Marcelo Pimenta, diretor técnico da Informática dos Municípios Associados (IMA), sem revelar prazos.

    O segundo obstáculo é a falta de acesso à banda larga em espaços públicos. Apenas o Centro de Convivência oferece acesso gratuito à rede mundial de computadores. A Prefeitura pretende resolver parte dessa deficiência por meio do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). O número de telecentros também precisa aumentar. Hoje existem 41 pontos para acesso gratuito à rede na cidade.

    Índice Brasil de Cidades Digitais

    • 1º - Belo Horizonte (MG) - 360 pontos
    • 2º - Curitiba (PR) - 352 pontos
    • 3º - Porto Alegre (RS) - 349 pontos
    • 4º - Vitória (ES) - 347 pontos
    • 5º - Ibirapuitã (RS) - 340 pontos
    • 5º - Jundiaí (SP) - 340 pontos
    • 6º - Campinas (SP) - 339 pontos
    • 7º - Santos (SP) - 338 pontos
    • 7º - São Carlos (SP) - 338 pontos
    • 8º - Tarumã (SP) - 335 pontos
    • 9º - São Paulo (SP) - 334 pontos
    • 10º - Tauá (CE) - 332 pontos

    Fonte: Índice Brasil de Cidades Digitais (CPqD)

    Níveis das Cidades Digitais

    NÍVEL 1 – Patamar mínimo que uma cidade em vias de digitalização pode apresentar. São cidades que dispõem de infraestrutura e de serviços de telecomunicações, mas com limitação de pontos de acesso e de banda de transmissão. Em geral, não têm provedor local de acesso às redes digitais e a banda larga é de baixa velocidade e qualidade deficiente.

    NÍVEL 2 – É o estágio em que se encontra a grande maioria das cidades. A população já conta com opções de conexão e há telecentros para acesso público à internet, mas com recursos mínimos de acessibilidade, como instalações físicas adequadas a cadeirantes. O número de telecentros é limitado e há restrições de banda.

    NÍVEL 3 – Reúne cidades com cobertura total para acesso público. Há telecentros distribuídos em toda a sua extensão; recursos de acessibilidade e usabilidade são mais presentes e garantem que portadores de deficiência acessem a web. População pode acessar serviços públicos e privados em ambiente virtual, mas ainda há limitações de banda.

    NÍVEL 4 – Cobertura é total e sem limitação de banda para o acesso público; os serviços públicos encontram-se integrados em um único ambiente virtual. Telecentros e serviços dispõem de um conjunto razoável de recursos de acessibilidade, usabilidade e inteligibilidade. Alguns serviços privados são providos em ambiente virtual.

    NÍVEL 5 – Alto grau de digitalização, com cobertura total tanto para o acesso público quanto para o acesso individual. Os serviços são integrados, notadamente os públicos, e há significativa quantidade e diversidade de recursos de acessibilidade, usabilidade e inteligibilidade. Há ampla gama de serviços privados em ambiente virtual e as comunidades também são integradas.

    NÍVEL 6 – Nesse patamar, os serviços públicos e privados, integrados, criam um espaço virtual que se justapõe à cidade real. As novas tecnologias de comunicação e informação passam a fazer parte das construções que emprestam volume e forma à cidade. As construções passam a ser inteligentes e interligadas em rede.

    Fonte: Patrícia Azevedo DA AGÊNCIA ANHANGUERA Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.



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    Terça, 08 de Novembro de 2011 00:00

    Sistema desenvolvido pelo Centro permite detectar corrosão em cabos de alumínio das linhas de transmissão.

    Campinas - O CPqD, em parceria com a Light e a Engelmig, está oferecendo às empresas dos setores elétrico e industrial um novo serviço voltado para a manutenção preventiva de suas redes, que permite detectar a corrosão dos cabos de alumínio com alma de aço (CAA) utilizados pelas concessionárias. A execução do serviço terá como base o Sistema de Detecção da Corrosão (SDC), desenvolvido pelo CPqD para atender às necessidades da Light - dentro do programa de pesquisa e desenvolvimento da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) - e que foi apresentado no XXI Seminário Nacional de Produção e Transmissão de Energia Elétrica (SNPTEE), realizado no final de outubro, em Florianópolis (SC).

    Segundo Claudia Souto Cattani, coordenadora do projeto pelo CPqD, a avaliação da integridade dos cabos das linhas de transmissão hoje é feita por meio de inspeção visual, que determina os trechos suspeitos de estarem comprometidos - em geral, substituídos. Porém, como o processo de corrosão ocorre no núcleo do cabo, a inspeção visual não é um método eficiente para detectar essas ocorrências.

    Com a tecnologia desenvolvida pelo CPqD, é possível implementar uma metodologia para a manutenção preventiva das redes de cabos das concessionárias e das indústrias, com base no SDC e em critérios objetivos - o que aumenta a eficiência na detecção dos trechos comprometidos e reduz significativamente a retirada desnecessária de lances de cabos. "A avaliação do estado de degradação interna dos cabos CAA é realizada por meio de sensores eletromagnéticos, com capacidade para medir desde cabos para-raios de diâmetro ?" HS até cabos com bitola de 1.113,0 MCM", afirma Cláudia. Ela explica que uma câmera articulada realiza a inspeção visual dos tentos de alumínio e das cadeias de isoladores, sendo que as imagens são transmitidas em tempo real para o operador.

    O sistema do CPqD é constituído de uma unidade remota, que é montada diretamente no cabo condutor, e de uma unidade de controle, pela qual o operador comanda a unidade remota e observa os resultados em tempo real.

    Perfil -O CPqD é uma instituição independente, com foco na inovação em tecnologias da informação e comunicação (TICs). No Brasil, as soluções do CPqD são utilizadas por grandes empresas e instituições dos setores de telecomunicações, energia elétrica, financeiro, industrial, corporativo e administração pública. Atuando há 35 anos, conta com 1.300 profissionais altamente capacitados, reconhecidos por sua criatividade e comprometimento com elevados níveis de qualidade. O Centro hoje possui o maior programa de P&D da América Latina e tem como objetivo contribuir para a competitividade do País e a inclusão digital da sociedade levando ao mercado tecnologias de produto, sistemas de missão crítica, serviços tecnológicos e consultorias.

    Fonte:Portal Fator Brasil



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    Sexta, 04 de Novembro de 2011 12:29

    ideias que melhoram o mundo

     

    Celebrado em datas diferentes internacionalmente, o dia é um incentivo às pessoas a terem suas próprias idéias para melhorar o mundo e para lembrar os grandes inventores.

    Nesta data, o CPqD rende homenagem a todos os inventores do mundo, em especial aos brasileiros, dedicados a gerar riqueza para o nosso País, a melhorar a nossa qualidade de vida e a cuidar das condições do nosso planeta.



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    Quinta, 20 de Outubro de 2011 08:00

    A energia inteligente no Brasil será o foco do estande do CPqD no XXI Seminário Nacional de Produção e Transmissão de Energia Elétrica (SNPTEE), que se realiza entre os dias 23 e 26 de outubro, em Florianópolis (SC). Promovido pelo Comitê Nacional Brasileiro de Produção e Transmissão de Energia Elétrica - Cigré-Brasil e coordenado pela Eletrobras/Eletrosul, esse evento é realizado a cada dois anos com o objetivo de estimular a troca de informações e experiências entre profissionais de empresas do setor e, também, de centros de pesquisa, universidades e fabricantes de equipamentos.

    Na exposição paralela ao seminário, o CPqD dará destaque à sua liderança na participação de projetos de pesquisa e desenvolvimento em smart grid - em especial, na inclusão de energias renováveis e gestão distribuída. Outra atração do estande serão os resultados de projetos desenvolvidos pelo CPqD envolvendo monitoramento, automação e uso de sistemas de informações georreferenciadas (GIS) nas redes de energia elétrica. Além disso, o estande terá um espaço especial dedicado à sustentabilidade.

    No seminário, o CPqD participará de cinco palestras incluídas na grade de apresentações do evento. No dia 26, por exemplo, seus pesquisadores falarão sobre Tecnologias 3,5G/4G em dispositivos M2M (machine to machine) para aplicações de Supervisão, Controle e Automação de Redes Elétricas. As outras apresentações serão feitas em conjunto com empresas e instituições parceiras nos projetos. São elas:

    - Aplicações reais e o futuro da tecnologia óptica na construção Smart Grid na Alta Tensão - no dia 24, junto com a Cemig

    - Monitoramento de isoladores poliméricos em linhas de transmissão por meio de sensor de corrente de fuga - também no dia 24, com a Celpe e Universidade Federal de Campina Grande (PB)

    - Teste de campo de sistema de sensoriamento remoto de linhas de transmissão com sistema de cadastro georreferenciado - no dia 25, com a Eletronorte

    - Avaliação do uso de bateria de lítio-íon em aplicação estacionária em telecomunicações - também no dia 25, com Furnas

    Mais informações sobre o XXI SNPTEE podem ser obtidas pela internet, no endereço eletrônico http://www.xxisnptee.com.br/site/



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    Segunda, 17 de Outubro de 2011 10:54

    A tecnologia RouteFlow, desenvolvida pelo CPqD como uma proposta inovadora para a internet do futuro, será apresentada no Open Networking Summit, que começa hoje (17/10) e vai até quarta-feira, 19, na Universidade de Stanford, nos Estados Unidos. Trata-se do primeiro evento público da indústria voltado exclusivamente para o novo conceito de rede definida por software (ou SDN, do inglês software-defined networking) com base no protocolo OpenFlow, desenvolvido na Universidade de Stanford.

    “A rede definida por software é uma rede programável por intermédio de inteligência remota, que roda em computadores comuns ou na nuvem, e que pode ser totalmente aberta a inovações”, explica Marcos Salvador, gerente de Evolução de Base Tecnológica de Redes Convergentes do CPqD. “Essas inovações, nos mais variados níveis, podem ser feitas tanto pelos proprietários da rede como por terceiros - o que significa um rompimento com o modelo tradicional da indústria de rede, pelo qual só o fabricante tem o poder de inovar. E o OpenFlow é o protocolo que torna os elementos da rede (como o roteador ou ponto de acesso sem fio) programáveis remotamente”, acrescenta Salvador.

    Já o RouteFlow é uma solução aberta de roteamento IP que permite a programação dos elementos da rede baseada no protocolo OpenFlow. “Uma das grandes vantagens do RouteFlow é que se baseia em pilhas de protocolos de código aberto, o que não só abre as portas da inovação para a comunidade internacional como também permite aproveitar os benefícos do desenvolvimento comunitário. Além disso, a solução do CPqD roda em servidores Linux de baixo custo e é facilmente implementável”, enfatiza Salvador, que participará da demonstração dessa tecnologia no Open Networking Summit.

    Desenvolvida como parte do projeto de rede experimental de alta velocidade - Projeto GIGA -, que conta com o apoio do Funttel (Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações), a tecnologia RouteFlow também foi apresentada durante o Futurecom 2011, realizado em setembro, em São Paulo. Na ocasião, a proposta do CPqD baseada nessa tecnologia venceu um concurso promovido pelo Projeto MyFIRE, que apoia as atividades da comunidade europeia voltadas para a internet do futuro. Nesse concurso, foram apresentadas diversas propostas brasileiras de aplicação de internet do futuro que utilizam infraestrutura experimental de redes dentro do programa FIRE - Future Internet Research and Experimentation. E o RouteFlow foi considerado a melhor proposta brasileira.



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    Sexta, 14 de Outubro de 2011 17:01

    São Paulo – O CPqD, instituição com foco na inovação em TICs, anunciou que atualizará um índice que mostra o nível de digitalização dos municípios brasileiros.

    Uma das novidades desta edição do Índice Brasil de Cidades Digitais é a possibilidade de cadastrar o município previamente. O formulário pode ser preenchido pela internet pelo gestor público ou o responsável pela área de TI da prefeitura.

    O índice é uma criação da Momento Editorial em parceria com a Fundação CPqD. Além de mostrar o nível de digitalização das regiões avaliadas, o índice coleta dados de iniciativas digitais bem sucedidas e experiências que podem ser compartilhadas por outros municípios.

    Há nove categorias que pontuam as 75 cidades: presença de equipamentos primários; acesso público à internet; cobertura geográfica; acessibilidade,usabilidade e inteligibilidade; banda; serviços públicos e privados; integração de serviços públicos; integração de comunidades e novo espaço público e integração de cidades, estados e países.

    Todas as cidades que enviam os dados para o Índice Brasil de Cidades Digitais recebem um certificado de participação. As 10 primeiras colocadas participam de um evento e ganham um troféu. Veja o atual Índice Brasil de Cidades Digitais.

    As 10 primeiras colocadas no atual índice são as cidades de Belo Horizonte(MG), Curitiba (PR), Porto Alegre (RS), Vitória (ES), Ibirapuitã (RS), Jundiaí (SP),Campinas (SP), Santos (SP), São Carlos (SP), Tarumã (SP), São Paulo (SP) e Tauá (CE).

    Fonte: Info Online




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    Quinta, 06 de Outubro de 2011 16:38

    O protótipo do primeiro carro elétrico para competição (tipo fórmula) do país foi uma das principais atrações do estande de Educação do Congresso SAE Brasil 2011, promovido pela Sociedade de Engenheiros da Mobilidade, que aconteceu de 4 a 6 de outubro em São Paulo. Projetado e montado por estudantes de engenharia da FEI (Fundação Educacional Inaciana), o veículo é resultado de um desafio lançado pelo Comitê de Veículos Elétricos e Híbridos da SAE Brasil - que deu apoio ao projeto - e contou com a contribuição do CPqD durante o seu desenvolvimento.

    O objetivo do desafio foi estimular os alunos de cursos de engenharia (graduação e pós-graduação) a desenvolverem veículos para disputar a primeira competição Formula SAE Brasil na categoria Puro Elétrico, a ser realizada em 2012 - a categoria Combustão já existe desde 2004. Os estudantes da FEI foram os primeiros a apostar nesse projeto, que também contou com o suporte de empresas do setor automobilístico.

    O CPqD forneceu orientação técnica aos alunos - definição de especificações e dimensionamento - para a montagem do banco de baterias do novo veículo elétrico. O carro é alimentado por um conjunto de 1.400 baterias de celular, tipo lítio-íon, que gera aproximamente 200 volts e garante ao veículo autonomia de até 30 minutos.

    O protótipo do carro elétrico para competição, criado pelos estudantes da FEI, estará em exposição durante o Congresso SAE Brasil 2011, que se realiza no Expo Center Norte, em São Paulo. No evento, o pesquisador Raul Beck, responsável técnico da área de Sistemas de Energia do CPqD, fez uma palestra sobre baterias para veículos elétricos.

     

     



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    Quinta, 06 de Outubro de 2011 00:00

    O trabalho realizado pelo CPqD na área de sistemas ópticos para banda larga acaba de obter um reconhecimento importante da comunidade acadêmica reunida no XXIX Simpósio Brasileiro de Telecomunicações - SBrT'11, encerrado ontem, em Curitiba. Durante o evento, que é promovido pela Sociedade Brasileira de Telecomunicações (SBrT), a apresentação de pesquisadores do CPqD sobre a experiência de transmissão óptica em 32 canais a 112 Gbps por canal, na distância de 4.050 quilômetros, recebeu o prêmio de melhor artigo na área de óptica e eletromagnetismo do simpósio.

    O artigo é um dos resultados do Projeto 100 GETH (Gigabit Ethernet), que vem sendo desenvolvido pelo CPqD, com o apoio do Funttel (Fundo Nacional para o Desenvolvimento das Telecomunicações). O objetivo é criar uma nova geração de sistemas de comunicação óptica de altíssima velocidade, baseada na tecnologia WDM (Wavelength Division Multiplexing).

    "Esse prêmio é mais uma evidência que estamos no estado da arte em sistemas ópticos", afirma Júlio César de Oliveira, gerente dessa área no CPqD e um dos autores do artigo.



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    Quarta, 05 de Outubro de 2011 00:00

    Estima-se que neste ano os consumidores brasileiros movimentem com os seus cartões de crédito cerca R$ 3,4 milhões. O montante, segundo a Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), é 16% maior quando comparado às compras feitas em 2010. Com a quantidade de informações trocadas diariamente o serviço precisa ser seguro.

    As empresas de cartões criaram uma série de normas para certificar que os dados dos clientes não sejam acessados por pessoas mal intencionadas. As bandeiras mais famosas, Visa e Martercard, estabeleceram que até o fim de 2012 todos os empresários devem se enquadrar às normas do padrão Payment Card Industry (PCI).

    A Cielo, uma das cinco maiores redes de pagamento eletrônico do mundo, contratou o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD), uma instituição associada à ABIPTI, para atualizar as redes de informações de empresas. O centro irá verificar o sistema das 50 empresas que estão no grupo que fazem mais de seis milhões de transações por ano. Entre elas, redes de hipermercados, farmácias e magazines.

    De acordo com o coordenador do projeto PCI na Gerência de Segurança da Informação do CPqD, Alessandro Paganuchi, o CPqD irá analisar se os estabelecimentos se enquadram nos 12 pré-requisitos de segurança do padrão PCI (Veja as normas no quadro abaixo). "Em caso de falhas, vamos sugerir as mudanças. Quando todos os critérios forem atendidos, faremos uma auditoria de homologação para o estabelecimento receber a certificação do PCI", explicou Paganuchi.

    O Brasil se destaca na implantação do sistema de segurança do padrão. De acordo com o CPqD, dez empresas já possuem a certificação de segurança. Até dezembro, mais cinco grandes redes devem se enquadrar aos padrões. O centro foi o primeiro na América Latina a credenciar profissionais Qualified Security Assessor (QSA) pelo PCI. "Nossos técnicos passam por atualizações anuais obrigatórias e fazem provas de recertificação PCI. Isso fez a Cielo escolher o CPqD para o serviço de enquadramento às normas do PCI", afirmou Paganuchi.

    O CPqD é uma instituição independente, com foco na inovação em tecnologias da informação e comunicação (TICs). As soluções nascidas no instituto são usadas por grandes empresas e instituições dos setores de telecom, energia elétrica, financeiro, industrial, corporativo e administração pública.

    Há 33 anos na área, ela é responsável pela geração direta de 1,2 mil empregos e pelo maior programa de pesquisa & desenvolvimento da América Latina. A ideia é contribuir para a competitividade do Brasil e a inclusão digital da sociedade, levando ao mercado tecnologias de produto, sistemas de missão crítica, serviços tecnológicos e consultorias.

    Felipe Linhares

    Fonte: Informe Abipti



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    Sexta, 30 de Setembro de 2011 16:10

    CPqD Primeiras Palavras para o tablet da Apple já está disponível para download

    A aplicação CPqD Primeiras Palavras, que utiliza recursos de síntese de voz - em português do Brasil - para ajudar as crianças a aprender a ler e escrever de uma forma simples e divertida, já está disponível também para tablets iPad, da Apple. Lançado em dezembro pelo CPqD, a princípio para celulares iPhone e para o iPod Touch, o software está disponível na App Store, a loja virtual de aplicativos da Apple.

    Com o CPqD Primeiras Palavras, o iPad - ou iPhone - fala com a criança, que vai aprendendo o alfabeto e a formar palavras, e até frases, na medida em que interage com o aparelho. Para isso, a aplicação oferece quatro atividades. Em uma delas, chamada Conhecendo o Alfabeto, a criança seleciona uma letra e, além de ouvir sua pronúncia, recebe exemplos de palavras escritas com ela - que também são faladas e associadas a ilustrações.

    Em outra atividade, o desafio é completar palavras, referentes a figuras escolhidas, com as vogais ou consoantes que estão faltando. O tablet (ou celular) pronunciará cada palavra formada e indicará se ela está correta ou não. Já em Celular Maluco, a criança seleciona uma figura e ordena as sílabas apresentadas de modo a formar uma palavra para descrevê-la - também nesse caso, o iPad pronunciará a palavra, indicando se está correta. A outra atividade é Repita a Frase e traz para a criança o desafio de ordenar palavras apresentadas na tela do tablet, na tentativa de compor uma frase previamente associada a uma figura escolhida.

    Totalmente nacional, o novo aplicativo para iPad é baseado na tecnologia do CPqD Texto Fala, solução que oferece recursos de síntese de voz de alta qualidade, muito próxima da fala natural, e que já vem sendo utilizada em várias aplicações no país - em particular, na área de acessibilidade. Além disso, o CPqD Primeiras Palavras é a primeira aplicação para iPad com síntese de voz em português falado no Brasil.

    Para conhecer e fazer o download do novo aplicativo do CPqD, basta entrar na loja da Apple na internet: http://go.cpqd.com.br/CPqDPP.

     

    Informações para imprensa

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    Sexta, 23 de Setembro de 2011 18:26

    Com o objetivo de melhorar a vida das pessoas com deficiência e facilitar o acesso delas às informações, a Secretaria de Ciência e Tecnologia convidou para ministrar uma palestra na manhã de hoje o gerente de Marketing e Produtos do Centro de Desenvolvimento em Telecomunicação (CPqD), Ronaldo Rocha. Com o tema Inclusão Digital Oportunidades e Desafios – buscando barreiras da comunicação, Ronaldo apresentou os projetos sobre inclusão digital que o CPqD já desenvolve em outras regiões do Brasil.

    O objetivo é mostrar os projetos de inclusão digital já desenvolvidos pelo CPqD, analisar o cenário goiano e o melhor projeto, para então implementá-lo em Goiás. De acordo com o gerente de inclusão digital da Sectec, Wellington Teixeira, essa é uma abordagem do governo em conhecer as novas tecnologias assistivas que vai ao encontro do governo eletrônico. “É mais um dos projetos do Goiás Conectado, da Sectec e que nós começamos aqui com esse projeto e já tem outros encaminhados. Em breve o secretário da Ciência e Tecnologia fará o lançamento como, por exemplo, o da criação da rede goiana de políticas públicas para a inclusão digital”.

    De acordo com o gerente do CPqD, Ronaldo Rocha, a inclusão digital é um indutor para a inclusão social. Ele explica que o público-alvo são as pessoas que não têm acesso à informação, como as com baixo letramento, os idosos, pessoas com deficiência sensoriais, motora e cognitiva. “O nosso objetivo é conseguir levar os resultados das nossas pesquisas ao mercado e ao cidadão e a gente conta muito que dê certo essa parceria com o estado de Goiás”.

    Segundo Wellington, foi feita uma pesquisa pelo Comitê Gestor de Informática em que foi caracterizado que mais de 14% da população do Estado de Goiás são pessoas com restrições sensoriais e 10% com baixo letramento, além dos idosos. “Essas pessoas precisam de um fomento, um apoio do governo para serem incluídas digitalmente. Nós queremos oferecer todas as condições para que essas pessoas possam participar da nossa sociedade, com seu direito à cidadania”.

    A abertura do encontro foi feita pelo secretário de Ciência e Tecnologia, Mauro Faiad, que enfatizou como o Governo de Goiás tem investido na área de inovação tecnológica. Ele citou o exemplo do programa que será lançado em novembro, o Sistema de Inovação Goiano, que tem por objetivo integrar e coordenar os ambientes de ciência, tecnologia e inovação, constituído pelo Governo de Goiás, instituições científicas e tecnológicas, além de segmentos empresariais. Estavam presentes na reunião representantes de órgãos do governo, como UEG, Sectec, Segplan e Casa Civil.

    Fonte: TôSabendo.com





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    Quinta, 15 de Setembro de 2011 13:37

    O CPqD acaba de assinar um contrato com a Telefônica/Vivo, pelo qual vai fornecer à operadora sua solução na área de Gestão de Resíduos. É o primeiro contrato envolvendo essa nova solução, que faz parte do conjunto de produtos e serviços do CPqD relacionados à sustentabilidade ambiental - que também inclui a gestão de recursos de energia elétrica, já utilizada pela Vivo há um ano e meio.

    “Com esse novo acordo, o CPqD passa a ser responsável pelo gerenciamento da destinação dos resíduos gerados tanto nos escritórios da Vivo como nas lojas e centros de distribuição, o que inclui celulares e suas baterias”, afirmou Hélio Graciosa, presidente do CPqD.

    O trabalho terá cinco fases principais: levantamento dos resíduos e diagnóstico de como estão sendo tratados pelas empresas contratadas para dar uma destinação adequada a eles, acompanhados de consultoria sobre a legislação referente ao assunto; planejamento visando definir a implantação de nova metodologia, estratégias, planos de ação, além de treinamento das pessoas envolvidas; implantação, acompanhamento do processo e avaliação/monitoramento de indicadores como volume de lixo e rentabilidade do que está sendo vendido. Essa última fase também inclui sugestões de melhorias nos processos.

    “Por meio da assinatura deste contrato, estamos concretizando um dos nossos compromissos que é garantir a disposição ambientalmente responsável dos resíduos gerados em nossos prédios administrativos, centros de distribuição, lojas etc.”, disse Pollymark Aquino, diretor de Patrimônio do Grupo Telefônica. Segundo ele, o Grupo hoje é líder global do setor de telecomunicações no Índice de Sustentabilidade do Dow Jones, de Nova York, e também está listado, pelo segundo ano consecutivo, no Índice de Sustentabilidade Empresarial da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa).

    “Ter o CPqD conosco nessa jornada nos dá segurança de que todo esse trabalho será feito com a maior qualidade e responsabilidade possível”, acrescentou o diretor da Telefônica/Vivo.

     

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    Sexta, 02 de Setembro de 2011 11:51

    Secretários de Ciência, Tecnologia e Inovação de 12 estados brasileiros estiveram reunidos ontem em Campinas para conhecer as instalações do CPqD e fechar parcerias. O local foi escolhido para receber o Conselho Nacional de Secretários para Assuntos de Ciência, Tecnologia e Inovação (Consecti), que, pela primeira vez, foi realizado fora do âmbito de uma secretaria de Estado.

    Segundo o presidente do conselho, o secretário de Estado de Ciência e Tecnologia do Amazonas, Odenildo Teixeira Sena, a escolha ocorreu após uma visita que ele havia feito ao centro anteriormente. “Hoje o CPqD é referência e eu gostei muito do que vi quando estive aqui na primeira vez. Tenho boas perspectivas em fechar parcerias. No meu caso, há grande interesse na área da telemedicina e no tema das cidades digitais”, disse.

    Segundo ele, o principal motivo da escolha de Campinas foi o interesse manifestado pelo Consecti em conhecer as atividades e tecnologias desenvolvidas pelo centro. “Existe uma tradição muito grande. Esse parque tecnológico é um exemplo de boa condução e funcionamento”, afirmou Sena.

    Após a reunião, os representantes visitaram as instalações e os laboratórios do CPqD. “Esse encontro pode gerar soluções em áreas diversas e ampliar essa tecnologia para uma série de vertentes. Queremos que pesquisadores daqui possam ir para outros estados e assim compartilhar tecnologias”, disse o presidente do conselho. O Consecti é uma entidade privada, sem fins lucrativos, fundada em 2005 com a finalidade de coordenar e articular os interesses comuns das secretarias estaduais de Ciência, Tecnologia e Inovação.

    Fonte: Correio Popular






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    Quarta, 24 de Agosto de 2011 13:11

    As soluções do CPqD para o gerenciamento de fraudes em bancos e redes de captura (meios de pagamento) serão apresentadas durante o Security Summit Brasil 2011, evento promovido pela Visa que está sendo realizado hoje (24/08), no Hotel Unique, em São Paulo. O destaque do estande do CPqD será a  solução Gestão PCI, que permite fazer o gerenciamento de empresas em processo de adequação  às normas do padrão PCI (Payment Card Industry) - ou já homologadas -, na modalidade de serviço.

    As soluções do CPqD para o gerenciamento de fraudes em bancos e redes de captura (meios de pagamento) serão apresentadas durante o Security Summit Brasil 2011, evento promovido pela Visa que está sendo realizado hoje (24/08), no Hotel Unique, em São Paulo. O destaque do estande do CPqD será a solução Gestão PCI, que permite fazer o gerenciamento de empresas em processo de adequação às normas do padrão PCI (Payment Card Industry) - ou já homologadas -, na modalidade de serviço.

    Destinada a empresas que administram a infraestrutura de cartões de pagamento e, também, a estabelecimentos credenciados que estão se adequando ao PCI, a solução do CPqD tem o objetivo de assessorar, organizar, monitorar e gerenciar mudanças de políticas, tecnologias e arquitetura relacionadas ao armazenamento, processamento e transmissão de dados dos donos de cartões. Trata-se de um conjunto de atividades integradas e personalizadas para a empresa, que leva em conta as reais necessidades para a manutenção e o aprimoramento das políticas, processos e controles de segurança, de acordo com o padrão PCI DSS (Data Security Standard).

    Com a disponibilidade do produto na modalidade de serviço, as empresas poderão realizar a gestão da conformidade PCI de modo mais eficiente e menos oneroso.



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    Quarta, 24 de Agosto de 2011 10:41

    O Centro de Pesquisa e Desenvolvimento (CPqD), desmembrado da antiga Telebras, deverá fechar o ano com receita de R$ 280 milhões, contra R$ 230 milhões registrados no ano passado. O centro está ligado a um conjunto de empresas e organizações criadas para disseminar tecnologias que deverão gerar, ao todo, receitas de R$ 460 milhões este ano, contra R$ 410 milhões no ano passado.

    Com 35 anos de existência, o CPqD é o maior depositante de registros de programas de computador (softwares) do país e a segunda instituição não acadêmica de pesquisa brasileira que mais deposita pedidos de patente no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi), só perdendo para a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

    Como o CPqD é uma fundação sem fins lucrativos, o dinheiro que sobra é, necessariamente, aplicado em novas pesquisas, de acordo com o presidente da instituição, Hélio Graciosa. Ele destacou que essas atividades são "imprescindíveis para o próprio desenvolvimento do país", e citou uma estimativa do Banco Mundial de que "o aumento de 10% no número de conexões de banda larga em países emergentes pode induzir a um crescimento adicional de mais de 1,3% no Produto Interno Bruto anual". As tecnologias desenvolvidas pelo CPqD já foram exportadas para países como Estados Unidos, México, Chile, Colômbia, Uruguai, Equador e Angola.

    "Para os eventos da Copa do Mundo em 2014 teremos infraestrutura genuinamente nacional necessária para prover banda larga com novas aplicações e serviços que, para a indústria nacional, representa a possibilidade de estarmos nas mesmas condições dos países mais avançados em evolução tecnológica". Para ele, o desenvolvimento científico no Brasil "deve ser prioridade nacional pois, a exemplo de outras áreas importantes, como a da defesa, há muita dificuldade de transferência de tecnologia da informação". Com base nessa mentalidade, segundo ele, o Brasil "trabalhou e saiu na frente em muitas inovações importantes em relação ao resto do mundo".

    Um dos exemplos mais comuns que ele costuma citar é o popular cartão telefônico usado nos orelhões, que substituiu as antigas fichas de metal (semelhantes a moedas) e que foi encomendado para facilitar as comunicações durante a 2ª Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento Humano (Rio 92). "Enquanto o resto do mundo utiliza cartões magnéticos ou com chip, fizemos o cartão nacional que anula o fim do crédito através de impulso enviado pelas operadoras de telefonia. É como um fusível que queima e, assim, encerra a conversa num determinado tempo", explicou Graciosa.

    O último grande feito do CPqD, citado por Graciosa, foi o primeiro teste de transmissão de dados em altíssima velocidade de 100 gigabit Ethernet por segundo (GbE/s) em ambiente de rede em operação, fora de laboratório. Para ele, foi "um marco da tecnologia brasileira" . A experiência foi feita em uma conexão entre Campinas e São Paulo. O mercado conta, atualmente, com equipamentos que só suportam transmissões entre 10 e 40 gigabits. A velocidade de 100 GbE/seg, que está sendo testada por um grupo de empresas e institutos de pesquisa de vários países, permite que seja transmitido via intenet em menos de 1 segundo o conteúdo integral de um disco rígido de 120 gigabytes de capacidade de armazenamento.

    O programa de pesquisa e desenvolvimento do CPqD é o maior da América Latina e atende aos setores de telecomunicações, energia elétrica, financeiro, industrial, corporativo e da administração pública.

    Ao comemorar os 35 anos da instituição, Hélio Graciosa faz questão de mencionar que o CPqD foi responsável pelo lançamento do primeiro telefone com teclas, na década de 1970; da primeira central telefônica digital, nos anos 1980; e do primeiro enlace de comunicações óticas.

    Fonte: Exame.com



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    Quarta, 24 de Agosto de 2011 08:21

    A ideia é usar o programa Inovar é Mais Negócio para alavancar o surgimento de novas empresas

    Com uma série de ações previstas para este semestre, o programa Inovar é Mais Negócio, do CPqD, está ganhando um novo impulso. O objetivo é estimular o empreendedorismo e alavancar a criação de novas empresas, que terão a missão de executar as ideias inovadoras geradas dentro do Centro.

    “Queremos criar spin-offs, em parceria com fundos de capital de risco, para desenvolver novos produtos, negócios e mercados”, afirma Hélio Graciosa, presidente do CPqD. A Padtec, por exemplo, empresa que hoje faz parte do Universo CPqD e lidera o mercado de sistemas de comunicações ópticas na América Latina, nasceu como spin-off, a partir da associação entre o Centro e a IdeiasNet.

    A intenção do CPqD, ao completar 35 anos de existência, é ampliar as iniciativas que resultem em exemplos bem-sucedidos como o da Padtec. Para isso, está intensificando seu programa de geração de ideias Inovar é Mais Negócio, que já tem várias ações programadas até o final do ano.

    Uma delas é a realização de um workshop que pretende atingir todos os seus colaboradores (1.300), com foco no tema Empreendedorismo e Inovação. “O objetivo é estimular nossos colaboradores a pensar de forma criativa e com espírito empreendedor”, diz Graciosa. Com turmas programadas para os meses de agosto e setembro, o workshop está sendo ministrado por Fernando Dolabela, especialista em ensino de empreendedorismo no Brasil e autor de vários livros sobre o assunto, e Eduardo Moreira da Costa, ex-diretor de inovação da Finep - Financiadora de Estudos e Projetos.

    Outra ação do programa Inovar é Mais Negócio consiste na realização de seminários, a partir de setembro, voltados para gestores de fundos de capital de risco (venture capital). A ideia é apresentar a eles o leque de atividades do CPqD na área de inovação em Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs). Posteriormente, serão desenvolvidos os planos de negócio para as ideias com maior potencial de mercado, que deverão ser apresentadas aos fundos de investimentos, em detalhes, em dezembro.

     



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    Quarta, 17 de Agosto de 2011 10:20

    A experiência do CPqD no setor elétrico - e suas competências nessa área - será apresentada durante o VI CITENEL - Congresso de Inovação Tecnológica em Energia Elétrica, que começa hoje e se estende até sexta-feira (19/8), em Fortaleza, no Ceará. Realizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o congresso tem o objetivo de mostrar os resultados dos programas de pesquisa e desenvolvimento executados pelas empresas de distribuição, geração e transmissão de energia elétrica de todo o país.

    Nesta edição do evento, organizada pela Coelce - Companhia Energética do Ceará, o foco do CPqD serão os projetos de pesquisa e desenvolvimento baseados em tecnologias de geoprocessamento e de suporte a decisão. Nas sessões técnicas do congresso, esses projetos serão apresentados, principalmente, pelas empresas de energia com as quais foram desenvolvidos.

    Na área de tecnologias de geoprocessamento, por exemplo, uma das palestras abordará o uso dessa tecnologia em uma ferramenta - desenvolvida especificamente para isso - destinada à avaliação e revisão das tarifas de energia elétrica. O projeto foi realizado com a Copel, do Paraná, que fará sua apresentação na palestra Desenvolvimento de um protótipo de disseminação de informações para revisão tarifária baseada em padrões abertos e geoprocessamento.

    Outro projeto, desenvolvido em parceria com a Eletronorte, prevê o uso de sensores e de ferramentas de geoprocessamento para o monitoramento das linhas de transmissão de energia. “Para isso, a ideia é colocar sensores de tempo, de presença, de descarga atmosférica e de corrente de fuga (este desenvolvido pelo CPqD) ao longo da linha de transmissão. As informações captadas por esses sensores são enviadas para um sistema de informações geográficas (SIG) utilizado no monitoramento remoto da linha”, explica o pesquisador Daniel Teijeiro, do CPqD, que vai apresentar o projeto no congresso - na palestra Cadastro georreferenciado de linhas de transmissão e monitoração com sensoriamento remoto.

    As duas palestras serão realizadas amanhã (18/08), no período da tarde. Além disso, o CPqD também terá um espaço na área de exposições do CITENEL, onde vai mostrar os resultados de diversos outros projetos de pesquisa e desenvolvimento realizados em parceria com empresas do setor elétrico.

    O VI CITENEL está sendo realizado na Fábrica de Negócios, em Fortaleza, simultaneamente ao II Seminário de Eficiência Energética do Setor Elétrico. Mais informações sobre os eventos estão disponíveis no site www.citenel.gov.br.





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    Segunda, 15 de Agosto de 2011 16:26

    Imagina assistir um filme em alta resolução na tela do computador com uma velocidade de 1,25 Gigabits (Gbps) por segundo — cerca de 40 vezes mais rápida do que a acessada atualmente pelos usuários de fibra óptica. Esse é o desafio do CPqD: oferecer acesso em banda larga a velocidades cada vez mais altas para um número de usuários que não para de crescer.

    Velocidade é 40 vezes mais rápida que a usada atualmente

    Até junho deste ano, de acordo com o gerente de Sistemas Ópticos do CPqD, Alberto Paradisi, o número de usuários de serviços de banda larga no mundo era de 540 milhões. Deste total, 61 milhões são atendidos por fibra óptica. “Oferecer velocidade cada vez mais rápida a esse público tem sido um desafio para as operadoras e, principalmente, para as organizações que desenvolvem tecnologia na área de telecomunicações. Nós estamos investindo na evolução das redes ópticas de acesso a serviços e aplicações de banda larga”.

    Segundo ele, atualmente, as redes desse tipo, baseada na tecnologia Gigabit PON (Passive Optical Network, ou rede óptica passiva) permitem oferecer velocidades individuais de acesso entre 10 a 30 Mbps por segundo. Com a nova geração de redes ópticas de acesso de arquitetura PON (Next Generation PON ou NG-PON), que está sendo desenvolvida no CPqD, já é possível oferecer conexões de 1,25 Gbps por segundo.

    “Hoje conseguimos atender até 40 usuários ao mesmo tempo com essa velocidade, mas podemos chegar até 80 usuários simultâneos em uma única rede”, afirmou. Além do aumento na velocidade e no número de usuários, a tecnologia pretende aumentar a distância entre o usuário e a central da operadora. De acordo com o gerente, hoje, a distância é de 20 quilômetros, mas o projeto do CPqD pretende chegar para mais de 40 quilômetros.

    Segundo Paradisi, a aplicabilidade do projeto das redes ópticas conhecidas como FTTH (do inglês, fiber to the home) — pois levam a fibra óptica até a casa ou escritório do usuário — pode custar dez vezes mais do que alguns serviços que já utilizam fibras ópticas da geração anterior. “A tecnologia está desenvolvida, o que esperamos é um interesse do mercado e acredito que é natural que essa ocasião chegue. É uma questão de tempo e de amadurecimento e esse momento vai acontecer.” Sua expectativa é que daqui um ano essa tecnologia estará disponível.

    Resultados

    Os resultados obtidos nos laboratórios do CPqD estão alinhados com o desenvolvimento tecnológico nessa área no mundo. “Estamos trabalhando com a tecnologia WDM (Wavelength Division Multiplexing) em redes ópticas passivas”, informou. Ainda de acordo com ele, o desenvolvimento dessa nova geração de redes ópticas de acesso faz parte do Projeto 100 GETH (Gigabit Ethernet) que vem sendo conduzido desde 2010, com recursos do Fundo Nacional para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações (Funttel) do Ministério das Comunicações.

    O CPqD é uma instituição independente, com foco na inovação em tecnologias da informação e comunicação. No Brasil, as soluções do CPqD são utilizadas por grandes empresas e instituições dos setores de telecomunicações, energia elétrica, financeiro, industrial, corporativo e administração pública. Atuando há 35 anos, conta com mais de 1,2mil profissionais capacitados. O centro tem como objetivo contribuir para a competitividade do país e a inclusão digital da sociedade, levando ao mercado tecnologias de produto, sistemas de missão crítica, serviços tecnológicos e consultorias.

    Fonte: Correio Poplular



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    Segunda, 15 de Agosto de 2011 09:00

    Projeto financiado pelo Funttel vai permitir conexões de até 1,25 Gbps para o usuário final

    Repórter: Você já imaginou poder contar, em sua casa, com uma conexão de internet superior a 1 gigabit por segundo? Essa realidade pode estar mais próxima do que você pensa. É o que afirmam os pesquisadores do projeto 100 Geth, do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações, o CPqD. O grupo está desenvolvendo uma tecnologia que vai aumentar a capacidade de transmissão de dados nas redes de fibra óptica. Depois de realizar testes na estrutura principal da rede, chamada de backbone, a equipe trabalha agora para garantir que esta nova geração de fibras chegue até a casa das pessoas. As empresas que oferecem o serviço de internet também vão ser beneficiadas, como explica o coordenador da pesquisa, Alberto Paradisi.

     

    Alberto Paradisi, pesquisador do CPqD: É maior velocidade e menor custo de operação e manutenção da rede. Porque a cobertura é muito grande, são dezenas de quilômetros.

    Repórter: Repórter: Essa cobertura poderá chegar a 50 quilômetros de distância entre a central e a casa do usuário. Ainda segundo o pesquisador, os novos equipamentos devem chegar ao mercado já em 2012.

    Alberto Paradisi, pesquisador do CPqD : A nossa expectativa é que dentro de um ano, claro que depende também do interesse de mercado, se tiver interesse por parte de uma operadora e, claro, da indústria, a gente pode acelerar o ciclo de desenvolvimento, mas inicialmente eu diria que em menos de um ano a gente pode ter uma tecnologia disponível para o mercado.

    Repórter: Repórter: O projeto é financiado com recursos do Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações, o Funttel.

    De Brasília, Renata Maia

    Fonte: ConexãoMiniCom

     



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    Sexta, 12 de Agosto de 2011 15:40

    Em setembro a Momento Editorial e a Fundação CPqD iniciam a coleta de informações para a edição 2012 do Índice Brasil de Cidades Digitais. Para isso, estamos cadastrando os municípios interessados em participar. Os gestores - ou responsáveis pela coleta de informações junto à administração - devem preencher o cadastro, que pode ser acessado no site http://www.wirelessmundi.inf.br ou diretamente no link http://wirelessmundi.inf.br/pesquisa2012/ , para que possam receber o questionário.

    Iniciativa pioneira no país, o Índice traz o nível de digitalização das cidades brasileiras, a partir de informações fornecidas pelos gestores públicos. Após checagem dos dados e usando um critério de pontuação desenvolvido pela Fundação CPqD, o levantamento mostrou, em sua primeira edição, que o nível de digitalização no país ainda é baixo. A maioria das cidades se classificou no estágio dois, de telecentros, e só as quatro primeiras colocadas (Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre e Vitória) atingiram o estágio três, de serviços eletrônicos. As dez cidades melhor classificadas foram premiadas, em solenidade realizada em junho deste ano, e a primeira colocada ganhou viagem para participar em Hamburgo, na Alemanha, do Expo Intelligent Cities. Para conhecer o ranking de 2011, clique aqui.

    A segunda edição do Índice Brasil de Cidades Digitais trará algumas novidades para que o levantamento seja o mais completo possível. A comissão organizadora também decidiu que os dados da pesquisa serão abertos e poderão ser consultados, após a premiação, no site da Momento Editorial.

    Fonte: Wireless Mundi



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    Quinta, 11 de Agosto de 2011 13:48

    A grande quantidade de dispositivos sem-fio em uso atualmente tem criado uma pressão cada vez maior sobre esse recurso limitado que é o espectro.

    Com a introdução da chamada “Internet dos objetos” - que prevê a comunicação também entre máquinas, desde um simples eletrodoméstico até automóveis, sistemas de energia e edifícios inteligentes -, a perspectiva é que o número de usuários da web salte dos atuais 5 bilhões para algo em torno de 500 bilhões, entre pessoas e “coisas”, daqui a uns dez anos mais ou menos. E isso vai aumentar ainda mais a necessidade de escoamento do tráfego wireless.

    Por outro lado, nas últimas décadas, os sistemas de comunicação sem-fio têm sido aperfeiçoados, por meio de técnicas como o COFDM (Coded Orthogonal Frequency Division Multiplex) e o MIMO (Multiple Input and Multiple Output), fazendo com que a eficiência espectral desses sistemas, medida em bits por Hertz (Hz), fique cada vez mais próxima do limite teórico previsto, há mais de 60 anos, pelo matemático e engenheiro eletricista norte-americano Claude Shannon, que trabalhou no Bell Labs. Assim, os engenheiros de radiofrequência têm sido premidos entre essas duas condições: a necessidade de espectro ditada pelo mercado e o limite físico da natureza.

    É nesse cenário que o rádio cognitivo e o acesso dinâmico ao espectro - duas faces da mesma moeda - surgem como uma tábua de salvação. O termo “cognição” refere-se à capacidade de detectar, aprender e reagir às condições do ambiente.

    O conceito de rádio cognitivo foi criado pelo cientista norte-americano Joseph Mitola, há mais de dez anos. No início, era uma forma de prover capacidade de autoconfiguração para dispositivos wireless operando em diversos tipos de redes, com diferentes frequências, tipos de modulação e de protocolo - como GSM e Wi-Fi, por exemplo. Recentemente, o interesse voltou-se para o uso dessas técnicas para superar as limitações de ocupação do espectro.

    Medições realizadas em diferentes partes do mundo mostraram que boa parte do espaço pentadimensional (espaço-tempo-frequência) está desocupado. Isso levou a propostas como a do “TV white space”, lançado pela FCC (Federal Communications Commission) norte-americana em 2008, que prevê o uso dos espaços livres da banda de UHF - não ocupados pelos canais de TV, analógicos ou digitais - para a transmissão de tráfego IP, utilizando novas tecnologias. Assim, diversas propostas têm surgido visando o uso dinâmico do espectro (DSA). As mais promissoras são as que prevêem a utilização das estreitas bandas de guarda dos sinais de usuários primários (compartilhamento vertical ou justaposto) e a transmissão do sinal secundário em forma de ruído de fundo, como se fosse um sinal CDMA (compartilhamento horizontal ou subjacente).

    Esse assunto tem sido alvo de diversas pesquisas - inclusive no Brasil. Com o objetivo de estimular o intercâmbio de ideias e experiências entre esses grupos de pesquisa isolados, o CPqD realizou recentemente o 1.º Workshop sobre Rádio Cognitivo e Acesso Dinâmico ao Espectro, que reuniu pesquisadores de diversas universidades e instituições brasileiras. Foi um dia inteiro de discussões, enriquecidas com apresentações de pesquisadores envolvidos em projetos da Vodafone (Universidade de Dresden, na Alemanha), Alcatel-Lucent (Escola de Engenharia Supélec, na França) e Nokia (INdT, no Brasil). As apresentações encontram-se disponíveis no endereço http://radiocognitivo.cpqd.com.br/download-presentations/

    Como disse Marlene Pontes, professora emérita da PUC-Rio de Janeiro, ao encerrar o evento, é preciso mudar a maneira como se concebem os sistemas de rádio. Atualmente, eles são concebidos para trabalhar em frequências exclusivas e sem interferências. No novo paradigma, o desafio será projetar sistemas que vão conviver e realizar tarefas com um certo nível de interferências. Desafiante, mas extremamente promissor.

    Fonte: TeleSíntese



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    Quinta, 11 de Agosto de 2011 00:00

    Tecnologia permite oferecer velocidade total de 50 Gbps compartilhada entre 40 usuários

    Oferecer acesso em banda larga a velocidades cada vez mais altas, para um número de usuários que não para de crescer, tem sido um desafio para as operadoras e, principalmente, para as organizações que desenvolvem tecnologia na área de telecomunicações. Para enfrentar esse desafio, o CPqD vem investindo na evolução das redes ópticas de acesso a serviços e aplicações de banda larga - conhecidas como FTTH (do inglês fiber to the home), pois levam a fibra óptica até a casa ou escritório do usuário.

    Atualmente, as redes desse tipo baseadas na tecnologia Gigabit PON (Passive Optical Network, ou rede óptica passiva) permitem oferecer velocidades individuais de acesso de 40 Mbps a até 64 usuários simultaneamente. Com a nova geração de redes ópticas de acesso de arquitetura PON (Next Generation PON, ou NG-PON), que está sendo desenvolvida no CPqD, já é possível oferecer conexões de 1,25 Gbps por usuário.

    “Hoje conseguimos atender até 40 usuários ao mesmo tempo com essa velocidade; mas o objetivo é ampliar esse número para 80 usuários simultâneos, proporcionando uma capacidade total de 100 Gbps numa única rede”, afirma Alberto Paradisi, gerente de Sistemas Ópticos do CPqD. “Além disso, queremos aumentar a distância entre o usuário e a central da operadora, que hoje é de 20 km, para mais de 40 km”.

    Esses resultados, obtidos nos laboratórios do CPqD, estão alinhados com o estado da arte em desenvolvimento tecnológico nessa área no mundo. “Estamos trabalhando com a tecnologia WDM (Wavelength Division Multiplexing) em redes ópticas passivas, que permite atender um número maior de usuários com altas taxas de transmissão, da ordem de Gigabit por segundo”, acrescenta Paradisi.

    Segundo ele, um dos próximos passos é fazer experiências em campo, envolvendo usuários, em parceria com as operadoras de telecomunicações. O desenvolvimento da nova geração de redes ópticas de acesso faz parte do Projeto 100 GETH (Gigabit Ethernet), que vem sendo conduzido desde 2010 pelo CPqD, com recursos do Fundo Nacional para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações (Funttel), do Ministério das Comunicações.

     

     



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    Terça, 09 de Agosto de 2011 09:32

    Claudio Aparecido ViolatoA Fundação CPqD – Centro de Pesquisa e Desenvolvimento – singra, há 35 anos, as águas de margens, nem sempre, plácidas das Tecnologias de Informação e Comunicação. O CPqD, graças à sua persistência e reunindo talentos, constitui um florão brasileiro da inovação no segmento das TICs na América Latina. Confira, aqui, entrevista exclusiva com o presidente da entidade, Hélio Marcos Machado Graciosa, com sua visão objetiva sobre o centro.

    Sobre a criação de empresas pelo CPqD, assim se expressou Hélio Graciosa: "além do Programa de Pesquisa e Desenvolvimento, vamos ao mercado e criamos empresas". Ressaltou o presidente que a criação de empresas pelo Centro de Pesquisa e Desenvolvimento é mais uma maneira de colocar tecnologia na rua e de gerar mais riqueza para o País. O conjunto dessas empresas denomina-se o "Universo CPqD", um nome obtido por consenso.

    Girando a roda da inovação – o universo CPqD

    A Padtec pertence 2/3 ao CPqD e o restante, à “ideias net”, uma companhia que investe em empresas do setor de TMT – tecnologia, mídia e telecomunicações. A Padtec foi criada em 1999 e, em 2001, sofreu um upgrade. Oito anos depois, adquiriu a empresa high-tec israelense CIVCOM, detentora de alta tecnologia em sofisticados módulos opto – eletrônicos, com compensadores de dispersão (MDCM – manageable dispersion compensator modules). Hoje, ela é líder em sistemas para comunicações ópticas da América Latina.

    A Trópico, atualmente, é 60% da Promon, 30% do CPqD e 10% da Cisco. Sua principal linha de ação se volta para a NGN – Next Generation Networks ou Redes da Próxima Geração. Aqui se encaixa a convergência de redes de voz e dados, utilizando a tecnologia de VoIP – Voice over Interner Protocol. “Todas as ligações interurbanas do Brasil passam por tecnologia Trópico, com tecnologia do CPqD”, afirmou Graciosa.

    Fora do País e nos EUA desde 2000, existe a “CPqD Technologies & Systems”, agora em Fort Lauderdale (Flórida) e antes em San José (Califórnia). A CPqD Technologies & Systems tem acordo com a “Midsate Consultants”, empresa de engenharia de redes para PMEs americanas, localizada na cidade de Nephi, no estado de Utah (USA) e que utiliza tecnologia de software do CPqD.

    Em 2010, na África, o CPqD criou a SPAT, com sede em Luanda (Angola), em sociedade com o grupo local Vivagest. A participação do CPqD é de 40%. A SPAT foi contratada para cadastrar a nova rede óptica, sendo construída pela MSTelecom, em Angola. O cadastro vai ser a base para a instalação do sistema CPqD de supervisão óptica.

    Outra empresa do universo CPqD é a Cleartech, criada na década de 1990. A empresa é um terço do CPqD, outro terço da DBA (Database Administrator) e outro ainda da EDS (Eletronic Data System), do grupo HP (Hewlett-Packard). A Cleartech é voltada para o gerenciamento do ciclo da receita para provedores de serviços de comunicação, incluindo o encontro de contas (clearing, daí Cleartech), entre prestadoras de serviços.

    A empresa “Já” – brasileiro gosta de nomes monossilábicas –, criada pelo CPqD em 2008 –, nasceu da necessidade de haver um braço industrial para a produção em pequena escala de “tecnologia de ruptura” – são as tecnologias que permitem romper o status quo – e para nichos específicos de mercado.

    Para a tecnologia do sem fio, Padtec, Icatel e Trópico, hoje, estão unidos na WXBR – Wireless Broadband Solution – com produtos no mundo do wi-fi, wimax e wimesh e soluções de sistema em banda larga sem fio para operadoras, cidades digitais, mercados corporativos e verticais.

    O “universo CPqD” se completa com o Instituto Atlântico, criado há 10 anos em Fortaleza (CE) com a Cobra Tecnologia e a Padtec. O instituo, hoje, conta com cerca de 200 pessoas. “É um CPqDezinhovoltado para serviços tecnológicos”, explicou Graciosa. Em 2001, os incentivos da Lei de Informática (10.176/01) relativos ao IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) exigiam que um percentual do faturamento fosse aplicado nas regiões Norte, Nordeste ou Centro-Oeste.

    O Instituto Atlântico de Fortaleza, com filiais em Sobral (CE) e São Paulo (SP), gerou filhotes. A Avicena (nome de filósofo persa) é uma parceria do instituto e da “Secrel International” para serviços de software. A sigla CPqI – o parceiro inglês queria CPqD – representa uma iniciativa do CPqD com a “Firm Economics” inglesa e é voltada para o mercado offshore.

    Nessas parcerias, a participação do CPqD é centrada em seu capital intelectual. O centro criou, em sua sede, uma diretoria de fomento empresarial voltada para as empresas spin-off do universo CPqD.

    Um CPqD sui generis e multifacetado

    Laboratório de RFIDComparado com outras iniciativas semelhantes no campo da inovação de TICs, o CPqD pode ser visto como um empreendimento sui generis, admitiu Hélio Graciosa, atendendo a uma provocação.

    Ao ser criado, era um centro de pesquisa e desenvolvimento voltado para o Sistema Telebrás. Então, transmissão, comutação, redes, homologação – as atividades tecnológicas da época – eram desenvolvidas no CPqD. Com o passar do tempo, o centro acompanhou o desenvolvimento nessas diversas áreas.

    Na época da privatização do sistema, o Ministério das Comunicações, com Sérgio Motta, contratou uma consultoria externa para modelar o “de-para” do CPqD. Isto é, onde ele estava e para onde iria. Veio a Campinas (SP) uma consultora norte-americana dos EUA (Arthur Andersen), que passou uma semana por lá, então um departamento do Sistema Telebrás. Ao final, disse a consultora, em inglês, “o CPqD não é uma companhia e sim um miniconglomerado“.

    De fato, o CPqD é uma instituição multifacetada. Nos produtos de alta tecnologia como para comunicação óticas, redes de nova geração e comunicações sem fio que desenvolve com seu capital intelectual – são 1243 profissionais, mais de 80% graduados e pós-graduados –, tais produtos concorrem com os que são desenvolvidos pelas grandes indústrias do mundo.

    Já na parte de software, como, por exemplo, para aplicações de faturamento (billing), os concorrentes são também multinacionais. Porém, de outra área. Finalmente, quando se fala de ensaios e certificação, os concorrentes do CPqD serão também de outros segmentos. No quadro local, indústrias com tecnologia CPqD vão concorrer com outras indústrias que vão fazer ensaios em Campinhas. Vive-se num mundo matricial e em rede.

    No mundo, as iniciativas podem ser mais focadas do que no CPqD, com instituições apenas para certificação técnica ou para desenvolver equipamentos. Daí o CPqD ser sui generis.

    Se o centro é multifacetado, ele compete em diversos segmentos com concorrentes múltiplos, dependendo da particular faceta – software, sistemas, produtos, certificações – considerada. Uma macrovisão do CPqD vai mostrar uma instituição multifacetada.

    “Não somos, porém, nefelibatas, vivendo nas nuvens. Internamente, temos diretorias focadas embilling, sistema suporte à operação e desenvolvimento de produtos para redes convergentes”, explicou o presidente do CPqD, acrescentando, que, a partir de certo nível, “é preciso ser focado, senão nada realmente acontece”.

    Conhecendo mais o CPqD

    Na parte mais tecnológica do mercado, como no desenvolvimento de produto e de sistemas desoftware, os concorrentes são, aqui, internacionais. “O CPqD, por filosofia, não se destina a concorrer com a PME brasileira. Só quer fomentar a tecnologia brasileira em nosso mercado”, destacou Graciosa. Os sistemas desenvolvidos pelo centro são softwares pesados e produtos complexos de alta tecnologia.

    Em relação a padrões tecnológicos, dá suporte à Anatel, além de participar em órgãos institucionais. Periodicamente, o CPqD avalia o quanto de sua tecnologia chega ao mercado. Já são 13 anos de medição. O calculo é baseado na comercialização de produtos, com tecnologia CPqD, e no recebimento de royalties. Ele é o maior depositante de registros de softwares e a segunda instituição de pesquisa não acadêmica que mais deposita pedidos de patentes junto ao INPI (Instituto de Nacional de Propriedade Industrial).

    Segundo dados de 2010, “desde 1998, são R$ 1,3 bilhão anuais gerados, em média, pela tecnologia do CPqD”. Comparativamente, a aplicação do Funttel, em 10 anos, é da ordem de R$ 500 milhões. “O centro multiplica por mais de 30 vezes os recursos que recebe”, ressaltou o presidente do CPqD. Tecnologia, como todo país desenvolvido sabe desde a revolução industrial, paga dividendos.

    Na área do pessoal especializado para o CPqD, a rotatividade é de 8%, sendo a menor na região de Campinas (SP). Porém, é considerada alta por Hélio Graciosa. Segundo observou diplomaticamente o vice-presidente do CPqD, Cláudio Viollato, “há algumas áreas que no País estão carentes de formação. Às vezes, é preciso trazer pessoal para o CPqD e incentivá-los ao mestrado e doutorado”.

    O CPqD paga e reajusta seu pessoal pela remuneração de mercado. Cada empregado tem seu “mapa de carreira”, com sua perspectivas de avanço, dentro da organização. O CPqD, ao ser privatizado, tinha da ordem de 800 pessoas, com uma idade média de 41 anos, 26% do sexo feminino e com 300 pessoas com nível de pós-graduação formal. Doze anos depois, esses números passaram a 1.250 pessoas, idade média de 37 anos, 33% de mulheres e 445 com pós-graduação formal.

    ”Com o decorrer do tempo, o CPqD privatizado ficou mais jovem, mais sabido e mais bonito”, resumiu, com humor, Hélio Graciosa a trajetória do CPqD privatizado.

    Microeletrônica e CPqD

    Em relação à microeletrônica, explicou o vice-presidente Cláudio Violato que o tema oferece duas perspectivas: “a aplicação e o projeto de circuitos integrados; e a planta fabril, com processos extremamente sofisticados”.

    Na década de 1980, em Campinas – no Centro de Tecnologia da Informação (CTI) com chipsdedicados e no CPqD com foco em optoeletrônica –, houve bastante desenvolvimento. Todavia, na década de 90, o parque empresarial-industrial do Brasil, neste setor, praticamente desapareceu e não houve um escoamento natural dessas tecnologias.

    Em circuitos integrados, ocorreram iniciativas nas universidades, mas que não se concretizaram em projetos industriais. Hoje, com a criação, pela Lei 117.59/08, do Centro Nacional de Tecnologia Eletrônica Avançada S.A. (Ceitec), vinculado ao Ministério da Ciência e Tecnologia, com planta no Rio Grande do Sul e com um plano muito intenso do Governo – CI Brasil –, o Brasil tenta estruturar de novo a área de projetos para circuito integrado.

    Lembrou Cláudio Violato que “é preciso haver equipamentos que usem tais componentes especializados. O CPqD já foi campeão do desenvolvimento de circuitos integrados que foram utilizados em equipamentos que o centro desenvolvia. A concepção do circuito integrado, então, era casada com os equipamentos sendo desenvolvidos”, observou judiciosamente o vice-presidente.

    Com a retomada no País da atividade microeletrônica, o CPqD está também voltando a esta atividade. Não esquecer que, hoje, os equipamentos são majoritariamente plataformas de hardwarecom software e seus sofisticados algoritmos. O CPqD tem competência e a está aumentando nessa área.

    Por outro lado, os sistemas de altíssima velocidade, acima de 100 Gigabit/s, apresentam uma eletrônica especial. Pela tendência mundial, os fabricantes e desenvolvedores de tais sistemas de alta velocidade produzirem componentes para si. O CPqD está atuando no sentido de desenvover componentes de altíssima velocidade – envolvendo desafios no hedge de complexas tecnologias – para prover a equipamentos comercias.

    E o efeito China preocupa? Hélio Graciosa fez um apelo à memória, num momento de conversa informal do encontro: “há cerca de 20 anos, Brasil e 
    China estavam, mais ou menos, no mesmo patamar de desenvolvimento de TICs. Recentemente, visitei a China. Lá não há apenas um CPqD e sim 16!”. E qual a chave do sucesso? “É preciso ter persistência, persistência e mais persistência. Não se pode começar algo e abandoná-lo no meio do caminho”.

    Os 35 anos do CPqD

    Sobre os 35 anos do CPqD, esclareceu Hélio Graciosa que a entidade, criada em 1976, quando era do Sistema Telebrás, festejava o aniversário em 9 de novembro juntamente com o da Telebrás, originada em 1972. Ao se tornar com a privatização uma fundação, a diretoria do CPqD decidiu por bem comemorar seu aniversário tomando como referência o dia que a diretoria da Telebrás resolveu criar o CPqD.

    Esta data não deve ser confundida com o dia em que o presidente Ernesto Geisel, baseado em exposição de motivos do então ministro das Comunicações Euclides Quandt de Oliveira “autorizou a criação do CPqD, na estrutura da Telebrás”, a exemplo do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento (Cenpes), criado em 1968 e integrado a Petrobras.

    A proposta inicial do ministro Quandt de Oliveira era ter um CPqD autônomo, a exemplo do Centro de Pesquisa de Energia Elétrica (Cepel), criado em 1974 e ligado à Eletrobrás, cujas origens remontam a 1954.

    No dia 31 de agosto de 1976, foi decidido pela diretoria da Telebrás a criação do CPqD, data em que este ano serão comemorados os 35 anos da entidade. A atual instalação do campus do CPqD se encontra num terreno adquirido para tal, em junho de 1980.

    O Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da Telebrás funcionou, inicialmente, num escritório no centro daquela cidade paulista, depois nas instalações da Embratel, e se expandiu para ficar em cinco lugares, antes de se instalar no atual campus. O Polis – polo de tecnologia em Campinas, onde fica o CPqD –, tem 360 mil m2 com 55 mil m2 de área construída. Fica localizado no quilômetro 118,5 da Rodovia (SP-340) Campinas – Mogi mirim.

    Para celebrar os 35 anos, dentre várias atividades, haverá comemoração interna no CPqD, com entrega de medalhas para quem completou 10, 20, 25 e 30 anos de atividades no centro. Outras homenagens pelos 35 anos do CPqD estão previstas.



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    Quarta, 03 de Agosto de 2011 09:27

     

     

     

    Hélio Graciosa - Presidente do CPqDA Fundação CPqD – Centro de Pesquisa e Desenvolvimento – singra, há 35 anos, as águas de margens, nem sempre, plácidas das Tecnologias de Informação e Comunicação. O CPqD, graças à sua persistência e reunindo talentos, constitui um florão brasileiro da inovação no segmento das TICs na América Latina. Confira, aqui, entrevista exclusiva com o presidente da entidade, Hélio Marcos Machado Graciosa, com sua visão objetiva sobre o centro.

    Quatro grandes quadros coloridos ficam dependurados na sala de reuniões anexa ao gabinete do presidente do CPqD. Eles parecem ganhar vida quando explicados pelo engenheiro e mestre em Ciência em Engenharia Elétrica Hélio Graciosa, que dirige a entidade.

    Ao final da sua didática apresentação, efetuada em tom calmo, surge o sofisticado panorama de uma entidade que agora chega aos 35 anos e quer alcançar, em 2046, os 70 com a mesma vitalidade, servindo a um Brasil que irá ser cada vez mais desenvolvido.

    O conceito da Roda da Inovação

     

    O substrato filosófico que dá base ao CPqD tem um nome. Denomina-se: "inovação". O Centro de Pesquisa e Desenvolvimento existe “por conta de fazer inovação em Tecnologia da Comunicação e Informação para a sociedade”.

    Na década de 70, o Centro foi criado pensando neste conceito. Ele deveria ocupar um espaço entre o mundo da academia e o "setor produtivo", como era então chamada a indústria. Falava-se no "ciclo da inovação". Trabalhando junto às universidades, o CPqD entregaria à indústria protótipos que seriam produzidos pelo “setor produtivo” e colocados no mercado.

    Antigamente, uma linha reta representava o "ciclo da inovação". Partindo da pesquisa básica, segue-se para pesquisa aplicada, desenvolvimento de protótipo e de produto, produção para desembocar o produto no mercado. O mundo mudou. Hoje, a iniciativa da inovação não é mais, necessariamente, dos engenheiros e cientistas. Ela vem, cada vez mais, para preencher oportunidades advindas do mercado.

    "Não conseguimos acertar todas – as pessoas não são infalíveis –, mas sempre tivemos em mira o teste do mercado", observou um pragmático Hélio Graciosa.

    O atual estoque de TIC permite fazer uma infinidade de coisas. Mas é preciso saber, primeiro, se o custo de uma aplicação será razoável e se o produto "irá falar ao coração do consumidor final”.

    Na prática, dentre as aplicações que podem ser colocadas no sistema celular, por exemplo, algumas podem passar desapercebidas, ao passo que outras podem virar verdadeiros best-sellers mundiais. É a famosa killer application, o Eldorado que iniciativas como o SMS – short message service –, o GPS – global positioning system –, o Facebook e os motores de busca na Internet fazem entrever.

    Falar hoje em inovação é falar no conjunto “pesquisa, desenvolvimento e mercado”, não mais formando uma progressão linear e sim encadeados de maneira circular. "Pode-se iniciar o processo em qualquer ponto dessa roda que tem ao centro a inovação”, disse o presidente do centro, apontando para o primeiro quadro que orna a parede da sala da diretoria.

    Ao transformar a inovação em realidade concreta, a “roda da inovação” contribui, dentre outras benesses, para a inclusão digital, para gerar aqui empregos nobres, para aumentar o poder de negociação da sociedade brasileira e para incentivar e gerar capital intelectual, cuja aplicação traz riqueza para o País.

    Girando a Roda da Inovação - Programa de P&D

     

    Hélio Graciosa - Presidente do CPqD

    Para fazer a “roda da inovação” girar – constituída de pesquisa, desenvolvimento, mercado –, o CPqD se vale de três mecanismos correspondentes: um programa de P&D (pesquisa e desenvolvimento); uma ação comercial; e a geração de empresas filhotes (spin-offs). A “roda da inovação” é o plano estratégico que gera as “táticas” operacionais do CPqD.

    Pesquisa e desenvolvimento tecnológicos significam aplicação de recursos. O Programa de P&D do CPqD tem uma parte substantiva de seus projetos financiados com recursos do Funtell – Fundo para o Desenvolvimento das Telecomunicações. Com a privatização do setor das telecomunicações, foi legalmente prevista a aplicação de recursos do Funtell no CPqD.

    Em termos concretos, parte dos recursos desse fundo, da ordem de 30% – Lei do Funtell (Lei nº 10.052 de 28/11/2000) —, é aplicada no CPqD. Trata-se de recursos anuais da ordem de R$ 40 a 50 milhões.

    Nessa parte substantiva do Programa de P&D, com recursos do Funtell, vicejam os projetos denominados de “transições tecnológicas”. É o campo das tecnologias de ponta. Nas transições tecnológicas pequisam-se soluções para a Internet do futuro, comunicações ópticas do futuro, sistemas sem fio do futuro, redes de nova geração (NGN) e afins. O CPqD fica muito atento às mudanças e às tendências tecnológicas que acontecem no mundo. Há um grupo, dirigido pelo diretor Antonio Carlos Bordeaux, que se ocupa disso.

    Os recursos do Funtell não aportam em bloco para o CPqD. Eles são atribuídos projeto a projeto e precisam ser negociados com o Comitê Gestor (CG) do Funtell. O CPqD propõe projetos e presta contas, físicas e financeiras, da aplicação dos recursos ao Comitê Gestor do Funtell.

    O Comitê Gestor do Funtell é eclético, com membros de agentes do Governo. Compreende representantes dos ministérios das Comunicações (MC); da Ciência e Tecnologia (MC&T); e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), além da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações); do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social); e da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos). Administrativamente, o Funtell é operado pelo Ministério das Comunicações.

    O CPqD também se vale de recursos disponíveis para as atividades de pesquisa e desenvolvimento. Ele, como fazem outras entidades, se candidata a tais recursos. “Alguns desses recursos nós conseguimos e outros não”, admitiu Hélio Graciosa.

    Finalmente, outra fonte de recursos para os programas de P&D do CPqD são os programas denominados “sob encomenda”. Tratam-se de empresas que contratam o CPqD para efetuar projetos de pesquisa e desenvolvimento de seu interesse. Tais empresas são, basicamente, estimuladas pela Lei de Informática (Leis 8.248/91; 10.176/01 e 11.077/04) e também pelas políticas do setor elétrico, no que tange a atividade de P&D.

    O mecanismo do Funtell do setor de telecomunicações, basicamente, recolhe 0,5% sobre o faturamento líquido das empresas prestadoras de serviços de telecomunicações. Tais recursos vão parar no Tesouro Nacional. O Comitê Gestor do Funtell entra em ação para decidir onde aplicá-los. Uma política análoga existe no setor de energia elétrica, mas as concessionárias, ao invés de recolher recursos ao Tesouro, tais recursos são aplicados diretamente nos projetos.

    No jargão do CPqD, os projetos para energia elétrica denominam-se “projetos Aneel” (Agência Nacional de Energia Elétrica). Cada projeto é negociado diretamente pelo CPqD. São da ordem de 110 “projetos Aneel”, no CPqD, dos quais 40 foram terminados e 70 estão em andamento.

    O CPqD é uma fundação e, por definição, "sem fins lucrativos". Qualquer superávit da instituição deve ser reinvestido na sua própria operação. O CPqD desenvolve projetos por iniciativa própria com o objetivo de aumentar a participação da sua tecnologia em TICs no cenário brasileiro. Dentre os produtos gerados por iniciativa própria, “o CPqD tem um campeão de audiência", disse, com orgulho, Hélio Graciosa.

    Trata-se do "gestão da educação", que já se encontra prestando serviço em vários estados e municípios brasileiros. Nada menos que três milhões de alunos passam pelo "gestão da educação", desenvolvido por iniciativa do CPqD.

    Em resumo, os vetores que impulsionam os projetos de Pesquisa e Desenvolvimento do CPqD são: o Funtell (Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações); o FNDCT (Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico; Lei 719/69); os "Projetos Aneel"; os projetos próprios; e os “sob encomenda”.

    Girando a Roda da Inovação – atingindo o mercado

    Ao girar a Roda da Inovação, o CPqD, além do mecanismo de projetos de P&D já descrito, se vale de sua estrutura para atingir o mercado. É o caso do desenvolvimento de sistemas de software. O CPqD é, atualmente, o maior registrador de programas de software no Instituto Nacional de Propriedade Industrial.

    O INPI é uma autarquia federal vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Trocando em miúdos, o CPqD detém a propriedade intelectual sobre uma vasta quantidade de software.

    Os programas de software do CPqD são comercializados diretamente pela força de vendas da entidade. Os sistemas de software estão presentes nas prestadoras de serviços de telecomunicações no Brasil e na América Latina. Já os Programas de software relativos ao sistema bancário "rodam" até nos EUA.

    O CPqD gera também tecnologia de produtos que necessitam de uma produção industrial. Por natureza, o Centro não fabrica produtos em série. Assim, ele efetua a transferência de tecnologia para a indústria. Esta, por sua vez, vai ao mercado e remunera o CPqD.

    Obviamente, "não inventamos um novo sistema de software todo o dia e nem um novo produto toda hora. Os sistemas de software e a tecnologia de produtos constituem o nosso atacado", comentou, com simplicidade, Hélio Graciosa, acrescentando que grandes sistemas de software e o desenvolvimento da tecnologia de produto são atividades que exigem bastante recursos e capital intelectual, podendo durar algum tempo.

    E no dia a dia do varejo da tecnologia, como atua o CPqD? Ele disponibiliza serviços tecnológicos e atua em consultoria. São mais de 300 clientes, grandes, médios e pequenos, para os quais o CPqD efetua milhares de ensaios de todo o tipo. O mesmo sucede com a consultoria.

    Até sua privatização, em 1998, o CPqD, trabalhava em telecomunicações, essencialmente para as operadoras do Sistema Telebrás e, por consequência, para a indústria fornecedora que compunha o modelo. A partir da privatização da Telebrás, o CPqD pôde utilizar seu conhecimento, sua tecnologia e sua capacitação para entrar em outros setores, além o das telecomunicações.

    Apontando para um dos quadros da sala da diretoria, cita Hélio Graciosa que, hoje, o CPqD atende, além do setor das telecomunicações, o elétrico; o corporativo; o financeiro; o da indústria; e o da administração pública. "Essa expansão de atividades foi um desafio. Achávamos que bastava entender de tecnologia para entrar num novo setor. Descobrimos que isso podia não ser uma verdade", disse o executivo. A longo do tempo, o CPqD contratou pessoas familiarizadas com o modelo de tais setores.

    "Vivemos num mundo real, centrado no cliente", explicou o entrevistado apontando para outro quadro pendurado na sala da diretoria. Hoje, em telecomunicações, a locomotiva é a banda larga. Na parte financeira, é o "banco do futuro". Em energia elétrica, a locomotiva é o "smart grid". E na administração pública, "a inclusão digital, o e-gov e as cidades digitais" são as locomotivas.

    Tecnologias da Informação e Comunicação

    Há condicionantes que atravessam todos os sistema estruturante das TICs. Uma delas é a mobilidade. Os bancos querem aumentar sua "bancarização" – mais pessoas com contas bancárias –, e o celular surge como um dos canais mais cogitados.

    Outra condicionante é a da segurança da informação e comunicação. A Internet, por exemplo, não foi planejada com recursos intrínsecos para permitir coisas como transações bancárias. Cada vez mais dispositivos de segurança precisam ser agregados à rede.

    Finalmente, a condicionante da "responsabilidade socioambiental" não é mais apenas uma retórica para as TICs. As telecomunicações antigamente se orgulhavam de ser uma "indústria limpa". Não mais. Hoje, são bilhões de computadores, celulares e dispositivos eletrônicos no mundo. Já não é um consumo desprezível de energia que se correlaciona com poluição. E há ainda o descarte desses dispositivos como uma forma de agressão ao meio ambiente. O CPqD tem uma oferta para o gerenciamento da sustentabilidade empresarial.

    As TICs, hoje, permitem que serviços possam ser ofertados para pequenas massas quase que individualmente. A administração pública, que antes tratava de grandes populações, hoje, pode chegar quase a cada cidadão. Operadoras de serviços atualmente podem apresentar ofertas específicas para grupos de clientes. O mundo das TICS está ficando customer centric.

    "Graças às TICs, o que antes era centrado na rede ou serviço, hoje está centrado no cliente ou no cidadão", observou Cláudio Violato, vice-presidente do CPqD, presente também à entrevista.

    O CPqD fez um estudo e definiu as áreas básicas de tecnologia em que deve atuar com P&D. São as denominadas "linhas de inovação" do CPqD que desenham um amplo leque de saber tecnológico. Citam-se comunicações móveis e redes em fio; plataformas IP (internet protocol); redes e tecnologias de sensores; sistemas de suporte à operação e negócios; serviços, aplicações e terminais; TV multiplataforma interativa; inclusão digital; segurança da informação e comunicação;smart grid (energia elétrica); gerenciamento da decisão.

    "Verificamos o que acontece no nosso em torno e periodicamente atualizamos as linhas de inovação do CPqD", disse Violato. O Centro efetua também seminários tecnológicos com a presença de pesquisadores estrangeiros que trocam informações com os colegas brasileiros. Já ocorreram recentes seminários e workshops de smart grid, de comunicações ópticas, de Internet do futuro, de rádio cognitivo. (matéria continua).

    Fonte: João Carlos Fonseca - Telebrasil

     



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    Terça, 26 de Julho de 2011 15:22

    Grupo de pesquisadores pretendem realizar transmissões na Copa de 2014, ao vivo, em “superalta definição”

     

    Para quem acredita que a tecnologia HD (alta definição) atinge a perfeição em termos de qualidade de imagem, nem imagina o que vem por aí. Um grupo de pesquisadores do CPqD de Campinas está dedicado no projeto 2014K, que pretende realizar transmissões na Copa de 2014, ao vivo, em “superalta definição”, usando a tecnologia 4K, em salas de cinemas ou em locais abertos,como praças públicas. Mackenzie, a Finep (Financiadora de Estudos e Projetos), a Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) e a RNP (Rede Nacional de Pesquisa) fazem parceria com o grupo do CPqD.

    No novo formato, as imagens possuem 4.096 pixels horizontais e 2.160 verticais, no total de 8,8 milhões de pixels, contra 2 milhões do full HD. De acordo com o gerente de base e evolução tecnológica do CPqD, Marcos Rogério Salvador, não se trata de um estudo embrionário, mas de uma realidade latente. “Isso não é um brinquedinho de pesquisador. Tem a indústria por trás disso”, reforça. “A ideia é que, já em 2012,possamos transmitir algo das Olimpíadas de Londres para o Brasil.”

    Os pesquisadores realizaram, em Joanesburgo, durante a Copa da África
    2010, a exibição da primeira partida de futebol no mundo gravada com essa definição. Foi o clássico Grêmio e Internacional, pela final do Campeonato Gaúcho, gravado com equipamentos vindos de Hollywood.

    A espera agora é do investimento do Finep para que a tecnologia ganhe campo. “Estamos realizando testes, no que diz respeito à tecnologia utilizada e de como fazer a transmisão, enquanto esperamos o investimento para colocar isso em prática”.

    De acordo com Salvador, ao assistir esse tipo de transmissão, o público poderá notar grandes novidades. “Em uma partida de futebol, por exemplo, ficará muito mais nítido o torcedor, que fica lá no fundo.”

    Segundo ele, a Sony do Japão é uma das empresas que estão empenhadas na tecnologia, e emissoras de TV já realizam testes para usar esse formato. Ainda não se tem definida a logística das transmissões. Em princípio, seriam alguns jogos da Copa de 2014, por meio de fibra ótica.



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    Terça, 12 de Julho de 2011 16:18
    O Laboratório de Materiais do CPqD está oferecendo à indústria um novo tipo de ensaio para baterias, destinado a atestar a adequação desses produtos à Resolução n.º 401 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). Instituída no país em novembro de 2008, essa Resolução estabelece os limites máximos de chumbo, cádmio e mercúrio para pilhas e baterias comercializadas no território nacional - bem como os critérios e padrões para o seu gerenciamento ambientalmente adequado. "Tanto as baterias fabricadas no Brasil como as importadas precisam passar por esse tipo de ensaio, referente à concentração de metais pesados, para se adequar à Resolução do Conama", explica Maria do Rosário Fabeni Hurtado, da Diretoria de Laboratórios e Infraestrutura de Redes do CPqD. Segundo ela, a legislação atinge todos os tipos de baterias, exceto as de celulares. E o Laboratório de Materiais do CPqD, que adquiriu um novo equipamento para realizar esses testes, está começando pelos ensaios para baterias de chumbo-ácido. "Hoje, não há nenhum laboratório no Brasil acreditado para realizar esses ensaios nesse tipo de bateria. Fomos os primeiros autorizados pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis)", afirma Maria do Rosário. Ela ressalva que, apesar de estar começando pela oferta desses ensaios para baterias de chumbo-ácido, o laboratório do CPqD está preparado para testar também outros tipos de baterias, não só para atender à Resolução do Conama mas também à diretriz europeia RoHS (Restriction of Certain Hazardous Substances), que proíbe o uso de certas substâncias perigosas na fabricação de diversos produtos - entre eles, eletroeletrônicos.

    Fonte: ABINEE



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    Terça, 12 de Julho de 2011 14:17

    Os pares de Luiz Alberto Garcia no Conselho Curador do CPqD o elegeram para presidente, durante sua 104º reunião, em 17 de junho último. Luiz Alberto Garcia foi indicado para integrar o Conselho Curador pelo Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal - SINDITELEBRASIL. O CPqD completa 35 anos de existência.

    O CPqD é uma Associada TELEBRASIL.

    A Fundação CPqD - Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações - faz 35 anos. Nasceu como centro de pesquisa e desenvolvimento da Telebrás, empresa estatal que detinha o monopólio dos serviços públicos de telecomunicações no Brasil. Em 1998, com a privatização do sistema, o Centro tornou-se uma pessoa jurídica de direito privado, sem fins lucrativos, com autonomia patrimonial, administrativa e financeira.

    O CPqD é administrado por um Conselho Curador, uma Diretoria Executiva e um Conselho Fiscal. A sede e o foro do CPqD ficam em Campinas (SP), uma microrregião relevante para a indústria da "tecnologia da informação e comunicação" (TIC) do País.

    Conselho Curador do CPqD

    Reunindo-se ordinariamente quatro vezes ao ano, o Conselho Curador do CPqD é composto por 12 membros. Participam com um representante no Conselho Curador: os Ministérios das Comunicações e da Ciência e Tecnologia; a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

    Participam com dois representantes os indicados pelas empresas brasileiras operadoras de telecomunicações; os indicados pelos clientes brasileiros do CPqD; os indicados por entidades brasileiras representativas da comunidade científica e tecnológica; e os indicados por entidades brasileiras representativas da sociedade civil.

    Dentre outras atribuições do Conselho Curador do CPqD está o de fixar as diretrizes e políticas da entidade e nomear os integrantes da Diretoria-Executiva e do Conselho Fiscal, além de aprovar o orçamento anual e o plano de trabalho elaborado pela Diretoria-Executiva.

    Membros do CCC

    A seguir, os membros do Conselho Curador do CPqD:

    Pelo Ministério das Comunicações, Maximiliano Salvadori Martinhão (secretário de Telecomunicações); pelo Ministério da Ciência e Tecnologia, Virgílio Augusto Fernandes Almeida (secretário de Política de Informática); pela Finep, João Alberto De Negri (diretor de Inovação); pelo BNDES, Alan Adolfo Fischler (chefe do Departamento de Telecomunicações).

    Completam a lista do Conselho Curador do CPqD:

    Pelas empresas brasileiras operadoras de telecomunicações, Antonio Carlos Valente da Silva (presidente do Grupo Telefônica no Brasil); e Roberto de Oliveira Lima (ex-presidente da Vivo); pelos clientes brasileiros do CPqD, Roberto Mário Di Nado (diretor de Distribuição da AS Eletropaulo) e Mauro Kim Junior (vice-presidente executivo de Engenharia e Tecnologia da Embraer); pela comunidade científica e tecnológica, a professora doutora Marlene Sabino Pontes (PUC-Rio), indicada pela Sociedade Brasileira de Micro-ondas e Optoeletrônica - Cimo) e o professor doutor João Marcos Travassos Romano (Unicamp, indicado pela Sociedade Brasileira de Telecomunicações - SBT); pela sociedade civil, Igor Salaru (presidente da Içabitu, indicado pela Associação das Empresas de Desenvolvimento Tecnológico em Telecomunicações - ABC) e Luiz Alberto Garcia (presidente do Grupo Algar, indicado pelo Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal - SindiTelebrasil) e presidente do Conselho.

    O CPqD

    No seu acervo histórico de mais de três décadas, o CPqD conta com realizações tecnológicas de peso. Dentre elas, citam-se: centrais digitais, antenas, sistemas de transmissão digital, equipamentos de transmissão óptica, fibra óptica, laser semicondutor, centrais de comutação por pacote, telefone público a cartão indutivo, centrais de telex, complexos sistemas de suporte a operações e negócios.

    A importância estratégica do CPqD para o Brasil, um país sem dúvida emergente, dispensa comentários. Ela é balizada não só pela preservação e avanço do conhecimento tecnológico em áreas de ponta de TICs, bem como o conhecimento sobre o mercado e a sociedade brasileira em seus aspectos culturais, socioeconômicos e históricos.

    Em sua maneira brasileira e pragmática de agir, o CPqD faz pesquisa aplicada, isoladamente ou em conjunto com empresas, universidades, instituições de pesquisa, desenvolvimento e fomento, atuando preferencialmente na área de telecomunicações e tecnologia da informação.

    As soluções providas pelo CPqD estão presentes, além do Brasil, em diversos países da América Latina, nos Estados Unidos, Angola, Samoa e Europa, onde são comercializadas através do estabelecimento de alianças estratégicas com representantes locais.

    A Diretoria-Executiva do CPqD

    A Diretoria-Executiva do CPqD é constituída por Hélio Marcos Machado Graciosa (presidente), Cesar Cardoso (vice-presidente Financeiro), Claudio Aparecido Violato (vice-presidente de Tecnologia) e Luiz Del Fiorentino (vice-presidente Comercial). Compõem o Conselho Fiscal do CPqD: Lacy Dias da Silva (presidente), Antonio Carlos de Azevedo Lobão e José Walter Raimundo Pontes.

    Assim se expressou Hélio Marcos Machado Graciosa, em relação à escolha de Luiz Alberto Garcia para a presidir o CCC: "cumpre mencionar a relevância de o Conselho Curador do CPqD ter o Dr. Luiz Alberto Garcia como seu presidente".

    "Além do grande respeito como pessoa e como executivo, que acumulou em sua trajetória no setor, é de se destacar sua acurada visão de futuro no uso das tecnologias da informação e comunicação, matéria-prima para uma instituição de pesquisa e desenvolvimento como o CPqD, bem como seu reconhecido conhecimento e rigor com as questões relacionadas à governança das organizações".

    Acrescentou o presidente da Diretoria-Executiva do CPqD: "todo este acúmulo de conhecimentos, aliado à sua atitude fortemente empreendedora, já vem contribuindo com o desenvolvimento do CPqD e, seguramente, na atual condição de presidente do Conselho, contribuirá ainda mais".

    O porta-fólio tecnológico do CPqD

    O setor de telecomunicações, além de "capital intensive" como a justo título enfatizado, é também, pari passu, "technology intensive" como substrato essencial para seu sucesso e competição. A seguir, numa visão rápida, as principais linhas de atuação do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento na área da tecnologia:

    Comunicações ópticas - Sistemas de transmissão, sistemas de redes de transporte, sistemas de rede de acesso e agregação, instrumentação e componentes ópticos. Neste contexto, destaca-se o projeto Giga, voltado ao desenvolvimento de tecnologias para a Internet do futuro e de redes e serviços de futura geração.

    Comunicações móveis e redes sem fio - Banda larga móvel (integração WiMAX e LTE), redes híbridas (integração entre sistemas sem fio e outros tipos de redes), comunicações entre objetos (conexão sem fio entre dispositivos eletroeletrônicos) e radiocognitivos (compartilhamento e uso mais eficiente do espectro).

    Plataformas IP - Plataformas NGN (controle de conexões all-IP - softswitches, signaling servers e application servers); nova geração de redes para a Internet do futuro (conectividade IP/Ethernet e elementos de redes programáveis).

    Redes e tecnologias de sensores - Redes de sensores ópticos a fibra distribuídos: monitoramento remoto, tratamento simultâneo de grandezas e a longa distância, multiplexação de sinais de diversos sensores em uma mesma fibra óptica e tecnologias para coleta, validação, saneamento, análise e disponibilização de dados.

    Sistemas de suporte a operações e negócios - Sistemas OSS/BSS (Operation Support System/Business Support System), sistemas de informação geográfica, arquitetura para sistemas de grande porte, banco de dados para grandes volumes de informações técnicas e métodos para integração e desempenho de sistemas e controle do ciclo de vida dos ativos (manutenção, empréstimo, ativação e reparo).

    Serviços, aplicações e terminais - Síntese de fala, mobilidade e Web semântica, "rich communications services" e terminais.

    TV multiplataforma interativa - Gestão e apresentação de conteúdos e plataformas de convergência (bases para novos serviços de TV interativa - governo eletrônico, educação à distância, jogos, comércio eletrônico, transações bancárias e acesso a conteúdos sob demanda) e TV digital (tecnologias para a modernização da radiodifusão no Brasil).

    Inclusão digital - Apoio ao atendimento da população digitalmente excluída (cidadãos com baixo letramento e limitações sensoriais) por meio da interação humano-computador (acessibilidade, usabilidade e compreensão de conteúdo).

    Segurança da informação e comunicação - Infraestrutura crítica, segurança da informação (confidencialidade, integridade, autenticidade e disponibilidade), análise de riscos, novas tecnologias (VoIP, TV digital, 3G e banda larga móvel), segurança lógica e física, análise de códigos maliciosos, criptografia, gestão da infraestrutura de redes.

    Smart grid - Tecnologias de comunicação para multiaplicações, padrões (protocolos de comunicação) e requisitos de interoperabilidade, monitoramento e gestão da infraestrutura de telecomunicações, segurança de redes operativas, proteção da infraestrutura crítica, "cyber security" e proteção antifraude.

    Gerenciamento da decisão - Tecnologias críticas de suporte ao gerenciamento da decisão (algoritmos avançados de inferência, processamento complexo de eventos, motores de regras para ambiente distribuído).

    O CPqD e o PNBL

    O Centro de Pesquisa e Desenvolvimento (CPqD) tem participado ativamente do Plano Nacional de Banda Larga com iniciativas de porte. Apenas para citar algumas, as iniciativas foram agrupadas em quatro grandes plataformas de interesse.

    Tecnologias de Banda Larga - Desenvolvimentos de diversas tecnologias de banda larga e acesso, mais notadamente nas redes ópticas de altíssima velocidade que constituem o núcleo dos equipamentos necessários ao backbone do PNBL.

    Desenvolvimentos relacionados às tecnologias de acesso sem fio estão sendo testados no programa de Cidades Digitais e poderão ser aproveitados tanto pela Telebrás (que recém lançou edital de radioacesso) quanto por prefeituras nos municípios que participem do programa Cidades Digitais, que vem sendo desenvolvido em conjunto com o PNBL, bem como por pequenas empresas com licença SCM (Serviço de Comunicação Multimídia) que operem baseadas em tecnologias sem fio.

    Internet e PME - Programa junto aos pequenos provedores de Internet, visando capacitá-los para operar um negócio de telecomunicações, com módulos presenciais e de educação à distância, dado que o provimento de serviços de Internet é muito baseado em datacenters, e os ISPs (Internet Service Providers) muitas vezes não conhecem como operar redes externas e fora de ambientes fechados.

    Internet e Suporte à Operação - Sistemas de suporte à operação especialmente adaptados à realidade dos pequenos provedores de Internet de maneira que possam ter tecnologia de ponta a custos adequados, baseada em conceitos de compartilhamento e uso da computação em nuvem.

    Sistemas de Medição - Medições especializadas para certificar e qualificar elementos de rede que componham o PNBL, tais como cabos ópticos, equipamentos de rede ópticos, 3G, WiFi, WiMax, roteadores e switches entre mais de 700 ensaios acreditados por Inmetro, Anatel e outros órgãos normativos.

    08/07/2011 :: João Carlos Fonseca

    Fonte: Telebrasil



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    Sexta, 08 de Julho de 2011 00:00

     

    O conhecimento, a vontade e a garra de quem faz pesquisa devem ser lembrados como os verdadeiros motores da inovação.

     

    É o talento para pensar diferente que proporciona a evolução e o progresso da humanidade.

     

    O CPqD reconhece o valor desse profissionais e se orgulha de existir graças a eles!

     

    Neste 8 de julho, parabéns a todos os pesquisadores brasileiros!

     

     



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    Segunda, 04 de Julho de 2011 09:30

    António Carlos Bordeaux*

    Na busca de soluções para o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), uma das soluções aventadas é o rádio cognitivo. Mas o que seria isso? Em poucas palavras, "rádio cognitivo" é um rádio que possui inteligência suficiente para se reconfigurar e se adaptar ao meio ambiente, a fim de executar a tarefa necessária à sua função. São rádios digitais (SDR) que utilizam softwa-re que permite sua adequação ao meio. Os dispositivos computadorizados atuais já possuem uma capacidade de autoconfiguração, mas em geral apenas para as funcionalidades acima da camada IP. No rádio cognitivo, essa inteligência começa na camada da transmissão física, ao detectar e processar os ténues sinais de radiofrequência.

    O conceito de rádio cognitivo foi criado em 1999 por Joseph Mitola. Na época, a preocupação dele era fazer com que os dispositivos de rádio tivessem inteligência suficiente para tirar o máximo proveito do canal de comunicação. Por exemplo, se o canal estivesse com pouco ruído ou multipercurso, seria bobagem desperdiçar esforço computacional tanto no transmissor quanto no receptor processando códigos desnecessários.

    Ao longo do tempo, essas ideias se alargaram, abrangendo atualmente um horizonte bem mais amplo. Hoje, rádio cognitivo é sinónimo de uma melhor forma de ocupação do espectro, o qual, segundo medidas realizadas por diversos pesquisadores ao redor do globo, se encontra bastante subutilizado.

    Existem diversas aplicações potenciais para essa tecnologia. Uma delas seria a implantação de uma rede de acesso Internet, nos moldes de uma rede Wi-Mesh, agregando os recursos de rádios cognitivos para uma maior flexibilidade de uso do espectro. Outra possibilidade, retomando a concepção inicial, seria a implementação de equipamentos de rádios (notadamente as ERBs de sistemas 3G ou 4G) autonômicos, ou seja, com capacidade de autoconfiguração descendo ao nível de camada física. Mas um dos exemplos mais significativos foi o apresentado pelo prof. Przemyslaw Pawelczak há alguns anos, citando um desastre ocorrido na Holanda. Naquele episódio, um incêndio em um depósito de material inflamável provocou diversas mortes e danificou, inclusive, parte dos sistemas de comunicação.

    As equipes de resgate viram-se então face a uma situação desesperadora, na qual os sistemas das diversas equipes (bombeiros, médicos e voluntários) não conversavam entre si. Observa-se assim que, a inteligência nos rádios, mais que uma oportunidade, aproxima-se de uma necessidade premente.

    Os estudos sobre os rádios cognitivos e otimização do uso do espectro mostram a existência de diversas abordagens possíveis. Na abordagem atual, exceto pelas faixas totalmente livres (ISM, Wi-Fi, etc.), o espectro é alocado geográfica e espectralmente a usuários fixos (direito exclusivo de uso do espectro). Uma primeira alternativa seria a de possibilitar o uso compartilhado, em períodos determinados, por diferentes usuários ou serviços (alocação dinâmica do espectro). Por exemplo, um canal não utilizado durante a madrugada poderia ser empregado para trafegar dados.

    Uma alternativa diametralmente oposta seria a de liberar totalmente algumas faixas do espectro, para que possam ser utilizadas por meio de redes Wi-Fi ad-hoc ou similares.

    Uma terceira vertente é a do acesso hierárquico - que recebe esse nome por fazer uma distinção entre usuários primários e secundários. Conforme denominação da Anatei, usuários primários são aqueles cuja faixa é protegida contra interferências. Existem duas possíveis abordagens nesse caso. Na primeira, denominada "subjacente" (underlay) o sinal do rádio cognitivo, de baixíssima intensidade, coexiste com o sinal primário em forma de ruído de fundo. É como se fosse um sinal CDMA convivendo com o sinal principal. Na outra abordagem (overlay), o sinal oportunístico é justaposto aos vãos livres do espectro, possivelmente nas bandas de guarda dos sinais principais.

    Observa-se assim que o rádio cognitivo, mais que um novo patamar nas comunicações sem fio, é praticamente um novo campo, com muitas potenciali-dades e desafios. O CPqD está organizando um workshop sobre o tema, e mais informações (incluindo as apresentações) podem ser encontradas em radiocognitivo.cpqd.com.br.

    * Diretor de gestão da inovação do CPqD. Colaboraram Takashi Tome, pesquisador, Marco António Ongarelli, gerente de articulação da inovação, e Juliana Bazzo.

    Fonte: TELETIME



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    Terça, 14 de Junho de 2011 18:00

    Quatro capitais ocupam as primeiras posições do ranking, que também inclui vários municípios pequenos

    A Momento Editorial, em parceria com o CPqD, está lançando o Índice Brasil de Cidades Digitais. Trata-se de um trabalho inédito no país, realizado com o objetivo de medir o nível de digitalização dos municípios brasileiros que utilizam as Tecnologias de Informação ejavascript:JContentEditor.toggleEditor('text'); Comunicação (TICs).

    “As cidades digitais apresentam diferentes estágios de maturidade, ou níveis de urbanização, em relação à disponibilidade e uso das TICs, seja pelo cidadão, governo, sociedade ou empresas”, afirma Juliano Castilho Dall’Antonia, diretor de Tecnologias de Serviços do CPqD. Para avaliar em que estágio estão os municípios brasileiros, o CPqD criou uma metodologia que leva em conta uma série de critérios, divididos em nove categorias, relacionados não só à infraestrutura tecnológica (presença de equipamentos primários, banda, cobertura geográfica, etc), mas também à disponibilidade de serviços digitais e até de recursos de acessibilidade, por exemplo, para pessoas com deficiências físicas ou analfabetas.

    A partir desses critérios, foi gerado um questionário com 15 perguntas, que foram respondidas por mais de cem municípios, de todas as regiões do Brasil. Desse total, 75 questionários foram validados pela equipe da Momento Editorial e do CPqD, após checagem dos dados e seu cruzamento com informações da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e do IBGE. A metodologia também estabelece um sistema de pontuação para cada categoria de critério.

    Os premiados

    O resultado desse trabalho está no Índice Brasil de Cidades Digitais, que oferece um panorama do estágio de digitalização desses 75 municípios. Os mais avançados ocupam as quatro primeiras posições do ranking: Belo Horizonte (MG), Curitiba (PR), Porto Alegre (RS) e Vitória (ES). Pequenos municípios, como Ibirapuitã (pouco mais de 4 mil habitantes), no interior do Rio Grande do Sul, Tarumã (cerca de 13 mil habitantes), no estado de São Paulo, e Tauá (55 mil habitantes), no interior do Ceará, também estão bem posicionados - entre os dez primeiros - no Índice Brasil de Cidades Digitais.

    Além disso, quatro municípios se destacaram em categorias específicas: Acessibilidade, Acesso Público, Cobertura Geográfica e Serviços e Aplicações. Esses municípios, juntamente com as dez cidades classificadas nas primeiras posições do ranking, foram premiados durante a solenidade de lançamento do Índice Brasil de Cidades Digitais, realizada ontem (14/6) à noite, em São Paulo.

    “Esse trabalho pioneiro revelou um fato importante: o nível de digitalização no país ainda é incipiente”, afirma Lia Ribeiro Dias, diretora da Momento Editorial. “Ainda falta muito para que as cidades brasileiras alcancem o nível de digitalização plena. Mas, com iniciativas simples como a ampliação da quantidade de aplicações e serviços de governo eletrônico, esses municípios  podem dar um salto de maturidade nessa área”, acrescenta.

    Estes são os dez municípios classificados nas primeiras posições do Índice Brasil de Cidades Digitais - e suas respectivas pontuações:

    1.º - Belo Horizonte (MG) - 360 pontos
    2.º - Curitiba (PR)  - 352 pontos
    3.º - Porto Alegre (RS) - 349 pontos
    4.º - Vitória (ES) - 347 pontos
    5.º - Ibirapuitã (RS) - 340 pontos
    5.º - Jundiaí (SP)  - 340 pontos
    6.º - Campinas (SP) - 339 pontos
    7.º - Santos (SP)  - 338 pontos
    7.º - São Carlos (SP) - 338 pontos
    8.º - Tarumã (SP) - 335 pontos
    9.º - São Paulo (SP) - 334 pontos
    10.º - Tauá (CE) - 332 pontos

    E estes são os quatro destaques:

    • Acessibilidade - Ibirapuitã (RS)
    • Acesso Público - Icapuí (CE)
    • Cobertura Geográfica - Campo Bom (RS)
    • Serviços e Aplicações - Porto Alegre (RS)


    A lista completa dos 75 municípios do Índice Brasil de Cidades Digitais encontra-se disponível nos sites www.wirelessmundi.inf.br e www.cpqd.com.br (clicando aqui).


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    Segunda, 13 de Junho de 2011 00:00


    Brasil - Quem consulta o Guia de Cidades Digitais, logo percebe uma enorme disparidade entre os projetos. Numa cidade, há alguns telecentros e os serviços públicos estão informatizados – internamente; em outra, um punhado de torres e uma pequena rede Wi-Fi distribui um sinal fraquíssimo, que mal se compara com a linha discada; numa terceira, o projeto é consistente e amplo, a rede foi bem planejada, o acesso é realmente público e gratuito, em banda realmente larga, e as autoridades, juntamente com a população, sabem exatamente qual é o próximo passo. Entre os três exemplos, inúmeros outros existem, todos em estágios diferentes: há desde aqueles que priorizam o simples acesso público a internet até os que se preocupam com a interligação de órgãos públicos para melhorar a eficiência administrativa e os que definem a oferta de serviços ao cidadão como meta principal. Outros programas tentam avançar em todas essas frentes simultaneamente. Mas todas essas cidades se intitulam cidades digitais. Será que são mesmo?.

    É claro que a construção de uma cidade digital depende de muitos fatores, inclusive dos recursos disponíveis para a concretização do projeto, mas a partir de que momento uma cidade pode ser considerada realmente digital? Para o professor Leonardo Mendes, do Departamento de Comunicações da Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação da Universidade de Campinas (Unicamp), uma cidade digital é um ambiente de comunicação digital que tem por objetivo a construção de uma nova linguagem relacional das comunidades municipais. Complicado? Isso significa simplesmente que, se o projeto não altera substancialmente, para melhor, as relações entre as comunidades do município (o governo, o comércio, a agricultura e, principalmente, o cidadão, para citar algumas das comunidades possíveis), então não pode ser chamado de “cidade digital”.

    Tanto para Mendes quanto para outros especialistas em TIC, a execução de um projeto de cidade digital só faz sentido quando tem por objetivo o desenvolvimento do município, não somente na questão da inclusão social mas também quanto à eficiência administrativa. Modernização da administração pública, transparência de gestão e economia de recursos são os atrativos para prefeituras investirem nesses projetos. Para o cidadão, esses programas podem representar atendimento mais eficiente no serviço público e até mesmo proporcionar uma melhor distribuição de renda.

    Perdendo PIB
    “Um projeto sério tem de pensar longe, muito além de prover o acesso básico, pensar em como essa iniciativa de gestão pública pode gerar uma cidade melhor”, afirma Luiz Rolim, pesquisador de Telecomunicações do CPqD, centro de pesquisa e desenvolvimento em telecomunicação e TIC, localizado em Campinas (SP). Na avaliação dele, o grande valor da cidade digital está em melhorar a eficiência da administração pública. Mendes, da Unicamp, em palestra no 6º Seminário Wireless Mundi, em setembro de 2009, demonstrou como o impacto da universalização dos meios de comunicação digital pode interferir tanto social quanto economicamente nas comunidades. De acordo com o professor, o atraso em relação a uma rede de acesso universal causa uma perda de PIB, em termos globais, em torno de US$ 3,4 trilhões. “Para o Brasil, cujo PIB está entre 2% a 3% do PIB mundial, isso pode representar algo da ordem de US$ 100 bilhões de perda de PIB por ano de atraso”, avalia.

    Mas, então, como saber se um projeto está realmente caminhando para uma cidade digital plena? O CPqD fez um estudo que define as diversas etapas, examinando várias iniciativas em andamento no país e verificando os estágios e planos de evolução de cada uma delas. Há dois grupos principais em que se enquadram as iniciativas: Estágios de Habilitação, com três subdivisões, e Cidades Digitais, também com três subdivisões. No primeiro grupo, estão iniciativas mais simples, como oferecer acesso básico a internet e dispor de telecentros. Também aparecem aí aqueles projetos que vão um pouco além e abrangem alguns serviços básicos via internet.

    No grupo das Cidades Digitais propriamente ditas, o primeiro nível é o de pré-integração. “Aqui, os serviços não são diretamente visíveis para a população”, explica Rolim. Nesse caso, já há uma gama considerável de serviços públicos integrados em um ambiente virtual. Na etapa seguinte, de integração, há uma quantidade e diversidade significativas de recursos de acessibilidade, usabilidade e inteligibilidade, assim como uma cobertura total de acesso público. Já numa cidade digital plena, os níveis de integração estão ainda mais avançados. Uma das características é que os serviços públicos e privados estão totalmente replicados no ambiente virtual.

    Monitoramento
    Apesar da pesquisa para a divisão em categorias, explica Rolim, não foi feita uma avaliação direta dos programas. Porém, a investigação conseguiu detectar projetos muito consistentes. “Nesses casos, nota-se que a preocupação inicial foi melhorar a eficiência do município”, diz ele. Com relação a projetos que se baseiam apenas no marketing do acesso a internet, sem a preocupação de utilizar a tecnologia como forma de melhorar a administração pública, o pesquisador é otimista: “Tudo depende da atitude dos governantes. Vão acabar percebendo que se deve ir além, que [o acesso a internet] é apenas o primeiro passo”.

    Rolim ressalta a necessidade de o gestor público saber em que nível está o projeto de seu município para que possa monitorar o desempenho da iniciativa. “É importante que seja feito um monitoramento mais sistemático”, comenta. De acordo com ele, a classificação será utilizada como instrumento junto aos programas que são orientados pelo CPqD. Não custa lembrar que, para se chegar a um projeto eficiente, é preciso, antes de tudo, um planejamento correto. “Qualquer projeto começa do diagnóstico do município, entender onde ele está, definir os focos de atuação, a vocação dele”, destaca Rolim.

    Fonte: Aqui Sudoeste



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    Sábado, 28 de Maio de 2011 00:00

    Na próxima semana, Campo Grande sedia o maior evento na área de redes e um dos mais importantes da Ciência da Computação. Trata-se do 29º Simpósio Brasileiro de Redes de Computadores e Sistemas Distribuídos (SBRC) que é organizado pela Faculdade de Computação (Facom) da Fundação Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS).

    A programação é diversificada e inclui palestras, painéis, minicursos, workshops, apresentação de artigos, entre outros. O SBRC acontece de 30 de maio a 3 de junho no Centro de Convenções Rubens Gil de Camillo, na região do Parque dos Poderes.

    Promovido anualmente pela Sociedade Brasileira de Computação (SBC) e pelo Laboratório Nacional de Redes de Computadores (LARC), o evento vem pela primeira vez para a região Centro-Oeste. Segundo o coordenador geral, professor Ronaldo Ferreira, o Simpósio contribuirá no fortalecimento das atividades e pesquisas desenvolvidas na graduação e nos programas de pós-graduação.

    "Além disso, a possibilidade de interação com renomados pesquisadores estrangeiros e de outras instituições brasileiras será importante para alunos, professores e profissionais da área", explica.

    A abertura oficial do evento acontece às 19h30min da terça-feira, dia 31. Porém a programação já começa no dia 30, logo pela manhã com a realização de minicursos e workshops. Palestras, tutoriais e apresentação de trabalhos também acontecem durante os cinco dias nos períodos da manhã, tarde e noite. Confira abaixo mais detalhes da programação.

    Palestras e tutoriais

    O SBRC trouxe para Campo Grande três palestrantes internacionais. Na segunda-feira (30), o professor de Ciência da Computação da Universidade de Waterloo, Raouf Boutaba, fala sobre "Pesquisa distribuída revisitada: resolvendo o conflito da eficiência e flexibilidade". No dia 31, Biswanath Mukherjee, pesquisador da Universidade de Califórnia, fala sobre "Rede de Convergência na Internet do Futuro". Já no dia 1º será a fez do professor Raj Jain, da Universidade de Washington. Ele aborda o tema "Arquiteturas para as futuras redes e a próxima geração de Internet". As palestras acontecem sempre das 18h às 19h.

    Os três professores também serão responsáveis pelos tutoriais. Raj Jain profere o tutorial "Análise de desempenho de sistemas de computadores: projeto de experimentos", no dia 30, das 14h às 18h. "Peer-to-Peer Networking: estado da arte e desafios da pesquisa" é o título do tutorial proferido pelo professor Raouf Boutaba, no dia 31, das 8h30 às 12h30. No dia 1º, das 8h30 às 12h30, o professor Biswanath Mukherjee, profere tutorial sobre "Economia de energia em redes de telecom".

    Painéis

    A programação também traz três painéis que contarão com a participação de pesquisadores brasileiros e estrangeiros. O primeiro acontece no dia 31 de maio, das 16h às 18h, e trata sobre "Redes para Experimentação e Internet do Futuro". Como mediador está Michael Stanton da UFF e como painelistas estão Marcos Salvador (CPqD), Antonio Jorge Abelem (UFPA), José Augusto Suruagy Monteiro (UNIFACS), Serge Fdida (Universidade Pierre e Marie Curie, França) e Thanasis Korakis (Universidade de Tessália, Grécia).

    O segundo painel acontece no dia 1º, das 11h às 12h30, e trata da "Agenda Brasileira de PD&I para Redes de Computadores e Sistemas Distribuídos". O mediador será Luciano Paschoal Gaspary (UFRGS) e como painelistas participam: Carlos Ferraz (CESAR), Edmundo de Souza e Silva (UFRJ), Lisandro Zambenedetti Granville (CTIC/RNP) e Virgílio Fernandes de Almeida (SEPIN/MCT).

    "Computação na Nuvem para Governo Eletrônico: Desafios e Perspectivas" é o tema do terceiro painel que acontece no dia 2, das 18h às 19h. Como mediadores participam Francisco Brasileiro (UFCG) e Antonio Tadeu Gomes (LNCC/MT) e como painelistas: Luis Claudio Pereira Tujal (SERPRO), Delfino Natal de Souza (SLTI/MPOG), Lisandro Granville (CTIC/RNP) e Wagner Meira Jr. (UFMG).

    Minicursos

    Serão realizados também cinco minicursos. No dia 30, das 8h30min às 12h30min o tema é "Pesquisa experimental para a Internet do futuro: uma abordagem utilizando virtualização e o framework OpenFlow".

    "Explorando Redes Sociais Online: Da Coleta e Análise de Grandes Bases de Dados às Aplicações" é o tema do segundo minicurso ministrado no dia 31, das 14h às 18h. No dia 1º de junho, das 14h às 18h, acontece o minicurso "Web das coisas: conectando dispositivos físicos ao mundo digital".

    Já no dia 2, das 8h30min às 12h30min, o tema será "Gerência de identidade na Internet do futuro". Também no dia 2, será realizado minicurso sobre "Alocação de recursos em nuvens: conceitos, ferramentas e desafios de pesquisa", das 14h às 18h.

    Workshops

    Em conjunto com o SBRC acontecerão os seguintes workshops: 16º Workshop de Gerência e Operação de Redes e Serviços - WGRS, 12º Workshop da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) - WRNP, 12º Workshop de Testes e Tolerância a Falhas - WTF, 9º Workshop em Clouds, Grids e Aplicações - WCGA, 7º Workshop de Redes Dinâmicas e Sistemas Peer-to-Peer - WP2P, 2º Workshop de Pesquisa Experimental da Internet do Futuro - WPEIF, 1º Workshop on Autonomic Distributed Systems - WoSiDA e 1º Workshop de Redes de Acesso em Banda Larga - WRA.

    Serviço

    Mais informações podem ser obtidas no site http://sbrc2011.facom.ufms.br

    Fonte: Correio do Estado



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    Quinta, 26 de Maio de 2011 09:32

    Além das chamadas telefônicas, terminal público vai oferecer serviços como o envio de SMS e o acesso à internet

    O “novo orelhão”. Talvez possamos chamar assim a tecnologia que está sendo desenvolvida pelo Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD), com recursos do Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Comunicações (Funttel). Trata-se de um terminal público baseado em protocolo IP, que vai permitir, além das tradicionais chamadas telefônicas, uma série de recursos e facilidades, como o envio de SMS e o acesso à internet, além de serviços de localização e transações eletrônicas, como a compra de créditos para aparelhos celulares. A exemplo do que já acontece nos orelhões, o pagamento das tarifas será realizado por meio de cartões embutidos.

    Segundo a pesquisadora Elizabeth Betanho, que coordena a pesquisa, uma grande inovação será a disponibilização do serviço de internet wi-fi. “Além de usar o equipamento, as pessoas também poderão acessar a web diretamente de seus computadores ou smartphones, utilizando o sinal wi-fi oferecido pelo terminal público”, explica.

    O gerente de Telefonia Pública e Transações Eletrônicas do CPqD, Marcos Aurélio Pegoreti, conta que os novos equipamentos poderão ser móveis, o que facilitará a sua disponibilização em eventos esportivos e culturais, onde haja uma demanda temporária pelos serviços de telecomunicações - podendo, depois, serem transportados para outros locais.

    De acordo com os pesquisadores, protótipos dos novos terminais serão testados nos próximos meses. “A nossa expectativa é que o novo Terminal Público IP, com tecnologia 100% brasileira, seja lançado no mercado no próximo ano”, revela Elizabeth Betanho.

    O projeto conta com um investimento total de cerca de R$ 4 milhões, sendo R$ 2,2 milhões recursos do Funttel.

    Fonte: Conexão Minicom



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    Sexta, 20 de Maio de 2011 16:47

    O CPqD acaba de assinar um contrato com a SUPERTEL - Superintendencia de Telecomunicaciones do Equador, para a prestação de serviços de consultoria visando a implantação do primeiro laboratório de homologação de equipamentos de telecomunicações daquele país. Serão dois meses de trabalho, durante os quais o CPqD ajudará a Supertel a definir as diretrizes gerais e os procedimentos destinados à homologação desses produtos, com base em normas e regulamentos internacionais.

    Isso inclui a definição das especificações técnicas de equipamentos e da infraestrutura necessária para a realização de testes e medições, bem como dos perfis de profissionais requeridos para essas tarefas. Inclui, também, capacitação, elaboração de normas técnicas e o desenvolvimento dos procedimentos, com base em um sistema de gestão de qualidade (ISO 9000 e 17025) aceito internacionalmente.

    "A implantação desse laboratório representa um marco na trajetória das telecomunicações no Equador", afirma Fradique González Villalobos, gerente de Mercado Internacional do CPqD. "Em particular, inaugura uma nova maneira de controle e supervisão das telecomunicações naquele país, com o objetivo de oferecer melhores serviços aos usuários. E o CPqD será o principal assessor da Supertel para o sucesso desse projeto".



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    Terça, 17 de Maio de 2011 10:43

    Mais de dez provedores locais de serviços de internet, que atuam em cerca de 25 municípios brasileiros, já estão oferecendo a solução SisEducar, que tem como base o sistema CPqD Gestão Pública Educação comercializado no modelo de software como serviço (SaaS). A intenção é atender, por intermédio dos provedores locais, às necessidades de gestão das prefeituras de cidades com até 100 mil habitantes beneficiadas pela implantação no país do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL).

    “O SisEducar está totalmente alinhado aos preceitos do PNBL, que prevê o uso da infraestrutura de comunicação dos provedores locais para promover a inclusão digital do cidadão, nos diversos municípios brasileiros”, afirma Ricardo Dipsie, gerente comercial do CPqD. “E a educação é um setor fundamental para o desenvolvimento do país”, acrescenta.

    Para o CPqD, a gestão eficiente da rede de ensino é um requisito importante para a oferta de um bom serviço público nessa área. Essa é, justamente, a proposta do CPqD Gestão Pública Educação - e do SisEducar. A solução permite o gerenciamento completo de redes de escolas, o que inclui o controle de vagas e de matrículas - de modo a detectar a necessidade de construção de novas unidades de ensino. Inclui também o controle das faltas, da formação e atribuição dos professores em sala de aula, da matriz curricular, a gestão da infraestrutura da escola, do transporte escolar, o processo de avaliação e o envio de dados para o Ministério da Educação (MEC).

    Parte das informações enviadas para o MEC - como os percentuais de evasão escolar e de reprovação - é utilizada para compor o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), que mede a qualidade do ensino no Brasil. Assim, o SisEducar também facilita a organização das informações para o cumprimento dessa exigência pelas escolas.

    Segundo Ricardo Dipsie, os provedores que já incluíram a solução SisEducar em seu pacote de ofertas para as prefeituras atuam em cinco estados: Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Pernambuco, Minas Gerais e São Paulo.

    Sobre o CPqD
    O CPqD é uma instituição independente, com foco na inovação em tecnologias da informação e comunicação (TICs). No Brasil, as soluções do CPqD são utilizadas por grandes empresas e instituições dos setores de telecomunicações, energia elétrica, financeiro, industrial, corporativo e administração pública. Atuando há 35 anos, conta com mais de 1.200 profissionais altamente capacitados, reconhecidos por sua criatividade e comprometimento com elevados níveis de qualidade. O Centro hoje possui o maior programa de P&D da América Latina e tem como objetivo contribuir para a competitividade do País e a inclusão digital da sociedade levando ao mercado tecnologias de produto, sistemas de missão crítica, serviços tecnológicos e consultorias.



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    Sexta, 13 de Maio de 2011 15:02

    A Embrapa é a instituição de pesquisa que mais solicitou patentes em 18 anos no Brasil, seguida por CPqD, IPT, Fiocruz e CTA. É o que revela o estudo "Instituições de Pesquisa Não Acadêmicas Brasileiras - Utilização do Sistema de Patentes de 1990 a 2007", feito pelos pesquisadores Jeziel da Silva Nunes e Luciana Goulart de Oliveira, do Centro de Disseminação de Informação Tecnológica do INPI. O objetivo do trabalho é dar visibilidade e estimular o uso da informação contida nos documentos de patentes.

    O estudo também mostra que, nestes 18 anos, as instituições de pesquisa fizeram 673 pedidos de patentes. O número ainda é baixo na comparação com o total de solicitações (nacionais e estrangeiras). Porém, de 2000 a 2005, as solicitações de patente das instituições de pesquisa tiveram aumento de quase 70% em relação ao índice registrado no mesmo período dos anos 90, passando de 157 para 264.

    Tal mudança se deve, sobretudo, à criação da Lei de Propriedade Industrial, em 1996, que ampliou as possibilidades de patenteamento a campos anteriormente vetados, como produtos químicos, medicamentos e alimentos; aos incentivos gerados pela Lei de Inovação, de 2004; e às ações de disseminação da propriedade intelectual, que aumentaram o interesse pelo tema no Brasil.

    Neste contexto de estímulo à inovação no Brasil, a Embrapa aparece como o maior destaque, somando 167 pedidos de patentes. Em seguida, aparece o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD), com 71; o Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT), com 69; a Fiocruz, com 50; e o Cantro Técnico Aeroespacial (CTA), com 47.

    Outro dado importante do estudo é o peso do setor público: entre as instituições de pesquisa com pedidos de patentes, 73,23% eram públicas e 24,96% vinham do segmento privado.

    Para acessar este e outros estudos do INPI, clique aqui.

    Fonte: INPI 12/05/2011



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    Quinta, 05 de Maio de 2011 18:16

    A chamada TV Experimental é uma das aplicações da Rede GIGA, projeto ao qual o Funttel está destinando R$ 25,5 milhões

    Com o objetivo de criar uma rede de compartilhamento de conteúdos audiovisuais na web, o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD) está trabalhando em um projeto em parceria com a TV Cidade, de Taubaté, e a TV Fênix, de Campinas. A chamada TV Experimental é uma das aplicações da Rede GIGA, projeto ao qual o Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Comunicações (Funttel) está destinando R$ 25,5 milhões.

    Segundo a pesquisadora do CPqD Nilsa Azana, o foco da TV Experimental são os conteúdos gerados por tevês públicas e comunitárias, além dos Pontos de Cultura, entidades apoiadas pelo Ministério da Cultura que desenvolvem ações de impacto sócio-cultural em suas comunidades. "Muitos Pontos de Cultura trabalham com produção audiovisual. Nosso objetivo é viabilizar e estimular a troca desses conteúdos, a reutilização de programas - que podem ser exibidos em diferentes regiões do país", conta a pesquisadora.

    Atualmente o grupo de pesquisadores está empenhado no aprimoramento dos métodos de descrição dos conteúdos. Nilsa Azana explica que, para facilitar a busca, está sendo desenvolvida uma ferramenta de web semântica, capaz de identificar o significado das palavras. "Essa ferramenta reconhecerá, por exemplo, quando a palavra ‘manga' estiver se referindo à fruta ou a uma parte da camisa. Isso vai permitir que as buscas sejam mais refinadas e que o usuário encontre mais rapidamente os conteúdos de seu interesse", ressalta.

    "A nossa intenção é criar uma plataforma para descrição colaborativa, uma espécie de Wikipedia". De acordo com a pesquisadora, cada usuário da TV Experimental poderá contribuir com novas informações. "Será possível, por exemplo, descrever cenas específicas dentro de um conteúdo, acrescentar dados relevantes, enfim, tudo o que possa facilitar futuras consultas", conclui.

    Fonte: Conexão Minicom



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    Terça, 03 de Maio de 2011 10:30

    Certificado foi fornecido em evento realizado em abril, em Orlando, nos EUA

    A equipe de profissionais do CPqD conquistou em abril, em Orlando (EUA) certificado de excelência em de RFID (identificação por radiofrequência). Para obter essa certificação, o profissional precisa passar por um teste constituído de 81 questões, em inglês, que devem ser respondidas em 90 minutos. As questões cobrem assuntos ligados a testes e identificação de problemas, padrões e regulações, bem como conhecimentos sobre etiquetas inteligentes (tag), radiofrequência, design, sistemas RFID, instalação e análise de ambientes.

    O Laboratório de Estudos e Aplicações em RFID foi inaugurado em fevereiro."A obtenção da certificação CompTIA RFID+ faz parte de um compromisso assumido pelo CPqD junto à Finep e ao Ministério da Ciência e Tecnologia, uma vez que é uma das metas físicas pré-estabelecidas para o Laboratório de Estudos e Aplicações em RFID", afirma Alessandro Andreo,gerente de Soluções em Tecnologia Wireless do CPqD.

    Fonte: TELE.SÍNTESE



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    Segunda, 02 de Maio de 2011 10:10

    Melhorar o serviço passa também por melhorias e manutenções preventivas de forma constante na rede, defende Paulo Cabestré, diretor de Redes Convergentes do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD). Ele defende o uso de novas tecnologias, como a wireless, mais apropriadas para chegar em locais de difícil acesso, com maior capacidade de banda e indicadas para a classe baixa e média por não requisitar de equipamentos caros.

    "Existe muita tecnologia wireless para usar, como as novas gerações de wi-fi, wimax e a LTE, conhecida como 4G", diz o especialista.

    Segundo o diretor do CPqD, a conexão ADSL cumpriu sua função há 10 anos. As operadoras optaram por essa tecnologia para aproveitar a rede de telefonia existente. "Ela tem um limite de taxa de bit por segundo, é uma tecnologia mais complicada para colocar na rede e se a residência é muito longe da central telefônica, a conexão fica comprometida", diz.

    As redes ADSL têm um limite de tráfego de dados, que varia de acordo com o número de usuários, o tipo de cabo usado, o estado de conservação da rede e o número de centrais que distribuem o sinal. O especialista em TI Paulo Ramos afirma que isso não quer dizer que a rede tenha que ser desativada. "Investimentos são necessários para manter o bom funcionamento do sistema", diz.

    Fatores como a umidade também podem provocar danos nos cabos e instabilidade de acesso. O diretor de Tecnologia da RAC, Luiz Sérgio Vieira Dutra, diz que trocar cabos danificados, usar cabeamento adequado e instalar novas centrais ajudam a melhorar a qualidade e a velocidade da conexão.

    O Brasil tem 38,5 milhões de pontos de banda larga fixa e móvel. Segundo dados da Associação Brasileira de Telecomunicações (Telebrasil), a banda larga móvel está presente em 1.441 municípios e as redes fixas já estão em mais de 5 mil municípios brasileiros. 79% dos domicílios que têm computador navegam na internet em alta velocidade e cerca de 80% das conexões são residenciais. As conexões mais rápidas, acima de 2Mbps, representam 20% dos acessos. Universidades e institutos de pesquisas estimam que nos próximos cinco anos a demanda por velocidade será ainda maior e os internautas consumirão mais capacidade de rede porque assistirão a vídeos sob demanda e farão videoconferências. A estimativa é de que, em 2015, os usuários domésticos consumam 500GB por semana. Hoje essa média é de 20GB. Com esse cenário, é fundamental que as operadoras aumentem a sua infraestrutura. A NET está presente em 90 cidades brasileiras, a Telefônica marca presença nos 622 municípios que compõem sua área de concessão em São Paulo e a GVT atua em cerca de 100 cidades.

    Acesso via rádio é única opção em muitos locais. Novas tecnologias, como a wireless, são mais apropriadas para chegar em lugares distantes.

    Fonte: Correio Popular



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    Quarta, 20 de Abril de 2011 00:00

    O descarte correto de telefones celulares, computadores e outros equipamentos eletrônicos começa a mobilizar um número cada vez maior de empresas. Uma das que aderiram a essa cruzada foi o CPqD, que atua em pesquisas e é comandada por Helio Graciosa. a instituição se uniu à Oxil, especializada em manufatura reversa, para implantar uma campanha de recolhimento desses produtos em Campinas, no interior paulista.

    Fonte: IstoÉ Dinheiro



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    Quarta, 20 de Abril de 2011 00:00

    Serviço podia inclusive ficar sem uso.

    A pesquisa e desenvolvimento em rádios cognitivos inclui criar algoritmos e protocolos, que possam gerar valor para produtos e serviços, além de busca constante pela inovação. Para Juliano Bazzo, da gerência de sistemas de comunicação sem fio do CPqD, "os rádios cognitivos trabalham um novo paradigma no uso do espectro, que até então era primordialmente licenciado, de uso exclusivo e sem a obrigatoriedade de estarem em uso.

    Com os rádios cognitivos, o acesso ao espectro poderá ser realizado de forma oportunista e sem a necessidade de uma licença prévia, para operação naquela faixa. Trata-se de um novo paradigma no uso do espectro, pois até então era primordialmente licenciado, de uso exclusivo e sem a obrigatoriedade de estarem em uso.

    Os rádios cognitivos são basicamente um hardware com um software embutido, que podem ter seus parâmetros atualizados. "O rádio é capaz de monitorar o meio e o perfil do usuário, além de aprender e se adaptar para prover uma melhor qualidade no acesso ao espectro,que poderá ser realizado de forma oportunista e sem a necessidade de uma licença prévia para operação naquela faixa".

    O modelo "mais democrático" de uso deste rádio ainda não foi regulamentado no Brasil pela Antatel, porém em outros países como nos Estados Unidos, esse processo está em fase avançada de regulamentação.

    É importante destacar, que o modelo implantado nos Estados Unidos impõe diversas regras aos sistemas, que pretendem operar de forma oportunista em faixas licenciadas, não permitindo que o acesso possa ocorrer em qualquer faixa e que prejudique aqueles sistemas que possuem a licença de operação, como por exemplo as emissoras de TV para a faixa de UHF.

    As operadoras de telecomunicações possuem poucas licenças para uso de frequência, normalmente adquiridas em leilão por um valor muito elevado e já ocupadas por outros serviços sem fio. A disponibilidade de espectro é quase sinônimo de maior banda (taxa de transmissão em bps) para o usuário.

    No entanto, existe uma faixa muito grande de frequência, em UHF por exemplo, que está sendo pouco usada. Em áreas remotas, rurais ou pequenas localidades, o uso dessa faixa é ainda menor.

    A faixa de UHF é designada pela Agência Nacional de Telecomunicações, principalmente para as transmissões de TV e há uma discussão mundial sobre como serão destinadas essas frequências pelas Agências Reguladoras, quando o processo de digitalização das TVs for finalizado.

    Um modo simples de se estimar o uso do espectro na faixa de TV é através do próprio televisor conectado a uma antena. Ao mudar de canal é possível perceber em alguns casos que há uma diferença grande entre o número de um canal e o outro. Aqueles canais intermediários estão potencialmente desocupados e cada um poderia ser usado para oferecer serviços sem fio de alguns Mbps aos usuários.

    A faixa de UHF é designada pela ANATEL principalmente para as transmissões de TV e há uma discussão mundial sobre como serão destinadas essas frequências pelas Agências Reguladoras quando o processo de digitalização das TVs for finalizado.

    Bazzo explica que para o PNBL, os rádios cognitivos ajudarão principalmente no acesso sem fio à rede na última milha (entre as residências e a rede), permitindo que o sistema opere de forma oportunista e secundária.

    No entanto, o uso oportunista não garante que a qualidade do serviço, uma vez que podem coexistir outros diversos sistemas secundários e a dinâmica da busca por canais pode introduzir atrasos. O modelo é mais aplicado para serviços de internet como o de navegação, downloads, bate papos e etc.

    O CPqD está trabalhando com rádios cognitivos desde 2010. "Temos uma equipe com mestres e doutores, capacitada na tecnologia que está criando algoritmos e protocolos, para serem implementados nas famílias de roteadores Wi-Fi Mesh Cognitivos do CPqD. Os roteadores poderão ser usados no PNBL".

    É importante ressaltar que os rádios cognitivos não se aplicam somente em questões relacionadas com o acesso ao espectro, mas em outras camadas do sistema com o de rede, transporte e aplicação.

    Francine Machado

    Fonte: IPNews



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    Terça, 19 de Abril de 2011 07:23

    Novo cenário exige foco no consumidor final.

    Segundo Sidney Longo, gerente de marketing de produtos e consultor da área de mercado de novas tendências tecnológicas do CPqD, o mundo descobriu o IP. Em palestra apresentada durante o IP Meeting Campinas 2011, Longo apresentou as tendências e os desafios impostos por esta realidade "totalmente digital em que nos encontramos hoje". Para ele, são desafiados não apenas o mercado corporativo, mas também quais produtos e serviços efetivamente chegarão ao consumidor final.

    Dados apresentados por Longo indicam que em 2011, o tráfego de dados em redes corporativas proveniente da web respondeu por 75% do total, frente aos 50% registrados no ano anterior. Desse total, o volume correspondente a vídeos, redes sociais e serviços não pára de aumentar. Longo vê nesse cenário oportunidades para que as empresas criem novos negócios. Segundo o Gartner, as principais tendências para o 2011 estão na área de computação em nuvem, mobilidade, redes sociais, colaboração corporativa e streaming.

    "A nuvem veio pra ficar, não há volta", diz o especialista do CPqD. "Em termos de custos e implantação, partir para um ambiente desses é muito interessante." No entanto, ainda há resistência por parte das empresas, principalmente devido a segurança, como é o caso do mercado financeiro, que precisa preservar muitas informações.

    No mercado de dispositivos, o "tráfego explodiu". E a projeção para os próximos anos é de aumento no volume. Os fabricantes de tevês, por exemplo, já lançam aparelhos preparados para DSL e 3G. O conteúdo ainda é fechado em aplicativos, mas em breve todo tipo de transação poderá ser feita da sala de estar. "Sem falar em outros dispositivos que se conectam em enorme quantidade. Em 2001 eram 300 milhões de dispositivos conectados. Hoje, são 14 bilhões, o que representa um enorme desafio em termos de gestão de redes".

    E esse número já astronômico tende a aumentar com a entrada das gerações Y e Z no mercado consumidor. Elas estabelecem novas formas de interação, colaboração, consumo e relacionamento.

    Longo ressalta que os desafios nesse cenário são muitos. São múltiplos dispositivos, em redes híbridas, que operam com e sem fio, em diferentes sistemas operacionais e browsers. "O usuário quer cada vez mais velocidade e serviços, e as operadoras têm de tirar leite de pedra para conseguir lucrar nesses sistemas cada vez mais legados." Segundo ele, é necessário descobrir formas eficientes de monetizar a cadeia de valor da operação do serviço, principalmente através da usabilidade. "A usabilidade é importante. Nada é mais chato que um dispositivo difícil de usar."

    Nesse sentido, para Longo, a recente migração da web para os aplicativos em dispositivos móveis é um movimento benéfico para os negócios. Mas isso não significa que a web está morrendo. "Existe espaço para todas essas mídias, e o consumidor vai utilizá-las de acordo com a situação."

    Como se preparar?

    Para Longo, as empresas devem se preparar para o novo cenário elaborando um plano diretor de TI e focando a experiência de seus produtos no usuário. No primeiro passo, faz-se um diagnóstico do cenário atual para identificar as reais necessidades no novo cenário digital. Essa ação passará a pautar o plano de ação para investimentos.

    A mudança nas expectativas dos usuários finais, devido à utilização de banda larga, 3G e serviços interativos convergentes, torna-os cada vez mais exigentes. As empresas devem então preocupar-se com o tempo de resposta, a disponibilidade das aplicações, a usabilidade e a precisão e rapidez dos tempos de resposta.

    É necessário monitorar toda a cadeia de desempenho das aplicações, focando sempre na experiência do usuário. Mapear os impactos nos negócios associados a problemas de desempenho na rede, para que se saiba que cada segundo de atraso pode representar alguns milhões em perdas de receita. "Hoje, as empresas bem sucedidas crescem muito rápido, independente do ramo. Devemos estar preparados para essas expansões", diz Longo.

    Marcelo Vieira

    Fonte: IPNews



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    Terça, 19 de Abril de 2011 00:00

    Ferramenta vai permitir a troca de informações sobre casos clínicos, preservando os dados de identificação dos pacientes

    Fruto dos avanços tecnológicos na área de telecomunicações, a telemedicina tem contribuído significativamente para o diagnóstico e tratamento de doentes, especialmente nos casos em que a distância é um fator crítico, bem como tem contribuído para o aprimoramento da educação médica. O grande benefício é permitir que especialistas de diferentes localidades do país, e de todo o mundo, troquem informações e analisem, conjuntamente, a situação de saúde de determinado paciente, garantindo um diagnóstico preciso.

    O Medcast, sistema que está em fase final de desenvolvimento pelo Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD) e que conta com recursos do Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Comunicações (Funttel), vai facilitar esta troca de informações, além de garantir que ela aconteça de forma segura e preservando a identidade do paciente. De acordo com o coordenador do trabalho, Isidro Lopes da Silva Neto, o próprio sistema vai ocultar os dados que identificam o paciente. "O Medcast vai transmitir apenas os exames, laudos e outras informações referentes à situação clínica do paciente".

    O sigilo do paciente foi uma das principais preocupações dos especialistas do Instituto do Coração (Incor), do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, parceiro do CPqD neste estudo. Para participar das videoconferências, é preciso que o profissional esteja autorizado a acessar o sistema, além, é claro, do acesso a uma conexão banda larga.

    Para o diretor de serviços médicos do Incor, o cardiologista Carlos Alberto Pastore, outra vantagem do sistema é que os profissionais podem conversar - via chat ou utilizando recursos de áudio e vídeo - ao mesmo tempo em que observam os exames. "Assim como outras áreas, a medicina sempre se beneficiou com os avanços tecnológicos", explica, acrescentando que a troca de experiências e de conhecimentos entre os profissionais de saúde é muito importante, sobretudo em casos mais complicados e/ou raros. "Houve um tempo em que colegas nos enviavam cardiogramas via fax para que nós pudéssemos dar a nossa opinião, discutir o caso, tudo para garantir a melhor assistência ao paciente. Ferramentas como o Medcast são a evolução disso", revela.

    O sistema de telemedicina é uma das aplicações do projeto Rede GIGA, uma infraestrutura de rede experimental de altíssima velocidade que interliga universidades e centros de pesquisa em várias cidades dos estados de São Paulo e Rio de Janeiro. A Rede GIGA, projeto ao qual o Funttel destinou R$ 25,5 milhões, está desenvolvendo também uma ferramenta voltada para o ensino a distância e um canal de TV experimental, entre outros estudos.

    Fonte: ConexãoMiniCom



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    Quinta, 14 de Abril de 2011 10:00

    Meta do centro de pesquisa é recolher e dar destinação a 2 toneladas de eletrônicos

    Amauri Zini - E-lixo é o desafio do ano no CPqDO Centro de Pesquisas e Desenvolvimento em Telecomunicação (CPqD) é facilmente associado no imaginário a um lugar em que a tecnologia nasce e se desenvolve. Faz todo sentido, uma vez que grandes inventos que hoje tornam a vida mais fácil surgiram por lá. No entanto, cada vez mais, a instituição quer se tornar conhecida também pela destinação correta dos resíduos e, principalmente, pela conscientização da necessidade de práticas sustentáveis. Desde 2003, o CPqD desenvolve, a cada um ano, ao menos um projeto em que busca economizar materiais, compensar danos ao meio ambiente ou destinar corretamente o que não tem mais utilidade.

    Cada brasileiro produz cerca de 3 quilos por ano

    Para este ano, por exemplo, a meta é recolher, no mínimo, 2 toneladas de materiais e equipamentos eletrônicos, o chamado e-lixo, com um contêiner instalado na área interna do CPqD que está recebendo peças e produtos trazidos pelos funcionários. Ao todo, neste ano, haverá quatro períodos para que os empregados levem os materiais. Durante dois dias em cada bimestre, o contêiner estará disponível para a arrecadação. A primeira oportunidade do ano para se desfazer de forma correta dos equipamentos eletrônicos está ocorrendo entre ontem e hoje. "Temos feito uma divulgação intensiva dessa proposta entre todos os nossos funcionários, de modo que a participação seja cada vez maior", explica o gerente de engenharia e serviços do CPqD e responsável pela iniciativa, Amauri Zini.

    Funcionário Antonio Carlos Figueiredo contribui para campanha no CPqDTudo o que for arrecadado será encaminhado para a Oxil, empresa de Paulínia que realiza a destinação correta e o reaproveitamento do que é possível, a partir do conceito de manufatura reversa. O nome da empresa já demonstra a proposta - é a palavra lixo ao contrário. "Nós recebemos todo o material, separamos por categoria e fazemos a destinação para recicladores e, em alguns casos, para as próprias empresas fabricantes", diz Carlos Gorri, gerente comercial da Oxil, que tem capacidade para fazer esse processo com até 700 toneladas por mês. De acordo com Gorri, até 85% de todo o material eletrônico arrecado conseguem ser reaproveitados. "Só não conseguimos fazer um novo uso de materiais contaminados, como é o caso, por exemplo, de peças de impressoras que estejam manchadas de tinta", afirma.

    No entanto, até o que não pode ser usado novamente tem um destino pensado: vai para empresas cimenteiras, que usam o material como fonte de energia complementar. A possibilidade do reaproveitamento, sem prejuízo da qualidade, segundo Gorri, já chegou às grandes produtoras de eletrônicos. A multinacional HP, por exemplo, produz várias de suas peças com parte de plástico reciclado, originado de produtos antigos produzidos por ela mesma.

    Produção

    O Brasil é atualmente, entre os países em desenvolvimento, o que mais produz lixo eletrônico, com geração anual de cerca de três quilos por pessoa. "Não existe nenhuma produção que não traga agressão ao meio ambiente, por isso, é preciso se pensar em formas menos agressivas e no reaproveitamento", diz o gerente.Um computador, por exemplo, tem 32% de sua composição formada por metais ferrosos, altamente poluentes e que podem contaminar água e solo. "A preocupação com o lixo eletrônico deve ser motivo de atenção, pois o País terá, já em2012, 100 milhões de computadores que serão descartados em pouco tempo, sem contar celulares, tablets e outros produtos do avanço tecnológico", reforça Gorri.

    Oportunidade

    Coma iniciativa do CPqD, o engenheiro Antônio Carlos Figueiredo aproveitou a oportunidade para descartar uma impressora que estava ocupando espaço em casa há cerca de um ano. "Compramos uma nova e não tínhamos um lugar correto para fazer o descarte dessa peça antiga", conta. De acordo com ele, que participa de todas as iniciativas de sustentabilidade do CPqD (leia texto nesta página), a preocupação ambiental não fica restrita aos dias marcados para as ações. "A responsabilidade em relação ao meio ambiente, a economia de recursos e a destinação correta acabam virando hábito e todos nós, funcionários, passamos a fazer naturalmente. O incentivo é a melhor forma de conscientizar", diz.

    Lei nacional de resíduos traz avanços

    O Brasil aprovou, em dezembro do ano passado, a lei nacional de resíduos sólidos. Antes disso, a legislação não fazia nenhuma menção ao lixo eletrônico, depositado frequentemente junto com o lixo comum, sem nenhum critério ou preocupação de reaproveitamento pela maioria dos brasileiros. Agora, até 2014, União, estados e municípios terão de desenvolver ações que acabem com os lixões e criem estratégias de reciclagem e reaproveitamento de materiais, além do uso, pelas indústrias, de embalagens que possam ser usadas novamente. A nova legislação também destaca a importância das cooperativas e das associações de catadores de materiais recicláveis, que poderão receber linhas de financiamento público. A lei também prevê multas para quem descartar materiais de forma inadequada.

    Programa reduz o uso de recursos naturais

    Iniciativa gera economia de energia, papel e água, e estimula a reciclagem
    O CPqD desenvolve ações de sustentabilidade desde 2004. A cada ano, uma proposta diferente é desenvolvida, valorizando a conscientização de funcionários. No primeiro ano, a meta foi conquistada: 30% a menos no consumo de energia elétrica. Em 2005, quando o objetivo era reduzir 12% do consumo de papel, o resultado foi quase o dobro do esperado: 23%.

    No ano seguinte, o CPqD conseguiu encaminhar para a reciclagem cerca de 1,2 tonelada de plástico e 300 quilos de alumínio, entregues na instituição pelos funcionários. "Em vários momentos, chegamos a desenvolver competições entre os departamentos para estimular a participação", lembra o engenheiro responsável pelas ações, Amauri Zini. Em 2007, houve a redução de 20% na quantidade gasta de água em relação aos anos anteriores.

    Há dois anos, os funcionários contribuíram para deixar a cidade mais verde. A proposta foi neutralizar pelo menos 50% da emissão de gás carbônico produzido pelo CPqD e foi feito o plantio de cerca de 6,2 mil mudas de árvores num parque na Vila União, com a participação voluntária dos empregados e em parceria com a organização da sociedade civil de interesse público (oscip) Escola Viveiro. Os plantios foram retomados em 2010, quando outras 4 mil mudas ganharam o solo. Em 2009, o projeto já tinha reduzido também mais 10% do uso de energia elétrica.

    SAIBA MAIS

    O CPqD é um dos mais importantes polos de desenvolvimento de tecnologia do mundo. Criado em 1976, era no início uma estatal que detinha monopólio dos serviços públicos de telecomunicações no País. Em 1998, com a privatização, tornou-se uma fundação de direito privado. O CPqD desenvolveu uma série de tecnologias, como centrais digitais, antenas, sistemas de transmissão digital, equipamentos de transmissão ótica, fibra ótica, laser semicondutor e telefones públicos.

    Fabiano Ormaneze

    Fonte: Correio Popular



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    Quarta, 06 de Abril de 2011 11:18

    O CPqD tornou-se um dos mais novos associados do Broadband Forum (BBF), consórcio global que reúne cerca de 200 empresas, entre fabricantes de equipamentos de telecom, TI e de redes, operadoras e provedores de serviços. Trata-se de uma entidade sem fins lucrativos, que tem o objetivo de desenvolver especificações para redes de pacotes multisserviços de banda larga, de modo a garantir interoperabilidade - e gerenciamento - de equipamentos e sistemas de fornecedores distintos.

    Criado em 1994, originalmente como ADSL Forum, o consórcio expandiu seu foco de atuação ao longo dos anos, passando a contemplar todas as formas de tecnologia DSL (Digital Subscriber Line), a arquitetura de fibra óptica e outras redes com fio baseadas em IP (Internet Protocol). Recentemente, o Broadband Forum juntou-se ao IP/MPLS Forum, tornando-se a principal entidade responsável pelas especificações da próxima geração de redes IP.

    Como associado ao BBF, o CPqD poderá participar dos encontros dos seus comitês, acessar todos os documentos de trabalho, relatórios técnicos e contribuições, eleger membros dos comitês, integrar listas de e-mail do fórum e participar de eventos de interoperabilidade. E o primeiro evento do qual o CPqD participou como membro do BBF foi a Plugfest, realizada entre os dias 28 de fevereiro e 4 de março, na Universidade de New Hampshire, nos Estados Unidos.

    Nesse evento de interoperabilidade, criado para promover a integração entre equipamentos, de fabricantes diferentes, baseados na tecnologia GPON (Gigabit Passive Optical Network), o CPqD teve a oportunidade de avaliar as tecnologias desenvolvidas por sua equipe da Gerência de Sistemas Ópticos. Os testes realizados na ocasião mostraram, com sucesso, a capacidade dos equipamentos desenvolvidos no CPqD interoperarem com terminais de usuário de oito fabricantes - entre eles, Huawei, ZTE, Broadcom, PMC Sierra e Alpha Networks.

    Fonte: Convergência Digital



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    Sexta, 01 de Abril de 2011 09:09

    O CPqD está iniciando a implantação da sua solução Supervisão da Rede Óptica na operadora de telecomunicações Movistar do Chile - que pertence ao Grupo Telefônica e oferece serviços de telefonia fixa, móvel, banda larga e de TV por assinatura.

    Resultado de um processo de escolha que envolveu grandes fornecedores internacionais desse segmento, o contrato prevê a instalação e configuração de componentes de software e de hardware (equipamentos de medição) na rede de fibra óptica da Movistar que chega à casa dos usuários - tecnologia conhecida como FTTH (Fiber-to-the-Home).

    O objetivo é garantir a qualidade dos serviços oferecidos aos assinantes da operadora. A implementação será feita, inicialmente, nas seis principais estações da rede FTTH da Movistar em Santiago, capital do Chile. A expectativa é que, ainda em 2011, a solução venha a atender toda a região metropolitana de Santiago. O contrato com a operadora também prevê a prestação de serviços especializados, pelo CPqD, de capacitação e suporte técnico.

    Fonte: Decision Report



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    Quinta, 31 de Março de 2011 14:59

    Para dinamizar, modernizar e melhorar o processo de ensino/aprendizagem, o CPqD, instituição especializada em Tecnologias da Informação e da Comunicação (TIC), criou o T-CoD Educação. A solução abrange desde o suporte ao educador em sala de aula até o acompanhamento dos processos pelos gestores de ensino. Ela possibilita aos professores dispor de um ambiente de distribuição de conteúdo multimídia para tornar as aulas mais atrativas, e a administração educacional pode analisar os materiais e acompanhar seu uso na escola.

    Gerente da área de TV digital do CPqD, Luciano Lemos explica que o T-CoD Educação tem a TV digital como principal meio de exibição dos conteúdos educacionais. Para tanto, é necessário dispor de um conversor digital de sinais. "Ele vai permitir a navegação pelos conteúdos de uma maneira simples: por meio de um controle remoto similar ao dos televisores", explica, acrescentando que o T-CoD Educação pode ser integrado a outros dispositivos para acesso e exibição de conteúdos, tais como lousas digitais e terminais móveis.

    A facilidade de uso é um dos pontos de destaque da solução, que pode ser empregada tanto no sistema público de ensino quanto na iniciativa privada. O T-CoD Educação não exige capacitação exaustiva do professor, que pode incluir, com facilidade, vídeos na preparação de suas aulas", afirma.

    "Do ponto de vista pedagógico, a TV e outros meios de exibição de conteúdos audiovisuais constituem um ambiente muito atraente, facilitando a fixação de novos conceitos. Além disso, o conteúdo audiovisual atende a diversos públicos. Se for produzido adequadamente, pode beneficiar alunos com deficiências visuais e auditivas, por exemplo", observa Lemos.

    Modalidades da solução

    As funcionalidades do T-CoD Educação podem ser divididas em três grupos. Com o Módulo de Gestão, é possível incluir e sugerir conteúdos para professores, séries ou toda a escola; avaliar os conteúdos incluídos pelos educadores; cadastrar usuários, grade curricular, horários e salas de aula; criar pesquisas de opinião e gerar relatórios.

    O Módulo de Conteúdo permite a distribuição de materiais multimídia educacionais associados à grade curricular da escola e inclusão de novos conteúdos, além da exibição personalizada em sala de aula, facilitando a busca pelo docente. Já no Módulo do Professor, as funcionalidades são: planejamento de aula, envio e recebimento de mensagens entre os usuários do sistema e resposta a pesquisas de opinião.

    O T-CoD Educação está em provas de conceito em escolas municipais de cidades da Região Metropolitana de Campinas, no interior de São Paulo. "No caso do município de Hortolândia, os coordenadores pedagógicos acreditam que a solução possa ter contribuído para o aumento nos índices de avaliação escolar. Já os alunos obtiveram um aumento médio anual de 10% nas notas", informa.

    Para saber mais sobre o T-CoD Educação, acesse o site do CPqD ou confira vídeo sobre a solução.

    Construção coletiva do conhecimento

    O objetivo do T-CoD é que os educadores possam enriquecer suas aulas com conteúdos digitais de alta qualidade, associados ao plano de aula e alinhados ao modelo pedagógico escolar. Para facilitar a escolha do material que pode ilustrar as aulas, o T-CoD Educação dispõe de um repositório dividido por categorias de acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais.

    "Além do acesso a esse acervo previamente avaliado e qualificado, os educadores podem adicionar conteúdos produzidos por seus alunos ou obtidos a partir de outras fontes, como a internet, personalizando sua aula", comenta o Gerente da área de TV Digital do CPqD, Luciano Lemos.

    Dessa forma, a solução também possibilita a inserção dos estudantes no processo de produção das aulas. Os materiais por eles desenvolvidos para as atividades escolares podem ser incorporados ao trabalho em sala. Para Lemos, essa participação do corpo discente contribui para a modernização e dinamização do processo de ensino/aprendizagem.

    "A atividade de produção de conteúdo permite ao aluno explorar a sua criatividade e modos de expressão do conhecimento, compartilhando sua realidade com outras pessoas", enfatiza. Lemos acrescenta que as áreas de gestão da Educação podem optar por customização que permite o compartilhamento dos conteúdos didático-pedagógicos por todas as escolas da rede pública de ensino que dispuserem da solução e de acesso à internet.

    Gabriela Bittencourt

    Fonte: Guia das Cidades Digitais



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    Quinta, 31 de Março de 2011 00:00
    O CPqD está desenvolvendo um projeto inovador baseado no uso da tecnologia de identificação por radiofrequência (RFID) para a área de segurança do trabalho da Coelce, empresa de distribuição de energia elétrica do Ceará. Suportado por recursos do programa de pesquisa e desenvolvimento da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o projeto tem o objetivo de empregar a tecnologia RFID para monitorar e garantir a utilização de equipamentos de proteção individual (EPIs) pelos técnicos de campo da distribuidora, responsáveis pela manutenção da rede de energia, entre outros trabalhos.

    Para isso, cada EPI – luvas, capacetes, óculos de proteção, botas, cintos, roupa antichama, etc. – terá uma etiqueta RFID, com chip e antena. O cadastro de todos os EPIs, com informações sobre seu tempo de utilização (vida útil), atividade à qual se destina e funcionário ao qual pertence, ficará armazenado em uma base de dados.

    Quando o sistema de gerência da Coelce define o técnico que executará determinado serviço, a solução identifica os EPIs necessários para aquela atividade e envia o arquivo com essa lista para um leitor RFID portátil, que permanece no campo. A leitora, utilizando radiofrequência, capta a identificação contida nas etiquetas RFID aplicadas nos equipamentos de proteção individual, facilitando a sua localização. O sistema permite a emissão de alertas, caso não consiga localizar um EPI. Além disso, todas as informações sobre o uso desses equipamentos são disponibilizadas no sistema, para controle e posterior análise da área de segurança do trabalho da Coelce.

    O projeto teve início em outubro do ano passado e tem duração prevista de 18 meses – período que inclui a realização de testes-piloto em campo. Um de seus resultados será o desenvolvimento da tecnologia do leitor RFID portátil específico para essa aplicação, bem como o desenvolvimento de uma solução que contemple a escolha da melhor faixa de frequência para esse uso, do tipo de etiqueta RFID e da forma de fixação mais adequada a cada EPI – enfim, todas as condições necessárias para que a aplicação funcione corretamente, ajudando a garantir a segurança dos técnicos de campo da Coelce.

     

     



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    Quinta, 24 de Março de 2011 09:29

    Plantio ajuda a recompor áreas de Mata Atlântica e Cerrado

    Desde 2002, quando foi fundada, a Oscip Escola Viveiro já plantou cerca de 15 mil
    árvores nativas, em Campinas e região, dentro do perímetro do Consórcio PCJ - que
    envolve as áreas dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí. Com isso, ajuda a recuperar
    espécies do Cerrado e da Mata Atlântica. As mudas são compradas pelas empresas,
    que pretendem compensar a eliminação de carbono com o plantio de árvores, o que
    pode, inclusive, gerar certificações concedidas por vários institutos. A quantidade de
    carbono que cada árvore consegue capturar depende da espécie plantada e do porte
    em que a planta se encontra.

    Além do plantio, a Escola Viveiro atua também como formadora, oferecendo cursos
    na área ambiental e prestando serviços em escolas. A oscip também presta assessoria
    a grupos de moradores que queiram montar áreas verdes ou recuperar trechos. Um
    desses trabalhos está sendo desenvolvido em parceira com a Associação de Moradores
    do Parque Novo Mundo e do Jardim Maracanã, que pretende implantar uma área de
    preservação de 25 hectares.

    Como a temática ambiental também tem sido uma preocupação das empresas e
    instituições de todas as áreas, a Escola Viveiro oferece os seus serviços para todos os
    setores, fornecendo mudas e fazendo o plantio das áreas ou desenvolvendo parcerias
    para projetos de voluntariado na área ambiental, como já ocorreu várias vezes com o
    Centro de Desenvolvimento e Pesquisa em Telecomunicação (CPqD).

    Parte dos funcionários do CPqD participaram, em conjunto com a Escola Viveiro, da
    revitalização de uma área pública, localizada na Vila União, onde foram plantadas
    cerca de 6 mil mudas, numa área que abriga, inclusive, seis nascentes que constituem
    a cabeceira de um dos afluentes do Rio Capivari. O projeto acabou se tornando
    também social: os funcionários do CPqD, depois da divulgação do projeto, no espaço
    de trabalho, adquiriram as mudas. O preparo da terra e o plantio foram realizados por
    presidiários. "Nossa perspectiva, e isso está expresso no próprio nome da instituição,
    é também ajudar na educação ambiental", explica o idealizador e presidente da Escola
    Viveiro, Tarcísio Penteado Vecchini.

    Fonte: Correio Popular



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    Quinta, 24 de Março de 2011 00:00

    Além disso, vai recriar o Fórum Brasil Conectado para debater as metas da segunda fase do PNBL.

    O Comitê Gestor dos Programas de Inclusão Digital (CGPID) sofrerá uma remodelação. A coordenação, antes subordinada à Presidência da República, será transferida para o Ministério das Comunicações e congregará 12 ministros, que somente poderão ser substituídos pelos respectivos secretários-executivos.

    Além disso, entre as atribuições do comitê, estará explicitada a coordenação de todas as ações de inclusão digital sustentadas pelos órgãos públicos federais. Segundo o secretário de Telecomunicações do Ministério das Comunicações, Nelson Fujimoto, a minuta do decreto já está pronta e depende apenas da tramitação normal até a sua publicação, que deverá ocorrer até o início de abril.

    Após a reformulação do CGPID, será recriado o Fórum Brasil Conectado, a instância de diálogo e de participação do comitê com as entidades de representação dos estados e municípios, do Poder Legislativo, das entidades de representação das operadoras, de fabricantes de equipamentos, de desenvolvedores de software, de produtores de conteúdo digital, de entidades de representação dos usuários e da sociedade civil.

    Cidades digitais

    A nova edição do fórum servirá para debater as metas da segunda fase do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). Segundo o secretário-executivo do Ministério das Comunicações, Cezar Alvarez, uma das prioridades será a organização da demanda por acesso de banda larga, como superar barreira de rendas e questões culturais, para dar um salto de desenvolvimento da população.

    Outra será a formulação de uma política profunda de cidades digitais, com sustentabilidade, acesso público e forte presença de e-gov nas diferentes dimensões. Alvarez citou um levantamento realizado pela revista Wireless Mundi junto a 130 cidades, que detectou, na época, que apenas uma pequena parcela dos mais de 130 municípios que se diziam digitais, tinham os elementos básicos para essa condição: a existência de sinal, a cobertura de pelo menos 30% da área urbana e que dispõe de pelo menos um serviço digital. Editada pela Momento Editorial, a Wireless Mundi lançará, no dia 10 de maio, o primeiro Ranking de Cidades Digitais, que foi elaborado com metodologia desenvolvida pelo CPqD e mostra o nível em que as cidades se encontram.

    "A ideia é concentrar um conjunto de políticas articuladas, de médio e longo prazos, com contrapartidas que dêem sustentabilidade a uma visão estratégia de construção de cidades digitais, além da compra de equipamentos e implantação de estações", disse.

    Alvarez e Fujimoto participaram nesta quinta-feira (24) do XXI Fórum de TIC da Dataprev, em Brasília. O principal tema debatido foi inclusão digital.

    Lúcia Berbert

    Fonte: Wireless Mundi



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    Terça, 22 de Março de 2011 09:26

    A Unotel Telecom S/A, empresa brasileira que oferece soluções em Telecomunicações e Internet, irá realizar o 3º Encontro Unotel de Provedores em Fortaleza (CE) no próximo dia 25, no Hotel Ponta Mar. A empresa escolheu a capital cearense porque planeja fortalecer seus negócios nas regiões Nordeste e Norte, já que o mercado de banda larga está em expansão nesses 15 estados do país. “Queremos crescer 60% até o fim do ano nessas áreas porque é onde queremos aumentar a presença de nossos produtos e serviços, principalmente através de canais que repassarão a pequenos provedores de regiões com pouca oferta de banda larga para usuário final”, comenta João José Ranzani, presidente da Unotel.

    O destaque do evento é a presença de Claudio Santana Larangeira, Gerente de Vendas do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) da Telebrás para Prefeituras, que irá falar sobre PNBL – Internet rápida para todo o Brasil. Também estarão no 3º Encontro Unotel de provedores de Internet os seguintes palestrantes e temas:

    • Sérgio Roberto Pereira, Gerente de Mercado, e Dagberto de Proença Magalhães, Pesquisador do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento (CPqD). Tema: Soluções e Oportunidades em IPTV
    • Rosendo Perez, Diretor de Assuntos Regulatórios da Associação dos Engenheiros de Telecomunicações. Tema: Banda larga hoje (Case FTTH da Odebrecht) e no futuro (qual será o padrão para 100GBps?)
    • Maçatoci Kanashiro, Country Manager da Acme Packet. Tema: Segurança em VoIP
    • Eduardo Pianta, Vendas Consumer da Trend Micro. Tema: Parceria de segurança aos provedores de Internet – Trend Micro e Unotel
    • Cleber Jacob, Gerente de Vendas Wireless da Agora Telecom. Tema: Plano de Crescimento e Rentabilidade com Soluções Wireless Motorola
    • Ignacio Daniel Arias, Diretor Executivo da Elite Soft. Tema: Administre o seu provedor com o ISP-Integrator
    • Paulo Borelli, Diretor de Pré-Vendas AudioCodes. Tema: Gateways Audiocodes, Comunicação VoIP, Aplicações e Elementos de Rede
    • Amir Qamar, Founder e CEO, e Wilson da Silva, Gerente de Vendas, ambos da Wi2be. Tema: Backhaul – cabo ou rádio? Como decidir?

    Serviço:

    3º Encontro Unotel de Provedores de Internet. Evento gratuito.
    Data e hora: dia 25/3/2011, sexta-feira, das 8h30 às 18h30
    Local: Hotel Ponta Mar, na Av. Beira Mar, 2.200. Fortaleza, Ceará
    Público-alvo: Empresas regionais de telecomunicação (Provedores de Internet) de todo o país
    Informações e inscrições: http://www.unotel.com.br ou pelo telefone (11) 3172-5322



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    Sexta, 18 de Março de 2011 08:56
    A tecnologia de identificação por radiofrequência (RFID) vem estimulando o surgimento de uma série de aplicações inovadoras, nos mais diversos segmentos. Uma delas está sendo desenvolvida pelo CPqD para a Coelce, empresa de distribuição de energia elétrica, controlada pela Endesa, que atende os 184 municípios do Ceará. O objetivo é empregar a tecnologia RFID para monitorar e garantir a utilização de equipamentos de proteção individual (EPIs) pelos técnicos de campo da distribuidora. Trata-se de um projeto inovador de pesquisa e desenvolvimento, suportado por recursos do programa de P&D da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Seu foco é a segurança do trabalho na Coelce, que tem a responsabilidade de prevenir acidentes em uma atividade de alta exposição ao risco - que envolve, entre outras coisas, os trabalhos de manutenção da rede de energia e de atendimento de emergência.

    Cada tipo de atividade em campo requer um conjunto específico de equipamentos de proteção individual, que pode incluir luvas, capacetes, óculos de proteção diurnos e noturnos, mangotes (proteção para braço), roupa antichama, botas, colete e cintos. Além disso, cada técnico de campo tem o seu próprio equipamento, que passa por diversos controles e testes para a verificação de sua vida útil (número de vezes em que foi usado). Afinal, é preciso garantir que tudo vai funcionar adequadamente quando for necessário.

    Hoje, ao receber uma ordem de serviço, o técnico de campo da Coelce - próprio ou terceirizado - separa os equipamentos de proteção individual que vai utilizar, em função do tipo de atividade a ser executada. Com o uso do RFID, a ideia é garantir que nada seja esquecido e, mais ainda, que todos os equipamentos a serem utilizados estejam dentro de sua vida útil e das condições adequadas.

    Para isso, cada equipamento de proteção individual terá uma etiqueta de identificação por radiofrequência (com chip e antena). O c ada s t ro de to do s o s E P I s , c om informações sobre seu tempo de utilização, atividade à qual se destina e o funcionário ao qual pertence, ficará armazenado em uma base de dados.

    A ideia é que, quando o sistema de gerência definir o técnico que vai executar determinado serviço, a solução identifique os EPIs necessários para aquela atividade e envie o arquivo com essa lista para um leitor RFID portátil, que ficará no campo. Todas as informações sobre o uso desses equipamentos ficarão disponíveis no sistema, para controle e posterior análise da área de segurança do trabalho da Coelce.O projeto teve início em outubro do ano passado e sua duração está prevista em 18 meses, período que inclui pilotos em campo, com equipes e atividades diferentes executadas pela Coelce.

    Um dos resultados do projeto será o desenvolvimento da tecnologia do leitor RFID portátil específico para essa aplicação. Fora isso, o projeto também inclui o desenvolvimento de uma solução contemplando a escolha da melhor faixa de frequência para essa aplicação, do tipo de etiqueta RFID e a forma de fixação mais adequados a cada EPI, do melhor posicionamento da tag de modo a facilitar a leitura.

    Hoje, ao receber uma ordem de serviço, o técnico da Coelce separa os equipamentos de proteção que vai usar. Com o uso do RFID, a ideia é garantir que nada será esquecido.

    Fonte: Brasil Econômico



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    Quarta, 16 de Março de 2011 00:00

    Atualmente, a capacidade média das redes é de 10 gigabits por segundo e a meta é multiplicar a velocidade por dez. Trata-se do maior projeto da história do Funttel em termos de recursos, com investimentos de mais de R$ 90 milhões

    Criar uma nova geração de sistemas de comunicação óptica, que seja capaz de transmitir vários sinais simultaneamente em uma única fibra, viabilizando uma internet muito mais rápida do que a praticada atualmente no mercado. Este é o objetivo do projeto 100 GETH (Gigabit Ethernet) que está sendo formulado pelo Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD) com recursos do Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Comunicações (Funttel).

    A novidade certamente será comemorada pelos internautas, já que a demanda por uma conexão mais rápida e eficiente tem aumentado de forma significativa nos últimos anos. E a perspectiva é que continue crescendo, sobretudo com o comércio eletrônico de serviços cujos arquivos são de grande volume, como, por exemplo, os de cinema 3D. Isso sem falar nos sites de jogos online, que mantêm centenas de usuários permanentemente conectados, o que exige uma grande largura de banda disponível.

    O gerente de Sistemas Ópticos do CPqD, Julio Oliveira, revela que a expectativa é que a nova tecnologia, com capacidade para aumentar a velocidade de transmissão de dados na rede de 10 gigabits por segundo para 100 gigabits por segundo, comece a ser produzida pela indústria a partir de 2012. "Antes da Copa do Mundo de 2014, ela já seja uma realidade presente em todo o país", afirma.

    Já o coordenador do projeto 100 GETH, Alberto Paradisi, explica que, diferente do que se pode imaginar, não será necessário refazer a infraestrutura de redes (backbones e backhauls) disponível atualmente no país. "Os novos equipamentos serão anexados às redes de transporte de dados das operadoras e servirão como potencializadores de velocidade. Assim, as empresas poderão atender um maior número de clientes, além de poderem oferecer uma conexão muito mais rápida", explica. Ao chegar ao mercado, a tecnologia também deverá contribuir indiretamente para a redução dos preços praticados, já que viabilizará a ampliação da oferta do serviço, estimulando a concorrência entre as operadoras.

    Segundo o diretor do Departamento de Indústria, Ciência e Tecnologia do Ministério das Comunicações, Laerte Davi Cleto, é justamente esta característica de potencializar a capacidade de transmissão de dados nas redes o que torna o projeto tão necessário e urgente. "O Programa Nacional de Banda Larga vai viabilizar a massificação da internet rápida em todo o país. E, para que isso seja possível, é imprescindível que existam novas tecnologias que garantam altas taxas de transmissão", ressalta. Mais de R$ 90 milhões estão sendo investidos nesta pesquisa, que envolve o trabalho e o conhecimento de cerca de 100 pessoas, incluindo 15 doutores e 22 mestres, e configura o maior projeto da história do Funttel.

    O diretor destaca também que a pesquisa tem uma característica estratégica por promover o desenvolvimento de uma tecnologia crucial para a competitividade e o crescimento do Brasil no cenário internacional. Segundo ele, a infraestrutura de telecomunicações de um país suporta todos os setores de sua economia.

    Em termos práticos, a grande mudança está na quantidade de informação que poderá ser transmitida por meio de uma rede a cada segundo. Atualmente, a capacidade média das redes é de 10 gigabits, ou 10 milhões de bits, por segundo. Com a nova tecnologia, essa capacidade será multiplicada por dez. Ou seja, digamos que uma operadora utilize a capacidade máxima de sua rede e ofereça a seus clientes uma conexão de 10 megabits por segundo. Após instalar os novos equipamentos, se ela mantiver a mesma quantidade de clientes, poderá oferecer, a cada um deles, uma conexão de 100 megabits.

    Imagine uma estrada por onde podem passar 10 veículos por segundo. Nessa ilustração, a estrada seria o backbone e os backhauls. Suponhamos que, atualmente, apenas carros usem essas estradas e, em cada um deles, caibam cinco pessoas. Imagine agora que todos os carros foram substituídos por ônibus. Dez ônibus por segundo. No lugar de cinco, cinqüenta pessoas em cada um deles. A mesma estrada, a mesma infraestrutura, muito mais pessoas passando a cada segundo. Imaginou? Agora é só pensar que as pessoas seriam as informações, ou os bits. Assim, o que a nova tecnologia desenvolvida pelo CPqD faz é aumentar a quantidade de informações que circulam pela rede, gerando mais facilidade para o usuário.

    Fonte: ConexãoMiniCom



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    Terça, 15 de Março de 2011 12:01

    Com objetivo de amparar as operadoras de comunicação no gerenciamento da rede óptica de acesso, o CPqD está colocando no mercado a solução Gestão de Redes FTTH. O produto é o resultado da integração de três sistemas desenvolvidos e já oferecidos.

    Um deles é o CPqD Gestão da Planta, que permite o planejamento, cadastro dos recursos físicos e lógicos da rede FTTH. Outro é o CPqD Supervisão da Rede Óptica, que localiza e identifica falhas ocorridas nas fibras que atendem às redes FTTH. E o terceiro é o CPqD Gerência Integrada, que contempla a gerência de falhas, de configuração e a ativação de serviço.

    Entre os benefícios propiciados pela solução, destaque para manutenção do cadastro da planta atualizado, a melhor localização de falhas, a identificação do elemento comum e de todos os endereços/clientes afetados e também a possibilidade de ativação dos serviços de forma unificada, independente do fornecedor.

    Fonte: Decision Report



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    Terça, 15 de Março de 2011 08:00
    Com o Gestão de Redes FTTH, operadoras podem automatizar todos os processos nessa área.

    De olho no crescente mercado de fibra óptica e na oferta de FTTH (Fiber-to-the-Home), o CPqD está colocando no mercado a solução de Gestão de Redes FTTH. O produto é resultado da integração de três sistemas desenvolvidos e já oferecidos pelo Centro. Um deles é o CPqD Gestão da Planta, que permite o planejamento, projeto, cadastro dos recursos físicos e lógicos da rede FTTH, com informações georreferenciadas da planta. Outro é o CPqD Supervisão da Rede Óptica, que localiza e identifica falhas ocorridas nas fibras que atendem às redes FTTH, facilitando sua operação e manutenção, e permite a supervisão das fibras ópticas. O terceiro sistema é o CPqD Gerência Integrada, que contempla a gerência de falhas (com a exibição unificada e centralizada de alarmes e eventos), a gerência de configuração e a ativação de serviço - funcionalidades que independem do fornecedor dos equipamentos da rede óptica de acesso.

    "O Gestão de Redes FTTH é a primeira solução do mercado que apresenta esse grau de integração de três módulos essenciais para a operação de uma rede desse tipo", afirma Edna Aparecida Sabadini Sato, da gerência de Marketing de Produto e Inovação - Óptica do CPqD. "Com ela, é possível automatizar todos os processos relacionados à operação e gerência de rede FTTH."

    Entre os benefícios propiciados pelo CPqD Gestão de Redes FTTH, Edna destaca a manutenção do cadastro da planta atualizado (por meio de processos de descoberta de rede), a melhor localização de falhas, a identificação do elemento comum (da falha) e de todos os endereços/clientes afetados e, ainda, a possibilidade de ativação dos serviços de forma unificada, independente do fornecedor.

    Fonte: Tele.síntese



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    Segunda, 14 de Março de 2011 07:28

    Evolução das tecnologias nessa área foi apresentada em workshop realizado pelo Centro

    Oferecer a um número cada vez maior de usuários elevadas taxas de transmissão de dados - o que inclui imagens, filmes, músicas, jogos e outras aplicações multimídia - e, mais ainda, dotar a rede de inteligência e flexibilidade para permitir que o próprio usuário configure sua demanda por banda e serviços. É nesse caminho que o CPqD vem conduzindo seus trabalhos de pesquisa e desenvolvimento na área de comunicações ópticas, que foram apresentados a um público selecionado durante o workshop "Redes Ópticas - Aplicações e Sistemas", realizado no dia 2 de março, em suas instalações em Campinas.

    Um dos destaques desse trabalho é o Projeto 100 GETH (Gigabit ETHernet), que consiste no desenvolvimento - com apoio do Funttel (Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações) - da nova geração de sistemas de transmissão óptica, com taxa de 100 Gbits por segundo (Gbit/s). Segundo o pesquisador Júlio César de Oliveira, gerente de Sistemas Ópticos-Fotônica do CPqD, nos testes realizados em laboratório, os equipamentos de nova geração já permitem alcançar a velocidade de 3,2 Tbit/s por fibra óptica, graças à combinação da frequência de 100 Gbit/s com a tecnologia de multiplexação óptica WDM (por meio da qual é possível compartilhar a mesma fibra para a transmissão de sinais ópticos de diferentes comprimentos de onda).

    "Estamos trabalhando para chegar, ainda neste ano, à velocidade de transmissão de 8 Tbit/s por fibra", revelou Oliveira. Ele disse ainda que, em abril, o CPqD deverá fazer o primeiro teste de campo do sistema de transmissão óptica a 100 Gbit/s e que novas evoluções - para até 160 Gbit/s - já estão previstas.

    Na área de sistemas ópticos de acesso, o CPqD vem investindo na tecnologia WDM como opção indicada para atender à crescente demanda de tráfego nos usuários. Entre as vantagens dessa tecnologia, o pesquisador João Batista Rosolem destacou a flexibilidade na arquitetura e a maior capacidade, que permite oferecer até 1,25 Gbit/s por usuário.

    Serviços de otimização e monitoração de desempenho e sistemas de gestão também são fundamentais para a eficiência das redes ópticas. Por isso, o CPqD investe também na oferta de serviços de valor agregado para as operadoras. Um deles é o Serviço de Circuitos Dinâmicos sobre Redes Híbridas (de várias tecnologias), que permite à operadora oferecer aos usuários serviços de banda fixa, ou variável, agendada sob demanda.

    No caso de otimização de redes ópticas, o CPqD presta serviços de caracterização (medições), análise crítica e elaboração de planos de ação. "A planta de fibras ópticas no Brasil já tem alguns anos e, por isso, são grandes as chances de apresentar problemas de atenuação e de dispersão", afirmou Edna Aparecida Sabadini Sato, da gerência de Marketing de Produto e Inovação - Óptica do CPqD. "Nossa equipe já percorreu o país todo avaliando a planta de fibra óptica e, com base nessas análises, é possível dizer que quase 50% das rotas hoje precisam de melhorias em termos de amplificação óptica", acrescenta.



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    Sexta, 11 de Março de 2011 00:00

    Na nova geração de sistemas ópticos, a combinação da tecnologia WDM com a taxa de transmissão de 100 Gbit/s por canal óptico permitirá atingir, a curto prazo, a velocidade de 8 Tbit/s por fibra.

    Quando os primeiros sistemas de comunicação óptica entraram em operação no Brasil, no início da década de 1980, o grande desafio era aumentar a capacidade de transmissão das redes de telecomunicações - então utilizadas, majoritariamente, para a transmissão de voz. Com esse objetivo, a fibra óptica começou a substituir os cabos de pares metálicos na ligação entre centrais telefônicas, em conexões ponto a ponto, dentro das infraestruturas muitas vezes saturadas da rede urbana.

    No decorrer dos anos, a tecnologia nessa área passou por novos desafios. A própria capacidade de transmissão na fibra óptica precisou aumentar, para atender ao aumento vertiginoso - e contínuo - do uso da rede de telecomunicações na transmissão de dados e de aplicações que consomem uma quantidade de banda cada vez maior. Só para dar dois exemplos: o YouTube hoje é responsável por 1 bilhão de execuções de vídeo por dia e o jogo World WarCraft tem 10 milhões de jogadores on-line registrados no mundo.

    Para dar conta da demanda dessas novas aplicações e serviços, novos conceitos e tecnologias têm sido desenvolvidos na área de sistemas ópticos. Um deles é o WDM (Wavelength-Division Multiplexing), tecnologia de multiplexação óptica que permite compartilhar a mesma fibra para a transmissão de sinais ópticos em diferentes comprimentos de onda. Em outras palavras, significa colocar mais canais ópticos dentro de uma fibra, aumentando a sua capacidade de transmissão - um desafio que continua nos dias de hoje.

    Na nova geração de sistemas ópticos, a combinação da tecnologia WDM com a taxa de transmissão de 100 gigabits por segundo (Gbit/s) por canal óptico permitirá atingir, a curto prazo, a velocidade de 8 terabits por segundo por fibra - atualmente, nos laboratórios do CPqD, já estamos fazendo transmissões a 3,2 Tbit/s por fibra.

    O aumento da distância dos enlaces e a capacidade de roteamento das transmissões pela rede óptica - que hoje já não são mais ponto a ponto - são outros desafios constantes nessa área, que os pesquisadores têm se empenhado em vencer. O encaminhamento de pacotes ópticos para direções variadas, através de grandes anéis de fibras que interligam redes metropolitanas, requer lógica e amplificadores muito mais inteligentes, por exemplo. Esses equipamentos precisam ser capazes de receber sinais de origens variadas e características diferentes, que percorrem os mais diversos caminhos, equalizar tudo e encaminhá-los rapidamente dentro da rede, de modo que nada se perca. Sem dúvida, um desafio e tanto.

    Com a redução dos preços dos equipamentos ópticos e a adoção dessa tecnologia também no acesso - o que, no Brasil, começou ao longo da última década -, a complexidade das redes aumentou. A meta agora é levar a fibra óptica até a casa do assinante, oferecendo altíssimas velocidades de acesso a diversas aplicações - especialmente as que envolvem vídeos, games, músicas, transmissões de TV e outros serviços multimídia.

    Para oferecer mais capacidade e maior flexibilidade na prestação dos serviços aos usuários, passou-se a adotar a mesma tecnologia WDM, já utilizada no backbone, também no acesso. Indicada para atender à crescente demanda de tráfego, essa tecnologia permite oferecer, atualmente, capacidade de até 1,25 Gbit/s por usuário.

    Porém, outros desafios vieram com a extensão das redes de fibra óptica até a casa dos assinantes - conceito conhecido como Fiber-to-the-Home, ou FTTH. Um deles está na supervisão, que passou a exigir mais sofisticação das atividades de operação e nos sistemas envolvidos. Agora, também, é preciso medir o desempenho do canal óptico e dos serviços que chegam à residência do usuário. Além disso, os sistemas de gerência devem estar integrados, de modo a oferecer às operadoras uma visão da planta com informações de toda a rede - de acesso, metropolitanas e de longa distância.

    A evolução dos sistemas de comunicação óptica caminha, portanto, não só para o aumento da capacidade das redes, do comprimento dos enlaces e das velocidades de transmissão e, ainda, para o acesso dos usuários. Também está na mira dessa evolução a eficiência dos sistemas de supervisão e gerência, de modo a contemplar a complexidade cada vez maior dessas redes. E, com o avanço da tecnologia, a tendência é dotar as redes ópticas de inteligência e flexibilidade para permitir que o próprio usuário configure sua demanda por banda e serviços.

    Hoje, em aplicações restritas (principalmente na área acadêmica), já é possível oferecer aos usuários serviços de banda fixa, ou variável, agendada sob demanda. No futuro, a oferta desse tipo de serviço pelas operadoras deverá se tornar comum - o que vai tornar as redes e sistemas ainda mais complexos. Mais um desafio que a tecnologia terá que vencer.

    Claudio Violato é vice-presidente de Tecnologia do CPqD

    Fonte: Tele.síntese



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    Quinta, 10 de Março de 2011 08:53
    Mariângela Rino Pedrosa
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    O CPqD será o responsável por um dos blocos de pesquisa que orientará a definição de um plano nacional visando à migração gradativa do setor elétrico brasileiro para o conceito de rede inteligente (smart grid). A iniciativa é da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee) e da Associação de Empresas Proprietárias de Infraestrutura e de Sistemas Privados de Telecomunicações (APTEL), que definiram sete blocos de pesquisa para um projeto estratégico de pesquisa e desenvolvimento sobre redes elétricas inteligentes. O CPqD, por sua experiência no setor elétrico, em que atua há 12 anos, e atual participação nos dez maiores projetos de smart grid conduzidos por distribuidoras de energia no Brasil, foi escolhido para conduzir um desses blocos: Telecomunicações, TI e Interoperabilidade.

    Previsto para durar seis meses, o trabalho do CPqD resultará na definição de diretrizes para subsidiar a implementação de recursos de telecom e TI para redes inteligentes, com garantia de interoperabilidade nas concessionárias de distribuição de energia elétrica associadas à Abradee. Atualmente, essa associação reúne 43 empresas estatais e privadas responsáveis pelo atendimento de 99% do mercado brasileiro de energia elétrica.

    "Vamos estudar modelos, topologias e tecnologias de rede de telecomunicações e de computadores adequadas às demandas da rede inteligente, com o objetivo de atender às áreas de medição, automação, gerência de distribuição e armazenamento de energia", explica Mariângela Rino Pedrosa, Gerente de Mercado Setor Elétrico do CPqD. Segundo a gerente, essas diretrizes irão servir para que cada empresa distribuidora possa traçar seu próprio caminho na implantação da rede inteligente.

    O trabalho inicia-se pelo levantamento do cenário atual das distribuidoras de energia, em termos de TI e telecom. Além disso, incluirá a concepção de modelos e arquiteturas de sistemas de telecom e TI, análise de plataformas de gerenciamento de redes e sistemas, análise de sistemas de bancos de dados e de requisitos para interoperabilidade, interconectividade e escalabilidade de sistemas, avaliação de requisitos de segurança, sistemas de gestão do conhecimento, análise de projeções de investimento, entre outras atividades fundamentais para suportar a transição para as redes inteligentes.

    "A ideia é oferecer subsídios para a criação de uma infraestrutura de telecomunicações e TI que atenda a todas as múltiplas aplicações e, ao mesmo tempo, se mostre economicamente viável", resume Mariângela.



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    Quarta, 02 de Março de 2011 00:00

    O Laboratório de Testes e Caracterização de Materiais do CPqD recebeu, recentemente, investimentos em equipamentos que permitirão a oferta de um suporte tecnológico mais efetivo às indústrias eletroeletrônica e automotiva no que diz respeito ao controle da composição de metais tóxicos em seus produtos, em atendimento aos requisitos do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA) e da Comunidade europeia (norma RoHs).

    O CPqD equipou o laboratório com espectrômetro de energia dispersiva de raios X, capacitando-o a realizar análises químicas, quantitativas e qualitativas, da composição de materiais sólidos ou líquidos (metais, polímeros, entre outros) presentes em produtos eletrônicos, em placas de circuitos impressos e, inclusive, em embalagens utilizadas pelo mercado.

    "A iniciativa está voltada à sustentabilidade ambiental, na medida em que dará suporte para essas empresas atuarem em consonância com exigências nacionais e internacionais para comprovação de ausência de elementos químicos que representam perigo ao meio ambiente", avisa Maria do Rosário Fabeni Hurtado, da Gerência de Desempenho de Produtos e Sustentabilidade. Segundo Maria do Rosário, o laboratório receberá em breve a acreditação do Cgcre/Inmetro para execução dos ensaios.

    O Laboratório de Materiais do CPqD foi criado no passado para atender às necessidades das operadoras de telecomunicações em desenvolvimento e especificações de produtos das redes externas. Na atualidade, sua moderna infraestrutura, além de continuar a atender ao setor de telecomunicações, também atende às indústrias de energia elétrica, eletroeletrônica e automotiva.




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    Quarta, 23 de Fevereiro de 2011 00:38

    O CPqD está inaugurando as novas instalações do seu Laboratório de Sistemas de Energia, que foi ampliado para atender à demanda por ensaios de certificação de baterias estacionárias, utilizadas em aplicações que exigem o armazenamento de grande quantidade de energia. Com a ampliação, o laboratório passa a ter capacidade para realizar ensaios em até 150 baterias simultaneamente.

    Para isso, o CPqD adquiriu mais oito sistemas automatizados, que controlam a realização de 15 ensaios diferentes - como de capacidade, ciclagem e durabilidade das baterias. “Um ensaio de ciclagem, por exemplo, leva 200 dias para ser concluído, de acordo com as normas brasileiras e as resoluções internacionais”, afirma Raul Beck, responsável técnico pelo laboratório do CPqD.

    As baterias avaliadas nesse laboratório destinam-se a sistemas de armazenamento de energia de grande porte, utilizados principalmente em aplicações críticas, que não podem sofrer interrupção - como data centers, centrais de telecomunicações e de distribuição de energia elétrica. Em geral, são baterias de tecnologia chumbo-ácida; mas o laboratório também realiza ensaios em baterias de lítio de alta capacidade, de níquel-cádmio e de níquel-hidreto metálico.

    Em 2010, o Laboratório de Sistemas de Energia do CPqD realizou ensaios de certificação em 40 famílias de baterias diferentes. Seus principais clientes nessa área são empresas de telecomunicações, de energia elétrica e companhias de petróleo - que utilizam os serviços de um dos maiores e mais bem equipados laboratórios da América Latina. Atualmente, os laboratórios do CPqD realizam um total de mais de 700 tipos de testes e ensaios acreditados pelo Cgcre/Inmetro (Coordenação Geral de Acreditação do Inmetro).

    Fonte: Convergência Digital



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    Segunda, 21 de Fevereiro de 2011 09:19

    O Brasil pretende criar um mapa eletrônico de toda sua frota de veículos. Os mais de 64,2 milhões de carros serão identificados com uma etiqueta de RFID, que transmite as informações por radiofrequência, e poderão ser monitorados em tempo real. As soluções tecnológicas que vão dar suporte a esse mapa serão testadas em um laboratório recém-inaugurado no CPqD, em Campinas.

    O Laboratório de Estudos e Aplicações em RFID, é um dos seis centros do mundo que possuem uma câmara semianecóica para fazer avaliações simulando o uso da tecnologia em ambientes de grandes dimensões, como em centros de distribuição de indústrias ou em veículos. “O objetivo é ajudar a indústria e outros setores usuários da tecnologia RFID a definir a melhor solução tecnológica para a sua aplicação”, explica Hélio Graciosa, presidente do CPqD.

    As dimensões da câmara, única para esse tipo de teste na América Latina, exigiram a construção de um prédio novo para abrigá-la.

    O equipamento tem 7 metros de altura, 19 metros de comprimento e 10 metros de largura. É blindado e simula um ambiente aberto, mas sem interferências eletromagnéticas externas. Permite medir sinais de radiofrequência de equipamentos e até de veículos.

    “Com a implantação do Sistema Nacional de Identificação Automática de Veículos (Siniav), o governo federal poderá fiscalizar de forma mais eficaz os veículos e organizar melhor o trânsito”, conta o engenheiro de computação do CPqD, Alessandro Gonzales Andreo.

    No laboratório, serão feitas três tipos de análises. Uma delas é a medição de radiofrequência para verificar se os dispositivos RFID estão em conformidade com os padrões e protocolos do mercado. A análise permite definir a melhor faixa de frequência a ser usada na aplicação, o encapsulamento adequado para a etiqueta e o melhor posicionamento em relação ao leitor.

    As etiquetas ou tags são compostas por um chip que contém as informações necessárias para a identificação. O processador é encapsulado para aderir ao objeto que irá identificar. O engenheiro explica que a eficácia do sistema depende de como a etiqueta vai aderir à superfície e do local em que ela será afixada. “Cada tipo de superfície deve ter um material específico para a etiqueta”, explica Andreo, gerente do laboratório.

    Ele conta que as indústrias têm mecanismos para determinar com precisão, em testes e simulações, a melhor forma de adotar a tecnologia. “Cada empresa tem um modelo de como deve usar a tecnologia. Antes desse laboratório, elas gastavam muito dinheiro tentando definir esse modelo com tentativa e erro”, afirma Andreo.

    Outro tipo de estudo desenvolvido no laboratório verifica se as etiquetas e leitores RFID estão de acordo com os padrões da EPCglobal, entidade responsável pela implementação do Código Eletrônico de Produtos (EPC) adotado pela indústria de bens de consumo e a cadeia logística.

    O Centro estuda a tecnologia RFID desde 2007 e desenvolveu projetos para grandes indústrias brasileiras, como a Petrobras. O CPqD implantou uma aplicação para o rastreamento de amostras de produtos químicos nos laboratórios da estatal.

    O laboratório do CPqD custou R$ 8,8 milhões e começou a ser montado em junho de 2009, com o apoio do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) e da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).

    Brasil ID vai monitorar as mercadorias em circulação

    O mercado global de RFID movimentou em 2004 US$ 1,5 bilhão. Segundo o instituto ABI Research, esse número deve chegar a US$ 8,25 bilhões em 2014. O gerente do laboratório de RFID do CPqD, Alessandro Gonzales Andreo, diz que, apesar de não haver estatísticas sobre o Brasil, o mercado no País também é promissor. Dois grandes projetos do governo federal devem aumentar a demanda por estudos e projetos em identificação por radio frequência. O Denatran tem um programa que prevê a identificação dos veículos em circulação no Brasil com essas etiquetas até 2014. E a Secretaria da Fazenda tem o Brasil ID, que pretende identificar todas as mercadorias em circulação, a fim de evitar a sonegação de impostos. Esse último programa ainda não tem um cronograma de implantação. Depende do estabelecimento de um padrão único da tecnologia. O Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), o Ministério da Fazenda e as Secretarias de Fazenda de todos os estados brasileiros assinaram um acordo de cooperação para a criação do Brasil-ID. O padrão está sendo estudado pelo Centro de Pesquisas Avançadas Wernher von Braun, que funciona em Campinas. Andreo conta que a identificação por RFID é largamente aplicada em logística e em centros de distribuição para o controle de estoques e de mercadorias em vários países. “Outra aplicação que está surgindo é a de identificar de recém-nascidos em maternidades.”

    Fonte: Patrícia Azevedo - Correio Popular



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    Sexta, 18 de Fevereiro de 2011 09:25

    Com objetivo de promover a inovação tecnológica em redes de comunicações e serviços de futura geração, por meio de pesquisa, do desenvolvimento tecnológico, da experimentação avançada e da validação de tecnologias de redes e de serviços voltados para aplicações de banda larga, é desenvolvido o Projeto GIGA.

    A Rede Experimental de Alta Velocidade é peça fundamental do Projeto. Chamada de Rede Giga, permite aos pesquisadores e desenvolvedores participantes - ou interligados por meio de outras redes nacionais ou internacionais - a experimentação e a validação de tecnologias de transmissão, de comutação, de protocolos, de serviços e de aplicações de redes, provenientes do Projeto GIGA ou não, em condições mais próximas das enfrentadas pelas empresas operadoras e provedoras de serviços.

    Para que possamos compreender o Projeto e o que esta inovação tecnológica representa à sociedade, conversamos com o diretor do Projeto GIGA, Alberto Paradisi. Confira:

    ID - Quais profissionais o projeto envolve?

    ALBERTO - São pesquisadores com diferentes tipos de formação, boa parte engenheiros e outros profissionais das áreas de redes e de ciência da computação.

    Para que nossos leitores possam compreender, o que são as redes ópticas?

    São redes de telecomunicações que utilizam cabos de fibras ópticas na transmissão, proporcionando velocidades de transmissão de centenas de gigabit por segundo (1 gigabit por segundo = 1.000 megabit por segundo). Para isso, é necessário instalar também equipamentos de rede e outros dispositivos baseados em tecnologia óptica.

    A Rede Giga está em experimentação? Como ocorre?

    Sim, a Rede Experimental de Alta Velocidade do Projeto GIGA é o laboratório de validação dos resultados obtidos ao longo do processo de pesquisa e desenvolvimento.

    Na primeira fase do projeto (entre 2003 e 2007), a rede GIGA foi implantada e se estendeu por dois estados (São Paulo e Rio de Janeiro), abrangendo sete cidades e contemplando 26 instituições e dezenas de laboratórios. Na fase atual do projeto, a Rede GIGA interligou-se à rede Ipê, da RNP (que conecta as universidades federais do Brasil) - que, por sua vez, está interligada às redes experimentais sul-americanas, americanas e européias. Com isso, o Projeto GIGA se transformou em um laboratório de experimentação e validação de Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) em escala planetária. Essa perspectiva viabilizará a participação e colaboração com projetos internacionais similares bastante avançados, o que aumenta a importância do Projeto GIGA e o impacto que ele pode causar nos âmbitos científico, tecnológico e social.

    Além da área médica, outros segmentos poderão ser beneficiados?

    Na verdade, as aplicações na área de medicina são apenas um exemplo do potencial de utilização da Rede GIGA. Nesta segunda fase, o Projeto GIGA vem conduzindo um trabalho chamado TV Experimental, cujo objetivo é pesquisar e desenvolver uma solução completa para distribuição, armazenamento e acesso a conteúdo multimídia interativo em formato televisivo, com oferta adicional de serviços de telecomunicações e de governo eletrônico. Além disso, a Rede Giga suporta, atualmente, atividades de pesquisa experimental na área de computação em grade, física de alta energia, distribuição de conteúdo estereoscópico em super alta-definição - Projeto 2014K (http://www.2014k.org) e Internet do Futuro (http://www.geni.net).

    A inovação tecnológica proposta pelo projeto pode favorecer a sociedade em geral?

    Sem dúvida nenhuma. Basta citar como exemplo o trabalho na área de TV Experimental. Com a definição de mecanismos para armazenamento e de busca de conteúdos digitais interativos, será possível criar repositórios integrados acessíveis ao usuário, dando origem a um acervo que permitirá tanto a preservação como a disseminação cultural. Além disso, possibilitará a criação de uma grade de programação voltada para uma comunidade específica e a difusão de conteúdos gerados localmente. Isso vai fomentar a inclusão dos cidadãos em geral, que poderão exercer o papel de consumidor e de gerador de informações - o que fortalecerá a identidade cultural e as tradições locais. Além disso, um dos objetivos do projeto GIGA é disponibilizar ao setor produtivo (indústria) as tecnologias de equipamentos desenvolvidas no âmbito do projeto.

    Algo a acrescentar?

    É importante destacar que o Projeto GIGA já gerou oito pedidos de patente, 34 teses de mestrado e doutorado e seis protótipos de equipamentos, cujas tecnologias foram transferidas para empresas brasileiras. Seus resultados incluem também a criação de serviços experimentais de telecomunicações com recursos multimídia, nas áreas de telemedicina e teleducação, já em uso por vários segmentos da sociedade brasileira.

    O Projeto Giga é coordenado e executado pelo CPqD, em parceria com a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RPN), e recursos financeiros provindos do Fundo Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicação (FUNTTEL), administrados pela Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP).

    Por Aline Diedrich - Identidade Cultural

    Fonte: http://identidadecult.com/



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    Sexta, 11 de Fevereiro de 2011 12:00
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    A inauguração do Laboratório de Estudos e Aplicações em RFID do CPqD, dia 4, foi prestigiada por diversas autoridades e personalidades do setor de tecnologia brasileiro. O Ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, veio a Campinas especialmente para participar do evento, que contou, ainda, com a presença do Vice-Prefeito de Campinas, Demétrio Vilagra, deputados, vereadores, prefeitos de cidades vizinhas, além de representantes de diversas instituições e empresas do setor de telecomunicações e TI.

    O novo laboratório está sob o comando da Diretoria de Laboratórios e Infraestrutura de Redes (DLIR), e o diretor Sebastião Sahão Júnior está animado com as perspectivas futuras. “Este prédio de 600 m2 foi construído especialmente para abrigar o laboratório, que deve proporcionar novas oportunidades de pesquisa e desenvolvimento e também de negócios para o CPqD. Nossa equipe está bastante estimulada com os desafios que surgirão a partir dessa nova infraestrutura”, comenta Sahão.

    Em vista da importância estratégica do laboratório para o setor produtivo brasileiro, o evento foi amplamente coberto pela imprensa local e especializada.

     


     



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    Sexta, 11 de Fevereiro de 2011 08:52

    Tecnologia de transmissão de dados está pronta para promover inclusão em regiões distantes, mas falta interesse comercial

    Uma notícia divulgada nesta semana pela Agência USP, da Universidade de São Paulo, ganhou destaque em portais voltados para novas tecnologias: os resultados do teste com TV digital via rede elétrica no Maranhão, feitos por pesquisadores da Escola Politécnica da USP em parcerias com empresas e entidades brasileiras e europeias.

    A ideia é simples e está em linha com o plano de expansão da banda larga no país. Ao invés de instalar cabos de fibra óptica para transmissão de dados, utiliza-se a rede elétrica existente para levar o sinal da televisão digital interativa - na qual o usuário tem a possibilidade de interferir com a programação - para regiões mais afastadas do p a í s . O projeto , batizado de Samba, sigla em inglês de sistema avançado de televisão digital interativa e serviços móveis (System for advanced interactive digital television and mobile services in Brazil) consiste na utilização do sistema de comunicações por meio de linhas de força ( PLC, na sigla em inglês de Power Line Communications) - tecnologia que transforma as rede s de energia elétrica em transmissoras de dados.

    Os trabalhos foram realizados durante três meses em 2009 na cidade de Barreirinhas, localizada a 272 km de São Luís, no Maranhão. "Comprovamos que com esta tecnologia é possível disponilizar um canal de comunicação de baixo cus to, que possibilita a qualquer usuário criar sua própria programação", afirma André Hirakawa, coordenador do grupo do Departamento de Engenharia de Computação e Sistemas Digitais da Poli-USP. De acordo com o Hirakawa, em Barreirinhas, a televisão ganhou s t a t u s d e computador. O custo de instalação do sistema PLC foi baixo, cerca de R$ 20 mil , enquanto a banda larga não sairia por menos de R$ 50 mil na região. Boas ideias, pouca continuidade Dois anos após a instalação-piloto, a cidade de Barreirinhas conta apenas com boas lembranças e promessas de continuidade. Segundo Alexandre Bagarolli, gerente de soluções de infraestrutura do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento (CPqD), o sistema de PLC é viáveis para atender regiões remotas do país e promover inclusão, especialmente no que diz respeito aos avanços técnicos e regulatórios. Porém, a solução não apresenta viabilidade comercial em grandes centros. "A dificuldade, que não é só do Brasil, é fazer este tipo de projeto virar um negócio rentável", afirma. A saída deve vir de uma ação oficial. "O governo está preocupado com a questão e a nova Telebrás, por exemplo, pode ter o papel de viabilizar estes projetos", avalia Bagarolli.

    Regiane de Oliveira

    Fonte: Brasil Econômico



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    Quinta, 10 de Fevereiro de 2011 11:46

    O Centro de Pesquisas e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD), em parceria com alguns clientes e fornecedores, está promovendo uma ação com enfoque socioambiental, nesta quinta-feira (10), por volta das 9h30, através de um ato simbólico que marcará o plantio de seis mil mudas de árvores em duas regiões da periferia de Campinas. Serão beneficiados o Parque Novo Mundo e a Vila União.

    O objetivo é de compensar o passivo ambiental decorrente de atividades desenvolvidas em função dos grandes contratos firmados pelo CPqD com empresas parceiras e fornecedoras.

    Segundo os organizadores, participam da ação as operadoras de telecomunicações Vivo e CTBC, a fabricante de sistemas ópticos Padtec e os fornecedores BTU Ar Condicionado, Transportadora Cardelli, Transpass Rent a Car, IsoClean, MVS, InterQuattri Informática e Telecomunicações, Stefanini, Apdata e América.

    Experiência

    Para coordenar a iniciativa, o CPqD afirmou que foi buscar a experiência da Escola Viveiro Multiplicadora Artesã, uma organização da sociedade civil de interesse público (Oscip) que atua há quase dez anos nessa área. No bairro Parque Novo Mundo, na região sul de Campinas, serão plantadas 4.500 mudas, em um trecho de 3 hectares de extensão dentro do Parque Municipal dos Jatobás. Essa área é de interesse hídrico relevante para o município, uma vez que abriga três nascentes de água.

    Além das mudas de árvores, o local deverá receber uma biblioteca comunitária, um viveiro de mudas e um ponto para a coleta seletiva de material a ser reciclado.

    Mudas

    As outras 1.500 mudas de árvores serão plantadas no Parque Municipal da Vila União, região degradada de Campinas, situada próximo à Rodovia dos Bandeirantes. Na verdade, a própria criação desse parque é resultado de uma iniciativa bem-sucedida do CPqD, realizada em 2008, quando foram plantadas 6 mil mudas no local.

    As plantas permitiram conter o assoreamento da área e proteger as seis nascentes que constituem a cabeceira de um dos afluentes do rio Capivari. Além de contribuir para a preservação ambiental, a iniciativa gerou um benefício para a comunidade daquela região, uma vez que o Parque da Vila União acabou se transformando em palco de diversas iniciativas culturais voltadas, principalmente, para idosos e grupos de estudantes.

    Milton Paes

    Fonte: DCI



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    Segunda, 07 de Fevereiro de 2011 13:00

    Laboratório de RFID - CPqD

    Imagine baixar, em um segundo, 1,4 mil longas-metragens. Ou fazer 1 bilhão de chamadas de voz simultâneas via internet. Essa é a capacidade oferecida por uma conexão de 8 terabits por segundo (Tbps), que o CPqD prevê alcançar até o fim do ano, usando uma única fibra óptica.

    Criado há 34 anos, o CPqD era o centro de pesquisas do Sistema Telebrás. Com a privatização, tornou-se uma fundação privada sem fins lucrativos, que tem como maior fonte de receita projetos que desenvolve para empresas. É o principal centros de desenvolvimento de tecnologia de telecomunicações do País.

    “Temos condições de competir com as empresas internacionais”, disse Hélio Graciosa, presidente do CPqD. “Só precisamos ser mais seletivos, porque temos menos recursos e menos engenheiros.”

    Sediado em Campinas, no interior de São Paulo, o CPqD emprega 1,2 mil pessoas e registrou, em 2010, receitas de cerca de R$ 230 milhões. Desse total, um quarto veio de fundos setoriais do governo, para financiamento de pesquisa. O restante foram projetos com empresas.

    Ontem, o CPqD inaugurou um laboratório de etiquetas inteligentes (foto). São quatro suas linhas principais de pesquisa: banda larga, smart grid (tecnologia da informação e telecomunicações aplicadas à rede elétrica), cidades digitais e banco do futuro.

    Desde 1998, quando houve a privatização da Telebrás, foram vendidos R$ 15 bilhões em produtos com tecnologia do CPqD. Como a medida da inovação é o resultado financeiro obtido a partir da pesquisa, esse é um número importante.

    Várias empresas surgiram a partir do CPqD, como a Padtec, que fabrica equipamentos de comunicações ópticas; a Trópico, que fornece centrais telefônicas; e a ClearTech, responsável pela solução tecnológica da portabilidade numérica. Essas empresas, que tem o centro como acionista, recebe tecnologia desenvolvida nos laboratórios do CPqD, e a transforma em produtos.

    Fonte: Renato Cruz - Link Estadão



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    Sexta, 04 de Fevereiro de 2011 09:19

    Aplicativos desenvolvidos pelo CPqD também possibilitarão ao brasileiro o acesso a dados da Previdência pela televisão digital

    Agendar uma consulta nos hospitais do Sistema Único de Saúde (SUS) confortavelmente sentado no sofá, durante os intervalos de seu programa de TV favorito, usando apenas o controle remoto. Algo que hoje parece ser impossível já pode se tornar realidade graças à implementação do sistema de TV digital no Brasil, em 2007. Além de aumentar a resolução e melhorar a qualidade das imagens, o sistema também vai possibilitar a implementação de recursos de interatividade como a marcação de consulta.


    Para isso, o CPqD trabalha há dois anos no desenvolvimento de aplicativos para TV voltados para inclusão digital. Além de possibilitar o agendamento de consultas pela televisão, estes sistemas também vão viabilizar o acesso a informações de previdência social como o extrato do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), por exemplo. Haverá, ainda, uma ferramenta para que os usuários procurem emprego por meio da televisão.


    O CPqD estima que terá finalizado totalmente os aplicativos em mais um ano. Segundo o pesquisador José Orfeu, em dois anos as ferramentas devem entrar em uso. O público alvo são as pessoas das classes C, D, E, que não têm acesso a PCs e, muitas vezes, não estão familiarizadas com computadores. "Será uma forma de diminuir a barreira da população com tecnologia, já que 98%dos lares do país tem tv", afirma Orfeu.


    Apesar dos projetos do CPqD, o Ministério das Comunicações, no entanto, afirma que não é responsável nem pede para nenhuma instituição desenvolver aplicativos para TV digital. A participação do Ministério é somente no fomento e financiamento por meio do Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações (Funttel). Os recursos angariados pelo CPqD totalizaram R$ 16 milhões e, segundo Orfeu, nos dois anos de projeto já foram gastos R$ 7 milhões. O restante deve ser aplicado no próximo ano de pesquisa. Para utilizar todos os recursos dos aplicativos do CPqD, os usuários terão também de ter acesso à internet por meio da tv, segundo Orfeu.


    Para que isso seja possível, a aposta é no Plano Nacional de Banda Larga, lançado em maio do ano passado.O objetivo do plano é triplicar o acesso à banda larga em todo o Brasil é uma das expectativas é disponibilizar o serviço para 40 milhões de domicílios até 2014.
    Além da internet, a interatividade exige, também, que os televisores ou receptores tenham embutido o software Ginga, desenvolvido pela Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) e pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB).


    Outros projetos


    Além dos aplicativos voltados para o governo, o CPqD também desenvolve outros sistemas voltados para comércio eletrônico, ensino a distância e jogos, tudo por meio da TV. Por meio dos aplicativos de comércio eletrônico será possível comprar produtos que apareçam na programação, como a roupa que um personagem da novela está usando, por exemplo.

    CPqD está desenvolvendo sistemas de comércio eletrônico e ensino a distância para TV digital com recursos do Funttel, no valor de R$ 16milhões
    Pelo controle remoto, telespectador poderá acessar aplicativos na TV. A previsão do CPqD é que os sistemas estarão em uso em dois anos

    TECNOLOGIA NACIONAL

    Chip brasileiro pode baixar preço de equipamentos com TV digital
    Para baixar os preços e popularizar os conversores, TVs e demais equipamentos com acesso à TV digital no Brasil, o Instituto Eldorado desenvolveu, em parceria com a brasileira Idea! Sistemas Eletrônicos, um chip para recepção do sinal de TV digital, o único nesse segmento projetado no país.

    O objetivo da Idea! é comercializar o produto para fabricantes nacionais de equipamentos que podem ter acesso à TV digital, como computadores, por exemplo, de acordo com José Eduardo Bertuzzo, gerente de desenvolvimento de hardware do Instituto Eldorado.

    O produto é cerca de 25% mais barato que o importado, segundo Bertuzzo. Ele afirma que o chip desenvolvido utiliza a tecnologia de 65nm (nanômetros, uma subunidade do metro), o que quer dizer que utiliza menos silício que os importados. "Como as empresas que utilizam o sistema japonês de TV digital desenvolveram seus chips há mais tempo, a tecnologia utilizada é mais antiga que a nossa", afirma Bertuzzo. Os chips serão fabricados em Singapura, na fábrica da Global Foundries, já que não há empresas que produzam este tipo de produto no Brasil. A Idea! já está negociando com empresas nacionais da área de PCs e tablets. "As empresas nacionais não querem utilizar a tecnologia de concorrentes multinacionais", diz Bertuzzo.

    Interatividade ainda não deslanchou

    A TV digital brasileira completou três anos em dezembro, sem grande alarde. Apesar do rápido avanço técnico, a população continua sem conhecer suas vantagens e a interatividade, única inovação brasileira, ainda não vingou. O sinal digital já cobre mais de 50 cidades, sendo 24 capitais, abrangendo quase dois terços da população. Das capitais, apenas Macapá, Rio Branco e Boa Vista não possuem transmissões digitais, que devem começar este ano.

    Já no âmbito internacional, onze países aderiram ao sistema brasileiro, além de Brasil e Japão: Argentina, Chile, Venezuela, Peru, Equador, Paraguai, Bolívia, Costa Rica, Filipinas, Nicarágua e Uruguai. Recentemente, alguns países africanos optaram pelo sistema europeu, na única derrota da diplomacia brasileira nesses anos de venda do sistema brasileiro no exterior.

    Apesar desse cenário positivo, nem tudo são flores na TV digital brasileira. Se por um lado a população ainda tem dificuldades em compreender o que significa alta definição e quais as vantagens da TV digital, por outro a interatividade não deslancha. Faltam conteúdos atraentes, existem poucos receptores à venda, que são caros e não recebem as interatividades de todas as emissoras.

    Apenas para comparar, a Argentina, que adotou a tecnologia brasileira, está mais avançada no desenvolvimento de programas interativos do que o Brasil, criador da tecnologia. Por meio de incentivos governamentais, foi criada uma rede de desenvolvimento universitária de conteúdos. Além disso, o governo comprou e está distribuindo gratuitamente para a população carente 500 mil receptores digitais e interativos, garantindo o mercado inicial do sistema. No país vizinho a inclusão digital usando a TV digital está caminhando de fato.

    Já no Brasil, a interatividade ficou na mão das empresas.Desde 2007 há problemas para se chegar a um acordo sobre o que deve compor a interatividade, quais os passos para sua implantação, e como testar a compatibilidade dos receptores. Para que a interatividade funcione bem, todos os receptores devem mostrar de forma igual o que é transmitido por todas as emissoras.

    A TV digital trabalha comum série de tecnologias, que vão desde sistemas de transmissão, codificação, até softwares de interatividade. Das tecnologias adotadas pelo Brasil, todas são estrangeiras, com exceção de parte do sistema de interatividade, desenvolvida pela PUCRio. Este sistema, completado com tecnologia americana, recebeu o nome de Ginga. Ele pode vir instalado nas TVs de alta definição ou nos adaptadores, que permitem ver TV digital nas tradicionais TVs de tubo.

    Como parte do mercado descartou a interatividade, surgiu a ideia de o governo obrigar os fabricantes de receptores a incluírem o Ginga. A ideia está sendo discutida pelo Ministério das Comunicações. No entanto, obrigar um fabricante a incluir um software na TV não garante o desenvolvimento do mercado e muito menos o oferecimento de conteúdos interessantes para o público, com interesse público. O sucesso da TV digital passa pelo desenvolvimento de modelos de conteúdo, não de tecnologia.

    Desta vez o Brasil se mostrou capaz de desenvolver tecnologias, mas corre sério risco de não ver parte delas funcionando e nem usufruir de seus benefícios.

    VALDECIR BECKER Professor da Faap e pesquisador da área de TV digital

    José Orfeu, pesquisador do CPqD: dois anos de trabalho para desenvolver aplicativos para TV

    José Eduardo Bertuzzo, gerente do Instituto Eldorado, que desenvolveu chip com menos silício

    Carolina Pereira

    Fonte: Brasil Econômico



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    Sexta, 04 de Fevereiro de 2011 08:42

    Instalações abrigam câmara semianecóica com capacidade para simular o uso de aplicações RFID em grandes ambientes


    O CPqD inaugura hoje, sexta-feira (4/02), o seu Laboratório de Estudos e Aplicações em RFID - tecnologia de identificação por radiofrequência que vem ganhando cada vez mais espaço em diversos setores, como indústria de manufatura, distribuição e logística, varejo e até no rastreamento de animais e pessoas. O novo laboratório do CPqD é o único no Brasil que possui uma câmara semianecóica com capacidade para fazer avaliações simulando o uso da tecnologia RFID em ambientes de grandes dimensões - por exemplo, em centros de distribuição ou veículos.


    "O objetivo é ajudar a indústria e outros setores usuários da tecnologia RFID a definir a melhor solução tecnológica para a sua aplicação", explica Hélio Graciosa, presidente do CPqD. Inaugurado pelo ministro da Ciência e Tecnologia Aloizio Mercadante, o laboratório começou a ser montado em junho de 2009 e contou com o apoio do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), do MCT, e da Finep - Financiadora de Estudos e Projetos. O valor total do investimento atingiu R$ 8,8 milhões - R$ 8 milhões do FNDCT/Finep e R$ 800 mil do CPqD.


    Para abrigar o novo laboratório, foi construído um prédio próprio, dentro do qual foi montada a câmara semianecóica, que tem 7 metros de altura, 19 metros de comprimento e 10 metros de largura. Completamente blindada, essa câmara é revestida internamente por placas absorsoras e simula um ambiente aberto, mas sem interferências eletromagnéticas externas. Com isso, é possível medir sinais de radiofrequência livres de interferências que podem mascará-los ou prejudicar o funcionamento do equipamento em teste. Esse é um requisito importante para o funcionamento adequado da tecnologia RFID.


    Serviços diferenciados


    O Laboratório de Estudos e Aplicações em RFID do CPqD fará três tipos principais de análises. Um deles é o teste e medição de radiofrequência (RF), destinado a verificar se os dispositivos RFID (leitores e etiquetas) estão em conformidade com os padrões e protocolos do mercado. Além disso, esse tipo de análise permite definir a melhor faixa de frequência a ser usada na aplicação, o encapsulamento adequado para a etiqueta (tag) RFID, ou ainda o melhor posicionamento da tag em relação ao leitor, levando em conta uma série de fatores - entre eles, o material da superfície em que a etiqueta será aplicada (existem materiais, como o vidro e o metal, que provocam interferências ou reflexão dos sinais de radiofrequência).

    Outro tipo de estudo realizado pelo laboratório permitirá verificar se as etiquetas e leitores RFID estão de acordo com os padrões da EPCglobal, entidade responsável pela implementação do Código Eletrônico de Produtos (EPC) adotado pela indústria de bens de consumo e a cadeia logística - segmentos que concentram a maior parte das aplicações da tecnologia RFID atualmente. Para realizar essas análises, o novo laboratório dispõe de cenários de esteira e portal adaptados ao padrão EPC.


    Além disso, o laboratório de RFID do CPqD atuará no desenvolvimento, teste e simulação de aplicações baseadas nessa tecnologia, nos mais diversos segmentos e cenários. Isso envolve a integração da aplicação RFID a outras tecnologias, como redes de sensores, biometria e redes de comunicação sem fio - entre elas, ZigBee e celular, que poderão ser usadas na transmissão das informações armazenadas no chip RFID para um sistema corporativo de gerência, por exemplo.


    O CPqD já trabalha com a tecnologia RFID desde 2007, tendo desenvolvido vários projetos para grandes indústrias brasileiras que buscaram na identificação por radiofrequência soluções para controlar e rastrear documentos e itens críticos da linha de produção. Seu primeiro projeto, desenvolvido para a Petrobras, consistiu na implantação de uma aplicação RFID para o rastreamento de amostras de produtos químicos nos laboratórios de uma refinaria.
    Com o novo laboratório, o CPqD deverá expandir sua oferta de serviços nessa área, atendendo não só à indústria e outras empresas usuárias do RFID como também a desenvolvedores de soluções baseadas nessa tecnologia.



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    Segunda, 31 de Janeiro de 2011 13:28

    O acesso poderá ser por meio da TV terrestre, via IPTV, TV a cabo e dispositivos móveis em geral.

    Os primeiros aplicativos para TV digital interativa estão saindo dos laboratórios do CPqD. Eles foram desenvolvidos como parte do Projeto Serviços Multiplataforma de TV Interativa (SMTVI), que conta com recursos do Funttel (Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações) e tem o objetivo de oferecer serviços eletrônicos por meio do aparelho de TV – um veículo de comunicação bastante popular no Brasil. Com a oferta desses serviços na TV, a intenção é estimular o seu uso por pessoas não familiarizadas com as Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) e derrubar eventuais barreiras que a linguagem digital ainda encontra para se popularizar – além de promover, efetivamente, melhorias na qualidade de vida do cidadão.

    Entre os aplicativos desenvolvidos pelo CPqD, destacam-se serviços de governo eletrônico, como o Inclua Saúde, para a marcação de consultas médicas em postos públicos, o Previdência Fácil, para acesso a informações da Previdência Social, e o Procura Emprego, para a divulgação de oportunidades de emprego pela TV. O pacote de serviços eletrônicos inclui ainda conteúdo sob demanda (ou T-cod), a troca de mensagens pela TV e o acesso a informações meteorológicas e notícias. Além disso, engloba o T-learning, com foco na alfabetização e no ensino profissionalizante, o T-commerce e o T-games, para a compra de produtos e os jogos (respectivamente) via controle remoto da TV digital.

    Para ter acesso a essas aplicações e serviços, é necessário que a pessoa tenha o decodificador (set top box) de TV digital acoplado ao aparelho de TV, ou um televisor com o decodificador interno. Se tiver um canal de retorno, o usuário poderá enviar informações para os serviços (upload). Esse canal pode ser baseado em qualquer tecnologia de telecomunicações, como modem ADSL, ou sem-fio. Como os serviços são multiplataforma, será possível acessá-los não só por meio da TV terrestre mas também via IPTV, TV a cabo e dispositivos móveis em geral.

    (Fonte: Wireless Mundi)



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    Terça, 25 de Janeiro de 2011 15:34

    O Sistema de Gestão Escolar da Secretaria de Educação do Estado Espírito Santo recebeu, em dezembro, o Prêmio INOVES, com Menção Especial na categoria Inovação Tecnológica. O projeto da Secretaria é suportado pela tecnologia de Gestão Pública de Educação do CPqD.

    Iniciativa da Secretaria de Estado de Gestão e Recursos Humanos, o Prêmio INOVES valoriza as práticas empreendedoras e os resultados concretos, considerando referenciais de qualidade e inovação na gestão pública do Estado. O prêmio é um reconhecimento formal dos resultados alcançados, demonstrados por meio de evidencias objetivas, em projetos desenvolvidos pelas equipes no contexto dos serviços públicos estaduais, municipais e dos três Poderes. Em 2010, foram premiados 15 projetos dos 200 que concorreram ao prêmio.

    O Módulo de Gestão da Educação do CPqD está em operação no Estado do Espírito Santo desde 2008. O sistema controla as informações das 600 escolas estaduais localizadas em 78 municípios, totalizando 294 mil alunos e 22 mil professores.



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    Sexta, 21 de Janeiro de 2011 10:02

    O Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD) será responsável por um dos blocos de pesquisa que vai orientar na definição de um plano nacional que busca a migração gradativa do setor elétrico brasileiro para o conceito de smart grid (rede inteligente). A instituição vai conduzir o de Telecomunicações, TI e Interoperabilidade.

    A Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee) e a Associação de Empresas Proprietárias de Infraestrutura e de Sistemas Privados de Telecomunicações (Aptel) encabeçam a iniciativa, que definiu sete blocos de pesquisa para o desenvolvimento de um projeto estratégico sobre Redes Elétricas Inteligentes.

    O CPqD vai definir diretrizes para subsidiar a implementação de recursos de telecom e TI para redes inteligentes, com garantia de interoperabilidade, nas concessionárias de distribuição de energia elétrica associadas à Abradee. Essa fase tem duração prevista de seis meses. Atualmente, a Abradee reúne 43 empresas, estatais e privadas, responsáveis pelo atendimento de 99% do mercado brasileiro de energia elétrica.

    De acordo com Mariangela Rino Pedrosa, gerente de Mercado Setor Elétrico do CPqD, as diretrizes vão servir para que cada empresa distribuidora possa traçar seu próprio caminho na implementação da rede inteligente.

    O primeiro passo que o CPqD dará para atingir essa meta será o levantamento do cenário de TI e telecom atual das distribuidoras de energia. Também vai identificar outros aspectos como avaliação dos requisitos de segurança, análise de plataformas de gerenciamento de redes e sistemas e de bancos de dados, além de requisitos para interoperabilidade.

    "A ideia é oferecer subsídios para a criação de uma infraestrutura de telecomunicações e TI que atenda a todas as múltiplas aplicações e, ao mesmo tempo, se mostre economicamente viável", afirma Mariangela.

    Histórico

    Em dezembro de 2010, 37 Concessionárias Distribuidoras de Energia Elétrica, a Abadee e a Aptel assinaram contrato para definição e elaboração de uma proposta para um Plano Nacional de migração tecnológica do setor elétrico, chamado Programa Brasileiro de Redes Elétricas Inteligentes (PBRI).

    Os compromissos vão desde a indicação de padronização das tecnologias, metodologias e funcionalidades a serem adotadas no País, visando a medição inteligente até a determinação do papel do consumidor nessa complexa cadeia de relacionamento.

    Fonte: Computerworld



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    Quarta, 19 de Janeiro de 2011 15:42



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    Já estão disponíveis no mercado brasileiro alguns aplicativos que poderão ser executados nos televisores com tecnologia digital. Esse é um dos objetivos do Projeto Serviços Multiplataforma de TV Interativa, do CPqD, que recebeu apoio do FUNTTEL.

    Com os aplicativos desenvolvidos será possível utilizar o aparelho televisor para fazer mais do que assistir à programação das emissoras. A equipe que vem atuando no projeto trabalhou no desenvolvimento de serviços e aplicações que permitirão ao espectador da TV digital – e, também, usuário – marcar consultas médicas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), obter informações dos processos de aposentadoria junto à Previdência Social, procurar empregos, além, é claro, de pagar contas, conversar através de chats e fazer compras utilizando a televisão como terminal.

    “A equipe de desenvolvimento vem atuando fortemente no desenvolvimento de serviços e aplicativos para ensino a distância com foco em cursos profissionalizantes utilizando a TV”, comenta o pesquisador José Orfeu, da Diretoria de Tecnologia de Serviços (DTS). Segundo Orfeu, a ferramenta desenvolvida pelo CPqD terá a opção de chat e complementação em vídeo.

    O Ginga – middleware que permite a interatividade na TV digital terrestre – já vem sendo comercializado em alguns modelos de set-top box e de televisores, e as emissoras começam a disponibilizar conteúdos interativos. “É preciso, ainda, definir modelos de negócios e formas de exploração dos serviços, mas essa realidade está cada vez mais perto do cidadão”, afirma o pesquisador.

    A plataforma desenvolvida pelo CPqD permite enviar mensagens utilizando um teclado virtual, que pode ser acionado pelo usuário por meio do controle remoto da televisão. Para obter interatividade remota é necessário que o terminal de usuário esteja conectado a um serviço de telecomunicação, como, por exemplo, a Internet, o que pode se dar através de diferentes tecnologias de acesso, como, por exemplo: pares metálicos (ADSL), modem 3G, WiMAX, Wi-Fi, entre outras.

    O CPqD também está atento aos aspectos de segurança da rede. Aplicações de comércio eletrônico (T-commerce) e serviços bancários (T-banking), que permitem o pagamento de contas e consultas a saldo utilizando a televisão, por exemplo, exigem cuidados especiais quanto à segurança das informações. Técnicas de certificação, criptografia e protocolos seguros são necessários. “É preciso ter os mesmos cuidados empregados em acessos de Internet banking, a fim de garantir o sigilo das informações e evitar o roubo de dados”, comenta Orfeu.



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    Segunda, 03 de Janeiro de 2011 17:49

    Nova tecnologia promete velocidades de até 8 terabits por segundos.

    Por meio de recursos do Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações (Funttel), o Ministério das Comunicações apoia a Fundação CPqD no desenvolvimento de uma nova geração de sistemas de comunicação óptica. O projeto, batizado de "100 GETH" (Gigabit Ethernet), visa chegar a taxas de transmissão da ordem 100 gigabits por segundo por comprimento de onda. Isso significa uma velocidade bastante superior à praticada atualmente no mercado, o que permitirá impulsionar o acesso à internet em banda larga.

    O foco principal da pesquisa é a construção dos grandes backbones, infraestrutura principal pela qual o tráfego de dados e voz é transmitido por toda a extensão da rede de uma operadora, atendendo a demanda crescente por quantidade de dados.

    O aumento considerável na velocidade é possível porque os sistemas ópticos desenvolvidos nos laboratórios do CPqD baseiam-se na chamada tecnologia WDM (Wavelengh Division Multiplexing). Essa tecnologia permite compartilhar a mesma fibra óptica para a transmissão de sinais de diferentes comprimentos de onda, aumentando a capacidade de transferência de informação. Com esse compartilhamento na mesma fibra, será possível alcançar, por exemplo, taxas de até 8 terabits por segundo. Em testes recentes, a Fundação CPqD já conseguiu atingir a marca de 3,2 terabits por segundo por fibra óptica.

    De acordo com o pólo de tecnologia, os primeiros protótipos de equipamentos baseados nessa tecnologia devem estar disponíveis entre o fim de 2011 e o início de 2012. A estimativa é que, a partir de 2012, a nova geração de sistemas ópticos esteja pronta para ser comercializada. Segundo Laerte Davi Cleto, diretor do Departamento de Indústria, Ciência e Tecnologia do Ministério das Comunicações, trata-se do maior projeto do Funttel em termos de destinação de recursos: R$ 90 milhões em quatro anos. A pesquisa começou a ser desenvolvida em 2009.

    Fonte: IPNews



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